Paciente do sexo feminino, 71 anos, tem histórico de cirurg...

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Q3953122 Medicina
Paciente do sexo feminino, 71 anos, tem histórico de cirurgia bariátrica, infarto do miocárdio há 8 meses e queda recente com fratura de punho. Apresenta radiografia com fratura de T12 e L1 e densitometria óssea com T-score de -3,2 em fêmur, além de relato de quedas frequentes. Com base no exposto, qual é a melhor escolha de tratamento para essa paciente?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Mulher de 71 anos com osteoporose estabelecida e risco muito alto de fratura, definido por fraturas vertebrais em T12 e L1, fratura recente de punho por fragilidade, T-score femoral de -3,2 e quedas frequentes; nesse cenário, a conduta preferencial é terapia osteoanabólica. O antecedente de infarto do miocárdio há 8 meses afasta o romosozumabe pelo alerta de não iniciar após IAM/AVC recente, restando a teriparatida como melhor escolha.

Tema central: Osteoporose de muito alto risco
Análise das alternativas
A
Errada
Ácido zoledrônico é bisfosfonato intravenoso antiresortivo. Embora seja eficaz e contorne a limitação de via oral após bariátrica, perde para um anabólico como escolha inicial quando o caso é de risco muito alto de fratura com fraturas vertebrais múltiplas e T-score muito baixo. O erro da alternativa é de classe farmacológica diante da estratificação de risco.
B
Certa
A teriparatida é um agente osteoanabólico e se encaixa no perfil descrito pelas diretrizes para tratamento inicial da osteoporose grave com risco muito alto de fratura, especialmente quando há fraturas vertebrais múltiplas e T-score muito baixo. Nesta questão, ela se torna a melhor resposta porque atende ao critério de preferência por anabólico e não carrega a restrição cardiovascular decisiva que exclui o romosozumabe no contexto de IAM há 8 meses.
C
Errada
Denosumabe é antiresortivo potente e plausível em osteoporose de alto risco, inclusive por via subcutânea, mas o quadro apresentado não é apenas de alto risco: é de muito alto risco. Nesse cenário, a base decisória favorece terapia anabólica inicial. Portanto, a alternativa erra por escolher classe menos favorecida para a gravidade do caso.
D
Errada
Risedronato é bisfosfonato oral antiresortivo, portanto já perde para terapia anabólica pelo critério central da questão. Além disso, a cirurgia bariátrica reduz a atratividade prática da via oral por possível prejuízo de absorção, tolerabilidade e exigências de administração. A exclusão aqui combina inadequação da classe com limitação prática da formulação oral.
E
Errada
Romosozumabe também é osteoanabólico e seria forte concorrente se o julgamento fosse apenas pela gravidade óssea. Porém, o antecedente de infarto há 8 meses é o dado que exclui a alternativa, porque a base traz alerta regulatório e recomendação de evitar/não iniciar romosozumabe após IAM ou AVC recente, tipicamente no último ano. É a principal incorreta da questão.
Pegadinha da questão
A banca mistura um caso que pede anabólico com duas distrações: levar o candidato a escolher um antiresortivo parenteral por causa da bariátrica, ou esquecer que o IAM há 8 meses muda a escolha entre os anabólicos e afasta o romosozumabe.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de escolher o fármaco, estratifique o risco: fraturas vertebrais múltiplas, fratura recente e T-score muito baixo reclassificam para muito alto risco.
  • Em muito alto risco, compare primeiro as opções osteoanabólicas com base nas diretrizes contemporâneas, e só depois as antiresortivas.
  • Se houver romosozumabe entre as alternativas, procure antecedente de IAM ou AVC recente, porque esse dado pode eliminar a opção mesmo quando ela parecer ideal pelo perfil ósseo.
  • Cirurgia bariátrica pode desfavorecer bisfosfonato oral, mas esse não é o critério principal quando a questão já definiu necessidade de terapia anabólica.

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