Questões de Concurso Público Prefeitura de São José dos Quatro Marcos - MT 2020 para Professor - História

Foram encontradas 10 questões

Q4307270 Não definido
De acordo com o Artigo 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9394/96 os sistemas de ensino definirão as normas de gestão democrática do ensino público na educação básica de acordo com as suas peculiaridades e conforme dois princípios. O Inciso I trata da participação:
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Q4307271 Não definido
Os Parâmetros Curriculares Nacionais são uma referência nacional para o ensino fundamental e constituem o primeiro nível de concretização curricular. Por sua natureza aberta e flexível, pode-se afirmar que:
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Q4307272 Não definido
"Até meados do século IV a.C Roma era ainda uma entre as muitas cidades da 'Itália', inferior em poder e cultura às cidades etruscas do Norte ou às gregas do Sul da península. (...) A sua política imperialista não correspondeu a nenhum plano preconcebido; teve como únicas determinantes a necessidade e a avidez, renovadas em cada conquista. (...) É a partir da queda de Cartago e Corinto, ocorridas ambas no mesmo ano (146 a.C.), que surge a crença de que todo o mundo pertence por direito (de jure) ao povo romano. (...) e Roma converte-se, não só na primeira potência do velho mundo civilizado, mas também na única desde o Atlântico até a Mesopotâmia."

(BLOCH, Léon. Lutas Sociais na Roma Antiga. Publicações Europa-América. 1991. P. 7, 8 e 9.)

Pode-se afirmar corretamente acerca do processo de formação do grande e poderoso império romano que:
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Q4307273 Não definido
As invasões patrocinadas pelo governo inglês ao território português no continente americano, segundo algumas pesquisas, não foram raras. As presenças de piratas e corsários ingleses nas costas da América portuguesa, promovendo saques e pilhagens, demonstravam, também, o fato de a Inglaterra ter participado tardiamente do processo de Expansão Marítima e Comercial europeia dos séculos XV e XVI.
"A lenda do corsário vermelho...
    As relações entre a Inglaterra e os países ibéricos não eram das melhores no século XVI. As pilhagens dos britânicos aos navios portugueses e espanhóis aumentavam, com a conivência da rainha Elizabeth I (1533-1603). Foi neste cenário que um corsário inglês de 23 anos pôde abalar o território americano. Em 26 de dezembro de 1591, Thomas Cavendish, homem de origem nobre, invadiu e pilhou a Vila de Santos, no atual estado de São Paulo, onde permaneceu por dois meses.
    Conhecido como 'corsário vermelho' por ser um dos invasores que mais provocaram medo, Cavendish traumatizou os habitantes da colônia, tanto os colonos como os índios que ali residiam. Alarmes falsos de novos saques e boatos sobre seu paradeiro rondaram a vila durante meses, mas ele nunca voltou. Enquanto a lenda percorria as mentes dos temerosos, o corsário enfrentava adversidades no sul do continente para alcançar seu verdadeiro objetivo. Atravessar o Estreito de Magalhães. (...)"
(Revista de História da Biblioteca Nacional. P. 86. Ano 7. N° 75. Dezembro de 2011)
Como um dos fatores que explicam a presença de corsários e piratas ingleses ao longo do litoral da América portuguesa, durante o século XVI, demonstrando insatisfações da coroa britânica, pode-se destacar:
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Q4307274 Não definido
Compreendendo uma série de instalações que se relacionavam direta e indiretamente com a produção do açúcar, o engenho colonial brasileiro, e seu processo de refino, apesar de sua descrição muitas das vezes estereotipada, podem ser considerados como um dos mais complexos e desenvolvidos em termos de tecnologia industrial no mundo à época, segundo estudos de especialistas brasileiros sobre a economia colonial.
"Já vimos que o surgimento do escravismo no Brasil esteve intimamente relacionado com a implantação da indústria açucareira. Com efeito, até hoje, o grande engenho de açúcar continua como um elemento essencial na imagem da escravidão no País. (...) Exageros à parte, é importante ressaltar que a vida no engenho era marcada por um intenso ritmo de trabalho. (...) É muito significativo que observadores da época retratassem o engenho, durante o período de safra, como uma espécie de 'inferno na Terra'."
(LIBBY E PAIVA, Douglas Cole e Eduardo França. A escravidão no Brasil, Relações sociais, acordos e conflitos. Editora Moderna, São Paulo, 2005. P. 28, 29 e 30.)  
Como uma das características marcantes da vida dos engenhos coloniais brasileiros, é possível destacar:
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Q4307275 Não definido
Desde o início da presença portuguesa no continente americano, durante o século XVI, pegando como referência o Tratado de Tordesilhas, assinado por Portugal e Espanha em 1494, o atual estado do Mato Grosso pertenceu à coroa espanhola. Apenas com a assinatura do Tratado de Madri, em 1750, o território mato-grossense foi reconhecido como território português.
No decorrer do século XIX, assim era relatada a vida e o cotidiano dos habitantes de Mato Grosso, segundo Priore (2016):
"E assim se enchiam os dias. Com agenda tão restrita, os mato-grossenses eram acusados, por viajantes ou funcionários do governo imperial, de serem pouco empreendedores. Quanto ao 'povo', diziam-no preguiçosos: pescar dois peixes no rio, um para comer, outro para vender, bastava. Distrações, só as proporcionadas pela Semana Santa e pelas festas dos padroeiros de irmandades, quando então ocorriam procissões, bailes e leilões de prendas, que sacudiam a modorra das vilas. Nada de óperas ou teatros, motivo de queixa de muitas autoridades que ali iam trabalhar."
(Fragmento extraído de: PRIORE, Mary Del. Histórias da Gente Brasileira. Volume 2: Império. Leya Editora, São Paulo, 2016, pp. 91)
Pode-se se assinalar corretamente como fator que contribuiu para a expansão, o desenvolvimento e a posterior anexação do território de Mato Grosso ao território brasileiro, consolidado pelo Tratado de Madri:
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Q4307276 Não definido

Observe a imagem abaixo:


Imagem associada para resolução da questão


Escravos numa plantação de café - Marc Ferrez, 1882.



A foto, de 1882, ainda registra o trabalho de africanos escravizados em fazendas de café na região Sudeste do Brasil. No entanto, à época, a crise do sistema escravista no Brasil Império agravava-se cada vez mais, contrastando com o pleno processo de expansão da economia cafeeira no país.


Sobre a conjuntura brasileira nesse período, marcada de um lado, pela crise escravista e, por outro, pela expansão cafeeira, pode-se afirmar corretamente que:

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Q4307277 Não definido
"A formação de uma frente constituída por forças de natureza diversa não responde, por si só, à questão de que classe ou fração substitui no poder a burguesia cafeeira. (...) Uma análise sumária dos primeiros sete anos do governo Vargas revela os traços essenciais desta composição de forças. A burguesia do café é apeada do Poder Central, abrindo-se a partir daí uma espécie de longa renúncia das classes dominantes de São Paulo à instância política. (...) Na área econômica, embora retire o comando dos negócios cafeeiros da esfera estadual, com o esvaziamento das funções do Instituto do Café do Estado de São Paulo e a criação do Conselho Nacional do Café (1931), mais tarde Departamento Nacional do Café (1933), o governo não pode deixar de atender aos interesses do setor, pois o café, ainda que em crise, continuava a ser o núcleo fundamental da economia."
(FAUSTO, Boris. A Revolução de 1930, História e Historiografia. Editora Brasiliense, 9ª edição, SP, 1983. P.104-105.)
Estudiosos da Revolução de 1930 afirmam que, apesar de afastados do centro do poder, os cafeicultores continuaram a ter seus interesses econômicos atendidos, haja vista a importância que o setor representava para a economia brasileira. Por exemplo, entre os anos de 1931 e 1937, as médias anuais das exportações brasileiras de café oscilaram entre 68,8% (em 1931) e 42,1% (em 1937).
Destacam-se como medidas adotadas pelo governo Vargas, em proteção ao setor cafeicultor:
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Q4307278 Não definido
"Suprimida a voz popular e escondidas as contradições do país, através de constante repressão por forma mais variada, as oposições entraram num beco sem saída. As organizações oposicionistas se renderam, se ocultaram ou caíram na luta armada, clandestina. Os grupos armados tornaram-se mais ativos em 1969.
(VIEIRA, Evaldo. A República Brasileira, 1964-1984. Editora Moderna. São Paulo, 1985. P. 33.)
"Militar entra com ação para tentar impedir Comissão da Verdade Brasília - Integrante do núcleo de oficiais do DOI-CODI de São Paulo no início dos anos 70 e apontado em listas de vítimas da ditadura como um torturador daquele período, o coronel reformado Pedro Ivo Moézia de Lima entrou com ação popular na Justiça Federal de Brasília para impedir a criação da Comissão da Verdade, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em novembro de 2011. É a primeira ação judicial com intuito de barrar a criação do grupo, que terá o poder de investigar casos de violação de direitos humanos ocorridos durante a ditadura, mas não de puni-los."
(Jornal O Globo, 12 de dezembro de 2011)
Enquanto o fragmento de texto descreve a conjuntura desfavorável aos setores oposicionistas brasileiros, no momento em que se iniciava o auge da repressão militar, a reportagem do jornal retrata a preocupação de setores que atuaram em defesa da ditadura militar brasileira, que se estendeu de 1964 até 1985, quanto à possibilidade de serem levados a julgamento, como o ocorrido na Argentina em seu processo de redemocratização.
Um dos fatores que teriam contribuído para a ação "bem sucedida" dos governos militares, no período compreendido entre 1969 e 1975, conseguindo reprimir e eliminar os setores oposicionistas que optaram pela luta armada contra o regime foi:
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Q4307279 Não definido
"O problema é que nada no Oriente Médio é o que parece ser. Talvez seja o ar quente do deserto, que induz às miragens. Ou o brilho do sol em monumentos de arte do homem — como a magnífica cúpula dourada da mesquita de Al Aqsa — que confunde a nossa vista. O fato é que o conflito entre árabes e judeus é relativamente novo. Tem menos de um século, pouco tempo se comparado às centenas de anos em que os dois povos viveram em paz. Uma paz relativa, é claro, já que a região é, há milênios, cenário de disputas, muitas das quais em torno da escassez de um líquido precioso e da abundância de outro líquido vital. O que falta é água (são desérticos 90% do atual território do Egito, 70% da Síria e 60% de Israel). E o que sobra é petróleo."
(BRENER, Jayme. As Guerras entre Israel e os Árabes. Editora Scipione. SP, 1ª edição, 1997. P.7.)
Vários acontecimentos marcaram e ainda marcam as relações conflituosas envolvendo os povos árabes e israelenses, resultando em impasses ao longo de todo o processo desde a Primeira Guerra ocorrida em 1948/49 até as dificuldades atuais dos dois lados se acertarem em definitivo. Em relação a esses acontecimentos históricos, pode-se afirmar corretamente que:
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Respostas
1: B
2: D
3: B
4: C
5: D
6: A
7: B
8: B
9: A
10: C