Sylvia Vergara (2009) adverte que “poder é um conceito
que admite múltiplos focos de análise” e que, nesta obra,
ela focaliza “o poder nas organizações, entendidas estas
como empresas, escolas, hospitais, casas de filantropia
e outras”. Vergara aborda as fontes de poder e também
destaca a importante contribuição de Max Weber com
o estudo da burocracia, uma forma de organização do
trabalho na qual o poder é a capacidade de se fazer
obedecer, entendendo-se que a autoridade vem da aceitação do poder, se considerado legítimo. A autora apresenta as disfunções da burocracia, estudadas por Merton
e o debate sobre o desaparecimento dela ou não, nas
sociedades complexas e dinâmicas de hoje, já focalizado
por Toffler. Vergara argumenta que, nas organizações, o
poder não é exercido só de cima para baixo, nas hierarquias, mas em todas as direções, numa “dialética do
poder”, e aponta que, “no mundo atual, uma nova forma
de ver e lidar com o poder se faz necessária, o que implica mudança de modelos mentais”. Ela, então, pergunta:
qual é essa forma necessária? E responde: