Saber quando uma palavra é ou não acentuada graficamente nã...
Médicos de IA e idosos
Já não se propaga desinformação como antigamente
A fisioterapeuta do meu filho chegou aqui em casa indignada. Seu pai convive com um diagnóstico de Parkinson e passa boa parte da rotina em busca de dicas para desfrutar da vida com mais conforto. Nas muitas horas diárias em que passa mergulhado no celular, os vídeos que mais o atraem estão relacionados ao tratamento de insônia, condição que piora seus sintomas.
Sabendo que a descendente monitora seus hábitos de forma rigorosa, trabalha com pesquisa e dá muito valor às evidências científicas, ele costuma se aventurar às escondidas. Já testou combinações de medicamentos para vermes com o intuito de "curar" condições do Parkinson, misturas inusitadas de alimentos envolvendo ovos e sardinha, além de cápsulas de ervas.
A última empreitada envolveu uma receita que juntou Biotônico Fontoura com amendoim e precisava fermentar por alguns dias. O líquido que resultasse da iguaria deveria ser ingerido para melhorar a disposição e aumentar as taxas de ferro no sangue.
A fisioterapeuta encontrou o vidro com a mistura camuflado no quarto do idoso. Quando questionado sobre a origem da peripécia, ele mostrou um vídeo de um médico num canal do Youtube, que disse confiar muito. Afinal, era um médico, de jaleco, com estetoscópio pendurado no pescoço e falando palavras difíceis em um cenário que lembrava um consultório.
Não é o tipo de golpe de que já temos notícia, quando um indivíduo sem formação na área se passa por um profissional da Medicina. Esse médico simplesmente não existe. Trata-se apenas de alguém ou de uma empresa que inventou um personagem por meio da Inteligência Artificial (IA). Para chamar atenção e conseguir mais visualizações, o robô propaga pseudociências das mais estapafúrdias e com uma linguagem claramente voltada aos idosos. [...]
(Juliana Gomes. Disponível em: https://jornaldoveneno.substack.com/p/medicos-de-ia-e-idosos-159. Acesso em: 25 set. 2026. Adaptado.)
"Seu pai convive com um diagnóstico de Parkinson e passa boa parte da rotina em busca de dicas para desfrutar da vida com mais conforto."
No excerto, a palavra "diagnóstico" é um substantivo e é uma proparoxítona. Porém, uma médica, ao dizer, "Eu diagnostico as doenças de meus pacientes com base nos sintomas, nos exames e na ciência", tem-se um verbo e uma paroxítona (que por ser terminada em -o, não é acentuada).
Tendo isso em consideração, analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que a palavra destacada está corretamente acentuada: