Questões de Concurso Público SEDUC-PI 2025 para Professor de História

Foram encontradas 40 questões

Q3661220 História
“A aprendizagem histórica pode se explicar como um processo de mudança estrutural na consciência histórica. A aprendizagem histórica implica mais que um simples adquirir de conhecimento do passado e da expansão do mesmo. Vista como um processo pelo qual as competências são adquiridas progressivamente, emerge como um processo de mudança de formas estruturais pelas quais tratamos e utilizamos a experiência e o conhecimento da realidade passada, passando de formas tradicionais de pensamento aos modos genéticos”.

Fontes: RÜSEN, Jorn. El desarrollo de la competência narrativa enelaprendiaje histórico. Una hipótesis ontogenética relativa alaconciencia moral. Revista Propuesta Educativa, Buenos Aires, Ano 4, n.7, p.27-36. oct. 1992,p. 24, Revisão da tradução: Maria Auxiliadora Schmidt.


As discussões relacionadas ao ensino de História, desde a segunda metade do século XX, vêm se orientando para as práticas pedagógicas, com especial atenção às metodologias de ensino que possibilitem ao aluno a construção de uma consciência histórica voltada para a justiça social, possível em modelos educacionais que: 
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Q3661221 História
“Quais eram as características comuns a todas cidades-Estados clássicas? Talvez possamos distinguir as seguintes como sendo as mais importantes: 1) do ponto de vista formal, a tripartição do governo em uma ou mais assembleias (sic), um ou mais conselhos, e certo número de magistrados escolhidos – quase sempre anualmente – entre os homens elegíveis; 2) a participação direta dos cidadãos no processo político: a noção de cidade-Estado implica a existência de decisões coletivas, votadas depois de discussão (nos conselhos e/ou nas assembleias), que eram obrigatórias para todas a comunidades, o que quer dizer que os cidadãos com plenos direitos eram soberanos; 3) a inexistência de uma separação absoluta entre órgãos de governo e de justiça, e o fato de que a religião e os sacerdócios integravam o aparelho de Estado”.

Fonte: CARDOSO, Ciro Flamarion S. A cidade-Estado antiga. São Paulo: Ática,1987, p.7


Entre as afirmativas abaixo, qual complementa CORRETAMENTE o fragmento de texto acima?
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Q3661222 História
“Como bem ressalta Reyna Pastor, ao separar a história da mulher da história do homem, se termina por impossibilitar a compreensão do verdadeiro grande tema, que é a sociedade, ou o corpo social. Talvez seja este o momento de redirecionar o enfoque que se vem dando aos estudos feministas. Mais do que se preocupar em fazer História da Mulher, pensamos que seria mais produtivo e enriquecedor estudar o papel da mulher na História.”

Fonte: NASCIMENTO, Maria Filomena Dias. Ser mulher na Idade Média. 1997, p.84. Disponível em file:///D:/Downloads/admin,+5%20(1).pdf, acesso em 20.09.2024

Sobre o papel da mulher, a historiografia tem mostrado que:
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Q3661223 História
“A história do mundo muçulmano no segundo milênio cristão apresenta um aspecto muito menos coerente do que na época de ouro, mas a tradicional visão dualista de emergência seguida de decadência é simplificadora demais para defini-la; É verdade que uma série de invasões externas e calamidades internas produziram imenso impacto negativo no Oriente Médio, levando a um declínio aparentemente inexorável de seu centro – o mundo árabe. Em outras partes, porém, o islã viveu uma nova onda de expansão, a exemplo do subcontinente indiano, do sudoeste asiático e da África.”

Fonte: DEMANT, Peter. O mundo muçulmano. São Paulo: Contexto, 2008, pp.52-53 O texto faz referência ao período conhecido como “Idade Média Árabe-muçulmana”.


Sobre o período, podemos afirmar que
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Q3661224 História
“Os humanistas começam definindo o conceito de liberdade de um modo tradicional e já bem formado. Habitualmente, eles empregam esse termo para indicar ao mesmo a tempo a independência e o autogoverno”.
Fonte: SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político moderno. São Paulo: Companhia das Letras: 1996, p. 98

O fragmento acima faz referência ao conceito de liberdade, tal como elaborado pela primeira geração do Renascimento. Sobre o referido conceito, é possível concluir que:
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Q3661225 História
“Para Erasmo, como para todos os reformadores, a Bíblica constituía, então, o centro da compreensão cristã, quando apresentada sob sua forma autêntica. E rejeitava, em uníssono com eles, o cristianismo mecânico praticado em sua totalidade: indulgências, peregrinações, privilégios especiais, missas para os mortos, todo o negócio de conquistar a salvação por um “mérito” adquirido de modo artificial, em geral com dinheiro [...]. Onde, então, encontrava-se a estrada para a salvação? Erasmo concordava com os reformadores que a Bíblia tinha de ser estudada. Concordava com a prática da devoção privada, sobretudo da oração. O homem se salvava por meio do conhecimento de Deus, não por intervenção de uma instituição”.

Fonte: JOHNSON, Paul. História do cristianismo. Rio de Janeiro: Imago Edit., 2001, p.334


Avalie as seguintes afirmações:
I. Erasmo de Roterdã concordava com Lutero e, mais tarde, com Calvino, em atacar o ponto de vista clerical e sua defesa da necessidade de uma resposta autorizada para todas as indagações teológicas concebíveis.

II. Como Lutero, Erasmo de Roterdã alegava que a Igreja precisava de uma teologia reduzida à mínima influência sobre os fiéis.

III. Erasmo de Roterdã, ao contrário de Lutero, opunha-se à aproximação entre o movimento reformista e o poder principesco.

IV. Diferente de Lutero, Erasmo de Roterdã não defendia uma visão determinista da salvação, pois rejeitou qualquer ideia de predestinação.

Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
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Q3661226 História
“É sabido que o plantio da cana veio a substituir, nos primórdios da colonização da América Portuguesa, a simples extração de recursos naturais. O açúcar, então considerado uma especiaria, alcançava altos preços e dispunha de um mercado em expansão, possibilitando amarrar a Colônia às linhas de comércio metropolitano”.
Fonte: DEL PRIORE, Mary. Deus ou o diabo nas terras do açúcar: o senhor de engenho na América Portuguesa. In. DEL PRIORE, Mary. Revisão do Paraíso: os brasileiros e o Estado em 500 anos de História. Rio de Janeiro: Campus, 2000, p.17

A dinâmica da economia açucareira, no Brasil colonial, caracterizava-se:
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Q3661227 História
“Quando os “aritméticos políticos” do final do século XVII apontaram a adversário; quando os escritores franceses do século XVII prestaram realizações comerciais e financeiras inglesas – estavam dando vazão à Holanda como exemplo e atenção e deploraram as sua inveja, esperanças e descontentamento numa era de construção do estado e de intensa rivalidade nacional. Era essa a natureza da Europa, muito diferente da ecumênica China ou dos anárquicos Islã e índia. A Europa consistia em estados grandes e pequenos, cada um orientado pelo orgulho e interesse do governante, mas cada vez mais por um nacionalismo autoconsciente.”

Fonte: LANDES, DAVID S. A riqueza e a pobreza das nações: porque algumas são tão ricas e outras são tão pobres. Rio de Janeiro: Campus, 1998, p.497.


O contexto retratado pelo autor, no fragmento acima, foi marcado:
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Q3661228 História
“Trazer o iluminismo britânico ao palco da história- isto é, ao centro do palco - , é redefinir a própria ideia de iluminismo. Na litania de traços associados ao iluminismo – razão, direitos, natureza, liberdade, igualdade, tolerância, ciência, progresso -, “razão” invariavelmente encabeça a lista. O que é conspicuamente ausente é “virtude”. Mas foi “virtude”, mais do que razão, que teve primazia no iluminismo britânico.”

Fonte: HIMMELFARB, Gertrude. Os caminhos para a modernidade: os iluminismos britânico, francês e americano. São Paulo: É Realizações, p. 16


A respeito do iluminismo britânico, é possível dizer:
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Q3661229 História
“A Revolução Francesa – a Grande Revolução de 1789 – foi amplamente sentida pelos contemporâneos como uma autêntica, histórica, regeneração da humanidade [...]. Kant, num opúsculo de 1798, O Conflito das Faculdades, falou (§6) “de um acontecimento de nossa época que prova a tendência moral do gênero humano”. Aurora e limiar, dramático divisor de águas da história do mundo, e não só da França, a revolução assumiu desde o princípio um significado cósmico e escatológico, um simbolismo único, de dilúvio lustral da civilização: e foi pensando na escala inédita dessa ressonância que Jules Michelet (1798-1874), seu maior historiador, referiu-se à “história da França, cuja particularidade é precisamente ser universal”. Entre a queda da Bastilha e o advento de Bonaparte, desenrolou-se um drama que acabou envolvendo, nos seus efeitos e nas suas derivações, a inteira modernidade, na política e no social.”
Fonte: MERQUIOR, José Guiherme. O repensamento da Revolução. IN: FURET, François e OZOUF, Mona. Dicionário crítico da Revolução Francesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p.XVII)

Nesse sentido, qual foi o impacto da Revolução Francesa sobre o conceito de revolução?
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Q3661230 História
“O enfrentamento do Jenipapo ocorreu no dia 13 de março de 1823; é relativamente farta a crônica documentada pela escrita de autovencedores, para quem, preso e deportado o governador Fidié, a província estaria pacificada, voltando os combates do povo aos campos de lavrar e criar — porque política é coisa de branco”.

Fonte: SANTOS NETO, Antonio Fonseca dos. Jenipapo: riacho irrigado com os sonhos da esperança. Piauí: CCOM, 2010, p. 54

Em 2022, intelectuais e estudantes brasileiros voltaram sua atenção para uma reflexão a respeito dos 200 anos da independência política do Brasil, oportunidade em que opiniões, posturas e decisões a respeito dessa experiência histórica nacional e local, assim como sugere o texto acima, foram expostas, permitindo compreender que:
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Q3661231 História
“A construção de uma identidade nacional foi tarefa urgente nos processos de formação dos Estados Nacionais e de constituição dos “nacionalismos”, ao longo do século XIX. Se foi difícil na perspectiva política, mais complicada ainda nos âmbitos social e econômico. Nos dias atuais, assistimos às dificuldades na consecução das comunidades e mercados internacionais, percebendo o quanto é difícil lidar com a questão das “nacionalidades”. Discursos são criados mostrando como a união de todos é fundamental para a sobrevivência de cada um. Esta mesma retórica da “união” e da “unidade”, no caso do Brasil, de Portugal e das possessões africanas, foi largamente utilizada no final do século XVIII e início do século XIX. Visava-se uma certa utopia: o Império Luso-Brasileiro, rico, forte e poderoso.”

Fonte: RIBEIRO, Gladys Sabina. A liberdade em construção. Rio de Janeiro: Relume Dumará/FAPERJ, 2002, p. 9


Sobre os laços que uniam Brasil e Portugal, nos anos que imediatamente antecederam e sucederam o processo de independência, é possível afirmar que:
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Q3661232 História

Imagem 01 Extinção da escravidão negra no Brasil



Imagem associada para resolução da questão



Fonte: Jornal Estado de Minas. Disponível em: https://www.em.com.br/app/ notícia/especiais/educacao/enem/2016/05/13. Acesso em 23.09.2024.



A matéria do Jornal Gazeta de Notícias (RJ), publicada em 14 de maio de 1888, apresenta um importante momento da história do Brasil: a extinção da escravidão negra, fruto de uma campanha abolicionista que mobilizou vastos setores da sociedade brasileira. A análise do processo em questão leva a compreender que:

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Q3661233 História
Imagem 02 Contando Índios, Spix e Martius


Imagem associada para resolução da questão


Fonte: Negociantes Contando Índios, Spix e Martius, Viagem pelo Brasil, Volume 03. Disponível em: https://museologiaportugal.net/files/ upload/ expo_ linguaPT/ expo_a2_13_2013.pdf. acesso em 20.09.2024.




A imagem acima, de autoria de Spix e Von Martius, faz referência a uma cena do Brasil do século XIX que pode ser interpretada como:
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Q3661234 História
As revoluções de 1917
“Na segunda metade de 1916 e no início de 1917, o fator crucial era o crescente descontentamento do exército russo. Os “camponeses de uniforme”, como Lenin os chamou, estavam cansados da guerra. Em outubro de 1916, ao serem enviados para reprimir uma greve em Petrogrado, soldados atiraram na polícia, e não nos trabalhadores.”
Fonte: BROWN, Archie. Ascensão e queda do comunismo. Rio de Janeiro: Record, 2014, p.70

- O texto apresenta aspecto dos antecedentes imediatos da Revolução Russa de fevereiro de 1917, o qual
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Q3661235 História
Sobre o período situado entre a eclosão da Primeira Guerra Mundial e os resultados da Segunda Guerra Mundial, o historiador Eric Hobsbawm afirma:

“Para essa sociedade (do século XX), as décadas que vão da eclosão da Primeira Guerra Mundial aos resultados da Segunda foram uma era de catástrofe. Durante quarenta anos, ela foi de calamidade em calamidade. Houve ocasiões em que mesmo conservadores inteligentes não apostariam em sua sobrevivência. Ela foi abalada por duas guerras mundiais, seguidas por ondas de rebelião e revolução globais que levaram ao poder um sistema que se dizia a alternativa historicamente predestinada para a sociedade capitalista e burguesa e que foi adotado por um terço da população, em um sexto da superfície da Terra, e, após a Segunda Guerra Mundial, por um terço da população do globo.”

Fonte: HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p.16.


A alternativa “historicamente predestinada para a sociedade capitalista e burguesa”, a qual o autor faz referência, foi:
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Q3661236 História
“Nos anos 1930, concretizou-se a nova divisão de ganhos no interior da classe dominante, com o maior atendimento dos vários setores desvinculados do café, que as circunstâncias impediram fosse feita pela via pacífica. Esta acomodação pelo caminho das armas não foi um simples arranjo, sem maiores consequências na fisiologia social do país.”

Fonte: MOTA, Carlos Guilherme, org. Brasil em perspectiva. 17ª ed. Rio de Janeiro: Difel, 1990, p. 247.

Conforme indicado no fragmento de texto acima, o cenário político brasileiro após 1930 foi marcado por instabilidades refletidas na heterogênea coalizão que impulsionou o movimento de outubro e levou Getúlio Vargas à presidência. São reflexos desse contexto: 
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Q3661237 História
“Esta guerra não é como ocorria no passado; quem ocupa um território impõe sobre ele o sistema social da força de ocupação. Todos impõem o seu próprio sistema, até onde o seu exército chegar. Não pode ser de outro modo.” O célebre aforismo de Stálin – segundo o relato de MilovanDjilas, no livro Conversações com Stálin - não é tão original quanto parece. A Segunda Guerra Mundial não foi, absolutamente, a primeira guerra europeia em que resultados militares determinaram sistemas sociais [...]. Contudo, a posição de Stálin era clara. E foi colocada para Djilas muito antes de os comunistas tomarem o poder no Leste Europeu. Na perspectiva soviética, a guerra tinha sido travada para derrotar a Alemanha e restaurar o domínio e a segurança da Rússia em suas fronteiras ocidentais.”

Fonte: JUDT, Tony. Pós-Guerra: uma história da Europa desde 1945. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. p. 143-144

Avalie as seguintes afirmativas:

I- No período da Guerra-Fria, os territórios que formavam um arco em torno do território Russo, compreendiam Estados pequenos, vulneráveis, cujos governos do período entre guerras haviam apresentado posições hostis à União Soviética.

II- A instalação de governos que inspirassem a certeza de que jamais constituiriam uma ameaça à segurança territorial soviética justificavam, para suas lideranças, a intervenção política e militar nos territórios dos países do Leste Europeu.

III- A ocupação dos territórios dos países do Leste Europeu pela União Soviética após a II Guerra Mundial, bem como a implementação de regimes políticos alinhados com o socialismo, foi bastante facilitada pela anterior influência política já exercida.

IV- A ocupação de territórios do Leste Europeu pela União Soviética, após a II Guerra Mundial, baseou-se, do ponto de vista doutrinário, na “Teoria da Revolução Permanente” desenvolvida por León Trotsky.


Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas:
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Q3661238 História
“Nos anos que se seguiram à Guerra Fria, constatou-se o começo de mudanças espetaculares nas identidades dos povos e na política mundial [...]. Os russos e outros povos estão se mobilizando sob suas novas identidades culturais. Em 18 de abril de 1994, duas mil pessoas em Sarajevo agitavam bandeiras da Arábia Saudita e da Turquia, ao invés das da ONU ou dos Estados Unidos, identificando-se com seus companheiros muçulmanos. Em 16 de outubro de 1994, em Los Angeles, 70 mil pessoas protestaram sob um “mar de bandeiras mexicanas” contra a proposta 187 [...]. No mundo pós-Guerra Fria, as bandeiras e outros símbolos de identidade cultural tornaram-se essenciais, pois a cultura conta, e as pessoas desfilam sob bandeiras novas, mas frequentemente antigas.”
Fonte: HUNTTINGTON, Samuel P. O choque de civilizações e a reconstrução da ordem mundial. Rio de Janeiro: Objetiva, 1996, p.17-18
Avalie as seguintes afirmações:

I - No mundo pós-Guerra Fria, a política mundial tornou-se unipolar, com a hegemonia norte-americana, e multicivilizacional, com a emersão de novas identidades nacionais.

II- Com o fim da Guerra Fria, uma ordem mundial baseada na civilização começou a ser construída, com povos que compartilham afinidades culturais e buscam formas de cooperação.

III- Com o fim da Guerra Fria, as antigas pretensões universalistas do Ocidente o levam cada vez mais ao conflito com outras civilizações, de forma mais grave com o Islã, China e Rússia.

IV- O fim da Guerra Fria significou um realinhamento do equilíbrio de poder, no cenário internacional, com o fortalecimento da influência relativa do Ocidente e um declínio da expansão do poder militar e econômico da Ásia, bem como da expansão demográfica do Islã.


Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
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Q3661239 História
“Um dos enigmas não resolvidos pela historiografia política dos regimes militares no chamado Cone Sul, Brasil, Argentina e Chile, é aquele de se explicar os laços entre autoritarismo e Estado de Direito [...]. Uma das características dessa nova onda de regimes autoritários nos três países foi a sobrevivência do funcionamento das instituições jurídicas estatais anteriores dentro do quadro normativo ditatorial.”
Fonte: PEREIRA, Anthony W. Ditadura e Repressão: o autoritarismo e o estado de direito no Brasil, no Chile e na Argentina. São Paulo: Paz e Terra, 2010

Sobre a coexistência entre ditadura e legalidade no Cone Sul, podemos afirmar que:
Alternativas
Respostas
21: A
22: C
23: D
24: B
25: A
26: E
27: C
28: D
29: E
30: A
31: D
32: D
33: E
34: C
35: A
36: B
37: A
38: A
39: C
40: C