Questões de Concurso Público Câmara Municipal de Chapecó - SC 2025 para Assistente de Comissões

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Q3744752 Redação Oficial
No âmbito das Comissões do Poder Legislativo, a produção de documentos técnicos é rotineira. Dois dos documentos mais importantes são o Relatório e o Parecer. Embora ambos exijam análise e redação formal, eles possuem naturezas e finalidades distintas. O Relatório é fundamentalmente expositivo, enquanto o Parecer é essencialmente opinativo. Confundir esses dois instrumentos pode gerar vícios na tramitação de um projeto de lei. Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.O Relatório é o documento no qual se faz uma exposição detalhada de fatos, ocorrências ou atividades, (ex: relatório de uma Comissão Parlamentar de Inquérito), focando na descrição objetiva do que foi apurado.
II.O Parecer e o Relatório são sinônimos na Redação Oficial, ambos servindo para que a autoridade superior tome uma decisão, sendo o Relatório apenas uma versão mais longa do Parecer.
III.O Parecer é um documento técnico ou jurídico que apresenta uma análise sobre determinada matéria (ex: a constitucionalidade de um projeto), concluindo com uma opinião fundamentada (ex: pela aprovação ou rejeição).

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS: 
Alternativas
Q3744753 Legislação Municipal
 A elaboração de normas municipais segue um rito rigoroso estabelecido pelo Regimento Interno da Câmara e pela Lei Orgânica. O processo legislativo define os quóruns necessários para deliberação, que variam conforme a importância da matéria. Leis complementares, por exemplo, exigem um quórum qualificado, diferentemente das leis ordinárias. O Assistente de Comissões deve ter pleno domínio desses conceitos para orientar a tramitação correta dos projetos. Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.A aprovação de projetos de lei complementar exige quórum de maioria absoluta, que corresponde ao primeiro número inteiro subsequente à metade do total de membros da Câmara Municipal.

II.O quórum de maioria simples, exigido para aprovação de leis ordinárias, é calculado com base no número total de Vereadores da legislatura, exigindo a metade mais um de todos os membros.

III.O quórum de dois terços (23) dos membros da Câmara é frequentemente exigido para matérias de grande relevância, como a aprovação de emendas à Lei Orgânica Municipal e a rejeição do parecer prévio do Tribunal de Contas.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
Alternativas
Q3744754 Direito Administrativo
Os atos administrativos são a forma pela qual a Administração Pública manifesta sua vontade, produzindo efeitos jurídicos imediatos. Para que possam atingir seus objetivos e garantir a execução do interesse público, eles são dotados de atributos específicos que os diferenciam dos atos privados, como a presunção de legitimidade, a imperatividade e a autoexecutoriedade. A imperatividade, por exemplo, confere ao ato o poder de criar obrigações unilateralmente para o administrado. Acerca das características e atributos dos atos administrativos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(__)A imperatividade, atributo pelo qual o ato se impõe a terceiros independentemente de concordância, está presente em todos os atos administrativos, inclusive nos negociais (ex: licenças) e enunciativos (ex: certidões).
(__)A autoexecutoriedade permite que a Administração execute diretamente suas decisões, inclusive a cobrança de multas administrativas (sanção pecuniária), sem necessidade de recorrer ao Poder Judiciário.
(__)A presunção de legitimidade do ato administrativo é absoluta (jure et de jure), significando que, uma vez editado o ato, ele não pode ser contestado judicialmente pelo administrado.
(__)A presunção de legitimidade e veracidade inverte o ônus da prova, cabendo ao particular que alega a invalidade do ato administrativo demonstrar a existência do vício.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3744755 Direito Administrativo
A Lei nº 14.1332021 (Nova Lei de Licitações) introduziu novas modalidades licitatórias e alterou profundamente o cenário das contratações públicas. Além de manter o pregão e a concorrência (com novas definições), a lei inovou ao trazer o 'diálogo competitivo', uma modalidade complexa destinada a situações específicas em que a Administração não consegue definir previamente a solução técnica mais adequada. Essa nova modalidade exige um procedimento diferenciado das demais. Acerca das modalidades de licitação na Lei nº 14.1332021, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:

(__)O Pregão, segundo a nova lei, tornou-se a modalidade exclusiva para a contratação de serviços de engenharia de alta complexidade, substituindo a Concorrência.
(__)A Concorrência passou a ser a modalidade utilizada para a contratação de bens e serviços especiais de grande vulto, sendo julgada apenas por 'melhor técnica', vedado o critério 'menor preço'.
(__)O Diálogo Competitivo é uma modalidade destinada a compras de bens comuns de pronta-entrega, como materiais de escritório, visando agilizar o processo de aquisição.
(__)O Diálogo Competitivo é uma modalidade para contratações complexas que envolvem inovação tecnológica ou técnica, na qual a Administração realiza diálogos com licitantes pré-selecionados para desenvolver soluções, antes de apresentar a proposta final.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3744756 Regimento Interno
Durante a tramitação de um projeto de lei nas Comissões ou no Plenário da Câmara Municipal, os Vereadores podem propor alterações ao texto original por meio de 'Emendas'. As emendas são instrumentos regimentais que permitem aperfeiçoar, corrigir ou alterar o conteúdo da proposição. Elas possuem classificações distintas conforme a ação que executam sobre o texto: podem suprimir, adicionar, modificar ou aglutinar partes do projeto, sendo essenciais para o debate democrático. Acerca dos tipos de emendas no processo legislativo, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(__)Emenda Supressiva é aquela que propõe a retirada de uma parte do texto original (artigo, parágrafo, expressão), mas que só pode ser apresentada pelo líder do governo.

(__)Emenda Modificativa é aquela que altera o texto (ex: muda a redação de um artigo), mas sem alterar a substância ou o mérito principal do projeto de lei.

(__)Emenda Aditiva é aquela que propõe acrescentar dispositivos novos ao projeto, sendo permitido que ela trate de assunto completamente estranho à matéria principal (contrabando legislativo).

(__)Emenda Aglutinativa é aquela que resulta da fusão (aglutinação) de outras emendas, ou de partes delas, com o texto original, formando um novo dispositivo.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3744757 Português
A última vez em que não tive escolha



Minha mãe repete com uma certa frequência que eu vou ser pra sempre o bebê dela — sem se preocupar com a veracidade dessa promessa simbólica. Eu costumava responder relutante: "Já sou bem grandinha", numa tolice clássica. Até me encantava com o Peter Pan, mas me sentia muito diferente dele — não via a hora de crescer!


Afinal, "não posso ficar nessa casa!". Eu reclamava como qualquer pré-adolescente. E de fato, não podia mesmo: nem bem eu queria, não podia pintar o cabelo, não podia ouvir música alta. Ah, que tortura, a lição de obediência...


Foi quando decidi pela desobediência. Uma decisão incomum para a filha que nunca deu trabalho. Por quase dois anos, menti dezenas de vezes para os meus pais, coitados.


A rebeldia não durou muito, mas atendeu — e concordou um pouco — com a raiz daquelas atitudes duvidosas: não era rebeldia sem motivo. Era apenas a incerteza de acreditar que crescer seria o fim dos meus problemas.


Os adultos me fizeram compreender melhor as desvantagens da vida adulta. Recentemente, estava em alta nas redes sociais por zombarem da CLT. Me parecia uma tendência elitista e cínica dos trabalhadores, mas que expressava inconsciente a percepção de que jornadas exaustivas e um salário mínimo não valem o esforço.


No auge dos meus 14 anos, não pensava nisso. Não acreditava em fardas, mas em uma liberdade ilusória. Mal podia imaginar que a vida nos oferece um número limitado de escolhas, e que até elas podem se tornar prisões. Hoje, peço humildemente: "Mãe, você pode me dizer o que fazer?". E a sua resposta letal é: "A escolha é sua".



KELLY, Sarah. A última vez em que não tive escolha. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2022. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 691/1544/6178 . Acesso em: 4 nov. 2025.
 O texto "A última vez em que não tive escolha" apresenta uma narrativa de caráter intimista e reflexivo, construída em linguagem acessível e marcada por traços de oralidade e de afetividade. Considerando as noções de variação linguística e níveis de linguagem, assinale a alternativa que melhor interpreta o uso da língua no texto. 
Alternativas
Q3744758 Português
A última vez em que não tive escolha



Minha mãe repete com uma certa frequência que eu vou ser pra sempre o bebê dela — sem se preocupar com a veracidade dessa promessa simbólica. Eu costumava responder relutante: "Já sou bem grandinha", numa tolice clássica. Até me encantava com o Peter Pan, mas me sentia muito diferente dele — não via a hora de crescer!


Afinal, "não posso ficar nessa casa!". Eu reclamava como qualquer pré-adolescente. E de fato, não podia mesmo: nem bem eu queria, não podia pintar o cabelo, não podia ouvir música alta. Ah, que tortura, a lição de obediência...


Foi quando decidi pela desobediência. Uma decisão incomum para a filha que nunca deu trabalho. Por quase dois anos, menti dezenas de vezes para os meus pais, coitados.


A rebeldia não durou muito, mas atendeu — e concordou um pouco — com a raiz daquelas atitudes duvidosas: não era rebeldia sem motivo. Era apenas a incerteza de acreditar que crescer seria o fim dos meus problemas.


Os adultos me fizeram compreender melhor as desvantagens da vida adulta. Recentemente, estava em alta nas redes sociais por zombarem da CLT. Me parecia uma tendência elitista e cínica dos trabalhadores, mas que expressava inconsciente a percepção de que jornadas exaustivas e um salário mínimo não valem o esforço.


No auge dos meus 14 anos, não pensava nisso. Não acreditava em fardas, mas em uma liberdade ilusória. Mal podia imaginar que a vida nos oferece um número limitado de escolhas, e que até elas podem se tornar prisões. Hoje, peço humildemente: "Mãe, você pode me dizer o que fazer?". E a sua resposta letal é: "A escolha é sua".



KELLY, Sarah. A última vez em que não tive escolha. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2022. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 691/1544/6178 . Acesso em: 4 nov. 2025.
No trecho "Eu reclamava como qualquer pré-adolescente", o uso do hífen na palavra "pré-adolescente" obedece às normas atuais do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
Considerando as regras que regem o emprego do hífen em formações prefixadas, assinale a alternativa que apresenta a explicação correta para o uso gráfico observado.
Alternativas
Q3744759 Português
A última vez em que não tive escolha



Minha mãe repete com uma certa frequência que eu vou ser pra sempre o bebê dela — sem se preocupar com a veracidade dessa promessa simbólica. Eu costumava responder relutante: "Já sou bem grandinha", numa tolice clássica. Até me encantava com o Peter Pan, mas me sentia muito diferente dele — não via a hora de crescer!


Afinal, "não posso ficar nessa casa!". Eu reclamava como qualquer pré-adolescente. E de fato, não podia mesmo: nem bem eu queria, não podia pintar o cabelo, não podia ouvir música alta. Ah, que tortura, a lição de obediência...


Foi quando decidi pela desobediência. Uma decisão incomum para a filha que nunca deu trabalho. Por quase dois anos, menti dezenas de vezes para os meus pais, coitados.


A rebeldia não durou muito, mas atendeu — e concordou um pouco — com a raiz daquelas atitudes duvidosas: não era rebeldia sem motivo. Era apenas a incerteza de acreditar que crescer seria o fim dos meus problemas.


Os adultos me fizeram compreender melhor as desvantagens da vida adulta. Recentemente, estava em alta nas redes sociais por zombarem da CLT. Me parecia uma tendência elitista e cínica dos trabalhadores, mas que expressava inconsciente a percepção de que jornadas exaustivas e um salário mínimo não valem o esforço.


No auge dos meus 14 anos, não pensava nisso. Não acreditava em fardas, mas em uma liberdade ilusória. Mal podia imaginar que a vida nos oferece um número limitado de escolhas, e que até elas podem se tornar prisões. Hoje, peço humildemente: "Mãe, você pode me dizer o que fazer?". E a sua resposta letal é: "A escolha é sua".



KELLY, Sarah. A última vez em que não tive escolha. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2022. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 691/1544/6178 . Acesso em: 4 nov. 2025.
No trecho "Me parecia uma tendência elitista e cínica dos trabalhadores, mas que expressava inconsciente a percepção de que jornadas exaustivas e um salário mínimo não valem o esforço", observa-se a ausência do acento indicativo de crase na expressão "a percepção".
Considerando as regras de regência e o uso do acento grave,é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3744760 Português
A última vez em que não tive escolha



Minha mãe repete com uma certa frequência que eu vou ser pra sempre o bebê dela — sem se preocupar com a veracidade dessa promessa simbólica. Eu costumava responder relutante: "Já sou bem grandinha", numa tolice clássica. Até me encantava com o Peter Pan, mas me sentia muito diferente dele — não via a hora de crescer!


Afinal, "não posso ficar nessa casa!". Eu reclamava como qualquer pré-adolescente. E de fato, não podia mesmo: nem bem eu queria, não podia pintar o cabelo, não podia ouvir música alta. Ah, que tortura, a lição de obediência...


Foi quando decidi pela desobediência. Uma decisão incomum para a filha que nunca deu trabalho. Por quase dois anos, menti dezenas de vezes para os meus pais, coitados.


A rebeldia não durou muito, mas atendeu — e concordou um pouco — com a raiz daquelas atitudes duvidosas: não era rebeldia sem motivo. Era apenas a incerteza de acreditar que crescer seria o fim dos meus problemas.


Os adultos me fizeram compreender melhor as desvantagens da vida adulta. Recentemente, estava em alta nas redes sociais por zombarem da CLT. Me parecia uma tendência elitista e cínica dos trabalhadores, mas que expressava inconsciente a percepção de que jornadas exaustivas e um salário mínimo não valem o esforço.


No auge dos meus 14 anos, não pensava nisso. Não acreditava em fardas, mas em uma liberdade ilusória. Mal podia imaginar que a vida nos oferece um número limitado de escolhas, e que até elas podem se tornar prisões. Hoje, peço humildemente: "Mãe, você pode me dizer o que fazer?". E a sua resposta letal é: "A escolha é sua".



KELLY, Sarah. A última vez em que não tive escolha. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2022. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 691/1544/6178 . Acesso em: 4 nov. 2025.
 O texto "A última vez em que não tive escolha" apresenta uma reflexão sobre o amadurecimento e a passagem da ilusão de liberdade juvenil à compreensão das limitações impostas pela vida adulta. Considerando os princípios de coesão e coerência textual, assinale a alternativa que melhor explica como o texto constrói essa mudança de perspectiva.
Alternativas
Q3744761 Português
A última vez em que não tive escolha



Minha mãe repete com uma certa frequência que eu vou ser pra sempre o bebê dela — sem se preocupar com a veracidade dessa promessa simbólica. Eu costumava responder relutante: "Já sou bem grandinha", numa tolice clássica. Até me encantava com o Peter Pan, mas me sentia muito diferente dele — não via a hora de crescer!


Afinal, "não posso ficar nessa casa!". Eu reclamava como qualquer pré-adolescente. E de fato, não podia mesmo: nem bem eu queria, não podia pintar o cabelo, não podia ouvir música alta. Ah, que tortura, a lição de obediência...


Foi quando decidi pela desobediência. Uma decisão incomum para a filha que nunca deu trabalho. Por quase dois anos, menti dezenas de vezes para os meus pais, coitados.


A rebeldia não durou muito, mas atendeu — e concordou um pouco — com a raiz daquelas atitudes duvidosas: não era rebeldia sem motivo. Era apenas a incerteza de acreditar que crescer seria o fim dos meus problemas.


Os adultos me fizeram compreender melhor as desvantagens da vida adulta. Recentemente, estava em alta nas redes sociais por zombarem da CLT. Me parecia uma tendência elitista e cínica dos trabalhadores, mas que expressava inconsciente a percepção de que jornadas exaustivas e um salário mínimo não valem o esforço.


No auge dos meus 14 anos, não pensava nisso. Não acreditava em fardas, mas em uma liberdade ilusória. Mal podia imaginar que a vida nos oferece um número limitado de escolhas, e que até elas podem se tornar prisões. Hoje, peço humildemente: "Mãe, você pode me dizer o que fazer?". E a sua resposta letal é: "A escolha é sua".



KELLY, Sarah. A última vez em que não tive escolha. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2022. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 691/1544/6178 . Acesso em: 4 nov. 2025.
Considerando os processos de formação de palavras e os critérios morfossintáticos e semânticos da Gramática Tradicional, a palavra "escolha" presente no título "A última vez em que não tive escolha":
Alternativas
Q3744762 Português
A última vez em que não tive escolha



Minha mãe repete com uma certa frequência que eu vou ser pra sempre o bebê dela — sem se preocupar com a veracidade dessa promessa simbólica. Eu costumava responder relutante: "Já sou bem grandinha", numa tolice clássica. Até me encantava com o Peter Pan, mas me sentia muito diferente dele — não via a hora de crescer!


Afinal, "não posso ficar nessa casa!". Eu reclamava como qualquer pré-adolescente. E de fato, não podia mesmo: nem bem eu queria, não podia pintar o cabelo, não podia ouvir música alta. Ah, que tortura, a lição de obediência...


Foi quando decidi pela desobediência. Uma decisão incomum para a filha que nunca deu trabalho. Por quase dois anos, menti dezenas de vezes para os meus pais, coitados.


A rebeldia não durou muito, mas atendeu — e concordou um pouco — com a raiz daquelas atitudes duvidosas: não era rebeldia sem motivo. Era apenas a incerteza de acreditar que crescer seria o fim dos meus problemas.


Os adultos me fizeram compreender melhor as desvantagens da vida adulta. Recentemente, estava em alta nas redes sociais por zombarem da CLT. Me parecia uma tendência elitista e cínica dos trabalhadores, mas que expressava inconsciente a percepção de que jornadas exaustivas e um salário mínimo não valem o esforço.


No auge dos meus 14 anos, não pensava nisso. Não acreditava em fardas, mas em uma liberdade ilusória. Mal podia imaginar que a vida nos oferece um número limitado de escolhas, e que até elas podem se tornar prisões. Hoje, peço humildemente: "Mãe, você pode me dizer o que fazer?". E a sua resposta letal é: "A escolha é sua".



KELLY, Sarah. A última vez em que não tive escolha. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2022. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 691/1544/6178 . Acesso em: 4 nov. 2025.
 O texto "A última vez em que não tive escolha" combina elementos narrativos e reflexivos para representar a passagem da juventude idealista à consciência adulta das limitações. Considerando os recursos expressivos empregados pela autora, assinale a alternativa que apresenta a análise correta quanto ao uso e à função das figuras de linguagem na construção dos sentidos do texto.
Alternativas
Q3744763 Português
A última vez em que não tive escolha



Minha mãe repete com uma certa frequência que eu vou ser pra sempre o bebê dela — sem se preocupar com a veracidade dessa promessa simbólica. Eu costumava responder relutante: "Já sou bem grandinha", numa tolice clássica. Até me encantava com o Peter Pan, mas me sentia muito diferente dele — não via a hora de crescer!


Afinal, "não posso ficar nessa casa!". Eu reclamava como qualquer pré-adolescente. E de fato, não podia mesmo: nem bem eu queria, não podia pintar o cabelo, não podia ouvir música alta. Ah, que tortura, a lição de obediência...


Foi quando decidi pela desobediência. Uma decisão incomum para a filha que nunca deu trabalho. Por quase dois anos, menti dezenas de vezes para os meus pais, coitados.


A rebeldia não durou muito, mas atendeu — e concordou um pouco — com a raiz daquelas atitudes duvidosas: não era rebeldia sem motivo. Era apenas a incerteza de acreditar que crescer seria o fim dos meus problemas.


Os adultos me fizeram compreender melhor as desvantagens da vida adulta. Recentemente, estava em alta nas redes sociais por zombarem da CLT. Me parecia uma tendência elitista e cínica dos trabalhadores, mas que expressava inconsciente a percepção de que jornadas exaustivas e um salário mínimo não valem o esforço.


No auge dos meus 14 anos, não pensava nisso. Não acreditava em fardas, mas em uma liberdade ilusória. Mal podia imaginar que a vida nos oferece um número limitado de escolhas, e que até elas podem se tornar prisões. Hoje, peço humildemente: "Mãe, você pode me dizer o que fazer?". E a sua resposta letal é: "A escolha é sua".



KELLY, Sarah. A última vez em que não tive escolha. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2022. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 691/1544/6178 . Acesso em: 4 nov. 2025.
No período "Minha mãe repete com uma certa frequência que eu vou ser pra sempre o bebê dela", a oração "que eu vou ser pra sempre o bebê dela" exerce uma função sintática específica em relação à oração principal.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente sua classificação.
Alternativas
Q3744764 Português
A última vez em que não tive escolha



Minha mãe repete com uma certa frequência que eu vou ser pra sempre o bebê dela — sem se preocupar com a veracidade dessa promessa simbólica. Eu costumava responder relutante: "Já sou bem grandinha", numa tolice clássica. Até me encantava com o Peter Pan, mas me sentia muito diferente dele — não via a hora de crescer!


Afinal, "não posso ficar nessa casa!". Eu reclamava como qualquer pré-adolescente. E de fato, não podia mesmo: nem bem eu queria, não podia pintar o cabelo, não podia ouvir música alta. Ah, que tortura, a lição de obediência...


Foi quando decidi pela desobediência. Uma decisão incomum para a filha que nunca deu trabalho. Por quase dois anos, menti dezenas de vezes para os meus pais, coitados.


A rebeldia não durou muito, mas atendeu — e concordou um pouco — com a raiz daquelas atitudes duvidosas: não era rebeldia sem motivo. Era apenas a incerteza de acreditar que crescer seria o fim dos meus problemas.


Os adultos me fizeram compreender melhor as desvantagens da vida adulta. Recentemente, estava em alta nas redes sociais por zombarem da CLT. Me parecia uma tendência elitista e cínica dos trabalhadores, mas que expressava inconsciente a percepção de que jornadas exaustivas e um salário mínimo não valem o esforço.


No auge dos meus 14 anos, não pensava nisso. Não acreditava em fardas, mas em uma liberdade ilusória. Mal podia imaginar que a vida nos oferece um número limitado de escolhas, e que até elas podem se tornar prisões. Hoje, peço humildemente: "Mãe, você pode me dizer o que fazer?". E a sua resposta letal é: "A escolha é sua".



KELLY, Sarah. A última vez em que não tive escolha. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2022. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 691/1544/6178 . Acesso em: 4 nov. 2025.
Considerando as regras da concordância verbal e nominal, bem como o funcionamento sintático-semântico do período "Os adultos me fizeram compreender melhor as desvantagens da vida adulta", pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3744765 Matemática Financeira
Em uma loja de roupas de Pedra Alta, todas as peças estavam com 25% de desconto. Uma jaqueta que custava R$ 240,00 foi comprada por Larissa, que após o desconto, precisou pagar 5% de imposto sobre o valor com desconto. Qual foi o valor final pago pela jaqueta?
Alternativas
Q3744766 Matemática
Rafael trabalha em uma empresa de entregas que utiliza bicicletas elétricas para agilizar o atendimento aos clientes. Em um de seus trajetos diários, ele observou que uma das bicicletas percorreu 45 km após 3 horas de uso contínuo, mantendo sempre a mesma velocidade média durante o percurso. Com o objetivo de planejar melhor suas rotas, Rafael decidiu estimar quantos quilômetros seriam percorridos caso utilizasse a bicicleta por 5 horas, considerando que a proporção entre distância e tempo permanece constante. Essa análise é importante para que ele não fique sem carga no meio da entrega e consiga organizar seus deslocamentos de forma eficiente. Observe as afirmações abaixo e classifique cada uma como verdadeira (V) ou falsa (F):

(__)Mantendo a mesma proporção, a bicicleta percorrerá 75 km em 5 horas.
(__)A relação entre distância percorrida e tempo de uso é inversamente proporcional.
(__)A velocidade média da bicicleta é de 15 km por hora.
(__)Em 2 horas de uso, a bicicleta percorreria 40 km mantendo a mesma razão.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3744767 Matemática
Na cidade de Campo Dourado, um grupo de estudantes decidiu vender sucos naturais durante um evento escolar. No primeiro dia, utilizaram 6 kg de frutas para preparar 18 litros de suco, obtendo boa aceitação do público. Empolgados, planejaram aumentar a produção para 30 litros no dia seguinte, mantendo o mesmo padrão de sabor e consistência. Para isso, discutiram quanto de fruta seria necessário, considerando a proporção inicial. Após algumas estimativas e cálculos, surgiram diferentes opiniões entre os integrantes do grupo sobre a quantidade exata de frutas que deveriam usar.

I.A relação entre a quantidade de frutas e o volume de suco é de proporcionalidade direta.
II.Se 6 kg de frutas produzem 18 litros, então para 30 litros serão necessários 10 kg de frutas.
III.Caso utilizassem apenas 9 kg de frutas, obteriam exatamente 37 litros de suco.
IV.Se o grupo dobrasse a quantidade de frutas, obteria 48 litros de suco.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3744768 Matemática
 O "Clube Esportivo Rio Sereno", está instalando um novo piso em uma quadra retangular de 20 metros de comprimento e 12 metros de largura. O responsável pela obra precisa calcular tanto a quantidade de material para cobrir a área quanto o total de fita adesiva usada no contorno da quadra. Quais são, respectivamente, a área (A) e o perímetro (P) dessa quadra? 
Alternativas
Q3744769 Matemática Financeira
Carla é balconista de farmácia e precisa calcular o valor de um desconto progressivo. Um medicamento custa x reais, mas o cliente possui um cupom que reduz R$ 12,00 do total, resultando em um pagamento de R$ 68,00. Qual é o valor original do medicamento?
Alternativas
Q3744770 Matemática
Durante uma aula de culinária na escola de Santa Aurora, a professora pediu que os alunos ajustassem uma receita de bolo que rendia 12 porções para apenas 8. A receita original utilizava 1,5 copo de açúcar, 2/3 de copo de óleo e 3/4 de copo de leite. Para manter o sabor, era necessário reduzir proporcionalmente todos os ingredientes. Após os cálculos, um dos alunos afirmou que a nova quantidade de leite deveria ser 0,5 copo. Qual é, de fato, a quantidade correta de leite que deve ser usada na nova receita?
Alternativas
Q3744771 Matemática
Em um projeto de jardinagem que está realizando, Bruno precisou medir uma área para instalar canteiros de flores. O espaço disponível tinha 4,5 metros de largura por 7,2 metros de comprimento. Ele pretendia cobrir toda a área com uma manta protetora vendida por metro quadrado, mas o fornecedor informava os preços apenas em centímetros quadrados. Bruno decidiu converter as medidas para cm² antes de fazer o pedido. Qual é a área total (A) do espaço em cm²?
Alternativas
Respostas
21: B
22: C
23: D
24: B
25: B
26: A
27: A
28: D
29: B
30: D
31: A
32: C
33: C
34: C
35: A
36: A
37: A
38: D
39: D
40: A