O médico deve garantir ao paciente adolescente o direito do ...
Paciente do sexo feminino, de dezesseis anos de idade, que faz acompanhamento clínico com o médico de família de sua mãe, procurou, desacompanhada, o serviço de atendimento médico e solicitou informações a respeito de DST e prescrição de contraceptivo. Ainda, solicitou ao médico que não informasse a mãe acerca desse atendimento.
Considerando o caso clínico apresentado, julgue o próximo item, com fundamento no Código de Ética Médica.
Gabarito comentado
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Tema central: Atendimento de adolescentes, autonomia, confidencialidade e conduta ética segundo o Código de Ética Médica e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Comentário da questão:
A questão avalia o conhecimento sobre direitos do paciente adolescente, autonomia e sigilo nas consultas médicas, especialmente na área de saúde sexual e reprodutiva. Esses pontos são frequentes em provas, pois abordam tanto princípios assistenciais quanto éticos e legais.
Justificativa da alternativa correta (E – errado):
A afirmativa está incorreta porque, segundo o artigo 74 do Código de Ética Médica, é dever do médico resguardar o sigilo e autonomia do paciente menor de idade, inclusive quando desacompanhado, desde que haja capacidade de discernimento:
“É vedado ao médico: Revelar sigilo profissional relacionado a paciente menor de idade, inclusive a seus pais ou representantes legais, desde que o menor tenha capacidade de discernimento, salvo quando a não revelação possa acarretar dano ao paciente.”
O ECA (art. 7º) reforça a garantia de proteção à saúde e ao desenvolvimento digno, incluindo o direito de acesso à informação e cuidados de forma individualizada. A presença dos responsáveis não é obrigatória para garantir atendimento ao adolescente, sobretudo em temas sensíveis como DST e contracepção.
Por que a alternativa incorreta está errada?
Acreditar que o livre arbítrio só se aplica com acompanhamento dos responsáveis é um erro comum. O adolescente pode — e deve — ser atendido sozinho caso apresente discernimento, promovendo sua autonomia e protegendo sua saúde. O sigilo só deve ser quebrado se houver risco iminente ou situação de violência/dano, conforme previsto em lei e normas éticas.
Dicas para provas:
- Lembre-se: autonomia e sigilo estão garantidos por lei, exceto quando houver risco de dano.
- Avalie sempre a capacidade de discernimento do adolescente na consulta.
- Cuidado com pegadinhas que exigem consentimento obrigatório dos pais para todo e qualquer procedimento.
- Provas frequentemente testam esses limites éticos e legais.
Referências normativas:
- Código de Ética Médica – CFM, art. 74.
- ECA, art. 7º.
- Parecer CFM 25/2013.
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