Em relação às convulsões na infância e na adolescência, julg...
Em relação às convulsões na infância e na adolescência, julgue o item a seguir.
Situação hipotética: Um adolescente foi atendido no
ambulatório queixando-se de sofrer de crises de desmaios com
queda súbita e postura de hiperextensão de tronco, braços e
pernas. Durante as crises, ele treme, geme e pisca repetidas
vezes. Assertiva: Nesse caso, trata-se de distúrbio não
epiléptico, não estando indicado tratamento anticonvulsivante.
Gabarito comentado
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Tema central da questão: O foco é o diagnóstico diferencial entre crises epilépticas e crises não epilépticas psicogênicas (CNEP) em adolescentes.
Na avaliação de episódios de perda de consciência com manifestações motoras (tremores, postura de hiperextensão, gemidos e piscadas), é fundamental o reconhecimento de padrões clínicos que distinguem crises epilépticas de outras condições paroxísticas não epilépticas.
Justificativa da alternativa correta (C):
A descrição do caso sugere evento não epiléptico: os episódios diferem das crises epilépticas típicas, pois:
- Há mecânica estereotipada (queda súbita + hiperextensão + gemidos + piscadas),
- Manifestações variadas e “teatrais”, comuns em CNEP,
- Sinais motores que não correspondem à fisiologia dos surtos epilépticos clássicos, que tendem a ser mais estereotipados e previsíveis,
- Ausência de relato de pós-ictal característico.
Análise da alternativa incorreta (E):
Se assinalada, levaria ao equívoco de tratar eventos não epilépticos como se fossem epilepsia verdadeira — resultando em tratamentos ineficazes e exposição a efeitos adversos desnecessários. Destaca-se que até 25% dos pacientes com CNEP podem ter epilepsia concomitante, justificando o cuidado no diagnóstico diferencial (epilepsia.pt), mas o tratamento deve ser sempre dirigido à causa raiz do evento.
Ponto-chave para provas: Fique atento: descrições detalhadas de movimentos “teatrais”, preservação da consciência e ausência de sinais neurológicos pós-ictais sugerem crise não epiléptica. Reler as alternativas com foco no termo “epiléptico” pode evitar pegadinhas comuns.
Obras de referência: Nelson Tratado de Pediatria; Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Epilepsia – MS.
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