Uma menina de 2 anos e 6 meses é levada ao pronto-socorro por recusa em apoiar o membro
inferior esquerdo. A responsável informa que a criança havia caído de um sofá,
aproximadamente 24 horas antes e que, desde então, passou a mancar. Ao exame, observa-se
equimose discreta em região lateral da coxa e dor à mobilização do membro. A radiografia
evidencia fratura diafisária do fêmur esquerdo. Durante a avaliação, a criança permanece
retraída e evita contato físico com a responsável. Ao revisar os registros anteriores, o médico
identifica três atendimentos nos últimos 10 meses: no primeiro, por traumatismo craniano sem
perda de consciência; no segundo, por fratura de rádio; no terceiro, por queimadura superficial
no dorso da mão. As circunstâncias descritas pelos acompanhantes foram distintas em cada
episódio. Não há história conhecida de doença óssea, alteração do desenvolvimento ou uso
prolongado de medicamentos. Após estabilização clínica, a equipe discute a necessidade de
investigação complementar e de medidas de proteção. Dentre as alternativas escolha a melhor
conduta para o caso.