Questões de Concurso Público CRM-PR 2018 para Jornalista
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A objetividade é encarada no jornalismo como requisito para reduzir as manipulações do texto a partir de um compromisso com a realidade material do fato, transcrita por um texto direto e transparente.
A adoção de um texto transparente, comprometido a apresentar o fato como ele é, está na base do ideal de imparcialidade defendido na própria concepção do jornalismo moderno.
Os ideais de objetividade e imparcialidade no jornalismo levaram a um conceito próprio de “verdade alternativa”, que se manifesta a partir das versões e dos enquadramentos escolhidos para se apresentar o fato.
Em Apocalípticos e Integrados, Humberto Eco apresenta os estudos iniciais da comunicação a partir da análise da cultura de massa junto às tecnologias, divididos entre os que condenam os meios de comunicação de massa (devido à alienação e a novas formas de violência) e os que os absolvem (pela democratização da cultura).
A teoria hipodérmica vê a propaganda como o único meio de suscitar a adesão das massas, que, enquanto um alvo amorfo, obedecem cegamento a estímulos oferecidos em busca de reações desejáveis, tornando-se, assim, manipuláveis.
No contexto da Mass Communication Research, pesquisadores independentes criticaram o avanço da propaganda comercial nos Estados Unidos, alertando, pelo viés crítico, para os efeitos da manipulação e influência do público pelos que têm acesso aos meios de comunicação de massa.
Na concepção de indústria cultural, enquanto momento de mercadorização da cultura, previu-se a aproximação entre os processos de produção industrial e de criação artística, colocando, para a cultura de massa, as vanguardas artísticas do nosso tempo.
A partir da ampliação da conectividade, possibilitada pelas tecnologias da comunicação, a ideia de aldeia global surge como explicação para um fenômeno de aproximação geográfica e cultural, em um cenário de trocas e certo espírito de fraternidade.
A partir dos anos 1960, o vertiginoso crescimento de redes mundiais de comunicação e a acelerada adoção de sistemas computacionais e tecnologias digitais criaram a utopia de uma sociedade mais democrática, devido ao barateamento e à ampliação do acesso à informação.
O paradigma sociotécnico da sociedade em rede privilegia aspectos econômicos e políticos, mostrando que o mundo passa a se organizar em torno de redes globais de capital, gerenciamento e informação, pouco vulnerável a reorganizações das relações sociais, econômicas e de poder.
O papel social do jornalismo foi definido no século XVIII, no contexto do Iluminismo, e permanece o mesmo até hoje: contribuir para o esclarecimento da sociedade. Assim, a definição de boas práticas na área leva isso em consideração acima de tudo.
No caso do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, o processo de discussão coletiva, que pode levar a alterações no referido Código, só pode ocorrer em congresso nacional da categoria mediante proposta subscrita por, no mínimo, dez delegações representantes de sindicatos de jornalistas.
O registro profissional de jornalista, emitido pelo Ministério do Trabalho, não é mais fornecido a partir da apresentação de diploma de nível superior desde a decisão do STF, descrita no texto.
Mesmo sem a exigência do diploma de nível superior, para o exercício da função de jornalista, mantém-se necessário o registro profissional emitido pelo Ministério do Trabalho.
As revogações da Lei de Imprensa e da exigência do diploma de jornalismo, ambas feitas pelo STF em 2009, foram justificadas por apresentar incompatibilidade com a atual ordem constitucional.
É dever de todo jornalista ouvir o maior número de lados envolvidos antes da divulgação de um fato, exceto no exercício da assessoria de imprensa, dadas as especificidades da área.
O referido código orienta que os jornalistas não devem exercer funções em redação de veículo de comunicação e em assessoria de imprensa ao mesmo tempo, mesmo que em jornadas alternadas, dado o conflito de interesses.
Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei que propõe a flexibilização do horário da Voz do Brasil, alterando o Código Brasileiro de Telecomunicações de 1962, que obrigava a transmissão às dezenove horas.
Compete ao Conselho de Comunicação Social, órgão auxiliar do Congresso Nacional criado pela Lei n.º 8.389/1991, a outorga de concessão pública de radiodifusão, assim como a análise e definição pela não renovação de tais outorgas quando for o caso.
A comunicação científica é voltada aos pares, em um processo de divulgação que interessa às pessoas que trabalham e(ou) investigam, por não ser compreendida pelo público em geral.