Questões de Concurso Público Prefeitura de Jardinópolis - SP 2026 para Professor PEB II - História

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Q4294885 História
Um dos importantes objetivos de História no Ensino Fundamental é estimular a autonomia de pensamento e a capacidade de reconhecer que os indivíduos agem de acordo com a época e o lugar nos quais vivem, de forma a preservar ou transformar seus hábitos e condutas. A busca de autonomia também exige reconhecimento das bases da epistemologia da História.
(Brasil. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. A Etapa do Ensino Fundamental – História, p. 400-401. Adaptado)
O documento em referência indica como sendo parte das bases epistemológicas mencionadas:
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Q4294890 História
Georges Duby exemplifica esse risco que o historiador deve evitar com um estudo de Christian Pfister (1885) sobre Roberto, o Piedoso, que, segundo o analista, tomado de amor, esposa uma comadre e parente, tudo fazendo para casar-se com ela, desprezando todas as regras religiosas e cometendo incesto; contudo, a ideia de amor e de incesto aí expressas são do século XIX e não do rei do ano mil, de um contexto de uniões organizadas pelos pais, sem consentimentos etc.
(Pedro Paulo Funari e Glaudson J. Silva. Teoria da História, p. 73. Adaptado)
O excerto exemplifica o risco de
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Q4294891 História
Pretendendo fazer uma história de gênero, temos a obra A história das mulheres no Ocidente, surgida em fins de 1991, sob a direção de Georges Duby e Michelle Perrot, que busca incorporar muitas das inovações apresentadas. A obra cobre o período que vai desde a Antiguidade até nossos dias, assumindo os autores a periodização habitual da história ocidental. Os autores, após afirmarem ser esta prática a única possível, questionaram, porém, a sua pertinência conceitual.
(Rachel Soihet. História das mulheres. Em: Ciro F. Cardoso; R. Vainfas (org.). Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia, p. 406. Adaptado)
Segundo Rachel Soihet, em resposta ao questionamento feito pelos autores mencionados, houve
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Q4294892 História
Para o grupo que marcou o nascimento da História acadêmica e consagrou a divisão quadripartite da História da Civilização, quanto mais próxima do presente a pesquisa histórica se pautasse, tanto mais sujeita a erros e distorções por parte do historiador, cujo ofício deveria, idealmente, ser apartado de todo engajamento nas questões político-ideológicas do seu tempo. Para esse grupo de historiadores, as maiores dificuldades em escrever uma História Contemporânea eram a falta ou a exiguidade de arquivos e o caráter aberto do período contemporâneo, ainda influente nos acontecimentos do presente de cada historiador.
(Marcos Napolitano. Pensando a estranha história sem fim. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, p. 164/5. Adaptado)
Marcos Napolitano se refere ao grupo de historiadores
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Q4294894 História
Em 1684, a tempestade caiu sobre o Maranhão. Os irmãos Manuel e Tomás Beckman, o primeiro, proprietário de engenho, o segundo, poeta e advogado, apoiados por cerca de oitenta homens armados, entre eles senhores de engenho e comerciantes locais, comandaram o movimento.     Aos gritos de “Mata, mata os padres da Companhia”, os rebeldes saíram pelas ruas, batendo de porta em porta e convocando a população a tomar o Colégio Nossa Senhora da Luz, onde se instalava a Companhia de Jesus.
(L. M. Schwarcz; H.M. Starling. Brasil: uma biografia, p. 222. Adaptado)
O movimento em referência teve como parte de suas causas a
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Q4294895 História
Segundo José Murilo de Carvalho, deve-se acrescentar o fato de que uma parte significativa da elite política era constituída de magistrados. Desse modo, a profissão contribuiu para aumentar os índices de homogeneidade da elite política, em termos de visão do mundo, interesses e objetivos a serem alcançados. A elite que assumiu o poder e foi, ao mesmo tempo, se construindo no Brasil pós-independência possuía características básicas de unidade ideológica e de treinamento que não estavam presentes nas elites de outros países. Apesar de não ser nada representativa do conjunto da população, teve condições de realizar uma política de construção de um Estado centralizado e conservador.
(Boris Fausto. História do Brasil, p. 184. Adaptado)
No fragmento, Boris Fausto apresenta uma análise sobre
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Q4294896 História
Na obra História do Brasil (p. 221), Boris Fausto considera que poucos temas da história brasileira têm sido tão discutidos e investigados como a escravidão. A existência de uma “brecha camponesa” é uma dessas discussões sustentada por alguns historiadores, com Ciro Cardoso à frente, destacando a importância do tema para a economia brasileira colonial e do século XIX.
A referida tese parte da constatação de que
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Q4294897 História
A “causa paulista” foi abraçada com um fervor cívico que ainda não se conhecia no estado, e o entusiasmo feminino superou as expectativas: milhares de mulheres, ricas e pobres, doaram suas joias atendendo ao chamado da campanha Ouro pelo Bem de São Paulo, lançada sob o pretexto de conseguir lastro para pagar os custos de guerra.
(Lilia M. Schwarcz; Heloísa M. Starling. Brasil: uma biografia, p. 614)
Identifique a alternativa que corresponde ao contexto histórico delimitado pelo fragmento.
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Q4294898 História
No início da década de 2000, ocorreu a consolidação de espaços de representação do movimento indígena – por meio das suas organizações – nas esferas públicas, com a internalização e a gestão de recursos governamentais e de várias lideranças de organizações indígenas, que passaram a ocupar funções públicas e políticas na esfera da Administração Pública, trazendo novas conquistas, mas também novos desafios.
(Gersem S. Luciano. O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje, p. 79. Adaptado)
Partindo da obra mencionada, fazem parte do contexto em referência
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Q4294899 História
O Ato Institucional n° 5 (AI-5) foi o instrumento de uma revolução dentro da revolução ou, se quiserem, de uma contrarrevolução dentro da contrarrevolução. Ao contrário dos atos anteriores, não tinha prazo de vigência e não era, pois, uma medida excepcional transitória. Ele durou até o início de 1979.
(Boris Fausto. História do Brasil, p. 480. Adaptado)
O AI-5, de dezembro de 1968, tinha como parte de suas medidas:
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Q4294900 História
Na América Espanhola, depois da independência política, arma-se um grande confronto entre os advogados da manutenção da universidade colonial e os propugnadores da implantação de uma nova instituição moderna, alicerçada em outros princípios, que entendiam os antigos estabelecimentos superiores como símbolo do atraso, da opressão.
(Maria Lígia C. Prado. América Latina no século XIX: tramas, telas e textos, p. 94. Adaptado)
O contexto histórico abordado refere-se
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Q4294901 História
Com os processos de democratização em curso nos anos 1980 e 1990, marcados, entretanto, por uma transição considerada por muitos “conservadora”, diferentes cientistas políticos passaram a refletir sobre as dimensões de uma cultura política autoritária que ultrapassava o domínio das Forças Armadas e do Estado. Ou seja, procuraram ampliar o viés investigativo, lançando luz sobre a disseminação de posturas autoritárias por extensos setores que apoiaram os golpes.
(Maria Ligia Prado e Gabriela Pellegrino. História da América Latina, p. 168. Adaptado)
O fenômeno abordado pelo excerto pode ser exemplificado pelo caso
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Q4294902 História
As realizações extraordinárias da civilização greco-romana haviam sido propriedade de um pequeno estrato governante, inteiramente divorciado da produção. O trabalho manual era identificado com a servidão e era, por isso mesmo, degradante.
(Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, p. 127. Adaptado)
Segundo Perry Anderson, um dos desdobramentos do contexto abordado pelo fragmento foi
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Q4294903 História
De fato, o cotidiano é, por assim dizer, o agir mais mecânico e mais automático do ser humano. E a repetição multissecular de gestos, atividades, comportamentos. De certa forma, o cotidiano coloca seus protagonistas fora do tempo e do espaço: nascer, comer, trabalhar, vestir, habitar, festejar, morrer foram – no essencial – invariantes, talvez desde os primeiros momentos da História até o século XVII ou XVIII. Isso, é claro, no quadro étnico- -cultural que nos interessa, o da Europa ocidental.
(Hilário Franco Júnior. A Idade Média, p. 168. Adaptado)
No fragmento, o autor observa
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Q4294904 História
A transição do espírito característico do declínio da Idade Média para o humanismo foi muito mais simples do que à primeira vista somos levados a supor. Habituados a opor o humanismo à Idade Média, supomos muitas vezes que a adesão ao nosso sistema implicou o repúdio do outro. É-nos difícil imaginar que o espírito pudesse cultivar as antigas formas de pensamento e de expressão medievais e aspirar ao mesmo tempo à visão antiga da razão e da beleza. Mas é assim mesmo que temos de conceber o que se passou. O classicismo não apareceu por súbita revelação; cresceu entre a vegetação luxuriante do pensamento medieval. Antes de ser uma inspiração, o humanismo foi uma forma. E, por outro lado, os modos característicos do pensamento da Idade Média persistem durante muito tempo durante o Renascimento.
(J. Huizinga. O declínio da Idade Média [...]. Apud: Paulo Miceli. História Moderna, p. 9)
O historiador Paulo Miceli utiliza a citação para ilustrar entendimento de que
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Q4294905 História
Na obra A Era das Revoluções: 1789–1848, o historiador Eric Hobsbawm afirma que “a revolução americana pôde proclamar-se a causa direta da Revolução Francesa” (p. 66).
Essa afirmação tem como fundamento
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Q4294906 História
Dois fatos estritamente relacionados ocorreram em 1783: a proclamação da independência dos EUA e o exacerbamento da questão racial. O autor da Declaração da Independência, Thomas Jefferson, em suas Notes on the States of Virginia (1787), tratando a questão dos escravos como questão política, registrou o grande desconforto daquele momento, isto é, o que fazer com os negros.
(Leila L. Hernandez. A África na sala de aula, p. 322. Adaptado)
Segundo Leila Hernandez, uma das medidas adotadas para a questão exposta no excerto foi 
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Q4294907 História
O que diferencia os movimentos independentistas da África portuguesa de todos os outros, e também da Indochina, é a dupla internacionalização de seu combate. Angola se tornou o microcosmo onde se enfrentavam os três campos que disputavam a hegemonia mundial, enquanto a ONU, por ocasião de seu 25o aniversário, em 1970, criticava Portugal, a África do Sul e a Rodésia.
(Marc Ferro. História das colonizações: das conquistas às independências, século XIII a XX, p. 339-340)
Segundo Marc Ferro, em Angola, delineou-se o seguinte panorama:
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Q4294908 História
A televisão jamais se tornou tão prontamente portátil quanto o rádio, mas domesticou a imagem em movimento. Além disso, embora um aparelho de TV continuasse sendo muito mais caro e fisicamente desajeitado que um rádio, logo se tornou quase universal e constantemente acessível mesmo para os pobres de alguns países. Na década de 1980, cerca de 80% de um país como o Brasil tinha acesso à televisão. Isso é mais surpreendente que o fato de nos EUA o novo veículo ter substituído tanto o rádio quanto o cinema como a forma padrão de diversão popular na década de 1950. Sua demanda de massa era esmagadora.
(Eric Hobsbawm. Era dos Extremos: o breve século XX – 1914–1991, p. 484)
O historiador Eric Hobsbawm utiliza a situação descrita no fragmento para analisar formas pelas quais 
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Q4294909 História
Esse colapso pode assinalar o fim do Breve Século XX, como a Primeira Guerra Mundial pode assinalar o seu início. Nesse ponto minha história chega ao fim.     Chega ao fim – como todo livro concluído no início da década de 1990 – com um olhar para a escuridão. O colapso de uma parte do mundo revelou o mal-estar do resto. À medida que a década de 1980 passava para a de 1990, foi ficando evidente que a crise mundial não era geral apenas no sentido econômico, mas também no político.
(Eric Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX: 1914–1991, p. 19-20)
O autor se refere ao colapso
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Respostas
1: D
2: C
3: A
4: A
5: C
6: D
7: B
8: C
9: A
10: D
11: B
12: D
13: A
14: C
15: B
16: D
17: B
18: C
19: B
20: E