Questões de Concurso Público Prefeitura de Jundiaí - SP 2026 para Diretor de Escola

Foram encontradas 49 questões

Q4403355 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão.


            (Cartunista Alexandre Beck. Em: https://www.instagram.com.

                                                         Acesso em: 20.08.2026)

Em relação ao que veem na TV, o menino e o adulto demonstram, respectivamente:
Alternativas
Q4403356 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão.


            (Cartunista Alexandre Beck. Em: https://www.instagram.com.

                                                         Acesso em: 20.08.2026)

Na frase “Os professores são assim tão perigosos?!” (2º quadrinho), os termos destacados expressam, correta e respectivamente, circunstâncias de:
Alternativas
Q4403357 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Nazinha

No meio da noite comum do jornal um colega de redação perguntou-me:

– Quinze anos – é menina ou senhorita?

Estava redigindo uma nota social e me propunha esse problema simples.

– Senhorita.

Ele ficou meio em dúvida e eu argumentei:

– Põe senhorita. Mocinha de quinze anos fica toda contente quando o jornal chama de senhorita...

Mas ele explicou:

– Essa, coitada, não vai ficar contente. É um falecimento...

E pôs “senhorita”. E continuou a noite comum de jornal. Nem sei explicar por que pensei nisso no meu caminho de sempre, depois do trabalho, na rua vazia, de madrugada. Menina ou senhorita? Senti de repente uma pena gratuita daquela mocinha que morrera. Nem me dera ao trabalho de perguntar seu nome. Entretanto ali estava comovido... Oh!, Senhor, o Diabo carregue as meninas e senhoritas, e que elas morram aos quinze anos, se julgarem conveniente! Pensei vagamente assim, mas a lembrança daquele diálogo perdido na rotina do serviço de redação insistia em me comover. Senti simpatia pelo meu companheiro de trabalho por causa de sua expressão:

– Essa, coitada...

Bom sujeito, o Viana. E fiquei imaginando que no dia seguinte poderia ler no jornal o nome da mocinha e de seus pais. E que talvez um dia por acaso, eu conhecesse esses pais. Ele seria um senhor de uns quarenta e cinco anos, moreno, bigodes mal cuidados, a cara magra, os cabelos grisalhos. Ela seria uma senhora de quarenta e um anos, ou apenas trinta e oito anos, vagamente loura, os olhos parados, a cara triste, talvez um pouco gorda, de luto, muito religiosa, meio espírita depois da morte da filha. E então eu lhes contaria que me lembrava bem dessa morte, e contaria a conversa da redação – mentindo talvez um pouco, inventando uma conversa mais comovida, para ser delicado. E eles chamariam a outra irmã, uma garota de seis ou sete anos, os olhos claros, e lhe diriam que fosse lá dentro buscar os retratos de Iná – poderia ser Iná, talvez com o apelido de Nazinha, o nome da filha morta. E viriam dois retratos: um aos treze anos, na janela da casa, rindo, outro aos nove anos, com a irmãzinha ao colo, muito séria. E então a mãe diria que só tinham aqueles dois retratos – que pena! – e que gostava mais daquele dos nove anos:

– Não é, Alfredo? Está mais com o jeitinho dela...

O Sr. Alfredo concordaria mudamente e eu me sentiria ali inútil, sem saber o que dizer, e iria embora. E talvez, depois que eu saísse, a mulher dissesse ao marido:

– Parece ser boa pessoa...

(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001)

 O narrador deixa claro que o falecimento da mocinha
Alternativas
Q4403358 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Nazinha

No meio da noite comum do jornal um colega de redação perguntou-me:

– Quinze anos – é menina ou senhorita?

Estava redigindo uma nota social e me propunha esse problema simples.

– Senhorita.

Ele ficou meio em dúvida e eu argumentei:

– Põe senhorita. Mocinha de quinze anos fica toda contente quando o jornal chama de senhorita...

Mas ele explicou:

– Essa, coitada, não vai ficar contente. É um falecimento...

E pôs “senhorita”. E continuou a noite comum de jornal. Nem sei explicar por que pensei nisso no meu caminho de sempre, depois do trabalho, na rua vazia, de madrugada. Menina ou senhorita? Senti de repente uma pena gratuita daquela mocinha que morrera. Nem me dera ao trabalho de perguntar seu nome. Entretanto ali estava comovido... Oh!, Senhor, o Diabo carregue as meninas e senhoritas, e que elas morram aos quinze anos, se julgarem conveniente! Pensei vagamente assim, mas a lembrança daquele diálogo perdido na rotina do serviço de redação insistia em me comover. Senti simpatia pelo meu companheiro de trabalho por causa de sua expressão:

– Essa, coitada...

Bom sujeito, o Viana. E fiquei imaginando que no dia seguinte poderia ler no jornal o nome da mocinha e de seus pais. E que talvez um dia por acaso, eu conhecesse esses pais. Ele seria um senhor de uns quarenta e cinco anos, moreno, bigodes mal cuidados, a cara magra, os cabelos grisalhos. Ela seria uma senhora de quarenta e um anos, ou apenas trinta e oito anos, vagamente loura, os olhos parados, a cara triste, talvez um pouco gorda, de luto, muito religiosa, meio espírita depois da morte da filha. E então eu lhes contaria que me lembrava bem dessa morte, e contaria a conversa da redação – mentindo talvez um pouco, inventando uma conversa mais comovida, para ser delicado. E eles chamariam a outra irmã, uma garota de seis ou sete anos, os olhos claros, e lhe diriam que fosse lá dentro buscar os retratos de Iná – poderia ser Iná, talvez com o apelido de Nazinha, o nome da filha morta. E viriam dois retratos: um aos treze anos, na janela da casa, rindo, outro aos nove anos, com a irmãzinha ao colo, muito séria. E então a mãe diria que só tinham aqueles dois retratos – que pena! – e que gostava mais daquele dos nove anos:

– Não é, Alfredo? Está mais com o jeitinho dela...

O Sr. Alfredo concordaria mudamente e eu me sentiria ali inútil, sem saber o que dizer, e iria embora. E talvez, depois que eu saísse, a mulher dissesse ao marido:

– Parece ser boa pessoa...

(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001)

As passagens “Estava redigindo uma nota social e me propunha esse problema simples.” (3º parágrafo) e “Oh!, Senhor, o Diabo carregue as meninas e senhoritas, e que elas morram aos quinze anos, se julgarem conveniente!” (9º parágrafo) permitem entender, correta e respectivamente, que o narrador
Alternativas
Q4403359 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Nazinha

No meio da noite comum do jornal um colega de redação perguntou-me:

– Quinze anos – é menina ou senhorita?

Estava redigindo uma nota social e me propunha esse problema simples.

– Senhorita.

Ele ficou meio em dúvida e eu argumentei:

– Põe senhorita. Mocinha de quinze anos fica toda contente quando o jornal chama de senhorita...

Mas ele explicou:

– Essa, coitada, não vai ficar contente. É um falecimento...

E pôs “senhorita”. E continuou a noite comum de jornal. Nem sei explicar por que pensei nisso no meu caminho de sempre, depois do trabalho, na rua vazia, de madrugada. Menina ou senhorita? Senti de repente uma pena gratuita daquela mocinha que morrera. Nem me dera ao trabalho de perguntar seu nome. Entretanto ali estava comovido... Oh!, Senhor, o Diabo carregue as meninas e senhoritas, e que elas morram aos quinze anos, se julgarem conveniente! Pensei vagamente assim, mas a lembrança daquele diálogo perdido na rotina do serviço de redação insistia em me comover. Senti simpatia pelo meu companheiro de trabalho por causa de sua expressão:

– Essa, coitada...

Bom sujeito, o Viana. E fiquei imaginando que no dia seguinte poderia ler no jornal o nome da mocinha e de seus pais. E que talvez um dia por acaso, eu conhecesse esses pais. Ele seria um senhor de uns quarenta e cinco anos, moreno, bigodes mal cuidados, a cara magra, os cabelos grisalhos. Ela seria uma senhora de quarenta e um anos, ou apenas trinta e oito anos, vagamente loura, os olhos parados, a cara triste, talvez um pouco gorda, de luto, muito religiosa, meio espírita depois da morte da filha. E então eu lhes contaria que me lembrava bem dessa morte, e contaria a conversa da redação – mentindo talvez um pouco, inventando uma conversa mais comovida, para ser delicado. E eles chamariam a outra irmã, uma garota de seis ou sete anos, os olhos claros, e lhe diriam que fosse lá dentro buscar os retratos de Iná – poderia ser Iná, talvez com o apelido de Nazinha, o nome da filha morta. E viriam dois retratos: um aos treze anos, na janela da casa, rindo, outro aos nove anos, com a irmãzinha ao colo, muito séria. E então a mãe diria que só tinham aqueles dois retratos – que pena! – e que gostava mais daquele dos nove anos:

– Não é, Alfredo? Está mais com o jeitinho dela...

O Sr. Alfredo concordaria mudamente e eu me sentiria ali inútil, sem saber o que dizer, e iria embora. E talvez, depois que eu saísse, a mulher dissesse ao marido:

– Parece ser boa pessoa...

(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001)

Na passagem “Senti de repente uma pena gratuita daquela mocinha que morrera. Nem me dera ao trabalho de perguntar seu nome. Entretanto ali estava comovido...” (9º parágrafo), as expressões destacadas podem ser substituídas, em conformidade com a norma-padrão e com o sentido original, respectivamente, por:
Alternativas
Q4403360 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Nazinha

No meio da noite comum do jornal um colega de redação perguntou-me:

– Quinze anos – é menina ou senhorita?

Estava redigindo uma nota social e me propunha esse problema simples.

– Senhorita.

Ele ficou meio em dúvida e eu argumentei:

– Põe senhorita. Mocinha de quinze anos fica toda contente quando o jornal chama de senhorita...

Mas ele explicou:

– Essa, coitada, não vai ficar contente. É um falecimento...

E pôs “senhorita”. E continuou a noite comum de jornal. Nem sei explicar por que pensei nisso no meu caminho de sempre, depois do trabalho, na rua vazia, de madrugada. Menina ou senhorita? Senti de repente uma pena gratuita daquela mocinha que morrera. Nem me dera ao trabalho de perguntar seu nome. Entretanto ali estava comovido... Oh!, Senhor, o Diabo carregue as meninas e senhoritas, e que elas morram aos quinze anos, se julgarem conveniente! Pensei vagamente assim, mas a lembrança daquele diálogo perdido na rotina do serviço de redação insistia em me comover. Senti simpatia pelo meu companheiro de trabalho por causa de sua expressão:

– Essa, coitada...

Bom sujeito, o Viana. E fiquei imaginando que no dia seguinte poderia ler no jornal o nome da mocinha e de seus pais. E que talvez um dia por acaso, eu conhecesse esses pais. Ele seria um senhor de uns quarenta e cinco anos, moreno, bigodes mal cuidados, a cara magra, os cabelos grisalhos. Ela seria uma senhora de quarenta e um anos, ou apenas trinta e oito anos, vagamente loura, os olhos parados, a cara triste, talvez um pouco gorda, de luto, muito religiosa, meio espírita depois da morte da filha. E então eu lhes contaria que me lembrava bem dessa morte, e contaria a conversa da redação – mentindo talvez um pouco, inventando uma conversa mais comovida, para ser delicado. E eles chamariam a outra irmã, uma garota de seis ou sete anos, os olhos claros, e lhe diriam que fosse lá dentro buscar os retratos de Iná – poderia ser Iná, talvez com o apelido de Nazinha, o nome da filha morta. E viriam dois retratos: um aos treze anos, na janela da casa, rindo, outro aos nove anos, com a irmãzinha ao colo, muito séria. E então a mãe diria que só tinham aqueles dois retratos – que pena! – e que gostava mais daquele dos nove anos:

– Não é, Alfredo? Está mais com o jeitinho dela...

O Sr. Alfredo concordaria mudamente e eu me sentiria ali inútil, sem saber o que dizer, e iria embora. E talvez, depois que eu saísse, a mulher dissesse ao marido:

– Parece ser boa pessoa...

(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de colocação pronominal.
Alternativas
Q4403361 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Nazinha

No meio da noite comum do jornal um colega de redação perguntou-me:

– Quinze anos – é menina ou senhorita?

Estava redigindo uma nota social e me propunha esse problema simples.

– Senhorita.

Ele ficou meio em dúvida e eu argumentei:

– Põe senhorita. Mocinha de quinze anos fica toda contente quando o jornal chama de senhorita...

Mas ele explicou:

– Essa, coitada, não vai ficar contente. É um falecimento...

E pôs “senhorita”. E continuou a noite comum de jornal. Nem sei explicar por que pensei nisso no meu caminho de sempre, depois do trabalho, na rua vazia, de madrugada. Menina ou senhorita? Senti de repente uma pena gratuita daquela mocinha que morrera. Nem me dera ao trabalho de perguntar seu nome. Entretanto ali estava comovido... Oh!, Senhor, o Diabo carregue as meninas e senhoritas, e que elas morram aos quinze anos, se julgarem conveniente! Pensei vagamente assim, mas a lembrança daquele diálogo perdido na rotina do serviço de redação insistia em me comover. Senti simpatia pelo meu companheiro de trabalho por causa de sua expressão:

– Essa, coitada...

Bom sujeito, o Viana. E fiquei imaginando que no dia seguinte poderia ler no jornal o nome da mocinha e de seus pais. E que talvez um dia por acaso, eu conhecesse esses pais. Ele seria um senhor de uns quarenta e cinco anos, moreno, bigodes mal cuidados, a cara magra, os cabelos grisalhos. Ela seria uma senhora de quarenta e um anos, ou apenas trinta e oito anos, vagamente loura, os olhos parados, a cara triste, talvez um pouco gorda, de luto, muito religiosa, meio espírita depois da morte da filha. E então eu lhes contaria que me lembrava bem dessa morte, e contaria a conversa da redação – mentindo talvez um pouco, inventando uma conversa mais comovida, para ser delicado. E eles chamariam a outra irmã, uma garota de seis ou sete anos, os olhos claros, e lhe diriam que fosse lá dentro buscar os retratos de Iná – poderia ser Iná, talvez com o apelido de Nazinha, o nome da filha morta. E viriam dois retratos: um aos treze anos, na janela da casa, rindo, outro aos nove anos, com a irmãzinha ao colo, muito séria. E então a mãe diria que só tinham aqueles dois retratos – que pena! – e que gostava mais daquele dos nove anos:

– Não é, Alfredo? Está mais com o jeitinho dela...

O Sr. Alfredo concordaria mudamente e eu me sentiria ali inútil, sem saber o que dizer, e iria embora. E talvez, depois que eu saísse, a mulher dissesse ao marido:

– Parece ser boa pessoa...

(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001)

As formas verbais destacadas nas passagens “No meio da noite comum do jornal um colega de redação perguntou-me...” (1º parágrafo) e “E então eu lhes contaria que me lembrava bem dessa morte, e contaria a conversa da redação...” (11º parágrafo) indicam, correta e respectivamente,
Alternativas
Q4403362 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Nazinha

No meio da noite comum do jornal um colega de redação perguntou-me:

– Quinze anos – é menina ou senhorita?

Estava redigindo uma nota social e me propunha esse problema simples.

– Senhorita.

Ele ficou meio em dúvida e eu argumentei:

– Põe senhorita. Mocinha de quinze anos fica toda contente quando o jornal chama de senhorita...

Mas ele explicou:

– Essa, coitada, não vai ficar contente. É um falecimento...

E pôs “senhorita”. E continuou a noite comum de jornal. Nem sei explicar por que pensei nisso no meu caminho de sempre, depois do trabalho, na rua vazia, de madrugada. Menina ou senhorita? Senti de repente uma pena gratuita daquela mocinha que morrera. Nem me dera ao trabalho de perguntar seu nome. Entretanto ali estava comovido... Oh!, Senhor, o Diabo carregue as meninas e senhoritas, e que elas morram aos quinze anos, se julgarem conveniente! Pensei vagamente assim, mas a lembrança daquele diálogo perdido na rotina do serviço de redação insistia em me comover. Senti simpatia pelo meu companheiro de trabalho por causa de sua expressão:

– Essa, coitada...

Bom sujeito, o Viana. E fiquei imaginando que no dia seguinte poderia ler no jornal o nome da mocinha e de seus pais. E que talvez um dia por acaso, eu conhecesse esses pais. Ele seria um senhor de uns quarenta e cinco anos, moreno, bigodes mal cuidados, a cara magra, os cabelos grisalhos. Ela seria uma senhora de quarenta e um anos, ou apenas trinta e oito anos, vagamente loura, os olhos parados, a cara triste, talvez um pouco gorda, de luto, muito religiosa, meio espírita depois da morte da filha. E então eu lhes contaria que me lembrava bem dessa morte, e contaria a conversa da redação – mentindo talvez um pouco, inventando uma conversa mais comovida, para ser delicado. E eles chamariam a outra irmã, uma garota de seis ou sete anos, os olhos claros, e lhe diriam que fosse lá dentro buscar os retratos de Iná – poderia ser Iná, talvez com o apelido de Nazinha, o nome da filha morta. E viriam dois retratos: um aos treze anos, na janela da casa, rindo, outro aos nove anos, com a irmãzinha ao colo, muito séria. E então a mãe diria que só tinham aqueles dois retratos – que pena! – e que gostava mais daquele dos nove anos:

– Não é, Alfredo? Está mais com o jeitinho dela...

O Sr. Alfredo concordaria mudamente e eu me sentiria ali inútil, sem saber o que dizer, e iria embora. E talvez, depois que eu saísse, a mulher dissesse ao marido:

– Parece ser boa pessoa...

(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001)

Assinale a alternativa em que a reescrita de passagem do texto atende à norma-padrão de pontuação.
Alternativas
Q4403363 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Nazinha

No meio da noite comum do jornal um colega de redação perguntou-me:

– Quinze anos – é menina ou senhorita?

Estava redigindo uma nota social e me propunha esse problema simples.

– Senhorita.

Ele ficou meio em dúvida e eu argumentei:

– Põe senhorita. Mocinha de quinze anos fica toda contente quando o jornal chama de senhorita...

Mas ele explicou:

– Essa, coitada, não vai ficar contente. É um falecimento...

E pôs “senhorita”. E continuou a noite comum de jornal. Nem sei explicar por que pensei nisso no meu caminho de sempre, depois do trabalho, na rua vazia, de madrugada. Menina ou senhorita? Senti de repente uma pena gratuita daquela mocinha que morrera. Nem me dera ao trabalho de perguntar seu nome. Entretanto ali estava comovido... Oh!, Senhor, o Diabo carregue as meninas e senhoritas, e que elas morram aos quinze anos, se julgarem conveniente! Pensei vagamente assim, mas a lembrança daquele diálogo perdido na rotina do serviço de redação insistia em me comover. Senti simpatia pelo meu companheiro de trabalho por causa de sua expressão:

– Essa, coitada...

Bom sujeito, o Viana. E fiquei imaginando que no dia seguinte poderia ler no jornal o nome da mocinha e de seus pais. E que talvez um dia por acaso, eu conhecesse esses pais. Ele seria um senhor de uns quarenta e cinco anos, moreno, bigodes mal cuidados, a cara magra, os cabelos grisalhos. Ela seria uma senhora de quarenta e um anos, ou apenas trinta e oito anos, vagamente loura, os olhos parados, a cara triste, talvez um pouco gorda, de luto, muito religiosa, meio espírita depois da morte da filha. E então eu lhes contaria que me lembrava bem dessa morte, e contaria a conversa da redação – mentindo talvez um pouco, inventando uma conversa mais comovida, para ser delicado. E eles chamariam a outra irmã, uma garota de seis ou sete anos, os olhos claros, e lhe diriam que fosse lá dentro buscar os retratos de Iná – poderia ser Iná, talvez com o apelido de Nazinha, o nome da filha morta. E viriam dois retratos: um aos treze anos, na janela da casa, rindo, outro aos nove anos, com a irmãzinha ao colo, muito séria. E então a mãe diria que só tinham aqueles dois retratos – que pena! – e que gostava mais daquele dos nove anos:

– Não é, Alfredo? Está mais com o jeitinho dela...

O Sr. Alfredo concordaria mudamente e eu me sentiria ali inútil, sem saber o que dizer, e iria embora. E talvez, depois que eu saísse, a mulher dissesse ao marido:

– Parece ser boa pessoa...

(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001)

A regência nominal e a regência verbal estão de acordo com a norma-padrão em:
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Q4403364 Português

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Nazinha

No meio da noite comum do jornal um colega de redação perguntou-me:

– Quinze anos – é menina ou senhorita?

Estava redigindo uma nota social e me propunha esse problema simples.

– Senhorita.

Ele ficou meio em dúvida e eu argumentei:

– Põe senhorita. Mocinha de quinze anos fica toda contente quando o jornal chama de senhorita...

Mas ele explicou:

– Essa, coitada, não vai ficar contente. É um falecimento...

E pôs “senhorita”. E continuou a noite comum de jornal. Nem sei explicar por que pensei nisso no meu caminho de sempre, depois do trabalho, na rua vazia, de madrugada. Menina ou senhorita? Senti de repente uma pena gratuita daquela mocinha que morrera. Nem me dera ao trabalho de perguntar seu nome. Entretanto ali estava comovido... Oh!, Senhor, o Diabo carregue as meninas e senhoritas, e que elas morram aos quinze anos, se julgarem conveniente! Pensei vagamente assim, mas a lembrança daquele diálogo perdido na rotina do serviço de redação insistia em me comover. Senti simpatia pelo meu companheiro de trabalho por causa de sua expressão:

– Essa, coitada...

Bom sujeito, o Viana. E fiquei imaginando que no dia seguinte poderia ler no jornal o nome da mocinha e de seus pais. E que talvez um dia por acaso, eu conhecesse esses pais. Ele seria um senhor de uns quarenta e cinco anos, moreno, bigodes mal cuidados, a cara magra, os cabelos grisalhos. Ela seria uma senhora de quarenta e um anos, ou apenas trinta e oito anos, vagamente loura, os olhos parados, a cara triste, talvez um pouco gorda, de luto, muito religiosa, meio espírita depois da morte da filha. E então eu lhes contaria que me lembrava bem dessa morte, e contaria a conversa da redação – mentindo talvez um pouco, inventando uma conversa mais comovida, para ser delicado. E eles chamariam a outra irmã, uma garota de seis ou sete anos, os olhos claros, e lhe diriam que fosse lá dentro buscar os retratos de Iná – poderia ser Iná, talvez com o apelido de Nazinha, o nome da filha morta. E viriam dois retratos: um aos treze anos, na janela da casa, rindo, outro aos nove anos, com a irmãzinha ao colo, muito séria. E então a mãe diria que só tinham aqueles dois retratos – que pena! – e que gostava mais daquele dos nove anos:

– Não é, Alfredo? Está mais com o jeitinho dela...

O Sr. Alfredo concordaria mudamente e eu me sentiria ali inútil, sem saber o que dizer, e iria embora. E talvez, depois que eu saísse, a mulher dissesse ao marido:

– Parece ser boa pessoa...

(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001)

Na passagem “E fiquei imaginando que no dia seguinte poderia ler no jornal o nome da mocinha e de seus pais. E que talvez um dia por acaso, eu conhecesse esses pais.” (11º parágrafo), o trecho destacado admite, de acordo com a norma-padrão e com o sentido original, a reescrita:
Alternativas
Q4403365 Matemática
O reservatório de combustível de um veículo estava com certa quantidade x de combustível quando parou para ser abastecido com mais 30 litros. Esse veículo rodou, então, 273 km, e, nesse percurso, o gasto médio de combustível foi de 9,75 km percorridos para cada litro de combustível. Assim que esse percurso foi finalizado, observou-se que restavam exatamente 11 litros no reservatório de combustível.
A quantidade x de combustível que havia inicialmente no reservatório de combustível do veículo é
Alternativas
Q4403366 Matemática
Na preparação de um bolo de 1 kg, são utilizadas Imagem associada para resolução da questão xícaras de farinha. Rosana receberá muitos convidados em sua casa, e, por isso, precisará fazer um bolo de 1,5 kg.
Admitindo que 1 xícara de farinha equivale a 120 g, quantos gramas de farinha serão utilizados por Rosana para fazer esse bolo?
Alternativas
Q4403367 Matemática
O número total de figurinhas do álbum da Copa do Mundo que Beatriz possui é tal que ela pode formar com elas montinhos, todos, ou com 7, ou com 8 figurinhas em cada, sem ficar sobrando figurinhas fora dos montinhos em ambos os casos. Ela tem mais de 100 figurinhas, mas tem menos figurinhas do que Caio, que possui 148 figurinhas.
A quantidade de figurinhas que Caio tem a mais que Beatriz é
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Q4403368 Matemática
Em uma empresa, 4,5% do número total de funcionários são PCD, e 40% desses funcionários PCD foram selecionados para responder a uma pesquisa, o que representou 54 pessoas. Se essa empresa contratar mais 200 pessoas, sendo 25 delas PCD, o número de funcionários PCD passará a corresponder, do total de funcionários, a:
Alternativas
Q4403369 Matemática
Um hotel possui quartos equipados com lareiras, os quais são diariamente abastecidos com uma mesma quantidade de lenha. Em seu estoque, havia uma quantidade de lenha suficiente apenas para abastecer 5 quartos durante 4 dias. O que ocorreu na prática é que, nos primeiros 2 dias, apenas 3 quartos do hotel receberam hóspedes, e, depois disso, apenas 2 quartos permaneceram ocupados.
Supondo que o estoque do hotel não recebeu mais lenha, esses 2 quartos que permaneceram ocupados poderão ser abastecidos com lenha durante, no máximo,
Alternativas
Q4403370 Matemática
Uma pesquisa feita em um condomínio pet friendly constatou que o número total de moradores e pets no condomínio é igual a 110. A pesquisa constatou também que, para cada 3 pets, há 19 moradores.
Quantos pets há nesse condomínio?
Alternativas
Q4403371 Matemática
Em uma escola, o número total de alunos das 5 turmas de 8º ano era 150. Ao término do ano, ocorreram, no total, 6 reprovações no 8º ano. Todos os alunos que não foram reprovados foram alocados, no ano seguinte, nas 4 turmas de 9º ano, ao final do qual, verificou-se que a média aritmética do número de alunos reprovados, por turma, foi 1,05 maior do que a média aritmética do número de alunos reprovados, por turma, no 8º ano.
A razão entre o número de alunos reprovados do 9º ano e o número total de alunos do 9º ano, expressa na forma decimal, é
Alternativas
Q4403372 Matemática

Para responder à questão, considere a seguinte situação:


O salão de um restaurante está sendo reformado. Ele é retangular e tem 6 m de largura e 12 m de comprimento. O piso desse salão será trocado por um piso de lajotas retangulares, todas com 15 cm de largura e 20 cm de comprimento. As lajotas serão colocadas sem qualquer espaço entre elas e cobrindo todo o piso. Ademais, essas lajotas têm desenho e formam um padrão estético quando colocadas em blocos de 4 lajotas, sendo que um desses blocos é representado na figura a seguir, onde medem 3 cm, e onde são paralelos, bem como 


Figura fora de escala

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

Na loja onde as lajotas serão compradas, elas são vendidas a R$ 48,00 por m², mas a depender do número de peças adquiridas, a loja dá desconto no valor total da compra, de acordo com a seguinte tabela:
Imagem associada para resolução da questão
Dentro dessas condições, o valor total a ser pago pela compra de todas as lajotas a serem utilizadas na reforma do piso do restaurante é
Alternativas
Q4403373 Matemática

Para responder à questão, considere a seguinte situação:


O salão de um restaurante está sendo reformado. Ele é retangular e tem 6 m de largura e 12 m de comprimento. O piso desse salão será trocado por um piso de lajotas retangulares, todas com 15 cm de largura e 20 cm de comprimento. As lajotas serão colocadas sem qualquer espaço entre elas e cobrindo todo o piso. Ademais, essas lajotas têm desenho e formam um padrão estético quando colocadas em blocos de 4 lajotas, sendo que um desses blocos é representado na figura a seguir, onde medem 3 cm, e onde são paralelos, bem como 


Figura fora de escala

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

A medida do perímetro do losango ABCD, em centímetros, é igual a
Alternativas
Q4403374 Matemática

Para responder à questão, considere a seguinte situação:


O salão de um restaurante está sendo reformado. Ele é retangular e tem 6 m de largura e 12 m de comprimento. O piso desse salão será trocado por um piso de lajotas retangulares, todas com 15 cm de largura e 20 cm de comprimento. As lajotas serão colocadas sem qualquer espaço entre elas e cobrindo todo o piso. Ademais, essas lajotas têm desenho e formam um padrão estético quando colocadas em blocos de 4 lajotas, sendo que um desses blocos é representado na figura a seguir, onde medem 3 cm, e onde são paralelos, bem como 


Figura fora de escala

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

A área da região sombreada da figura, delimitada entre os losangos ABCD e EFGH,é
Alternativas
Respostas
1: A
2: D
3: B
4: E
5: C
6: C
7: E
8: B
9: D
10: A
11: C
12: E
13: A
14: E
15: B
16: D
17: B
18: D
19: A
20: B