Questões de Concurso Público UFRRJ 2026 para Fonoaudiólogo

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Q4394793 Jornalismo
Leia o texto I e responda à questão.

TEXTO I

Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão

Imagine sair de uma consulta médica com a prescrição de, assim que possível, visitar um museu, ir ao teatro, ao cinema ou a um show — tudo isso sendo seriamente considerado como uma ferramenta de tratamento. Parece insólito, é verdade, mas a prática começa a ganhar força no Brasil e no mundo e tem até nome. São as “prescrições sociais” que miram na necessidade de conexão com o outro e, portanto, na capacidade da arte (e outras atividades coletivas) de aproximar pessoas, contar histórias, partilhar contextos, entre outros aspectos.

Projetos realizados na Bélgica e na Suíça, por exemplo, permitiam que médicos dessem indicações de visitas a museus para quem passa por desafios de ordem psicológica, da depressão ao burnout, como uma forma de promover o bem-estar.

No Brasil, a conversa sobre atividades artísticas também ocupa as consultas e fazem parte da anamnese (a conversa entre médico e paciente que coleta informações para diagnóstico e tratamento) de diversos psiquiatras.

— A prescrição de atividades culturais entra como uma ferramenta terapêutica adjuvante, ela não substitui medicação — explica Priscila Rocco, psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital Sírio-Libanês. — Ela pode colaborar com o alívio do sofrimento psíquico. E, nesse caso, a gente não precisa de um diagnóstico psiquiátrico para oferecer. O nosso foco pode ser aliviar o estresse, por exemplo.

Priscilla explica que um dos ganhos desse tipo de atividade é, basicamente, a manifestação “não verbal” de alguns dos sentimentos. Ou seja, vai além de só incentivar o paciente a sair de casa e dar uma volta, tem a ver com o contato com novas narrativas e interpretações do mundo, da sociedade.

ALIADA NA PREVENÇÃO

Luiz Gustavo Zoldan, psiquiatra e gerente médico da unidade de saúde mental do Einstein, diz ainda que esse tipo de prescrição pode ir além e não só “remediar” diagnósticos de saúde já conhecidos, mas trabalhar na promoção da boa saúde, ou seja, na área da prevenção de problemas psíquicos.

— São atividades que ajudam a reduzir estresse, desacelerar o ritmo mental, ampliar a percepção de si, do mundo, gerar emoções positivas, que ajudam a contrabalancear emoções negativas — diz. — Isso contribui para o bem-estar emocional de forma concreta, e tem impacto na promoção de saúde e no cuidado de transtornos como depressão e ansiedade.

A prescrição, dizem os especialistas, não pode ser feita de maneira generalista, mas deve levar em consideração experiências anteriores e os gostos do paciente. Ou seja, se a pessoa costumava ir a exposições e em algum momento deixou de ir, é uma ótima ideia voltar ao hábito de visitar museus. Mostras temáticas sobre assuntos como futebol, música e história — quando se conectam com algo que já despertava uma vontade anterior — também são mais do que válidas. Além disso, o vínculo entre médico e paciente também pesa na hora de aderir, ou não, à indicação.

No Reino Unido as chamadas “prescrições sociais” miram ainda em pessoas que estão sozinhas ou se sentem isoladas, além de questões mentais diversas. O serviço abrange atividades culturais como grupos de coral, aulas de dança, visitas a galerias, sessões musicais e ainda abre espaço para atividades como grupos esportivos e práticas onde há contato com a natureza.

Uma das maiores especialistas no tema em todo o mundo, a pesquisadora e professora Jill Sonke, ligada à Universidade da Flórida, conta que ao menos 40 países adotam algum tipo de prescrição social, e a maior parte dessas localidades conta com prescrições de atividades artísticas. O Canadá e o Reino Unido, ela explica, têm avançado rapidamente nesse tipo de prática.

Uma publicação recente da professora Sonke junto a outros pesquisadores, porém, chama atenção ao demonstrar que as atividades culturais têm impactos positivos que vão além dos desafios de ordem mental. Eles podem ser benéficos também para reduzir doenças não transmissíveis, como diabetes e obesidade, que figuram como grandes desafios em termos de saúde global. O estudo — que fez uma revisão de 95 artigos com análises de programas artísticos em 27 países — foi publicado em outubro de 2025 na revista Nature.

REVOLUÇÃO A CAMINHO

Embora ainda exista uma resistência em incluir atividades artísticas como verdadeiras promotoras de saúde, a professora acredita que viveremos uma verdadeira “revolução”, na qual esse tipo de participação se tornará cada vez mais relevante para a saúde individual e coletiva.


ROSÁRIO, Mariana. Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão. O Globo, São Paulo,4 jan.2026. Caderno Saúde.
Levando-se em consideração as características formais desse texto, bem como seu conteúdo, é possível afirmar que ele é um exemplar do gênero jornalístico denominado
Alternativas
Q4394794 Português
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TEXTO I

Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão

Imagine sair de uma consulta médica com a prescrição de, assim que possível, visitar um museu, ir ao teatro, ao cinema ou a um show — tudo isso sendo seriamente considerado como uma ferramenta de tratamento. Parece insólito, é verdade, mas a prática começa a ganhar força no Brasil e no mundo e tem até nome. São as “prescrições sociais” que miram na necessidade de conexão com o outro e, portanto, na capacidade da arte (e outras atividades coletivas) de aproximar pessoas, contar histórias, partilhar contextos, entre outros aspectos.

Projetos realizados na Bélgica e na Suíça, por exemplo, permitiam que médicos dessem indicações de visitas a museus para quem passa por desafios de ordem psicológica, da depressão ao burnout, como uma forma de promover o bem-estar.

No Brasil, a conversa sobre atividades artísticas também ocupa as consultas e fazem parte da anamnese (a conversa entre médico e paciente que coleta informações para diagnóstico e tratamento) de diversos psiquiatras.

— A prescrição de atividades culturais entra como uma ferramenta terapêutica adjuvante, ela não substitui medicação — explica Priscila Rocco, psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital Sírio-Libanês. — Ela pode colaborar com o alívio do sofrimento psíquico. E, nesse caso, a gente não precisa de um diagnóstico psiquiátrico para oferecer. O nosso foco pode ser aliviar o estresse, por exemplo.

Priscilla explica que um dos ganhos desse tipo de atividade é, basicamente, a manifestação “não verbal” de alguns dos sentimentos. Ou seja, vai além de só incentivar o paciente a sair de casa e dar uma volta, tem a ver com o contato com novas narrativas e interpretações do mundo, da sociedade.

ALIADA NA PREVENÇÃO

Luiz Gustavo Zoldan, psiquiatra e gerente médico da unidade de saúde mental do Einstein, diz ainda que esse tipo de prescrição pode ir além e não só “remediar” diagnósticos de saúde já conhecidos, mas trabalhar na promoção da boa saúde, ou seja, na área da prevenção de problemas psíquicos.

— São atividades que ajudam a reduzir estresse, desacelerar o ritmo mental, ampliar a percepção de si, do mundo, gerar emoções positivas, que ajudam a contrabalancear emoções negativas — diz. — Isso contribui para o bem-estar emocional de forma concreta, e tem impacto na promoção de saúde e no cuidado de transtornos como depressão e ansiedade.

A prescrição, dizem os especialistas, não pode ser feita de maneira generalista, mas deve levar em consideração experiências anteriores e os gostos do paciente. Ou seja, se a pessoa costumava ir a exposições e em algum momento deixou de ir, é uma ótima ideia voltar ao hábito de visitar museus. Mostras temáticas sobre assuntos como futebol, música e história — quando se conectam com algo que já despertava uma vontade anterior — também são mais do que válidas. Além disso, o vínculo entre médico e paciente também pesa na hora de aderir, ou não, à indicação.

No Reino Unido as chamadas “prescrições sociais” miram ainda em pessoas que estão sozinhas ou se sentem isoladas, além de questões mentais diversas. O serviço abrange atividades culturais como grupos de coral, aulas de dança, visitas a galerias, sessões musicais e ainda abre espaço para atividades como grupos esportivos e práticas onde há contato com a natureza.

Uma das maiores especialistas no tema em todo o mundo, a pesquisadora e professora Jill Sonke, ligada à Universidade da Flórida, conta que ao menos 40 países adotam algum tipo de prescrição social, e a maior parte dessas localidades conta com prescrições de atividades artísticas. O Canadá e o Reino Unido, ela explica, têm avançado rapidamente nesse tipo de prática.

Uma publicação recente da professora Sonke junto a outros pesquisadores, porém, chama atenção ao demonstrar que as atividades culturais têm impactos positivos que vão além dos desafios de ordem mental. Eles podem ser benéficos também para reduzir doenças não transmissíveis, como diabetes e obesidade, que figuram como grandes desafios em termos de saúde global. O estudo — que fez uma revisão de 95 artigos com análises de programas artísticos em 27 países — foi publicado em outubro de 2025 na revista Nature.

REVOLUÇÃO A CAMINHO

Embora ainda exista uma resistência em incluir atividades artísticas como verdadeiras promotoras de saúde, a professora acredita que viveremos uma verdadeira “revolução”, na qual esse tipo de participação se tornará cada vez mais relevante para a saúde individual e coletiva.


ROSÁRIO, Mariana. Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão. O Globo, São Paulo,4 jan.2026. Caderno Saúde.
A ideia central do texto é: 
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Q4394795 Português
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TEXTO I

Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão

Imagine sair de uma consulta médica com a prescrição de, assim que possível, visitar um museu, ir ao teatro, ao cinema ou a um show — tudo isso sendo seriamente considerado como uma ferramenta de tratamento. Parece insólito, é verdade, mas a prática começa a ganhar força no Brasil e no mundo e tem até nome. São as “prescrições sociais” que miram na necessidade de conexão com o outro e, portanto, na capacidade da arte (e outras atividades coletivas) de aproximar pessoas, contar histórias, partilhar contextos, entre outros aspectos.

Projetos realizados na Bélgica e na Suíça, por exemplo, permitiam que médicos dessem indicações de visitas a museus para quem passa por desafios de ordem psicológica, da depressão ao burnout, como uma forma de promover o bem-estar.

No Brasil, a conversa sobre atividades artísticas também ocupa as consultas e fazem parte da anamnese (a conversa entre médico e paciente que coleta informações para diagnóstico e tratamento) de diversos psiquiatras.

— A prescrição de atividades culturais entra como uma ferramenta terapêutica adjuvante, ela não substitui medicação — explica Priscila Rocco, psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital Sírio-Libanês. — Ela pode colaborar com o alívio do sofrimento psíquico. E, nesse caso, a gente não precisa de um diagnóstico psiquiátrico para oferecer. O nosso foco pode ser aliviar o estresse, por exemplo.

Priscilla explica que um dos ganhos desse tipo de atividade é, basicamente, a manifestação “não verbal” de alguns dos sentimentos. Ou seja, vai além de só incentivar o paciente a sair de casa e dar uma volta, tem a ver com o contato com novas narrativas e interpretações do mundo, da sociedade.

ALIADA NA PREVENÇÃO

Luiz Gustavo Zoldan, psiquiatra e gerente médico da unidade de saúde mental do Einstein, diz ainda que esse tipo de prescrição pode ir além e não só “remediar” diagnósticos de saúde já conhecidos, mas trabalhar na promoção da boa saúde, ou seja, na área da prevenção de problemas psíquicos.

— São atividades que ajudam a reduzir estresse, desacelerar o ritmo mental, ampliar a percepção de si, do mundo, gerar emoções positivas, que ajudam a contrabalancear emoções negativas — diz. — Isso contribui para o bem-estar emocional de forma concreta, e tem impacto na promoção de saúde e no cuidado de transtornos como depressão e ansiedade.

A prescrição, dizem os especialistas, não pode ser feita de maneira generalista, mas deve levar em consideração experiências anteriores e os gostos do paciente. Ou seja, se a pessoa costumava ir a exposições e em algum momento deixou de ir, é uma ótima ideia voltar ao hábito de visitar museus. Mostras temáticas sobre assuntos como futebol, música e história — quando se conectam com algo que já despertava uma vontade anterior — também são mais do que válidas. Além disso, o vínculo entre médico e paciente também pesa na hora de aderir, ou não, à indicação.

No Reino Unido as chamadas “prescrições sociais” miram ainda em pessoas que estão sozinhas ou se sentem isoladas, além de questões mentais diversas. O serviço abrange atividades culturais como grupos de coral, aulas de dança, visitas a galerias, sessões musicais e ainda abre espaço para atividades como grupos esportivos e práticas onde há contato com a natureza.

Uma das maiores especialistas no tema em todo o mundo, a pesquisadora e professora Jill Sonke, ligada à Universidade da Flórida, conta que ao menos 40 países adotam algum tipo de prescrição social, e a maior parte dessas localidades conta com prescrições de atividades artísticas. O Canadá e o Reino Unido, ela explica, têm avançado rapidamente nesse tipo de prática.

Uma publicação recente da professora Sonke junto a outros pesquisadores, porém, chama atenção ao demonstrar que as atividades culturais têm impactos positivos que vão além dos desafios de ordem mental. Eles podem ser benéficos também para reduzir doenças não transmissíveis, como diabetes e obesidade, que figuram como grandes desafios em termos de saúde global. O estudo — que fez uma revisão de 95 artigos com análises de programas artísticos em 27 países — foi publicado em outubro de 2025 na revista Nature.

REVOLUÇÃO A CAMINHO

Embora ainda exista uma resistência em incluir atividades artísticas como verdadeiras promotoras de saúde, a professora acredita que viveremos uma verdadeira “revolução”, na qual esse tipo de participação se tornará cada vez mais relevante para a saúde individual e coletiva.


ROSÁRIO, Mariana. Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão. O Globo, São Paulo,4 jan.2026. Caderno Saúde.
A função que predomina no texto é a referencial, uma vez que
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Q4394796 Português
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TEXTO I

Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão

Imagine sair de uma consulta médica com a prescrição de, assim que possível, visitar um museu, ir ao teatro, ao cinema ou a um show — tudo isso sendo seriamente considerado como uma ferramenta de tratamento. Parece insólito, é verdade, mas a prática começa a ganhar força no Brasil e no mundo e tem até nome. São as “prescrições sociais” que miram na necessidade de conexão com o outro e, portanto, na capacidade da arte (e outras atividades coletivas) de aproximar pessoas, contar histórias, partilhar contextos, entre outros aspectos.

Projetos realizados na Bélgica e na Suíça, por exemplo, permitiam que médicos dessem indicações de visitas a museus para quem passa por desafios de ordem psicológica, da depressão ao burnout, como uma forma de promover o bem-estar.

No Brasil, a conversa sobre atividades artísticas também ocupa as consultas e fazem parte da anamnese (a conversa entre médico e paciente que coleta informações para diagnóstico e tratamento) de diversos psiquiatras.

— A prescrição de atividades culturais entra como uma ferramenta terapêutica adjuvante, ela não substitui medicação — explica Priscila Rocco, psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital Sírio-Libanês. — Ela pode colaborar com o alívio do sofrimento psíquico. E, nesse caso, a gente não precisa de um diagnóstico psiquiátrico para oferecer. O nosso foco pode ser aliviar o estresse, por exemplo.

Priscilla explica que um dos ganhos desse tipo de atividade é, basicamente, a manifestação “não verbal” de alguns dos sentimentos. Ou seja, vai além de só incentivar o paciente a sair de casa e dar uma volta, tem a ver com o contato com novas narrativas e interpretações do mundo, da sociedade.

ALIADA NA PREVENÇÃO

Luiz Gustavo Zoldan, psiquiatra e gerente médico da unidade de saúde mental do Einstein, diz ainda que esse tipo de prescrição pode ir além e não só “remediar” diagnósticos de saúde já conhecidos, mas trabalhar na promoção da boa saúde, ou seja, na área da prevenção de problemas psíquicos.

— São atividades que ajudam a reduzir estresse, desacelerar o ritmo mental, ampliar a percepção de si, do mundo, gerar emoções positivas, que ajudam a contrabalancear emoções negativas — diz. — Isso contribui para o bem-estar emocional de forma concreta, e tem impacto na promoção de saúde e no cuidado de transtornos como depressão e ansiedade.

A prescrição, dizem os especialistas, não pode ser feita de maneira generalista, mas deve levar em consideração experiências anteriores e os gostos do paciente. Ou seja, se a pessoa costumava ir a exposições e em algum momento deixou de ir, é uma ótima ideia voltar ao hábito de visitar museus. Mostras temáticas sobre assuntos como futebol, música e história — quando se conectam com algo que já despertava uma vontade anterior — também são mais do que válidas. Além disso, o vínculo entre médico e paciente também pesa na hora de aderir, ou não, à indicação.

No Reino Unido as chamadas “prescrições sociais” miram ainda em pessoas que estão sozinhas ou se sentem isoladas, além de questões mentais diversas. O serviço abrange atividades culturais como grupos de coral, aulas de dança, visitas a galerias, sessões musicais e ainda abre espaço para atividades como grupos esportivos e práticas onde há contato com a natureza.

Uma das maiores especialistas no tema em todo o mundo, a pesquisadora e professora Jill Sonke, ligada à Universidade da Flórida, conta que ao menos 40 países adotam algum tipo de prescrição social, e a maior parte dessas localidades conta com prescrições de atividades artísticas. O Canadá e o Reino Unido, ela explica, têm avançado rapidamente nesse tipo de prática.

Uma publicação recente da professora Sonke junto a outros pesquisadores, porém, chama atenção ao demonstrar que as atividades culturais têm impactos positivos que vão além dos desafios de ordem mental. Eles podem ser benéficos também para reduzir doenças não transmissíveis, como diabetes e obesidade, que figuram como grandes desafios em termos de saúde global. O estudo — que fez uma revisão de 95 artigos com análises de programas artísticos em 27 países — foi publicado em outubro de 2025 na revista Nature.

REVOLUÇÃO A CAMINHO

Embora ainda exista uma resistência em incluir atividades artísticas como verdadeiras promotoras de saúde, a professora acredita que viveremos uma verdadeira “revolução”, na qual esse tipo de participação se tornará cada vez mais relevante para a saúde individual e coletiva.


ROSÁRIO, Mariana. Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão. O Globo, São Paulo,4 jan.2026. Caderno Saúde.
Em “São as “prescrições sociais” que miram na necessidade de conexão com o outro” (1º§), o verbo “mirar” comporta-se como transitivo indireto, uma vez que assume o sentido de 
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Q4394797 Português
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TEXTO I

Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão

Imagine sair de uma consulta médica com a prescrição de, assim que possível, visitar um museu, ir ao teatro, ao cinema ou a um show — tudo isso sendo seriamente considerado como uma ferramenta de tratamento. Parece insólito, é verdade, mas a prática começa a ganhar força no Brasil e no mundo e tem até nome. São as “prescrições sociais” que miram na necessidade de conexão com o outro e, portanto, na capacidade da arte (e outras atividades coletivas) de aproximar pessoas, contar histórias, partilhar contextos, entre outros aspectos.

Projetos realizados na Bélgica e na Suíça, por exemplo, permitiam que médicos dessem indicações de visitas a museus para quem passa por desafios de ordem psicológica, da depressão ao burnout, como uma forma de promover o bem-estar.

No Brasil, a conversa sobre atividades artísticas também ocupa as consultas e fazem parte da anamnese (a conversa entre médico e paciente que coleta informações para diagnóstico e tratamento) de diversos psiquiatras.

— A prescrição de atividades culturais entra como uma ferramenta terapêutica adjuvante, ela não substitui medicação — explica Priscila Rocco, psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital Sírio-Libanês. — Ela pode colaborar com o alívio do sofrimento psíquico. E, nesse caso, a gente não precisa de um diagnóstico psiquiátrico para oferecer. O nosso foco pode ser aliviar o estresse, por exemplo.

Priscilla explica que um dos ganhos desse tipo de atividade é, basicamente, a manifestação “não verbal” de alguns dos sentimentos. Ou seja, vai além de só incentivar o paciente a sair de casa e dar uma volta, tem a ver com o contato com novas narrativas e interpretações do mundo, da sociedade.

ALIADA NA PREVENÇÃO

Luiz Gustavo Zoldan, psiquiatra e gerente médico da unidade de saúde mental do Einstein, diz ainda que esse tipo de prescrição pode ir além e não só “remediar” diagnósticos de saúde já conhecidos, mas trabalhar na promoção da boa saúde, ou seja, na área da prevenção de problemas psíquicos.

— São atividades que ajudam a reduzir estresse, desacelerar o ritmo mental, ampliar a percepção de si, do mundo, gerar emoções positivas, que ajudam a contrabalancear emoções negativas — diz. — Isso contribui para o bem-estar emocional de forma concreta, e tem impacto na promoção de saúde e no cuidado de transtornos como depressão e ansiedade.

A prescrição, dizem os especialistas, não pode ser feita de maneira generalista, mas deve levar em consideração experiências anteriores e os gostos do paciente. Ou seja, se a pessoa costumava ir a exposições e em algum momento deixou de ir, é uma ótima ideia voltar ao hábito de visitar museus. Mostras temáticas sobre assuntos como futebol, música e história — quando se conectam com algo que já despertava uma vontade anterior — também são mais do que válidas. Além disso, o vínculo entre médico e paciente também pesa na hora de aderir, ou não, à indicação.

No Reino Unido as chamadas “prescrições sociais” miram ainda em pessoas que estão sozinhas ou se sentem isoladas, além de questões mentais diversas. O serviço abrange atividades culturais como grupos de coral, aulas de dança, visitas a galerias, sessões musicais e ainda abre espaço para atividades como grupos esportivos e práticas onde há contato com a natureza.

Uma das maiores especialistas no tema em todo o mundo, a pesquisadora e professora Jill Sonke, ligada à Universidade da Flórida, conta que ao menos 40 países adotam algum tipo de prescrição social, e a maior parte dessas localidades conta com prescrições de atividades artísticas. O Canadá e o Reino Unido, ela explica, têm avançado rapidamente nesse tipo de prática.

Uma publicação recente da professora Sonke junto a outros pesquisadores, porém, chama atenção ao demonstrar que as atividades culturais têm impactos positivos que vão além dos desafios de ordem mental. Eles podem ser benéficos também para reduzir doenças não transmissíveis, como diabetes e obesidade, que figuram como grandes desafios em termos de saúde global. O estudo — que fez uma revisão de 95 artigos com análises de programas artísticos em 27 países — foi publicado em outubro de 2025 na revista Nature.

REVOLUÇÃO A CAMINHO

Embora ainda exista uma resistência em incluir atividades artísticas como verdadeiras promotoras de saúde, a professora acredita que viveremos uma verdadeira “revolução”, na qual esse tipo de participação se tornará cada vez mais relevante para a saúde individual e coletiva.


ROSÁRIO, Mariana. Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão. O Globo, São Paulo,4 jan.2026. Caderno Saúde.
“São as ‘prescrições sociais’ que miram na necessidade de conexão com o outro e, portanto, na capacidade da arte (e outras atividades coletivas) de aproximar pessoas, contar histórias, partilhar contextos, entre outros aspectos”. (1º§)

No trecho, as palavras em destaque estabelecem, respectivamente, relação de
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Q4394798 Português
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Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão

Imagine sair de uma consulta médica com a prescrição de, assim que possível, visitar um museu, ir ao teatro, ao cinema ou a um show — tudo isso sendo seriamente considerado como uma ferramenta de tratamento. Parece insólito, é verdade, mas a prática começa a ganhar força no Brasil e no mundo e tem até nome. São as “prescrições sociais” que miram na necessidade de conexão com o outro e, portanto, na capacidade da arte (e outras atividades coletivas) de aproximar pessoas, contar histórias, partilhar contextos, entre outros aspectos.

Projetos realizados na Bélgica e na Suíça, por exemplo, permitiam que médicos dessem indicações de visitas a museus para quem passa por desafios de ordem psicológica, da depressão ao burnout, como uma forma de promover o bem-estar.

No Brasil, a conversa sobre atividades artísticas também ocupa as consultas e fazem parte da anamnese (a conversa entre médico e paciente que coleta informações para diagnóstico e tratamento) de diversos psiquiatras.

— A prescrição de atividades culturais entra como uma ferramenta terapêutica adjuvante, ela não substitui medicação — explica Priscila Rocco, psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital Sírio-Libanês. — Ela pode colaborar com o alívio do sofrimento psíquico. E, nesse caso, a gente não precisa de um diagnóstico psiquiátrico para oferecer. O nosso foco pode ser aliviar o estresse, por exemplo.

Priscilla explica que um dos ganhos desse tipo de atividade é, basicamente, a manifestação “não verbal” de alguns dos sentimentos. Ou seja, vai além de só incentivar o paciente a sair de casa e dar uma volta, tem a ver com o contato com novas narrativas e interpretações do mundo, da sociedade.

ALIADA NA PREVENÇÃO

Luiz Gustavo Zoldan, psiquiatra e gerente médico da unidade de saúde mental do Einstein, diz ainda que esse tipo de prescrição pode ir além e não só “remediar” diagnósticos de saúde já conhecidos, mas trabalhar na promoção da boa saúde, ou seja, na área da prevenção de problemas psíquicos.

— São atividades que ajudam a reduzir estresse, desacelerar o ritmo mental, ampliar a percepção de si, do mundo, gerar emoções positivas, que ajudam a contrabalancear emoções negativas — diz. — Isso contribui para o bem-estar emocional de forma concreta, e tem impacto na promoção de saúde e no cuidado de transtornos como depressão e ansiedade.

A prescrição, dizem os especialistas, não pode ser feita de maneira generalista, mas deve levar em consideração experiências anteriores e os gostos do paciente. Ou seja, se a pessoa costumava ir a exposições e em algum momento deixou de ir, é uma ótima ideia voltar ao hábito de visitar museus. Mostras temáticas sobre assuntos como futebol, música e história — quando se conectam com algo que já despertava uma vontade anterior — também são mais do que válidas. Além disso, o vínculo entre médico e paciente também pesa na hora de aderir, ou não, à indicação.

No Reino Unido as chamadas “prescrições sociais” miram ainda em pessoas que estão sozinhas ou se sentem isoladas, além de questões mentais diversas. O serviço abrange atividades culturais como grupos de coral, aulas de dança, visitas a galerias, sessões musicais e ainda abre espaço para atividades como grupos esportivos e práticas onde há contato com a natureza.

Uma das maiores especialistas no tema em todo o mundo, a pesquisadora e professora Jill Sonke, ligada à Universidade da Flórida, conta que ao menos 40 países adotam algum tipo de prescrição social, e a maior parte dessas localidades conta com prescrições de atividades artísticas. O Canadá e o Reino Unido, ela explica, têm avançado rapidamente nesse tipo de prática.

Uma publicação recente da professora Sonke junto a outros pesquisadores, porém, chama atenção ao demonstrar que as atividades culturais têm impactos positivos que vão além dos desafios de ordem mental. Eles podem ser benéficos também para reduzir doenças não transmissíveis, como diabetes e obesidade, que figuram como grandes desafios em termos de saúde global. O estudo — que fez uma revisão de 95 artigos com análises de programas artísticos em 27 países — foi publicado em outubro de 2025 na revista Nature.

REVOLUÇÃO A CAMINHO

Embora ainda exista uma resistência em incluir atividades artísticas como verdadeiras promotoras de saúde, a professora acredita que viveremos uma verdadeira “revolução”, na qual esse tipo de participação se tornará cada vez mais relevante para a saúde individual e coletiva.


ROSÁRIO, Mariana. Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão. O Globo, São Paulo,4 jan.2026. Caderno Saúde.
“[..] a professora acredita que viveremos uma verdadeira “revolução”, na qual esse tipo de participação se tornará cada vez mais relevante para a saúde individual e coletiva [...] (12º §)

A palavra destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido do fragmento, por
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Q4394799 Português
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Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão

Imagine sair de uma consulta médica com a prescrição de, assim que possível, visitar um museu, ir ao teatro, ao cinema ou a um show — tudo isso sendo seriamente considerado como uma ferramenta de tratamento. Parece insólito, é verdade, mas a prática começa a ganhar força no Brasil e no mundo e tem até nome. São as “prescrições sociais” que miram na necessidade de conexão com o outro e, portanto, na capacidade da arte (e outras atividades coletivas) de aproximar pessoas, contar histórias, partilhar contextos, entre outros aspectos.

Projetos realizados na Bélgica e na Suíça, por exemplo, permitiam que médicos dessem indicações de visitas a museus para quem passa por desafios de ordem psicológica, da depressão ao burnout, como uma forma de promover o bem-estar.

No Brasil, a conversa sobre atividades artísticas também ocupa as consultas e fazem parte da anamnese (a conversa entre médico e paciente que coleta informações para diagnóstico e tratamento) de diversos psiquiatras.

— A prescrição de atividades culturais entra como uma ferramenta terapêutica adjuvante, ela não substitui medicação — explica Priscila Rocco, psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital Sírio-Libanês. — Ela pode colaborar com o alívio do sofrimento psíquico. E, nesse caso, a gente não precisa de um diagnóstico psiquiátrico para oferecer. O nosso foco pode ser aliviar o estresse, por exemplo.

Priscilla explica que um dos ganhos desse tipo de atividade é, basicamente, a manifestação “não verbal” de alguns dos sentimentos. Ou seja, vai além de só incentivar o paciente a sair de casa e dar uma volta, tem a ver com o contato com novas narrativas e interpretações do mundo, da sociedade.

ALIADA NA PREVENÇÃO

Luiz Gustavo Zoldan, psiquiatra e gerente médico da unidade de saúde mental do Einstein, diz ainda que esse tipo de prescrição pode ir além e não só “remediar” diagnósticos de saúde já conhecidos, mas trabalhar na promoção da boa saúde, ou seja, na área da prevenção de problemas psíquicos.

— São atividades que ajudam a reduzir estresse, desacelerar o ritmo mental, ampliar a percepção de si, do mundo, gerar emoções positivas, que ajudam a contrabalancear emoções negativas — diz. — Isso contribui para o bem-estar emocional de forma concreta, e tem impacto na promoção de saúde e no cuidado de transtornos como depressão e ansiedade.

A prescrição, dizem os especialistas, não pode ser feita de maneira generalista, mas deve levar em consideração experiências anteriores e os gostos do paciente. Ou seja, se a pessoa costumava ir a exposições e em algum momento deixou de ir, é uma ótima ideia voltar ao hábito de visitar museus. Mostras temáticas sobre assuntos como futebol, música e história — quando se conectam com algo que já despertava uma vontade anterior — também são mais do que válidas. Além disso, o vínculo entre médico e paciente também pesa na hora de aderir, ou não, à indicação.

No Reino Unido as chamadas “prescrições sociais” miram ainda em pessoas que estão sozinhas ou se sentem isoladas, além de questões mentais diversas. O serviço abrange atividades culturais como grupos de coral, aulas de dança, visitas a galerias, sessões musicais e ainda abre espaço para atividades como grupos esportivos e práticas onde há contato com a natureza.

Uma das maiores especialistas no tema em todo o mundo, a pesquisadora e professora Jill Sonke, ligada à Universidade da Flórida, conta que ao menos 40 países adotam algum tipo de prescrição social, e a maior parte dessas localidades conta com prescrições de atividades artísticas. O Canadá e o Reino Unido, ela explica, têm avançado rapidamente nesse tipo de prática.

Uma publicação recente da professora Sonke junto a outros pesquisadores, porém, chama atenção ao demonstrar que as atividades culturais têm impactos positivos que vão além dos desafios de ordem mental. Eles podem ser benéficos também para reduzir doenças não transmissíveis, como diabetes e obesidade, que figuram como grandes desafios em termos de saúde global. O estudo — que fez uma revisão de 95 artigos com análises de programas artísticos em 27 países — foi publicado em outubro de 2025 na revista Nature.

REVOLUÇÃO A CAMINHO

Embora ainda exista uma resistência em incluir atividades artísticas como verdadeiras promotoras de saúde, a professora acredita que viveremos uma verdadeira “revolução”, na qual esse tipo de participação se tornará cada vez mais relevante para a saúde individual e coletiva.


ROSÁRIO, Mariana. Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão. O Globo, São Paulo,4 jan.2026. Caderno Saúde.
Há uma conjunção e uma preposição destacadas, nessa ordem, em:
Alternativas
Q4394800 Português
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Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão

Imagine sair de uma consulta médica com a prescrição de, assim que possível, visitar um museu, ir ao teatro, ao cinema ou a um show — tudo isso sendo seriamente considerado como uma ferramenta de tratamento. Parece insólito, é verdade, mas a prática começa a ganhar força no Brasil e no mundo e tem até nome. São as “prescrições sociais” que miram na necessidade de conexão com o outro e, portanto, na capacidade da arte (e outras atividades coletivas) de aproximar pessoas, contar histórias, partilhar contextos, entre outros aspectos.

Projetos realizados na Bélgica e na Suíça, por exemplo, permitiam que médicos dessem indicações de visitas a museus para quem passa por desafios de ordem psicológica, da depressão ao burnout, como uma forma de promover o bem-estar.

No Brasil, a conversa sobre atividades artísticas também ocupa as consultas e fazem parte da anamnese (a conversa entre médico e paciente que coleta informações para diagnóstico e tratamento) de diversos psiquiatras.

— A prescrição de atividades culturais entra como uma ferramenta terapêutica adjuvante, ela não substitui medicação — explica Priscila Rocco, psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital Sírio-Libanês. — Ela pode colaborar com o alívio do sofrimento psíquico. E, nesse caso, a gente não precisa de um diagnóstico psiquiátrico para oferecer. O nosso foco pode ser aliviar o estresse, por exemplo.

Priscilla explica que um dos ganhos desse tipo de atividade é, basicamente, a manifestação “não verbal” de alguns dos sentimentos. Ou seja, vai além de só incentivar o paciente a sair de casa e dar uma volta, tem a ver com o contato com novas narrativas e interpretações do mundo, da sociedade.

ALIADA NA PREVENÇÃO

Luiz Gustavo Zoldan, psiquiatra e gerente médico da unidade de saúde mental do Einstein, diz ainda que esse tipo de prescrição pode ir além e não só “remediar” diagnósticos de saúde já conhecidos, mas trabalhar na promoção da boa saúde, ou seja, na área da prevenção de problemas psíquicos.

— São atividades que ajudam a reduzir estresse, desacelerar o ritmo mental, ampliar a percepção de si, do mundo, gerar emoções positivas, que ajudam a contrabalancear emoções negativas — diz. — Isso contribui para o bem-estar emocional de forma concreta, e tem impacto na promoção de saúde e no cuidado de transtornos como depressão e ansiedade.

A prescrição, dizem os especialistas, não pode ser feita de maneira generalista, mas deve levar em consideração experiências anteriores e os gostos do paciente. Ou seja, se a pessoa costumava ir a exposições e em algum momento deixou de ir, é uma ótima ideia voltar ao hábito de visitar museus. Mostras temáticas sobre assuntos como futebol, música e história — quando se conectam com algo que já despertava uma vontade anterior — também são mais do que válidas. Além disso, o vínculo entre médico e paciente também pesa na hora de aderir, ou não, à indicação.

No Reino Unido as chamadas “prescrições sociais” miram ainda em pessoas que estão sozinhas ou se sentem isoladas, além de questões mentais diversas. O serviço abrange atividades culturais como grupos de coral, aulas de dança, visitas a galerias, sessões musicais e ainda abre espaço para atividades como grupos esportivos e práticas onde há contato com a natureza.

Uma das maiores especialistas no tema em todo o mundo, a pesquisadora e professora Jill Sonke, ligada à Universidade da Flórida, conta que ao menos 40 países adotam algum tipo de prescrição social, e a maior parte dessas localidades conta com prescrições de atividades artísticas. O Canadá e o Reino Unido, ela explica, têm avançado rapidamente nesse tipo de prática.

Uma publicação recente da professora Sonke junto a outros pesquisadores, porém, chama atenção ao demonstrar que as atividades culturais têm impactos positivos que vão além dos desafios de ordem mental. Eles podem ser benéficos também para reduzir doenças não transmissíveis, como diabetes e obesidade, que figuram como grandes desafios em termos de saúde global. O estudo — que fez uma revisão de 95 artigos com análises de programas artísticos em 27 países — foi publicado em outubro de 2025 na revista Nature.

REVOLUÇÃO A CAMINHO

Embora ainda exista uma resistência em incluir atividades artísticas como verdadeiras promotoras de saúde, a professora acredita que viveremos uma verdadeira “revolução”, na qual esse tipo de participação se tornará cada vez mais relevante para a saúde individual e coletiva.


ROSÁRIO, Mariana. Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão. O Globo, São Paulo,4 jan.2026. Caderno Saúde.
A alternativa que apresenta duas orações coordenadas assindéticas é: 
Alternativas
Q4394801 Português
Leia o texto I e responda à questão.

TEXTO I

Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão

Imagine sair de uma consulta médica com a prescrição de, assim que possível, visitar um museu, ir ao teatro, ao cinema ou a um show — tudo isso sendo seriamente considerado como uma ferramenta de tratamento. Parece insólito, é verdade, mas a prática começa a ganhar força no Brasil e no mundo e tem até nome. São as “prescrições sociais” que miram na necessidade de conexão com o outro e, portanto, na capacidade da arte (e outras atividades coletivas) de aproximar pessoas, contar histórias, partilhar contextos, entre outros aspectos.

Projetos realizados na Bélgica e na Suíça, por exemplo, permitiam que médicos dessem indicações de visitas a museus para quem passa por desafios de ordem psicológica, da depressão ao burnout, como uma forma de promover o bem-estar.

No Brasil, a conversa sobre atividades artísticas também ocupa as consultas e fazem parte da anamnese (a conversa entre médico e paciente que coleta informações para diagnóstico e tratamento) de diversos psiquiatras.

— A prescrição de atividades culturais entra como uma ferramenta terapêutica adjuvante, ela não substitui medicação — explica Priscila Rocco, psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital Sírio-Libanês. — Ela pode colaborar com o alívio do sofrimento psíquico. E, nesse caso, a gente não precisa de um diagnóstico psiquiátrico para oferecer. O nosso foco pode ser aliviar o estresse, por exemplo.

Priscilla explica que um dos ganhos desse tipo de atividade é, basicamente, a manifestação “não verbal” de alguns dos sentimentos. Ou seja, vai além de só incentivar o paciente a sair de casa e dar uma volta, tem a ver com o contato com novas narrativas e interpretações do mundo, da sociedade.

ALIADA NA PREVENÇÃO

Luiz Gustavo Zoldan, psiquiatra e gerente médico da unidade de saúde mental do Einstein, diz ainda que esse tipo de prescrição pode ir além e não só “remediar” diagnósticos de saúde já conhecidos, mas trabalhar na promoção da boa saúde, ou seja, na área da prevenção de problemas psíquicos.

— São atividades que ajudam a reduzir estresse, desacelerar o ritmo mental, ampliar a percepção de si, do mundo, gerar emoções positivas, que ajudam a contrabalancear emoções negativas — diz. — Isso contribui para o bem-estar emocional de forma concreta, e tem impacto na promoção de saúde e no cuidado de transtornos como depressão e ansiedade.

A prescrição, dizem os especialistas, não pode ser feita de maneira generalista, mas deve levar em consideração experiências anteriores e os gostos do paciente. Ou seja, se a pessoa costumava ir a exposições e em algum momento deixou de ir, é uma ótima ideia voltar ao hábito de visitar museus. Mostras temáticas sobre assuntos como futebol, música e história — quando se conectam com algo que já despertava uma vontade anterior — também são mais do que válidas. Além disso, o vínculo entre médico e paciente também pesa na hora de aderir, ou não, à indicação.

No Reino Unido as chamadas “prescrições sociais” miram ainda em pessoas que estão sozinhas ou se sentem isoladas, além de questões mentais diversas. O serviço abrange atividades culturais como grupos de coral, aulas de dança, visitas a galerias, sessões musicais e ainda abre espaço para atividades como grupos esportivos e práticas onde há contato com a natureza.

Uma das maiores especialistas no tema em todo o mundo, a pesquisadora e professora Jill Sonke, ligada à Universidade da Flórida, conta que ao menos 40 países adotam algum tipo de prescrição social, e a maior parte dessas localidades conta com prescrições de atividades artísticas. O Canadá e o Reino Unido, ela explica, têm avançado rapidamente nesse tipo de prática.

Uma publicação recente da professora Sonke junto a outros pesquisadores, porém, chama atenção ao demonstrar que as atividades culturais têm impactos positivos que vão além dos desafios de ordem mental. Eles podem ser benéficos também para reduzir doenças não transmissíveis, como diabetes e obesidade, que figuram como grandes desafios em termos de saúde global. O estudo — que fez uma revisão de 95 artigos com análises de programas artísticos em 27 países — foi publicado em outubro de 2025 na revista Nature.

REVOLUÇÃO A CAMINHO

Embora ainda exista uma resistência em incluir atividades artísticas como verdadeiras promotoras de saúde, a professora acredita que viveremos uma verdadeira “revolução”, na qual esse tipo de participação se tornará cada vez mais relevante para a saúde individual e coletiva.


ROSÁRIO, Mariana. Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão. O Globo, São Paulo,4 jan.2026. Caderno Saúde.
Em ‘Luiz Gustavo Zoldan, psiquiatra e gerente médico da unidade de saúde mental do Einstein, diz ainda que esse tipo de prescrição pode ir além e não só “remediar” diagnósticos de saúde [...]’ (6º§), o termo destacado assume a função sintática de 
Alternativas
Q4394802 Português
Leia o texto I e responda à questão.

TEXTO I

Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão

Imagine sair de uma consulta médica com a prescrição de, assim que possível, visitar um museu, ir ao teatro, ao cinema ou a um show — tudo isso sendo seriamente considerado como uma ferramenta de tratamento. Parece insólito, é verdade, mas a prática começa a ganhar força no Brasil e no mundo e tem até nome. São as “prescrições sociais” que miram na necessidade de conexão com o outro e, portanto, na capacidade da arte (e outras atividades coletivas) de aproximar pessoas, contar histórias, partilhar contextos, entre outros aspectos.

Projetos realizados na Bélgica e na Suíça, por exemplo, permitiam que médicos dessem indicações de visitas a museus para quem passa por desafios de ordem psicológica, da depressão ao burnout, como uma forma de promover o bem-estar.

No Brasil, a conversa sobre atividades artísticas também ocupa as consultas e fazem parte da anamnese (a conversa entre médico e paciente que coleta informações para diagnóstico e tratamento) de diversos psiquiatras.

— A prescrição de atividades culturais entra como uma ferramenta terapêutica adjuvante, ela não substitui medicação — explica Priscila Rocco, psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital Sírio-Libanês. — Ela pode colaborar com o alívio do sofrimento psíquico. E, nesse caso, a gente não precisa de um diagnóstico psiquiátrico para oferecer. O nosso foco pode ser aliviar o estresse, por exemplo.

Priscilla explica que um dos ganhos desse tipo de atividade é, basicamente, a manifestação “não verbal” de alguns dos sentimentos. Ou seja, vai além de só incentivar o paciente a sair de casa e dar uma volta, tem a ver com o contato com novas narrativas e interpretações do mundo, da sociedade.

ALIADA NA PREVENÇÃO

Luiz Gustavo Zoldan, psiquiatra e gerente médico da unidade de saúde mental do Einstein, diz ainda que esse tipo de prescrição pode ir além e não só “remediar” diagnósticos de saúde já conhecidos, mas trabalhar na promoção da boa saúde, ou seja, na área da prevenção de problemas psíquicos.

— São atividades que ajudam a reduzir estresse, desacelerar o ritmo mental, ampliar a percepção de si, do mundo, gerar emoções positivas, que ajudam a contrabalancear emoções negativas — diz. — Isso contribui para o bem-estar emocional de forma concreta, e tem impacto na promoção de saúde e no cuidado de transtornos como depressão e ansiedade.

A prescrição, dizem os especialistas, não pode ser feita de maneira generalista, mas deve levar em consideração experiências anteriores e os gostos do paciente. Ou seja, se a pessoa costumava ir a exposições e em algum momento deixou de ir, é uma ótima ideia voltar ao hábito de visitar museus. Mostras temáticas sobre assuntos como futebol, música e história — quando se conectam com algo que já despertava uma vontade anterior — também são mais do que válidas. Além disso, o vínculo entre médico e paciente também pesa na hora de aderir, ou não, à indicação.

No Reino Unido as chamadas “prescrições sociais” miram ainda em pessoas que estão sozinhas ou se sentem isoladas, além de questões mentais diversas. O serviço abrange atividades culturais como grupos de coral, aulas de dança, visitas a galerias, sessões musicais e ainda abre espaço para atividades como grupos esportivos e práticas onde há contato com a natureza.

Uma das maiores especialistas no tema em todo o mundo, a pesquisadora e professora Jill Sonke, ligada à Universidade da Flórida, conta que ao menos 40 países adotam algum tipo de prescrição social, e a maior parte dessas localidades conta com prescrições de atividades artísticas. O Canadá e o Reino Unido, ela explica, têm avançado rapidamente nesse tipo de prática.

Uma publicação recente da professora Sonke junto a outros pesquisadores, porém, chama atenção ao demonstrar que as atividades culturais têm impactos positivos que vão além dos desafios de ordem mental. Eles podem ser benéficos também para reduzir doenças não transmissíveis, como diabetes e obesidade, que figuram como grandes desafios em termos de saúde global. O estudo — que fez uma revisão de 95 artigos com análises de programas artísticos em 27 países — foi publicado em outubro de 2025 na revista Nature.

REVOLUÇÃO A CAMINHO

Embora ainda exista uma resistência em incluir atividades artísticas como verdadeiras promotoras de saúde, a professora acredita que viveremos uma verdadeira “revolução”, na qual esse tipo de participação se tornará cada vez mais relevante para a saúde individual e coletiva.


ROSÁRIO, Mariana. Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão. O Globo, São Paulo,4 jan.2026. Caderno Saúde.
Assinale a alternativa que apresenta o núcleo do sujeito da seguinte oração: “... e ainda abre espaço para atividades como grupos esportivos e práticas onde há contato com a natureza.” (8º§).
Alternativas
Q4394803 Português
Leia o texto I e responda à questão.

TEXTO I

Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão

Imagine sair de uma consulta médica com a prescrição de, assim que possível, visitar um museu, ir ao teatro, ao cinema ou a um show — tudo isso sendo seriamente considerado como uma ferramenta de tratamento. Parece insólito, é verdade, mas a prática começa a ganhar força no Brasil e no mundo e tem até nome. São as “prescrições sociais” que miram na necessidade de conexão com o outro e, portanto, na capacidade da arte (e outras atividades coletivas) de aproximar pessoas, contar histórias, partilhar contextos, entre outros aspectos.

Projetos realizados na Bélgica e na Suíça, por exemplo, permitiam que médicos dessem indicações de visitas a museus para quem passa por desafios de ordem psicológica, da depressão ao burnout, como uma forma de promover o bem-estar.

No Brasil, a conversa sobre atividades artísticas também ocupa as consultas e fazem parte da anamnese (a conversa entre médico e paciente que coleta informações para diagnóstico e tratamento) de diversos psiquiatras.

— A prescrição de atividades culturais entra como uma ferramenta terapêutica adjuvante, ela não substitui medicação — explica Priscila Rocco, psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital Sírio-Libanês. — Ela pode colaborar com o alívio do sofrimento psíquico. E, nesse caso, a gente não precisa de um diagnóstico psiquiátrico para oferecer. O nosso foco pode ser aliviar o estresse, por exemplo.

Priscilla explica que um dos ganhos desse tipo de atividade é, basicamente, a manifestação “não verbal” de alguns dos sentimentos. Ou seja, vai além de só incentivar o paciente a sair de casa e dar uma volta, tem a ver com o contato com novas narrativas e interpretações do mundo, da sociedade.

ALIADA NA PREVENÇÃO

Luiz Gustavo Zoldan, psiquiatra e gerente médico da unidade de saúde mental do Einstein, diz ainda que esse tipo de prescrição pode ir além e não só “remediar” diagnósticos de saúde já conhecidos, mas trabalhar na promoção da boa saúde, ou seja, na área da prevenção de problemas psíquicos.

— São atividades que ajudam a reduzir estresse, desacelerar o ritmo mental, ampliar a percepção de si, do mundo, gerar emoções positivas, que ajudam a contrabalancear emoções negativas — diz. — Isso contribui para o bem-estar emocional de forma concreta, e tem impacto na promoção de saúde e no cuidado de transtornos como depressão e ansiedade.

A prescrição, dizem os especialistas, não pode ser feita de maneira generalista, mas deve levar em consideração experiências anteriores e os gostos do paciente. Ou seja, se a pessoa costumava ir a exposições e em algum momento deixou de ir, é uma ótima ideia voltar ao hábito de visitar museus. Mostras temáticas sobre assuntos como futebol, música e história — quando se conectam com algo que já despertava uma vontade anterior — também são mais do que válidas. Além disso, o vínculo entre médico e paciente também pesa na hora de aderir, ou não, à indicação.

No Reino Unido as chamadas “prescrições sociais” miram ainda em pessoas que estão sozinhas ou se sentem isoladas, além de questões mentais diversas. O serviço abrange atividades culturais como grupos de coral, aulas de dança, visitas a galerias, sessões musicais e ainda abre espaço para atividades como grupos esportivos e práticas onde há contato com a natureza.

Uma das maiores especialistas no tema em todo o mundo, a pesquisadora e professora Jill Sonke, ligada à Universidade da Flórida, conta que ao menos 40 países adotam algum tipo de prescrição social, e a maior parte dessas localidades conta com prescrições de atividades artísticas. O Canadá e o Reino Unido, ela explica, têm avançado rapidamente nesse tipo de prática.

Uma publicação recente da professora Sonke junto a outros pesquisadores, porém, chama atenção ao demonstrar que as atividades culturais têm impactos positivos que vão além dos desafios de ordem mental. Eles podem ser benéficos também para reduzir doenças não transmissíveis, como diabetes e obesidade, que figuram como grandes desafios em termos de saúde global. O estudo — que fez uma revisão de 95 artigos com análises de programas artísticos em 27 países — foi publicado em outubro de 2025 na revista Nature.

REVOLUÇÃO A CAMINHO

Embora ainda exista uma resistência em incluir atividades artísticas como verdadeiras promotoras de saúde, a professora acredita que viveremos uma verdadeira “revolução”, na qual esse tipo de participação se tornará cada vez mais relevante para a saúde individual e coletiva.


ROSÁRIO, Mariana. Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão. O Globo, São Paulo,4 jan.2026. Caderno Saúde.
Considere o seguinte fragmento do texto: “Projetos realizados na Bélgica e na Suíça, por exemplo, permitiam que médicos dessem indicações de visitas a museus para quem passa por desafios de ordem psicológica [...]” (2º§)

No trecho, o termo em destaque, por ser apenas uma preposição, não recebe acento grave. A alternativa em que se verifica o mesmo caso é:
Alternativas
Q4394804 Português
Leia o texto I e responda à questão.

TEXTO I

Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão

Imagine sair de uma consulta médica com a prescrição de, assim que possível, visitar um museu, ir ao teatro, ao cinema ou a um show — tudo isso sendo seriamente considerado como uma ferramenta de tratamento. Parece insólito, é verdade, mas a prática começa a ganhar força no Brasil e no mundo e tem até nome. São as “prescrições sociais” que miram na necessidade de conexão com o outro e, portanto, na capacidade da arte (e outras atividades coletivas) de aproximar pessoas, contar histórias, partilhar contextos, entre outros aspectos.

Projetos realizados na Bélgica e na Suíça, por exemplo, permitiam que médicos dessem indicações de visitas a museus para quem passa por desafios de ordem psicológica, da depressão ao burnout, como uma forma de promover o bem-estar.

No Brasil, a conversa sobre atividades artísticas também ocupa as consultas e fazem parte da anamnese (a conversa entre médico e paciente que coleta informações para diagnóstico e tratamento) de diversos psiquiatras.

— A prescrição de atividades culturais entra como uma ferramenta terapêutica adjuvante, ela não substitui medicação — explica Priscila Rocco, psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital Sírio-Libanês. — Ela pode colaborar com o alívio do sofrimento psíquico. E, nesse caso, a gente não precisa de um diagnóstico psiquiátrico para oferecer. O nosso foco pode ser aliviar o estresse, por exemplo.

Priscilla explica que um dos ganhos desse tipo de atividade é, basicamente, a manifestação “não verbal” de alguns dos sentimentos. Ou seja, vai além de só incentivar o paciente a sair de casa e dar uma volta, tem a ver com o contato com novas narrativas e interpretações do mundo, da sociedade.

ALIADA NA PREVENÇÃO

Luiz Gustavo Zoldan, psiquiatra e gerente médico da unidade de saúde mental do Einstein, diz ainda que esse tipo de prescrição pode ir além e não só “remediar” diagnósticos de saúde já conhecidos, mas trabalhar na promoção da boa saúde, ou seja, na área da prevenção de problemas psíquicos.

— São atividades que ajudam a reduzir estresse, desacelerar o ritmo mental, ampliar a percepção de si, do mundo, gerar emoções positivas, que ajudam a contrabalancear emoções negativas — diz. — Isso contribui para o bem-estar emocional de forma concreta, e tem impacto na promoção de saúde e no cuidado de transtornos como depressão e ansiedade.

A prescrição, dizem os especialistas, não pode ser feita de maneira generalista, mas deve levar em consideração experiências anteriores e os gostos do paciente. Ou seja, se a pessoa costumava ir a exposições e em algum momento deixou de ir, é uma ótima ideia voltar ao hábito de visitar museus. Mostras temáticas sobre assuntos como futebol, música e história — quando se conectam com algo que já despertava uma vontade anterior — também são mais do que válidas. Além disso, o vínculo entre médico e paciente também pesa na hora de aderir, ou não, à indicação.

No Reino Unido as chamadas “prescrições sociais” miram ainda em pessoas que estão sozinhas ou se sentem isoladas, além de questões mentais diversas. O serviço abrange atividades culturais como grupos de coral, aulas de dança, visitas a galerias, sessões musicais e ainda abre espaço para atividades como grupos esportivos e práticas onde há contato com a natureza.

Uma das maiores especialistas no tema em todo o mundo, a pesquisadora e professora Jill Sonke, ligada à Universidade da Flórida, conta que ao menos 40 países adotam algum tipo de prescrição social, e a maior parte dessas localidades conta com prescrições de atividades artísticas. O Canadá e o Reino Unido, ela explica, têm avançado rapidamente nesse tipo de prática.

Uma publicação recente da professora Sonke junto a outros pesquisadores, porém, chama atenção ao demonstrar que as atividades culturais têm impactos positivos que vão além dos desafios de ordem mental. Eles podem ser benéficos também para reduzir doenças não transmissíveis, como diabetes e obesidade, que figuram como grandes desafios em termos de saúde global. O estudo — que fez uma revisão de 95 artigos com análises de programas artísticos em 27 países — foi publicado em outubro de 2025 na revista Nature.

REVOLUÇÃO A CAMINHO

Embora ainda exista uma resistência em incluir atividades artísticas como verdadeiras promotoras de saúde, a professora acredita que viveremos uma verdadeira “revolução”, na qual esse tipo de participação se tornará cada vez mais relevante para a saúde individual e coletiva.


ROSÁRIO, Mariana. Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão. O Globo, São Paulo,4 jan.2026. Caderno Saúde.
O pronome substitui o complemento verbal, de maneira adequada, em:
Alternativas
Q4394805 Português
Leia o texto II e responda à questão.

Captura_de tela 2026-10-21 060746.png (375×431)


GOMES, Clara. Bichinhos de Jardim. Disponível em: https://bichinhosdejardim.com. Acesso em: março de 2026.

Descrição da imagem: A imagem é uma tirinha composta por quatro quadrinhos. No primeiro, há dois personagens, paciente e terapeuta, um em frente do outro. No segundo, o paciente inicia o diálogo e permanece assim, conversando com o seu terapeuta, no terceiro e quarto quadrinhos. 
O emprego das reticências, nos quadrinhos da tirinha, tem por objetivo
Alternativas
Q4394806 Português
Leia o texto II e responda à questão.

Captura_de tela 2026-10-21 060746.png (375×431)


GOMES, Clara. Bichinhos de Jardim. Disponível em: https://bichinhosdejardim.com. Acesso em: março de 2026.

Descrição da imagem: A imagem é uma tirinha composta por quatro quadrinhos. No primeiro, há dois personagens, paciente e terapeuta, um em frente do outro. No segundo, o paciente inicia o diálogo e permanece assim, conversando com o seu terapeuta, no terceiro e quarto quadrinhos. 
O humor da tirinha se constrói por meio do/da 
Alternativas
Q4394807 Português
Leia o texto II e responda à questão.

Captura_de tela 2026-10-21 060746.png (375×431)


GOMES, Clara. Bichinhos de Jardim. Disponível em: https://bichinhosdejardim.com. Acesso em: março de 2026.

Descrição da imagem: A imagem é uma tirinha composta por quatro quadrinhos. No primeiro, há dois personagens, paciente e terapeuta, um em frente do outro. No segundo, o paciente inicia o diálogo e permanece assim, conversando com o seu terapeuta, no terceiro e quarto quadrinhos. 
Na oração “... Estou de volta à terapia”, o termo em destaque é 
Alternativas
Q4394808 Noções de Informática
Em planilhas eletrônicas, o símbolo $ pode ser aplicado à linhas e colunas para modificar a referência relativa de uma célula. Na imagem abaixo, nota-se que tal recurso foi utilizado na fórmula da célula C5 e, ao copiá-la e colá-la para as células C6, C7, D5, D6, D7, E5, E6 e E7, todos os campos apresentaram o mesmo valor.

Captura_de tela 2026-10-21 061001.png (452×171)

Tendo como objetivo apresentar o preço dos equipamentos x (B5), y (B6) e z (B7) cotados em Dólar (C2), Euro (D2) e Libra (E2), a opção abaixo que adequaria a fórmula da célula C5, ao copiá-la e colá-la novamente para as células C6, C7, D5, D6, D7, E5, E6 e E7 é
Alternativas
Q4394809 Redes de Computadores
As VPNs (Virtual Private Networks) são redes criadas para atuarem sobrepostas às redes públicas, porém contendo a maioria das propriedades das redes privadas. A partir da configuração de uma VPN, uma empresa possibilita aos usuários: 
Alternativas
Q4394810 Direito Digital
Em uma universidade pública, um egresso requereu a eliminação de todos os seus dados acadêmicos e cadastrais, alegando que já concluiu o curso. À luz da LGPD e sem fragilizar a segurança da informação institucional, a conduta mais adequada é:
Alternativas
Q4394811 Noções de Informática
Em uma planilha eletrônica, utilizada pelo setor de concursos de uma instituição pública, deseja-se classificar os candidatos conforme a situação e a nota ponderada obtida nas etapas de avaliação.

Na linha 4 estão os pesos das três etapas.
Nas linhas 7 a 12 estão os candidatos, suas notas e a situação no certame.
A coluna F contém a nota ponderada de cada candidato.
Na coluna G, pretende-se exibir o seguinte resultado:
• “Eliminado”, quando a situação do candidato for “Eliminado”;
• “1º colocado provisório”, quando o candidato estiver habilitado e sua nota ponderada for igual ao maior valor do conjunto;
• “Habilitado”, nos demais casos.

Planilha de suporte visual
Pesos das etapas

Captura_de tela 2026-10-21 061201.png (263×37)

Dados dos candidatos

Captura_de tela 2026-10-21 061221.png (553×147)

Considerando essa estrutura, assinale a alternativa que apresenta a fórmula correta para ser inserida na célula G7 e copiada para as células abaixo.
Alternativas
Q4394812 Segurança da Informação
Em um órgão público, uma servidora acessa o correio eletrônico pelo navegador e recebe a sugestão de usar um assistente de IA para resumir mensagens e propor respostas. Considerando o uso do e-mail corporativo e a segurança da informação, a conduta mais adequada é:
Alternativas
Respostas
1: D
2: A
3: C
4: B
5: A
6: E
7: E
8: B
9: C
10: E
11: D
12: A
13: B
14: A
15: D
16: C
17: E
18: D
19: A
20: B