Questões de Concurso Público Prefeitura de Minaçu - GO 2026 para Médico Anestesista
Foram encontradas 50 questões
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Morte de Clarice Lispector
enquanto te enterravam no cemitério judeu
do Caju
(e o clarão de teu olhar soterrado
resistindo ainda)
o táxi corria comigo à borda da Lagoa
na direção de Botafogo
as pedras e as nuvens e as árvores
no vento
mostravam alegremente
que não dependem de nós.
GULLAR, Ferreira. Melhores poemas de Ferreira Gullar. 7 ed. Seleção de Alfredo Bosi. São Paulo: Global, 2004. p. 153.
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Morte de Clarice Lispector
enquanto te enterravam no cemitério judeu
do Caju
(e o clarão de teu olhar soterrado
resistindo ainda)
o táxi corria comigo à borda da Lagoa
na direção de Botafogo
as pedras e as nuvens e as árvores
no vento
mostravam alegremente
que não dependem de nós.
GULLAR, Ferreira. Melhores poemas de Ferreira Gullar. 7 ed. Seleção de Alfredo Bosi. São Paulo: Global, 2004. p. 153.
Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
Contra o Godzilla digital
Nos EUA, é assim. Quando um caso judicial é encerrado mediante “acordo”, significa que a parte acusada, sabendo que vai perder, interrompe o processo e consegue abafar a história por um bom dinheiro em sigilo para o acusador. Que vantagem ela leva nisso? Impede que uma derrota pública deságue numa hemorragia de outros processos do gênero. O TikTok, por exemplo, acaba de fazer um “acordo” com um jovem de 15 anos, residente na Flórida, que acusou a rede social de danos à sua saúde mental causados pela dependência dos seus recursos.
É o segundo “acordo” que o garoto aceitou — o anterior, há alguns meses, foi com o Google, e pelos mesmos motivos. Mas ele ainda tem mais dois em andamento, contra o Meta e o Snapchat, e não importa que, em vez de vencê-los, ele aceite mais “acordos”. Ficará caracterizado que as redes sociais podem ser desafiadas por quem sinta sua saúde lesada por elas. O julgamento já está em curso em Los Angeles e, de seu resultado, devem pipocar inúmeras ações acusando as redes de provocar dependência psíquica.
Alguém dirá que o garoto é um esperto aproveitador e que, se não quisesse que as redes sociais lhe provocassem dependência, era só “saber usá-las”. Assim como acontece com o álcool e as drogas, os leigos acreditam que seja uma questão de moderação, “força de vontade”. Não aceitam que, uma vez instaurada a dependência, não se trata mais de saber ou não usá-los, e muito menos com moderação. O dependente não tem escolha — por isso é dependente — e ninguém está a salvo de se tornar um.
Os fabricantes de bebidas e cigarros e os traficantes de drogas sabem do que seus produtos são feitos e os efeitos que provocam a médio prazo. Tanto quanto eles, as redes sociais também sabem do estresse, depressão, ansiedade, insatisfação com o próprio corpo, ideias suicidas, submissão à luz da tela, pavor de se ver sem o celular e outras consequências de seu uso, mesmo “moderado”. É o que as torna trilionárias.
Um jovem luta contra o Godzilla digital. Eu torço por ele
CASTRO, Ruy. Contra o Godzilla digital. Folha de S. Paulo, São Paulo, 9 ago. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/08/contra-o-godzilladigital.shtml. Acesso em: 31 ago. 2026.
Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
Contra o Godzilla digital
Nos EUA, é assim. Quando um caso judicial é encerrado mediante “acordo”, significa que a parte acusada, sabendo que vai perder, interrompe o processo e consegue abafar a história por um bom dinheiro em sigilo para o acusador. Que vantagem ela leva nisso? Impede que uma derrota pública deságue numa hemorragia de outros processos do gênero. O TikTok, por exemplo, acaba de fazer um “acordo” com um jovem de 15 anos, residente na Flórida, que acusou a rede social de danos à sua saúde mental causados pela dependência dos seus recursos.
É o segundo “acordo” que o garoto aceitou — o anterior, há alguns meses, foi com o Google, e pelos mesmos motivos. Mas ele ainda tem mais dois em andamento, contra o Meta e o Snapchat, e não importa que, em vez de vencê-los, ele aceite mais “acordos”. Ficará caracterizado que as redes sociais podem ser desafiadas por quem sinta sua saúde lesada por elas. O julgamento já está em curso em Los Angeles e, de seu resultado, devem pipocar inúmeras ações acusando as redes de provocar dependência psíquica.
Alguém dirá que o garoto é um esperto aproveitador e que, se não quisesse que as redes sociais lhe provocassem dependência, era só “saber usá-las”. Assim como acontece com o álcool e as drogas, os leigos acreditam que seja uma questão de moderação, “força de vontade”. Não aceitam que, uma vez instaurada a dependência, não se trata mais de saber ou não usá-los, e muito menos com moderação. O dependente não tem escolha — por isso é dependente — e ninguém está a salvo de se tornar um.
Os fabricantes de bebidas e cigarros e os traficantes de drogas sabem do que seus produtos são feitos e os efeitos que provocam a médio prazo. Tanto quanto eles, as redes sociais também sabem do estresse, depressão, ansiedade, insatisfação com o próprio corpo, ideias suicidas, submissão à luz da tela, pavor de se ver sem o celular e outras consequências de seu uso, mesmo “moderado”. É o que as torna trilionárias.
Um jovem luta contra o Godzilla digital. Eu torço por ele
CASTRO, Ruy. Contra o Godzilla digital. Folha de S. Paulo, São Paulo, 9 ago. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/08/contra-o-godzilladigital.shtml. Acesso em: 31 ago. 2026.
Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
Contra o Godzilla digital
Nos EUA, é assim. Quando um caso judicial é encerrado mediante “acordo”, significa que a parte acusada, sabendo que vai perder, interrompe o processo e consegue abafar a história por um bom dinheiro em sigilo para o acusador. Que vantagem ela leva nisso? Impede que uma derrota pública deságue numa hemorragia de outros processos do gênero. O TikTok, por exemplo, acaba de fazer um “acordo” com um jovem de 15 anos, residente na Flórida, que acusou a rede social de danos à sua saúde mental causados pela dependência dos seus recursos.
É o segundo “acordo” que o garoto aceitou — o anterior, há alguns meses, foi com o Google, e pelos mesmos motivos. Mas ele ainda tem mais dois em andamento, contra o Meta e o Snapchat, e não importa que, em vez de vencê-los, ele aceite mais “acordos”. Ficará caracterizado que as redes sociais podem ser desafiadas por quem sinta sua saúde lesada por elas. O julgamento já está em curso em Los Angeles e, de seu resultado, devem pipocar inúmeras ações acusando as redes de provocar dependência psíquica.
Alguém dirá que o garoto é um esperto aproveitador e que, se não quisesse que as redes sociais lhe provocassem dependência, era só “saber usá-las”. Assim como acontece com o álcool e as drogas, os leigos acreditam que seja uma questão de moderação, “força de vontade”. Não aceitam que, uma vez instaurada a dependência, não se trata mais de saber ou não usá-los, e muito menos com moderação. O dependente não tem escolha — por isso é dependente — e ninguém está a salvo de se tornar um.
Os fabricantes de bebidas e cigarros e os traficantes de drogas sabem do que seus produtos são feitos e os efeitos que provocam a médio prazo. Tanto quanto eles, as redes sociais também sabem do estresse, depressão, ansiedade, insatisfação com o próprio corpo, ideias suicidas, submissão à luz da tela, pavor de se ver sem o celular e outras consequências de seu uso, mesmo “moderado”. É o que as torna trilionárias.
Um jovem luta contra o Godzilla digital. Eu torço por ele
CASTRO, Ruy. Contra o Godzilla digital. Folha de S. Paulo, São Paulo, 9 ago. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/08/contra-o-godzilladigital.shtml. Acesso em: 31 ago. 2026.
Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Sou compulsiva, eu sei. Limpeza e arrumação.
Todos os dias boto a mesa, tiro a mesa. Café, almoço, jantar. E pilhas de louças na pia, e espumas redentoras.
Todos os dias entro nos quartos, desfaço camas, desarrumo berços, lençóis ao alto como vela. Para tudo arrumar depois, alisando colchas de crochê.
Sou caprichosa, eu sei. Desce o pó sobre os móveis. Que eu colho na flanela. Escurecem-se as pratas. Que eu esfrego com a camurça. A aranha tece. Que eu enxoto. A traça rói. Que eu esmago. O cupim voa. Que eu afogo na água da tigela sob a luz.
E de vassoura em punho gasto tapetes persas.
Sou perseverante, eu sei. À mesa que ponho ninguém senta. Nas camas que arrumo ninguém dorme. Não há ninguém nesta casa, vazia há tanto tempo.
Mas sem tarefas domésticas, como preencher de feminina honradez a minha vida?
COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986
Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Sou compulsiva, eu sei. Limpeza e arrumação.
Todos os dias boto a mesa, tiro a mesa. Café, almoço, jantar. E pilhas de louças na pia, e espumas redentoras.
Todos os dias entro nos quartos, desfaço camas, desarrumo berços, lençóis ao alto como vela. Para tudo arrumar depois, alisando colchas de crochê.
Sou caprichosa, eu sei. Desce o pó sobre os móveis. Que eu colho na flanela. Escurecem-se as pratas. Que eu esfrego com a camurça. A aranha tece. Que eu enxoto. A traça rói. Que eu esmago. O cupim voa. Que eu afogo na água da tigela sob a luz.
E de vassoura em punho gasto tapetes persas.
Sou perseverante, eu sei. À mesa que ponho ninguém senta. Nas camas que arrumo ninguém dorme. Não há ninguém nesta casa, vazia há tanto tempo.
Mas sem tarefas domésticas, como preencher de feminina honradez a minha vida?
COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986
Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Sou compulsiva, eu sei. Limpeza e arrumação.
Todos os dias boto a mesa, tiro a mesa. Café, almoço, jantar. E pilhas de louças na pia, e espumas redentoras.
Todos os dias entro nos quartos, desfaço camas, desarrumo berços, lençóis ao alto como vela. Para tudo arrumar depois, alisando colchas de crochê.
Sou caprichosa, eu sei. Desce o pó sobre os móveis. Que eu colho na flanela. Escurecem-se as pratas. Que eu esfrego com a camurça. A aranha tece. Que eu enxoto. A traça rói. Que eu esmago. O cupim voa. Que eu afogo na água da tigela sob a luz.
E de vassoura em punho gasto tapetes persas.
Sou perseverante, eu sei. À mesa que ponho ninguém senta. Nas camas que arrumo ninguém dorme. Não há ninguém nesta casa, vazia há tanto tempo.
Mas sem tarefas domésticas, como preencher de feminina honradez a minha vida?
COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986
Leia o texto a seguir.
Uma flor, o Quincas Borba. Nunca em minha infância, nunca em toda a minha vida, achei um menino mais gracioso, inventivo e travesso. Era a flor, e não já da escola, senão de toda a cidade. A mãe, viúva, com alguma cousa de seu, adorava o filho e trazia-o amimado, asseado, enfeitado, com um vistoso pajem atrás, um pajem que nos deixava gazear a escola, ir caçar ninhos de pássaros, ou perseguir lagartixas nos morros do Livramento e da Conceição, ou simplesmente arruar, à toa, como dous peraltas sem emprego.
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ateliê Editorial, 1998. p. 94.
Releia o trecho “A mãe, viúva, com alguma cousa de seu, adorava o filho e trazia-o amimado, asseado, enfeitado, com um vistoso pajem atrás”. Nesse trecho, considerando a construção em torno da forma verbal “trazia-o”, o pronome oblíquo “o” e os termos “amimado, asseado, enfeitado” exercem, respectivamente, as funções sintáticas de
Leia o texto a seguir.
Disponível em: https://agencia.go.gov.br/estado-prepara-escolas-paraperiodos-de-calor-intenso/. Acesso em 01 set. 2026.
Um exemplo de medida eficiente para enfrentar o aquecimento global de forma responsável nas escolas é