Paciente, 53 anos, apresenta poliartralgia simétrica de int...

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Q3953132 Medicina
Paciente, 53 anos, apresenta poliartralgia simétrica de interfalangeanas proximais associada à sinovite. O diagnóstico é de artrite reumatoide soronegativa e o tratamento é iniciado com o uso de metotrexato 15 mg/semana. Após três meses, a paciente retorna para consulta e, ao examiná-la, ela apresenta o DAS-28 de 2,6. Qual deve ser a conduta nesse caso?
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Pela estratégia treat-to-target na artrite reumatoide, a decisão terapêutica após o início do metotrexato depende da atividade de doença medida objetivamente; com DAS-28 de 2,6 na reavaliação de 3 meses, a paciente atingiu remissão clínica ou atividade muito baixa, o que indica manutenção do metotrexato, sem escalonamento.

Tema central: Meta terapêutica na AR
Análise das alternativas
A
Errada
Associar leflunomida é medida de intensificação para resposta insuficiente ao metotrexato ou necessidade de maior controle da atividade inflamatória. Isso não se aplica aqui, porque o DAS-28 de 2,6 indica atingimento da meta terapêutica.
B
Errada
Associar sulfassalazina também representa escalonamento com DMARD sintético em cenário de controle insuficiente. O dado objetivo da questão vai na direção oposta: não há atividade persistente moderada ou alta que justifique combinação.
C
Certa
O metotrexato é o DMARD sintético convencional de primeira linha, e o enunciado mostra resposta adequada ao tratamento pelo DAS-28 de 2,6. Como a meta terapêutica foi atingida, a conduta correta é manter o esquema eficaz em vez de intensificar imunossupressão. A soronegatividade, isoladamente, não cria indicação de mudança terapêutica quando a atividade inflamatória está controlada.
D
Errada
Adalimumabe é terapia biológica anti-TNF indicada quando há falha a DMARD sintético convencional ou contexto de maior gravidade, o que não foi descrito. Iniciar biológico com DAS-28 de 2,6 contraria o critério de tratar até a meta e manter o esquema quando ela foi alcançada.
E
Errada
Upadacitinibe, como inibidor de JAK, é terapia-alvo reservada para resposta inadequada ou intolerância a DMARDs em contextos apropriados. Não há falha terapêutica ao metotrexato no caso; portanto, iniciar essa medicação seria escalonamento sem indicação pelos dados fornecidos.
Pegadinha da questão
A banca explora o ponto de corte do DAS-28: quem não reconhece que 2,6 corresponde classicamente a remissão ou atividade muito baixa tende a escalar o tratamento apenas por se tratar de artrite reumatoide e por haver reavaliação em 3 meses.
Dica para questões semelhantes
  • Em artrite reumatoide, primeiro interprete o escore objetivo de atividade antes de decidir por associação ou troca de fármacos.
  • Se a meta terapêutica foi atingida com DMARD sintético convencional, a lógica é manter o esquema, não escalar automaticamente.
  • Biológicos e inibidores de JAK exigem falha terapêutica, intolerância ou cenário de maior gravidade descrito no enunciado.
  • Soronegatividade, por si só, não justifica intensificação quando o controle da doença já foi alcançado.

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