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Q1374258 Medicina

Em relação às convulsões na infância e na adolescência, julgue o item a seguir.


Situação hipotética: Um adolescente foi atendido no ambulatório queixando-se de sofrer de crises de desmaios com queda súbita e postura de hiperextensão de tronco, braços e pernas. Durante as crises, ele treme, geme e pisca repetidas vezes. Assertiva: Nesse caso, trata-se de distúrbio não epiléptico, não estando indicado tratamento anticonvulsivante.

Alternativas

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Tema central da questão: O foco é o diagnóstico diferencial entre crises epilépticas e crises não epilépticas psicogênicas (CNEP) em adolescentes.

Na avaliação de episódios de perda de consciência com manifestações motoras (tremores, postura de hiperextensão, gemidos e piscadas), é fundamental o reconhecimento de padrões clínicos que distinguem crises epilépticas de outras condições paroxísticas não epilépticas.

Justificativa da alternativa correta (C):

A descrição do caso sugere evento não epiléptico: os episódios diferem das crises epilépticas típicas, pois:

  • mecânica estereotipada (queda súbita + hiperextensão + gemidos + piscadas),
  • Manifestações variadas e “teatrais”, comuns em CNEP,
  • Sinais motores que não correspondem à fisiologia dos surtos epilépticos clássicos, que tendem a ser mais estereotipados e previsíveis,
  • Ausência de relato de pós-ictal característico.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: Epilepsia (Ministério da Saúde), “pacientes com diagnóstico duvidoso de epilepsia ou suspeita de crises não epilépticas devem ser excluídos do protocolo de tratamento anticonvulsivante”. Ou seja, não há indicação de anticonvulsivantes nesses casos — o foco deve ser investigação e suporte psicológico, conforme recomenda também a literatura internacional (UpToDate, Capítulo de Crises Psicogênicas).

Análise da alternativa incorreta (E):

Se assinalada, levaria ao equívoco de tratar eventos não epilépticos como se fossem epilepsia verdadeira — resultando em tratamentos ineficazes e exposição a efeitos adversos desnecessários. Destaca-se que até 25% dos pacientes com CNEP podem ter epilepsia concomitante, justificando o cuidado no diagnóstico diferencial (epilepsia.pt), mas o tratamento deve ser sempre dirigido à causa raiz do evento.

Ponto-chave para provas: Fique atento: descrições detalhadas de movimentos “teatrais”, preservação da consciência e ausência de sinais neurológicos pós-ictais sugerem crise não epiléptica. Reler as alternativas com foco no termo “epiléptico” pode evitar pegadinhas comuns.

Obras de referência: Nelson Tratado de Pediatria; Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Epilepsia – MS.

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Comentários

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A afirmativa está incorreta. O quadro descrito no texto é compatível com convulsões do tipo tônico-clônico, que são convulsões epilépticas generalizadas. Portanto, é necessário um tratamento anticonvulsivante, a fim de controlar as crises e melhorar a qualidade de vida do paciente. É importante salientar que, mesmo em casos de distúrbios não epilépticos, o paciente pode necessitar de outros tipos de tratamento, dependendo do diagnóstico. O tratamento adequado deve ser prescrito por um médico, após avaliação clínica e exames complementares.

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