Questões de Concurso Público PC-PI 2008 para Agente de Polícia, Civil
Foram encontradas 80 questões
A história começa quando o médico Drauzio Varella resolve fazer um trabalho de prevenção à AIDS no maior
presídio da América Latina: a Casa de Detenção de São Paulo. Ali, toma contato com o que, aqui fora, temos até medo
de imaginar: violência, superlotação, instalações precárias, falta de assistência médica e jurídica, falta de tudo. O
Carandiru, com seus mais de sete mil detentos, merece sua fama de “inferno na terra”. Porém, nosso personagem logo
percebe que, mesmo vivendo numa situação limite, os internos não representam figuras demoníacas. Ao contrário, ele
testemunha solidariedade, organização e, acima de tudo, uma grande disposição de viver. Não é pouco, e é o suficiente
para que ele, fascinado, resolva iniciar um trabalho voluntário. O oncologista famoso, habituado à mais sofisticada
tecnologia médica, vai praticar medicina como os antigos: com estetoscópio, olhar sensível e muita conversa.
Seu trabalho dá resultado e o Médico logo ganha o respeito da coletividade. Com o respeito, vêm os segredos.
As consultas vão além das doenças e desdobram-se em narrativas cheias de vitalidade. Em nosso filme, os encontros
na enfermaria são uma janela para o mundo da malandragem.
Conhecemos o destino do estuprador Gilson, julgado e condenado pela Lei do Crime; a necessária ginga do
bígamo Majestade entre mulheres e assaltos; o velho Chico, Mestre Zen cultivado na masmorra e prestes a ganhar a
liberdade; o Diretor Pires, funcionário obrigado a pisar em ovos para administrar a cadeia; a conversão do matador
Peixeira; ascensão e queda do surfista Ezequiel; o filósofo existencialista Sem Chance e seu romance com a divina Lady
Di. A narrativa do filme arma-se como em um quebra-cabeça: uma história se encaixa na outra para formar um painel
dessa trágica realidade brasileira.
Com o Médico, o espectador deste filme dirigido por Luis Padilha acompanha os movimentos dessa gente.
Acompanha também quando um movimento maior vem e a destrói. Como naquele 2 de outubro de 1992, um dos dias
mais negros da história do Carandiru e, quem sabe, do Brasil, quando a Polícia Militar do Estado de São Paulo, a
pretexto de manter a lei e a ordem, fuzilou 111 pessoas. Foi o ponto final de algumas de nossas histórias. Mas não de
todas. Para o bem e para o mal, os malandros do Brasil teimam em sobreviver.
(Fonte: http://www.webcine.com.br/filmessi/estacara.htm)
O Carandiru merece fama de “inferno na terra”. Porém, nosso personagem logo percebe que, mesmo vivendo numa situação limite, os internos não representam figuras demoníacas.
Qual das alternativas abaixo mantém a relação de sentido estabelecida pelo termo sublinhado, sem alterar o sentido da frase?
A história começa quando o médico Drauzio Varella resolve fazer um trabalho de prevenção à AIDS no maior
presídio da América Latina: a Casa de Detenção de São Paulo. Ali, toma contato com o que, aqui fora, temos até medo
de imaginar: violência, superlotação, instalações precárias, falta de assistência médica e jurídica, falta de tudo. O
Carandiru, com seus mais de sete mil detentos, merece sua fama de “inferno na terra”. Porém, nosso personagem logo
percebe que, mesmo vivendo numa situação limite, os internos não representam figuras demoníacas. Ao contrário, ele
testemunha solidariedade, organização e, acima de tudo, uma grande disposição de viver. Não é pouco, e é o suficiente
para que ele, fascinado, resolva iniciar um trabalho voluntário. O oncologista famoso, habituado à mais sofisticada
tecnologia médica, vai praticar medicina como os antigos: com estetoscópio, olhar sensível e muita conversa.
Seu trabalho dá resultado e o Médico logo ganha o respeito da coletividade. Com o respeito, vêm os segredos.
As consultas vão além das doenças e desdobram-se em narrativas cheias de vitalidade. Em nosso filme, os encontros
na enfermaria são uma janela para o mundo da malandragem.
Conhecemos o destino do estuprador Gilson, julgado e condenado pela Lei do Crime; a necessária ginga do
bígamo Majestade entre mulheres e assaltos; o velho Chico, Mestre Zen cultivado na masmorra e prestes a ganhar a
liberdade; o Diretor Pires, funcionário obrigado a pisar em ovos para administrar a cadeia; a conversão do matador
Peixeira; ascensão e queda do surfista Ezequiel; o filósofo existencialista Sem Chance e seu romance com a divina Lady
Di. A narrativa do filme arma-se como em um quebra-cabeça: uma história se encaixa na outra para formar um painel
dessa trágica realidade brasileira.
Com o Médico, o espectador deste filme dirigido por Luis Padilha acompanha os movimentos dessa gente.
Acompanha também quando um movimento maior vem e a destrói. Como naquele 2 de outubro de 1992, um dos dias
mais negros da história do Carandiru e, quem sabe, do Brasil, quando a Polícia Militar do Estado de São Paulo, a
pretexto de manter a lei e a ordem, fuzilou 111 pessoas. Foi o ponto final de algumas de nossas histórias. Mas não de
todas. Para o bem e para o mal, os malandros do Brasil teimam em sobreviver.
(Fonte: http://www.webcine.com.br/filmessi/estacara.htm)
A história começa quando o médico Drauzio Varella resolve fazer um trabalho de prevenção à AIDS no maior
presídio da América Latina: a Casa de Detenção de São Paulo. Ali, toma contato com o que, aqui fora, temos até medo
de imaginar: violência, superlotação, instalações precárias, falta de assistência médica e jurídica, falta de tudo. O
Carandiru, com seus mais de sete mil detentos, merece sua fama de “inferno na terra”. Porém, nosso personagem logo
percebe que, mesmo vivendo numa situação limite, os internos não representam figuras demoníacas. Ao contrário, ele
testemunha solidariedade, organização e, acima de tudo, uma grande disposição de viver. Não é pouco, e é o suficiente
para que ele, fascinado, resolva iniciar um trabalho voluntário. O oncologista famoso, habituado à mais sofisticada
tecnologia médica, vai praticar medicina como os antigos: com estetoscópio, olhar sensível e muita conversa.
Seu trabalho dá resultado e o Médico logo ganha o respeito da coletividade. Com o respeito, vêm os segredos.
As consultas vão além das doenças e desdobram-se em narrativas cheias de vitalidade. Em nosso filme, os encontros
na enfermaria são uma janela para o mundo da malandragem.
Conhecemos o destino do estuprador Gilson, julgado e condenado pela Lei do Crime; a necessária ginga do
bígamo Majestade entre mulheres e assaltos; o velho Chico, Mestre Zen cultivado na masmorra e prestes a ganhar a
liberdade; o Diretor Pires, funcionário obrigado a pisar em ovos para administrar a cadeia; a conversão do matador
Peixeira; ascensão e queda do surfista Ezequiel; o filósofo existencialista Sem Chance e seu romance com a divina Lady
Di. A narrativa do filme arma-se como em um quebra-cabeça: uma história se encaixa na outra para formar um painel
dessa trágica realidade brasileira.
Com o Médico, o espectador deste filme dirigido por Luis Padilha acompanha os movimentos dessa gente.
Acompanha também quando um movimento maior vem e a destrói. Como naquele 2 de outubro de 1992, um dos dias
mais negros da história do Carandiru e, quem sabe, do Brasil, quando a Polícia Militar do Estado de São Paulo, a
pretexto de manter a lei e a ordem, fuzilou 111 pessoas. Foi o ponto final de algumas de nossas histórias. Mas não de
todas. Para o bem e para o mal, os malandros do Brasil teimam em sobreviver.
(Fonte: http://www.webcine.com.br/filmessi/estacara.htm)
A história começa quando o médico Drauzio Varella resolve fazer um trabalho de prevenção à AIDS no maior
presídio da América Latina: a Casa de Detenção de São Paulo. Ali, toma contato com o que, aqui fora, temos até medo
de imaginar: violência, superlotação, instalações precárias, falta de assistência médica e jurídica, falta de tudo. O
Carandiru, com seus mais de sete mil detentos, merece sua fama de “inferno na terra”. Porém, nosso personagem logo
percebe que, mesmo vivendo numa situação limite, os internos não representam figuras demoníacas. Ao contrário, ele
testemunha solidariedade, organização e, acima de tudo, uma grande disposição de viver. Não é pouco, e é o suficiente
para que ele, fascinado, resolva iniciar um trabalho voluntário. O oncologista famoso, habituado à mais sofisticada
tecnologia médica, vai praticar medicina como os antigos: com estetoscópio, olhar sensível e muita conversa.
Seu trabalho dá resultado e o Médico logo ganha o respeito da coletividade. Com o respeito, vêm os segredos.
As consultas vão além das doenças e desdobram-se em narrativas cheias de vitalidade. Em nosso filme, os encontros
na enfermaria são uma janela para o mundo da malandragem.
Conhecemos o destino do estuprador Gilson, julgado e condenado pela Lei do Crime; a necessária ginga do
bígamo Majestade entre mulheres e assaltos; o velho Chico, Mestre Zen cultivado na masmorra e prestes a ganhar a
liberdade; o Diretor Pires, funcionário obrigado a pisar em ovos para administrar a cadeia; a conversão do matador
Peixeira; ascensão e queda do surfista Ezequiel; o filósofo existencialista Sem Chance e seu romance com a divina Lady
Di. A narrativa do filme arma-se como em um quebra-cabeça: uma história se encaixa na outra para formar um painel
dessa trágica realidade brasileira.
Com o Médico, o espectador deste filme dirigido por Luis Padilha acompanha os movimentos dessa gente.
Acompanha também quando um movimento maior vem e a destrói. Como naquele 2 de outubro de 1992, um dos dias
mais negros da história do Carandiru e, quem sabe, do Brasil, quando a Polícia Militar do Estado de São Paulo, a
pretexto de manter a lei e a ordem, fuzilou 111 pessoas. Foi o ponto final de algumas de nossas histórias. Mas não de
todas. Para o bem e para o mal, os malandros do Brasil teimam em sobreviver.
(Fonte: http://www.webcine.com.br/filmessi/estacara.htm)
Conhecemos o destino do estuprador Gilson, julgado e condenado pela Lei do Crime.
O processo de formação de palavras que dá origem aos termos em negrito é:
A história começa quando o médico Drauzio Varella resolve fazer um trabalho de prevenção à AIDS no maior
presídio da América Latina: a Casa de Detenção de São Paulo. Ali, toma contato com o que, aqui fora, temos até medo
de imaginar: violência, superlotação, instalações precárias, falta de assistência médica e jurídica, falta de tudo. O
Carandiru, com seus mais de sete mil detentos, merece sua fama de “inferno na terra”. Porém, nosso personagem logo
percebe que, mesmo vivendo numa situação limite, os internos não representam figuras demoníacas. Ao contrário, ele
testemunha solidariedade, organização e, acima de tudo, uma grande disposição de viver. Não é pouco, e é o suficiente
para que ele, fascinado, resolva iniciar um trabalho voluntário. O oncologista famoso, habituado à mais sofisticada
tecnologia médica, vai praticar medicina como os antigos: com estetoscópio, olhar sensível e muita conversa.
Seu trabalho dá resultado e o Médico logo ganha o respeito da coletividade. Com o respeito, vêm os segredos.
As consultas vão além das doenças e desdobram-se em narrativas cheias de vitalidade. Em nosso filme, os encontros
na enfermaria são uma janela para o mundo da malandragem.
Conhecemos o destino do estuprador Gilson, julgado e condenado pela Lei do Crime; a necessária ginga do
bígamo Majestade entre mulheres e assaltos; o velho Chico, Mestre Zen cultivado na masmorra e prestes a ganhar a
liberdade; o Diretor Pires, funcionário obrigado a pisar em ovos para administrar a cadeia; a conversão do matador
Peixeira; ascensão e queda do surfista Ezequiel; o filósofo existencialista Sem Chance e seu romance com a divina Lady
Di. A narrativa do filme arma-se como em um quebra-cabeça: uma história se encaixa na outra para formar um painel
dessa trágica realidade brasileira.
Com o Médico, o espectador deste filme dirigido por Luis Padilha acompanha os movimentos dessa gente.
Acompanha também quando um movimento maior vem e a destrói. Como naquele 2 de outubro de 1992, um dos dias
mais negros da história do Carandiru e, quem sabe, do Brasil, quando a Polícia Militar do Estado de São Paulo, a
pretexto de manter a lei e a ordem, fuzilou 111 pessoas. Foi o ponto final de algumas de nossas histórias. Mas não de
todas. Para o bem e para o mal, os malandros do Brasil teimam em sobreviver.
(Fonte: http://www.webcine.com.br/filmessi/estacara.htm)
Vera Malaguti Batista, professora de Criminologia da Universidade Cândido Mendes e membro do Conselho Superior do
Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito (ILANUD), respondeu às seguintes perguntas
da revista IHU-Online, em março de 2008.
IHU On-Line - Na sua opinião, quais são as origens da violência no Brasil?
Vera Malaguti Batista - A história do Brasil é uma história de violências. O genocídio colonizador, a destruição das
civilizações indígenas e a violência fundacional da escravidão são marcas históricas. Cada vez que o povo brasileiro
tenta ser o protagonista de sua história ele é criminalizado e brutalizado.
IHU On-Line - A senhora acredita que existe um descompasso entre crescimento econômico e a segurança
pública no país?
Vera Malaguti Batista - Neste momento, eu acredito estarmos vivendo uma situação singular. Nós já sabemos, pelos
fatos e estatísticas, que o neoliberalismo (que creio estar, com o fim da Era Bush, em fase descendente) produziu um
colossal encarceramento de pobres no mundo e também políticas de segurança pública truculentas nas margens pobres
do mundo. Só assim os mais ricos poderiam tentar concentrar tanto poder e riqueza. O Brasil seguiu essa tendência. O
interessante é que já estamos vivendo um momento diferente, com avanços significativos no desenvolvimento
econômico e melhora inegável nos níveis de renda, trabalho e oportunidades. No entanto, continuamos com um sistema
penitenciário perversamente superlotado e com um Estado policial em curso. A transformação dos conflitos sociais em
casos de polícia, o aumento desmedido do sistema penal e, principalmente, a inculcação de uma cultura punitiva
continuam a todo vapor, com o auxílio luxuoso da grande mídia, que perpetua, assim, nossas tradições de truculência e
barbarização dos pobres.
IHU On-Line - Quais são os maiores problemas do sistema penitenciário e como resolvê-los?
Vera Malaguti Batista - O maior problema do sistema penitenciário é que ele nunca poderá ser um bom sistema. A pena
e a prisão são produtoras de dor e apartação, ou seja, nada de bom pode vir delas. Precisamos pensar num projeto de
desencarceramento. O grande jurista argentino Raúl Zaffaroni denuncia que, na América Latina, cerca de 70% dos
presos são provisórios. No Brasil, existem estudos indicando que 40% dos nossos presos estão na cadeia sem
condenação. Estão lá como a menina do Pará, jogada numa cela por uma pequena transgressão juvenil, sem acesso à
defesa. Depois, ao contrário do senso comum, precisamos aumentar a comunicação com os presos. É necessário
aumentar as pontes, abrir portas, quebrar o maniqueísmo do “nós e eles”. Além disso, é necessário diminuir o sofrimento
dos familiares de presos, que acabam cumprindo pena junto com seus entes queridos e passam por toda sorte de
constrangimento e estigmatização.
(Revista IHU-Online, n. 152, mar. 2008, p. 20-21)
Vera Malaguti Batista, professora de Criminologia da Universidade Cândido Mendes e membro do Conselho Superior do
Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito (ILANUD), respondeu às seguintes perguntas
da revista IHU-Online, em março de 2008.
IHU On-Line - Na sua opinião, quais são as origens da violência no Brasil?
Vera Malaguti Batista - A história do Brasil é uma história de violências. O genocídio colonizador, a destruição das
civilizações indígenas e a violência fundacional da escravidão são marcas históricas. Cada vez que o povo brasileiro
tenta ser o protagonista de sua história ele é criminalizado e brutalizado.
IHU On-Line - A senhora acredita que existe um descompasso entre crescimento econômico e a segurança
pública no país?
Vera Malaguti Batista - Neste momento, eu acredito estarmos vivendo uma situação singular. Nós já sabemos, pelos
fatos e estatísticas, que o neoliberalismo (que creio estar, com o fim da Era Bush, em fase descendente) produziu um
colossal encarceramento de pobres no mundo e também políticas de segurança pública truculentas nas margens pobres
do mundo. Só assim os mais ricos poderiam tentar concentrar tanto poder e riqueza. O Brasil seguiu essa tendência. O
interessante é que já estamos vivendo um momento diferente, com avanços significativos no desenvolvimento
econômico e melhora inegável nos níveis de renda, trabalho e oportunidades. No entanto, continuamos com um sistema
penitenciário perversamente superlotado e com um Estado policial em curso. A transformação dos conflitos sociais em
casos de polícia, o aumento desmedido do sistema penal e, principalmente, a inculcação de uma cultura punitiva
continuam a todo vapor, com o auxílio luxuoso da grande mídia, que perpetua, assim, nossas tradições de truculência e
barbarização dos pobres.
IHU On-Line - Quais são os maiores problemas do sistema penitenciário e como resolvê-los?
Vera Malaguti Batista - O maior problema do sistema penitenciário é que ele nunca poderá ser um bom sistema. A pena
e a prisão são produtoras de dor e apartação, ou seja, nada de bom pode vir delas. Precisamos pensar num projeto de
desencarceramento. O grande jurista argentino Raúl Zaffaroni denuncia que, na América Latina, cerca de 70% dos
presos são provisórios. No Brasil, existem estudos indicando que 40% dos nossos presos estão na cadeia sem
condenação. Estão lá como a menina do Pará, jogada numa cela por uma pequena transgressão juvenil, sem acesso à
defesa. Depois, ao contrário do senso comum, precisamos aumentar a comunicação com os presos. É necessário
aumentar as pontes, abrir portas, quebrar o maniqueísmo do “nós e eles”. Além disso, é necessário diminuir o sofrimento
dos familiares de presos, que acabam cumprindo pena junto com seus entes queridos e passam por toda sorte de
constrangimento e estigmatização.
(Revista IHU-Online, n. 152, mar. 2008, p. 20-21)
Vera Malaguti Batista, professora de Criminologia da Universidade Cândido Mendes e membro do Conselho Superior do
Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito (ILANUD), respondeu às seguintes perguntas
da revista IHU-Online, em março de 2008.
IHU On-Line - Na sua opinião, quais são as origens da violência no Brasil?
Vera Malaguti Batista - A história do Brasil é uma história de violências. O genocídio colonizador, a destruição das
civilizações indígenas e a violência fundacional da escravidão são marcas históricas. Cada vez que o povo brasileiro
tenta ser o protagonista de sua história ele é criminalizado e brutalizado.
IHU On-Line - A senhora acredita que existe um descompasso entre crescimento econômico e a segurança
pública no país?
Vera Malaguti Batista - Neste momento, eu acredito estarmos vivendo uma situação singular. Nós já sabemos, pelos
fatos e estatísticas, que o neoliberalismo (que creio estar, com o fim da Era Bush, em fase descendente) produziu um
colossal encarceramento de pobres no mundo e também políticas de segurança pública truculentas nas margens pobres
do mundo. Só assim os mais ricos poderiam tentar concentrar tanto poder e riqueza. O Brasil seguiu essa tendência. O
interessante é que já estamos vivendo um momento diferente, com avanços significativos no desenvolvimento
econômico e melhora inegável nos níveis de renda, trabalho e oportunidades. No entanto, continuamos com um sistema
penitenciário perversamente superlotado e com um Estado policial em curso. A transformação dos conflitos sociais em
casos de polícia, o aumento desmedido do sistema penal e, principalmente, a inculcação de uma cultura punitiva
continuam a todo vapor, com o auxílio luxuoso da grande mídia, que perpetua, assim, nossas tradições de truculência e
barbarização dos pobres.
IHU On-Line - Quais são os maiores problemas do sistema penitenciário e como resolvê-los?
Vera Malaguti Batista - O maior problema do sistema penitenciário é que ele nunca poderá ser um bom sistema. A pena
e a prisão são produtoras de dor e apartação, ou seja, nada de bom pode vir delas. Precisamos pensar num projeto de
desencarceramento. O grande jurista argentino Raúl Zaffaroni denuncia que, na América Latina, cerca de 70% dos
presos são provisórios. No Brasil, existem estudos indicando que 40% dos nossos presos estão na cadeia sem
condenação. Estão lá como a menina do Pará, jogada numa cela por uma pequena transgressão juvenil, sem acesso à
defesa. Depois, ao contrário do senso comum, precisamos aumentar a comunicação com os presos. É necessário
aumentar as pontes, abrir portas, quebrar o maniqueísmo do “nós e eles”. Além disso, é necessário diminuir o sofrimento
dos familiares de presos, que acabam cumprindo pena junto com seus entes queridos e passam por toda sorte de
constrangimento e estigmatização.
(Revista IHU-Online, n. 152, mar. 2008, p. 20-21)
Vera Malaguti Batista, professora de Criminologia da Universidade Cândido Mendes e membro do Conselho Superior do
Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito (ILANUD), respondeu às seguintes perguntas
da revista IHU-Online, em março de 2008.
IHU On-Line - Na sua opinião, quais são as origens da violência no Brasil?
Vera Malaguti Batista - A história do Brasil é uma história de violências. O genocídio colonizador, a destruição das
civilizações indígenas e a violência fundacional da escravidão são marcas históricas. Cada vez que o povo brasileiro
tenta ser o protagonista de sua história ele é criminalizado e brutalizado.
IHU On-Line - A senhora acredita que existe um descompasso entre crescimento econômico e a segurança
pública no país?
Vera Malaguti Batista - Neste momento, eu acredito estarmos vivendo uma situação singular. Nós já sabemos, pelos
fatos e estatísticas, que o neoliberalismo (que creio estar, com o fim da Era Bush, em fase descendente) produziu um
colossal encarceramento de pobres no mundo e também políticas de segurança pública truculentas nas margens pobres
do mundo. Só assim os mais ricos poderiam tentar concentrar tanto poder e riqueza. O Brasil seguiu essa tendência. O
interessante é que já estamos vivendo um momento diferente, com avanços significativos no desenvolvimento
econômico e melhora inegável nos níveis de renda, trabalho e oportunidades. No entanto, continuamos com um sistema
penitenciário perversamente superlotado e com um Estado policial em curso. A transformação dos conflitos sociais em
casos de polícia, o aumento desmedido do sistema penal e, principalmente, a inculcação de uma cultura punitiva
continuam a todo vapor, com o auxílio luxuoso da grande mídia, que perpetua, assim, nossas tradições de truculência e
barbarização dos pobres.
IHU On-Line - Quais são os maiores problemas do sistema penitenciário e como resolvê-los?
Vera Malaguti Batista - O maior problema do sistema penitenciário é que ele nunca poderá ser um bom sistema. A pena
e a prisão são produtoras de dor e apartação, ou seja, nada de bom pode vir delas. Precisamos pensar num projeto de
desencarceramento. O grande jurista argentino Raúl Zaffaroni denuncia que, na América Latina, cerca de 70% dos
presos são provisórios. No Brasil, existem estudos indicando que 40% dos nossos presos estão na cadeia sem
condenação. Estão lá como a menina do Pará, jogada numa cela por uma pequena transgressão juvenil, sem acesso à
defesa. Depois, ao contrário do senso comum, precisamos aumentar a comunicação com os presos. É necessário
aumentar as pontes, abrir portas, quebrar o maniqueísmo do “nós e eles”. Além disso, é necessário diminuir o sofrimento
dos familiares de presos, que acabam cumprindo pena junto com seus entes queridos e passam por toda sorte de
constrangimento e estigmatização.
(Revista IHU-Online, n. 152, mar. 2008, p. 20-21)
Essa frase de Vera M. Batista faz alusão a diversos fenômenos sociais. Qual dos fenômenos exemplificados abaixo NÃO está contemplado em sua frase?
Vera Malaguti Batista, professora de Criminologia da Universidade Cândido Mendes e membro do Conselho Superior do
Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito (ILANUD), respondeu às seguintes perguntas
da revista IHU-Online, em março de 2008.
IHU On-Line - Na sua opinião, quais são as origens da violência no Brasil?
Vera Malaguti Batista - A história do Brasil é uma história de violências. O genocídio colonizador, a destruição das
civilizações indígenas e a violência fundacional da escravidão são marcas históricas. Cada vez que o povo brasileiro
tenta ser o protagonista de sua história ele é criminalizado e brutalizado.
IHU On-Line - A senhora acredita que existe um descompasso entre crescimento econômico e a segurança
pública no país?
Vera Malaguti Batista - Neste momento, eu acredito estarmos vivendo uma situação singular. Nós já sabemos, pelos
fatos e estatísticas, que o neoliberalismo (que creio estar, com o fim da Era Bush, em fase descendente) produziu um
colossal encarceramento de pobres no mundo e também políticas de segurança pública truculentas nas margens pobres
do mundo. Só assim os mais ricos poderiam tentar concentrar tanto poder e riqueza. O Brasil seguiu essa tendência. O
interessante é que já estamos vivendo um momento diferente, com avanços significativos no desenvolvimento
econômico e melhora inegável nos níveis de renda, trabalho e oportunidades. No entanto, continuamos com um sistema
penitenciário perversamente superlotado e com um Estado policial em curso. A transformação dos conflitos sociais em
casos de polícia, o aumento desmedido do sistema penal e, principalmente, a inculcação de uma cultura punitiva
continuam a todo vapor, com o auxílio luxuoso da grande mídia, que perpetua, assim, nossas tradições de truculência e
barbarização dos pobres.
IHU On-Line - Quais são os maiores problemas do sistema penitenciário e como resolvê-los?
Vera Malaguti Batista - O maior problema do sistema penitenciário é que ele nunca poderá ser um bom sistema. A pena
e a prisão são produtoras de dor e apartação, ou seja, nada de bom pode vir delas. Precisamos pensar num projeto de
desencarceramento. O grande jurista argentino Raúl Zaffaroni denuncia que, na América Latina, cerca de 70% dos
presos são provisórios. No Brasil, existem estudos indicando que 40% dos nossos presos estão na cadeia sem
condenação. Estão lá como a menina do Pará, jogada numa cela por uma pequena transgressão juvenil, sem acesso à
defesa. Depois, ao contrário do senso comum, precisamos aumentar a comunicação com os presos. É necessário
aumentar as pontes, abrir portas, quebrar o maniqueísmo do “nós e eles”. Além disso, é necessário diminuir o sofrimento
dos familiares de presos, que acabam cumprindo pena junto com seus entes queridos e passam por toda sorte de
constrangimento e estigmatização.
(Revista IHU-Online, n. 152, mar. 2008, p. 20-21)
Nada como um crime 100% monstruoso, desses que elevam para um novo patamar os piores padrões que se
podem atingir em matéria de crueldade e selvageria, para descobrir quanta gente fica comovida, no Brasil de hoje, com a
sorte dos acusados – e horrorizada com a hipótese de que possa ocorrer alguma falha, por mais duvidosa que seja, na
proteção a seus direitos. É o que se está vendo no momento, mais uma vez, com o assassinato da menina Isabella
Nardoni, em São Paulo. Para muitos dos mais renomados sábios da nossa ciência jurídica, sobretudo os que se dedicam
à advocacia criminal, intelectuais de todas as variedades e até o presidente da República, o foco deixou de estar no
crime que foi cometido. O que realmente os preocupa é a “condenação antecipada” dos suspeitos, algo que, a seu ver,
estaria ocorrendo no caso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente, se mostra angustiado com a
possibilidade de que inocentes tenham suas vidas “destruídas”. A única vida realmente destruída, até agora, foi a de
Isabella, mas isso parece ser apenas um detalhe menor na história. O verdadeiro problema, nesse modo de ver as
coisas, estaria no que os campeões do direito de defesa imaginam ser a condenação “sem julgamento” ou “sem provas”
dos acusados – fruto do desejo de “vingança” e de “linchamento” que a exposição intensa do caso na imprensa faz
nascer junto a uma população boçal e incapaz de entender os fundamentos do direito penal.
(...)
A verdadeira dificuldade para o casal Nardoni não está na violação de seus direitos. Está, isso sim, no fato de que
não surgiu até agora, após quarenta dias de investigação, feita com todos os recursos da polícia e sob o intenso holofote
da imprensa, o mais remoto indício de que o crime possa ter sido praticado por alguma outra pessoa. A verdadeira
revolta popular, ao mesmo tempo, é contra a impunidade; o temor é que o pai e a madrasta de Isabella, caso culpados,
fiquem livres. Trata-se de uma expectativa mais do que justificada pelos fatos. Se homicidas confessos, condenados em
júri popular, estão soltos, por que não seria assim outra vez? Por que não, se está solto o médico que esquartejou uma
mulher submetida a anestesia e alegou ter agido em legítima defesa? São questões que não entram no debate. Os
defensores do casal, quando de boa-fé, argumentam que nada é mais importante do que colocar a lei acima da paixão.
Mas pregar de maneira automática e em qualquer circunstância, sejam lá quais forem os fatos, a favor dos direitos dos
acusados não contribui para a genuína proteção dos direitos do cidadão; contribui, na prática, para dar conforto aos
criminosos.
O problema da Justiça brasileira, hoje, não é a escassez de direitos de defesa; o real problema é o excesso de
obstáculos para a punição e o excesso de proteção para os acusados. O Brasil é possivelmente um caso único, em todo
o mundo, onde se recomenda, diante do aumento da criminalidade, a redução das penas e o aumento dos benefícios
para os criminosos. É algo que talvez faça sentido em lugares como o Pólo Norte, por exemplo, onde não há crime
algum; no Brasil atual é simplesmente incompreensível. Não passa pela cabeça dos patronos dessas idéias a existência
de alguma relação entre o agravamento da criminalidade e a ausência de punição efetiva para os culpados. Parecem, ao
contrário, convencidos de que a saída é punir ainda menos. É muito bom, sem dúvida, para o interesse profissional dos
advogados criminalistas e para o bem-estar de seus clientes. Para todos os demais é uma tragédia.
(GUZZO, J. R. Veja, 14 maio 2008.)
Nada como um crime 100% monstruoso, desses que elevam para um novo patamar os piores padrões que se
podem atingir em matéria de crueldade e selvageria, para descobrir quanta gente fica comovida, no Brasil de hoje, com a
sorte dos acusados – e horrorizada com a hipótese de que possa ocorrer alguma falha, por mais duvidosa que seja, na
proteção a seus direitos. É o que se está vendo no momento, mais uma vez, com o assassinato da menina Isabella
Nardoni, em São Paulo. Para muitos dos mais renomados sábios da nossa ciência jurídica, sobretudo os que se dedicam
à advocacia criminal, intelectuais de todas as variedades e até o presidente da República, o foco deixou de estar no
crime que foi cometido. O que realmente os preocupa é a “condenação antecipada” dos suspeitos, algo que, a seu ver,
estaria ocorrendo no caso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente, se mostra angustiado com a
possibilidade de que inocentes tenham suas vidas “destruídas”. A única vida realmente destruída, até agora, foi a de
Isabella, mas isso parece ser apenas um detalhe menor na história. O verdadeiro problema, nesse modo de ver as
coisas, estaria no que os campeões do direito de defesa imaginam ser a condenação “sem julgamento” ou “sem provas”
dos acusados – fruto do desejo de “vingança” e de “linchamento” que a exposição intensa do caso na imprensa faz
nascer junto a uma população boçal e incapaz de entender os fundamentos do direito penal.
(...)
A verdadeira dificuldade para o casal Nardoni não está na violação de seus direitos. Está, isso sim, no fato de que
não surgiu até agora, após quarenta dias de investigação, feita com todos os recursos da polícia e sob o intenso holofote
da imprensa, o mais remoto indício de que o crime possa ter sido praticado por alguma outra pessoa. A verdadeira
revolta popular, ao mesmo tempo, é contra a impunidade; o temor é que o pai e a madrasta de Isabella, caso culpados,
fiquem livres. Trata-se de uma expectativa mais do que justificada pelos fatos. Se homicidas confessos, condenados em
júri popular, estão soltos, por que não seria assim outra vez? Por que não, se está solto o médico que esquartejou uma
mulher submetida a anestesia e alegou ter agido em legítima defesa? São questões que não entram no debate. Os
defensores do casal, quando de boa-fé, argumentam que nada é mais importante do que colocar a lei acima da paixão.
Mas pregar de maneira automática e em qualquer circunstância, sejam lá quais forem os fatos, a favor dos direitos dos
acusados não contribui para a genuína proteção dos direitos do cidadão; contribui, na prática, para dar conforto aos
criminosos.
O problema da Justiça brasileira, hoje, não é a escassez de direitos de defesa; o real problema é o excesso de
obstáculos para a punição e o excesso de proteção para os acusados. O Brasil é possivelmente um caso único, em todo
o mundo, onde se recomenda, diante do aumento da criminalidade, a redução das penas e o aumento dos benefícios
para os criminosos. É algo que talvez faça sentido em lugares como o Pólo Norte, por exemplo, onde não há crime
algum; no Brasil atual é simplesmente incompreensível. Não passa pela cabeça dos patronos dessas idéias a existência
de alguma relação entre o agravamento da criminalidade e a ausência de punição efetiva para os culpados. Parecem, ao
contrário, convencidos de que a saída é punir ainda menos. É muito bom, sem dúvida, para o interesse profissional dos
advogados criminalistas e para o bem-estar de seus clientes. Para todos os demais é uma tragédia.
(GUZZO, J. R. Veja, 14 maio 2008.)
Nada como um crime 100% monstruoso, desses que elevam para um novo patamar os piores padrões que se
podem atingir em matéria de crueldade e selvageria, para descobrir quanta gente fica comovida, no Brasil de hoje, com a
sorte dos acusados – e horrorizada com a hipótese de que possa ocorrer alguma falha, por mais duvidosa que seja, na
proteção a seus direitos. É o que se está vendo no momento, mais uma vez, com o assassinato da menina Isabella
Nardoni, em São Paulo. Para muitos dos mais renomados sábios da nossa ciência jurídica, sobretudo os que se dedicam
à advocacia criminal, intelectuais de todas as variedades e até o presidente da República, o foco deixou de estar no
crime que foi cometido. O que realmente os preocupa é a “condenação antecipada” dos suspeitos, algo que, a seu ver,
estaria ocorrendo no caso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente, se mostra angustiado com a
possibilidade de que inocentes tenham suas vidas “destruídas”. A única vida realmente destruída, até agora, foi a de
Isabella, mas isso parece ser apenas um detalhe menor na história. O verdadeiro problema, nesse modo de ver as
coisas, estaria no que os campeões do direito de defesa imaginam ser a condenação “sem julgamento” ou “sem provas”
dos acusados – fruto do desejo de “vingança” e de “linchamento” que a exposição intensa do caso na imprensa faz
nascer junto a uma população boçal e incapaz de entender os fundamentos do direito penal.
(...)
A verdadeira dificuldade para o casal Nardoni não está na violação de seus direitos. Está, isso sim, no fato de que
não surgiu até agora, após quarenta dias de investigação, feita com todos os recursos da polícia e sob o intenso holofote
da imprensa, o mais remoto indício de que o crime possa ter sido praticado por alguma outra pessoa. A verdadeira
revolta popular, ao mesmo tempo, é contra a impunidade; o temor é que o pai e a madrasta de Isabella, caso culpados,
fiquem livres. Trata-se de uma expectativa mais do que justificada pelos fatos. Se homicidas confessos, condenados em
júri popular, estão soltos, por que não seria assim outra vez? Por que não, se está solto o médico que esquartejou uma
mulher submetida a anestesia e alegou ter agido em legítima defesa? São questões que não entram no debate. Os
defensores do casal, quando de boa-fé, argumentam que nada é mais importante do que colocar a lei acima da paixão.
Mas pregar de maneira automática e em qualquer circunstância, sejam lá quais forem os fatos, a favor dos direitos dos
acusados não contribui para a genuína proteção dos direitos do cidadão; contribui, na prática, para dar conforto aos
criminosos.
O problema da Justiça brasileira, hoje, não é a escassez de direitos de defesa; o real problema é o excesso de
obstáculos para a punição e o excesso de proteção para os acusados. O Brasil é possivelmente um caso único, em todo
o mundo, onde se recomenda, diante do aumento da criminalidade, a redução das penas e o aumento dos benefícios
para os criminosos. É algo que talvez faça sentido em lugares como o Pólo Norte, por exemplo, onde não há crime
algum; no Brasil atual é simplesmente incompreensível. Não passa pela cabeça dos patronos dessas idéias a existência
de alguma relação entre o agravamento da criminalidade e a ausência de punição efetiva para os culpados. Parecem, ao
contrário, convencidos de que a saída é punir ainda menos. É muito bom, sem dúvida, para o interesse profissional dos
advogados criminalistas e para o bem-estar de seus clientes. Para todos os demais é uma tragédia.
(GUZZO, J. R. Veja, 14 maio 2008.)
Elas são para sempre
Um artigo publicado na revista científica Nature traz a mais fascinante explicação para um dos maiores tormentos das pessoas – a dificuldade de emagrecer e de manter o novo peso. Pesquisadores do Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia, revelaram que o número de células adiposas (adipócitos) é definido até os 20 anos. Depois dessa idade nada é capaz de diminuir essa quantidade – nem a mais espartana das dietas. Quando uma pessoa emagrece, os adipócitos apenas perdem o volume, mas continuam lá. Não é só isso. Todos os anos, 10% das células adiposas são renovadas. E as novas têm uma incrível propensão para aumentar de tamanho. Eis aí uma explicação de por que, depois de um período de privações à mesa, é fácil recuperar os quilos perdidos.
(Veja, 14 maio 2008.)
Segundo o texto, são corretas as alternativas abaixo, EXCETO:
A Coca Light não pára de emagrecer
A Coca-Cola Light continua seu processo de emagrecimento. Em abril, chegou a seu ponto mais baixo de participação no mercado desde que foi lançada, há onze anos: 1,2%, ante o 1,3% de março. A culpada por essa perda é a Coca-Cola Zero, que passou de 4% para 4,1% entre março e abril. Desde que a Coca Zero foi lançada, catorze meses atrás, a Coca Light perde consumidores para a irmã mais nova. Há um ano, a Light era dona de 3,5% do mercado.
(Veja, 21 maio 2008, p. 47.)
Que quer dizer o título “Coca-Cola Light não pára de emagrecer”?
I - O mês de janeiro de 1808 teve 5 sábados;
II - O primeiro dia do ano de 1808 ocorreu numa quinta-feira;
III - D. João saiu de Portugal no dia 1º de dezembro de 1807;
IV - No dia 22 de janeiro de 2008, uma terça-feira, comemorou-se o bicentenário da chegada de D. João ao Brasil.
São verdadeiras as afirmativas:
“Se você tem um automóvel, então não precisa andar de ônibus”.