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Questões de Concurso Público Prefeitura de Peruíbe - SP 2023 para Professor de Educação Básica II (História)

Questões Discursivas

Foram encontradas 22 questões

Q4226280 História
Assinale a alternativa que contém uma análise fundamental do artigo de Elias Thomé Saliba, Experiências e representações sociais: reflexões sobre o uso e o consumo de imagens (em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula.)
Alternativas
Q4226281 História
Ricardo Oriá, no artigo Memória e ensino de História (em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula), cita os tombamentos da Serra da Barriga, local onde se desenvolveu o maior quilombo da História do Brasil, e da região onde se desenvolveu o Arraial de Canudos. Para esse autor, esses tombamentos representam que
Alternativas
Q4226283 História

Segundo sugere Oleg Inatiev, analisando as possíveis motivações materiais de sua inserção na trama de 1788-89, é a partir de sua vivência como tropeiro, de suas constantes viagens e contatos com os habitantes das diversas comarcas, que Joaquim José da Silva Xavier se dá conta das contradições e crueldade do sistema de exploração colonial no Brasil. Numa de suas viagens, quando chegava à região de Minas Novas, depara-se com a “triste” cena de um negro sendo açoitado por seu dono. Revoltado, procura intervir e irascível que era na defesa de suas proposições, acaba por entrar em luta corporal com o proprietário do escravo. São ambos os contendores presos até que, cerca de dois meses depois, o juiz estabelece o veredicto: culpado o tropeiro, com multa de dois contos por perturbar a paz do reino e “tentar defender um escravo, propriedade total e inalienável do dono que dispõe totalmente de sua vida e morte”.


(João Pinto Furtado, Imaginando a nação: o ensino de história

da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica.

Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais França de Lima e

Fonseca (orgs.), Inaugurando a História e construindo a nação;

discursos e imagens no ensino de História. Adaptado)


Para Furtado, essa análise tem equívocos.


Assinale a alternativa que apresenta um desses equívocos.

Alternativas
Q4226284 História

A maioria de nós se surpreenderia ao saber que banana, laranja, manga, goiaba, cana-de-açúcar, couve, inhame, quiabo, assim como mangueiras e jaqueiras, nada disso é brasileiro, apesar de fazer parte não apenas de nossos usos mais corriqueiros, mas de nosso imaginário mais trivial. Embora saibamos geralmente que foi dado antigamente muito valor às chamadas especiarias, tão procuradas e negociadas pelos portugueses, principalmente antes de iniciarem a efetiva exploração das terras brasileiras, desconhecemos como se planejaram e se executaram aqueles experimentos já mencionados. Eles ocorreram intensamente e em dupla direção, isto é, plantas originárias do Oriente, da África e de outras regiões do Novo Mundo foram introduzidas no Brasil e vice-versa.


(Eduardo França Paiva, De português a mestiço: o imaginário

brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em: Lana Mara de

Castro Siman e Thais França de Lima e Fonseca (orgs.),

Inaugurando a História e construindo a nação; discursos

e imagens no ensino de História.)


A partir do excerto e das discussões do artigo citado, é correto afirmar que

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Q4226286 História

O processo de constituição da nação brasileira se completa, finalmente, com a proclamação da independência. Ainda mantendo a coerência com as determinações programáticas, Joaquim Silva, na sua obra didática História do Brasil para o terceiro ano ginasial [publicada nos anos 1940], arrebatou a figura de D. Pedro e sua ação heroica no momento da ruptura com Portugal. Fecha-se, nesse momento, a trilogia visual da formação nacional, iniciada com Primeira Missa no Brasil, seguida da Batalha de Guararapes e finalmente encerrada com Independência ou Morte!.


Essa tríade de pinturas históricas constituiu a base fundadora da memória visual da nação e tem estado presente nos livros didáticos de História do Brasil desde o início do século XX.


(Thais Nívia de Lima e Fonseca, “Ver para compreender”: arte,

livro didático e a história da nação. Em: Lana Mara de Castro Siman

e Thais França de Lima e Fonseca (orgs.), Inaugurando a

História e construindo a nação; discursos e imagens no

ensino de História. Adaptado)


Para Fonseca, essa tríade de pinturas históricas

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Q4226287 História

No artigo Sobre História, Braudel e os vagalumes. A Escola dos Annales e o Brasil (ou vice-versa) (em: Marcos Cezar Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva), Paulo Miceli afirma que “A reconstituição de grandes cenários capazes de comportar a elaboração do vasto espetáculo da História era para Braudel uma tarefa que não deveria ficar submetida apenas aos procedimentos tradicionais da velha disciplina”.


Nesse sentido, segundo o artigo citado, Braudel

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Q4226288 História

No início dos anos 1980, tornou-se ainda mais internacionalmente conhecida como a autora de um best-seller acadêmico, O retorno de Martin Guerre, e consultora do filme com o mesmo título dirigido por Daniel Vigne em 1982. Desde que lera o livro do juiz de Toulouse, Jean de Coras, contando a história do célebre caso que ele julgara em 1560, dissera: “Isto tem que ser um filme!”. O caso, levado ao tribunal, revelava o drama vivido por uma família de camponeses de Languedoc, no século XVI, quando um homem – que havia desaparecido durante doze anos – reaparece, é aceito como o verdadeiro Martin Guerre por sua família e pela comunidade durante três ou quatro anos, até ser finalmente denunciado como impostor por Bertrande, sua mulher. Uma micro-história – um caso de impostura de uma pequena vila francesa – era usada para discutir questões de formação de identidade e de relações de classe.


(Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke, As muitas faces da história.

Nove entrevistas. Adaptado)


O excerto apresenta a historiadora

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Q4226289 História

As formas de organização totalitária, em contraposição com seu conteúdo ideológico e os slogans de propaganda, são completamente novas.


(Hannah Arendt, Origens do totalitarismo.)


Para Arendt, as formas de organização totalitária 

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Q4226290 História

Nas últimas décadas, tornou-se comum que os historiadores marxistas – autores de um já impressionante corpo de investigações – nem sempre estivessem diretamente preocupados com os problemas teóricos relativos às implicações suscitadas por seus trabalhos. Ao mesmo tempo, os filósofos marxistas, que procuraram elucidar ou resolver as questões teóricas básicas do materialismo histórico, fizeram-no, com frequência, consideravelmente afastados dos resultados específicos expostos pelos historiadores. Aqui, fez-se uma tentativa de explorar um terreno intermediário entre aquelas posições. É possível que sirva apenas como exemplo negativo.


(Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista)


Nesse sentido, a obra citada tem o objetivo de

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Q4226291 História

Na década de 1960, a produção historiográfica sobre o período colonial não conheceu obras particularmente significativas no tocante às abordagens de história da cultura.


(Laura de Mello e Souza, Aspectos da historiografia da cultura

sobre o Brasil Colonial. Em: Marcos Cezar Freitas (org.),

Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado)


Para Mello e Souza, possivelmente, tal situação decorreu

Alternativas
Q4226292 História

O historiador marxista afinado com a perspectiva do PCB que se destacou e alcançou respeitabilidade nos anos 50 foi Nelson Werneck Sodré, que desenvolvia intensa atividade no ISEB, através de cursos muito concorridos e numerosas publicações, entre as quais O tratado de Methuen (1957), As classes sociais no Brasil (1957), Introdução à revolução brasileira (1958), Raízes históricas do nacionalismo brasileiro (1958) e o texto em que se baseavam suas aulas e que saiu no começo dos anos 60, Formação histórica do Brasil [...].


(Leandro Konder, História dos intelectuais nos anos cinquenta.

Em: Marcos Cezar Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva)


Segundo Konder, Werneck Sodré defendia que

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Q4226293 História

Em 1945, foi publicada a História econômica do Brasil, de Caio Prado Jr. O autor se coloca explicitamente dentro dos pressupostos do “materialismo dialético” como teoria do conhecimento, como expõe no prefácio da primeira edição.


(Vavy Pacheco Borges, Anos trinta e política: História e historiografia.

Em: Marcos Cezar Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva)


Sobre a obra de Prado Jr., Borges considera que ela

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Q4226294 História

As capitanias do Sul também haviam sido tratadas como uma região separada e, embora as tentativas formais de se criar um governo à parte, do Rio de Janeiro para o sul, tivessem fracassado (1573-1578, 1608-1612), os governadores residentes na Bahia tinham pouco controle sobre o Sul. São Paulo permaneceu uma área rústica até bem avançado o século XVIII.


(Stuart B. Schwartz, “Gente da terra braziliense da nasção”.

Pensando o Brasil: a construção de um povo. Em: Carlos Guilherme

Mota (org.), A experiência brasileira. Formação: histórias)


Até essa época, segundo Schwartz, São Paulo

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Q4226295 História

O governo Dutra julgava-se merecedor de atenções especiais por parte dos Estados Unidos. Afinal, o Brasil revelava-se um fiel aliado, colaborando com as iniciativas norte-americanas para a América Latina e para a criação das instituições internacionais do pós-guerra. Desde os acordos assinados em Washigton, em 1942, tornou-se inelutável a aproximação econômica entre os dois países. Falava-se, assim, do estabelecimento de “relações especiais” com os Estados Unidos. As necessidades advindas da guerra tinham levado os Estados Unidos a uma franca postura de colaboração governo a governo, inclusive através de propostas de missões, como a Taub (1942) e a Cooke (1943), que enfatizavam a necessidade de amparar programas de industrialização do Brasil.


(Carlos Fico, O Brasil no contexto da Guerra Fria: democracia,

subdesenvolvimento e ideologia do planejamento (1946-1964).

Em: Carlos Guilherme Mota (org.), A experiência brasileira.

A grande transação. Adaptado)


Para Fico, terminada a Segunda Guerra,

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Q4226296 História

Durante o período Médici, a política externa orientou-se por um projeto de ampliação de influência e poder na América Latina [...]


(Maria Helena Capelato, O “gigante brasileiro” na América Latina:

ser ou não ser latino-americano. Em: Carlos Guilherme Mota (org.),

A experiência brasileira. A grande transação)


Para Capelato, a política externa citada consubstanciou-se

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Q4226298 História

[...] a participação política das mulheres durante as lutas pela independência precisa ser levada em consideração [...]. Em toda a América Latina, o número de mulheres que pegou em armas é surpreendente [...].


(Maria Lígia Coelho Prado, América Latina no Século XIX:

Tramas, Telas e Textos)


Sobre o tema tratado no excerto, Prado ainda conclui que

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Q4226299 História

O barão do Rio Branco, ministro das Relações Internacionais entre 1902 e 1912, incentivou a reestruturação das Forças Armadas brasileiras, especialmente da Marinha. A Argentina opôs-se ao programa de reaparelhamento militar brasileiro e, a partir de pressões diplomáticas, procurou impor tratados de limitação à expansão do armamento naval, o que foi rechaçado por Rio Branco, favorável à reestruturação dessa força.


(Maria Helena Capelato, O ”gigante brasileiro” na América Latina:

ser ou não ser latino-americano. Em: Carlos Guilherme Mota (org.),

A experiência brasileira. A grande transação)


No contexto apresentado, segundo Capelato, a função fundamental da Marinha era

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Q4226300 História

Foi talvez no reino do Congo que se estabeleceu o sistema de exploração mais duro. Ali o trabalho forçado perpetuou-se longos decênios, beneficiando os chefes africanos e seus sócios. Havia uma pressão constante da administração colonial ou das firmas particulares – como a Companhia do Congo para Comércio e Indústria, fundada em 1889, - que agiam impunemente.


(Marc Ferro, História das colonizações: das conquistas

às independências, séculos XIII a XX. Adaptado.)


Segundo Ferro, a exploração do trabalho no reino do Congo

Alternativas
Q4226301 História

As funções do Estado desagregavam-se em concessões verticais sucessivas, e a cada nível estavam integradas as relações econômicas e políticas. Esta parcelarização da soberania seria constitutiva de todo o modo de produção feudal.


Decorriam dela três características estruturais do feudalismo ocidental, todas de importância fundamental em sua dinâmica.


(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao feudalismo)


Assinale a alternativa que, segundo Anderson, apresenta uma dessas características.

Alternativas
Q4226302 História

“Acredito nesta raça...,” dizia Joseph Chamberlain em 1895. Ele entoava um hino imperialista à glória dos ingleses e celebrava um povo cujos esforços superavam os de seus rivais franceses, espanhóis e outros. Aos outros povos, ”subalternos”, o inglês levava a superioridade de seu savoir-faire, de sua ciência também; o “fardo do homem branco” era civilizar o mundo, e os ingleses mostravam o caminho.


Essa convicção e essa missão significavam que, no fundo, os outros eram julgados como representantes de uma cultura inferior, e cabia aos ingleses, “vanguarda” da raça branca, educá-los, formá-los – embora sempre se mantendo à distância. Se os franceses também achavam que os nativos eram umas crianças, e sem dúvida os consideravam inferiores, suas convicções republicanas levavam-nos, porém, a fazer afirmações de outro teor, pelo menos em público, ainda que estas não estivessem necessariamente em consonância com seus atos.


(Marc Ferro, História das colonizações: das conquistas às independências, séculos XIII a XX)


Para Ferro, no contexto apresentado, o que aproximava franceses, ingleses e outros colonizadores era

Alternativas
Respostas
1: C
2: D
3: D
4: A
5: B
6: D
7: B
8: A
9: D
10: E
11: A
12: B
13: C
14: A
15: C
16: C
17: D
18: C
19: A
20: E