Questões de Concurso Público UNIFAP 2022 para Técnico em Contabilidade
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I – O pano de fundo histórico do romance “Saraminda” é a luta entre o Brasil e a França pelo domínio do manancial piscoso existente na foz do Rio Amazonas e no litoral do Oceano Atlântico, especialmente a pesca do camarão-rosa, destacando a luta de pescadores e ribeirinhos pela sobrevivência.
II – O contexto histórico em que se passa a ação de “Saraminda” remete ao Contestado franco-brasileiro, região localizada ao norte do atual Estado do Amapá entre os rios Cassiporé e Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, onde no final do século XIX, jazidas de ouro foram descobertas no vale do Rio Calçoene provocando uma “corrida do ouro” para a região, bem como atraindo franceses créoles da Guiana Francesa e brasileiros amazônidas em busca de aventuras e riquezas.
III – Pode-se dizer que os personagens principais do romance, além de Saraminda, são Cleto Bonfim, Clément Tamba e Jacques Kemper, os quais remetem a tipos arquétipos reais que viviam na região do Contestado franco-brasileiro no início do século XX. Tratam-se, pois, da bela moça mestiça empobrecida, o aventureiro em busca de riquezas e conquistas, o crioulo de Caiena e o sujeito europeu metropolitano com a ambição arrogante de trazer “civilidade” para uma região anárquica, bárbara e selvagem.
IV – O ambiente histórico em que se passa a ação de “Saraminda” diz respeito à crise social e econômica decorrente da abolição da escravatura em meados do século XIX, na Guiana Francesa, que impactou o norte da região do que viria a ser o Estado do Amapá. Seus personagens remetem a figuras padrões do período tais como os escravos, os capitães do mato, as prostitutas, os ribeirinhos e quilombolas que povoavam a região.
Estão CORRETAS as sentenças:
“[...] Tratase, sobretudo, de procurar identificar e entender como a ditadura militar brasileira vigente entre 1964 e 1988 se conforma e funciona em uma sociedade de feições sociais e antropológicas tradicionais, com perfil sociodemográfico relativamente simples, com uma população numericamente pequena onde o anonimato é impossível e as relações de vizinhança e afeto são onipresentes e estruturantes da vida em sociedade.”
SANTOS, Dorival da C. Entre a tortura e a Matinta Pereira: uma abordagem cultural da ditadura militar no Amapá. Rio de JaneiroRJ: Multifoco, 2017. p. 1920.
Com base no exposto, assinale a alternativa CORRETA:
Disponível em: https://www.oliberal.com/para/oeguaedetodosdisparaamapaenseaoapontarapropriacaodoparasobreaculturanortista1.341244>notícia publicada em 31.12.2020 e notícia publicada em 08.01.2021.
Por outro lado, a autora Maura Leal da Silva, no “Item 1.2 – A Invenção do Amapá Territorial” da sua tese de doutoramento, ao refletir sobre a memória do senhor Adamor Oliveira no que concerne ao momento histórico da criação do Território Federal do Amapá, tece a seguinte reflexão:
“O memorialista reconstrói, ao longo dessas linhas, o discurso utilizado em diversos documentos oficiais que justificaram a criação do Território Federal do Amapá, em 1943, como um tempo de começo, inaugural, que deixou para trás uma época que deveria permanecer no tempo do esquecimento. Esse momento “inaugural,” em que parte das terras paraenses foram desmembradas para dar origem ao Amapá, tornou-se um dos acontecimentos políticos de maior destaque no imaginário social dos amapaenses, e, não é por acaso, que ganhou relevo nas diversas narrativas que visam explicar o “Amapá” que surgiu desse momento. Abandono, vazio, atraso, marasmo, decadência, miséria, epidemias, até 1943, assim eram retratadas, em diversas narrativas oficiais, as regiões que foram desmembradas do Pará para dar origem ao Território do Amapá”
SILVA, Maura Leal da. O Território Imaginado: o Amapá, de Território à autonomia política 19431988.Tese de Doutoramento apresentada junto ao Programa de Pós-graduação em História da Universidade de Brasília em 2017. (p. 7576)
Considerando que tanto a notícia das redes sociais quanto a Tese de doutoramento tratam do tema “identidade amapaense,” é historicamente CORRETO afirmar que: