Questões de Concurso Público Prefeitura de Sítio do Mato - BA 2026 para Professor (Geografia)

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Q4171968 Português
TEXTO I


O pomo

Desde a instalação da República o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo

Alexandre Garcia




O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, em 13 de maio de 1888 / Foto: Domínio Público.


    No 13 de maio, como em todos os anos, refizeram-se discussões sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, há 138 anos. A Princesa Isabel, como regente, pois o pai, Pedro II, estava fora do Brasil, enviou o projeto ao Parlamento numa terça-feira, a Câmara o aprovou na quinta e o Senado no domingo. No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar. O Senado trabalhou até no domingo. Porque o pomo estava maduro e era hora de colher o fim da escravidão. A Independência também foi a colheita de um pomo que já estava maduro. Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não esperasse mais: “O pomo está maduro; colhei-o já, senão apodrece”. Mas a Monarquia foi derrubada e a República passou a perder um pomo precioso atrás de outro, deixando-os apodrecer.

  Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto. Lutamos na Itália, lá deixamos sangue, rompemos a Linha Gótica da defesa alemã, ensinamos os americanos a tomar uma cidade e a conviver com vencidos e com a população, mas o Brasil anulou os vitoriosos antes mesmo de para cá voltarem. Os americanos retiraram os alemães do norte da África porque puderam usar o Trampolim da Vitória no saliente nordestino. Estávamos cotados para ser o sexto integrante do Conselho de Segurança, representando a América Latina. O pomo estava maduro e não soubemos colhê-lo naquela oportunidade. Até hoje fazemos discursos querendo o lugar.

    Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples. Uma comissão de notáveis parlamentares fez o trabalho. Reformas administrativa, tributária, previdenciária, trabalhista, política, aproveitando os defeitos que a experiência mostrava. Pomo maduro. Não colhemos porque o senador Orestes Quércia julgou que reduziria o número de municípios. Até hoje lutamos por causa do apodrecimento dos tributos, previdência, polícia, administração.

   Nos anos 1990, o deputado federal Flávio Rocha trouxe ao debate nacional o imposto único. O Brasil seria um gigantesco paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de bilhões de dólares procuravam um país para pousar. Mas a banca ameaçou os políticos de não financiar campanhas eleitorais, e o projeto que poderia converter o Brasil num país de primeiríssimo mundo foi para o lixo. E o Brasil também. Parece que somos masoquistas.

    A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas não os colhemos. Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a terras a oeste, percebeu que havia um pomo maduro do outro lado do mar e aquém do meridiano de Tordesilhas, e mandou o nobre Pedr’Álvares Cabral colher o fruto imediatamente. Parece que perdemos a vocação portuguesa da colheita, por último praticada pela Princesa Imperial Isabel. Agora somos uma árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos, seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo também. 


Fonte: Garcia Alexandre. O pomo. https://revistaoeste.com/revista/edicao-322/o-pomo/ (adaptado).
De acordo com a leitura do texto I, é correto afirmar que o autor:
Alternativas
Q4171969 Português
TEXTO I


O pomo

Desde a instalação da República o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo

Alexandre Garcia




O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, em 13 de maio de 1888 / Foto: Domínio Público.


    No 13 de maio, como em todos os anos, refizeram-se discussões sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, há 138 anos. A Princesa Isabel, como regente, pois o pai, Pedro II, estava fora do Brasil, enviou o projeto ao Parlamento numa terça-feira, a Câmara o aprovou na quinta e o Senado no domingo. No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar. O Senado trabalhou até no domingo. Porque o pomo estava maduro e era hora de colher o fim da escravidão. A Independência também foi a colheita de um pomo que já estava maduro. Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não esperasse mais: “O pomo está maduro; colhei-o já, senão apodrece”. Mas a Monarquia foi derrubada e a República passou a perder um pomo precioso atrás de outro, deixando-os apodrecer.

  Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto. Lutamos na Itália, lá deixamos sangue, rompemos a Linha Gótica da defesa alemã, ensinamos os americanos a tomar uma cidade e a conviver com vencidos e com a população, mas o Brasil anulou os vitoriosos antes mesmo de para cá voltarem. Os americanos retiraram os alemães do norte da África porque puderam usar o Trampolim da Vitória no saliente nordestino. Estávamos cotados para ser o sexto integrante do Conselho de Segurança, representando a América Latina. O pomo estava maduro e não soubemos colhê-lo naquela oportunidade. Até hoje fazemos discursos querendo o lugar.

    Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples. Uma comissão de notáveis parlamentares fez o trabalho. Reformas administrativa, tributária, previdenciária, trabalhista, política, aproveitando os defeitos que a experiência mostrava. Pomo maduro. Não colhemos porque o senador Orestes Quércia julgou que reduziria o número de municípios. Até hoje lutamos por causa do apodrecimento dos tributos, previdência, polícia, administração.

   Nos anos 1990, o deputado federal Flávio Rocha trouxe ao debate nacional o imposto único. O Brasil seria um gigantesco paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de bilhões de dólares procuravam um país para pousar. Mas a banca ameaçou os políticos de não financiar campanhas eleitorais, e o projeto que poderia converter o Brasil num país de primeiríssimo mundo foi para o lixo. E o Brasil também. Parece que somos masoquistas.

    A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas não os colhemos. Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a terras a oeste, percebeu que havia um pomo maduro do outro lado do mar e aquém do meridiano de Tordesilhas, e mandou o nobre Pedr’Álvares Cabral colher o fruto imediatamente. Parece que perdemos a vocação portuguesa da colheita, por último praticada pela Princesa Imperial Isabel. Agora somos uma árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos, seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo também. 


Fonte: Garcia Alexandre. O pomo. https://revistaoeste.com/revista/edicao-322/o-pomo/ (adaptado).
Pode-se dizer estruturalmente sobre o texto I que este:
Alternativas
Q4171970 Não definido
TEXTO I


O pomo

Desde a instalação da República o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo

Alexandre Garcia




O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, em 13 de maio de 1888 / Foto: Domínio Público.


    No 13 de maio, como em todos os anos, refizeram-se discussões sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, há 138 anos. A Princesa Isabel, como regente, pois o pai, Pedro II, estava fora do Brasil, enviou o projeto ao Parlamento numa terça-feira, a Câmara o aprovou na quinta e o Senado no domingo. No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar. O Senado trabalhou até no domingo. Porque o pomo estava maduro e era hora de colher o fim da escravidão. A Independência também foi a colheita de um pomo que já estava maduro. Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não esperasse mais: “O pomo está maduro; colhei-o já, senão apodrece”. Mas a Monarquia foi derrubada e a República passou a perder um pomo precioso atrás de outro, deixando-os apodrecer.

  Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto. Lutamos na Itália, lá deixamos sangue, rompemos a Linha Gótica da defesa alemã, ensinamos os americanos a tomar uma cidade e a conviver com vencidos e com a população, mas o Brasil anulou os vitoriosos antes mesmo de para cá voltarem. Os americanos retiraram os alemães do norte da África porque puderam usar o Trampolim da Vitória no saliente nordestino. Estávamos cotados para ser o sexto integrante do Conselho de Segurança, representando a América Latina. O pomo estava maduro e não soubemos colhê-lo naquela oportunidade. Até hoje fazemos discursos querendo o lugar.

    Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples. Uma comissão de notáveis parlamentares fez o trabalho. Reformas administrativa, tributária, previdenciária, trabalhista, política, aproveitando os defeitos que a experiência mostrava. Pomo maduro. Não colhemos porque o senador Orestes Quércia julgou que reduziria o número de municípios. Até hoje lutamos por causa do apodrecimento dos tributos, previdência, polícia, administração.

   Nos anos 1990, o deputado federal Flávio Rocha trouxe ao debate nacional o imposto único. O Brasil seria um gigantesco paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de bilhões de dólares procuravam um país para pousar. Mas a banca ameaçou os políticos de não financiar campanhas eleitorais, e o projeto que poderia converter o Brasil num país de primeiríssimo mundo foi para o lixo. E o Brasil também. Parece que somos masoquistas.

    A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas não os colhemos. Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a terras a oeste, percebeu que havia um pomo maduro do outro lado do mar e aquém do meridiano de Tordesilhas, e mandou o nobre Pedr’Álvares Cabral colher o fruto imediatamente. Parece que perdemos a vocação portuguesa da colheita, por último praticada pela Princesa Imperial Isabel. Agora somos uma árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos, seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo também. 


Fonte: Garcia Alexandre. O pomo. https://revistaoeste.com/revista/edicao-322/o-pomo/ (adaptado).
“Agora somos uma árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos, seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo também.” (5º par.) A partir da leitura do texto I, é correto dizer que cada fragmento a seguir exemplifica, por meio de várias passagens históricas, uma relação estreita de sentido com a afirmação citada acima, EXCETO a que se apresenta em.
Alternativas
Q4171971 Português
TEXTO I


O pomo

Desde a instalação da República o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo

Alexandre Garcia




O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, em 13 de maio de 1888 / Foto: Domínio Público.


    No 13 de maio, como em todos os anos, refizeram-se discussões sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, há 138 anos. A Princesa Isabel, como regente, pois o pai, Pedro II, estava fora do Brasil, enviou o projeto ao Parlamento numa terça-feira, a Câmara o aprovou na quinta e o Senado no domingo. No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar. O Senado trabalhou até no domingo. Porque o pomo estava maduro e era hora de colher o fim da escravidão. A Independência também foi a colheita de um pomo que já estava maduro. Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não esperasse mais: “O pomo está maduro; colhei-o já, senão apodrece”. Mas a Monarquia foi derrubada e a República passou a perder um pomo precioso atrás de outro, deixando-os apodrecer.

  Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto. Lutamos na Itália, lá deixamos sangue, rompemos a Linha Gótica da defesa alemã, ensinamos os americanos a tomar uma cidade e a conviver com vencidos e com a população, mas o Brasil anulou os vitoriosos antes mesmo de para cá voltarem. Os americanos retiraram os alemães do norte da África porque puderam usar o Trampolim da Vitória no saliente nordestino. Estávamos cotados para ser o sexto integrante do Conselho de Segurança, representando a América Latina. O pomo estava maduro e não soubemos colhê-lo naquela oportunidade. Até hoje fazemos discursos querendo o lugar.

    Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples. Uma comissão de notáveis parlamentares fez o trabalho. Reformas administrativa, tributária, previdenciária, trabalhista, política, aproveitando os defeitos que a experiência mostrava. Pomo maduro. Não colhemos porque o senador Orestes Quércia julgou que reduziria o número de municípios. Até hoje lutamos por causa do apodrecimento dos tributos, previdência, polícia, administração.

   Nos anos 1990, o deputado federal Flávio Rocha trouxe ao debate nacional o imposto único. O Brasil seria um gigantesco paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de bilhões de dólares procuravam um país para pousar. Mas a banca ameaçou os políticos de não financiar campanhas eleitorais, e o projeto que poderia converter o Brasil num país de primeiríssimo mundo foi para o lixo. E o Brasil também. Parece que somos masoquistas.

    A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas não os colhemos. Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a terras a oeste, percebeu que havia um pomo maduro do outro lado do mar e aquém do meridiano de Tordesilhas, e mandou o nobre Pedr’Álvares Cabral colher o fruto imediatamente. Parece que perdemos a vocação portuguesa da colheita, por último praticada pela Princesa Imperial Isabel. Agora somos uma árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos, seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo também. 


Fonte: Garcia Alexandre. O pomo. https://revistaoeste.com/revista/edicao-322/o-pomo/ (adaptado).
Leia as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede:

( ) Em “No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar.” (1º par.), o pronome oblíquo átono em destaque cumpre papel anafórico alusivo à expressão Lei Áurea a fim de exercer função de Objeto direto.
( ) Em “Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não esperasse mais: ‘O pomo está maduro; colhei-o já, senão apodrece’.” (1º par.), o trecho em destaque seria gramaticalmente reescrito, mantendo o seu valor semântico, pela seguinte proposta: “Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou-lhe mensagem para que não esperasse mais: “O pomo está maduro; o colhei já, se não apodrece”.
( ) Em “Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto.” (2º par.), as expressões em destaque sofreram respectivamente os seguintes processos de formação de palavras: Sigla e Derivação Regressiva
( ) Em “Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples.” (3º par.), os vocábulos em destaque possuem sufixos diversos, porém utilizados com o mesmo propósito de formação de Substantivos derivados.
( ) Em “O Brasil seria um gigantesco paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de bilhões de dólares procuravam um país para pousar.” (4º par.), as expressões destacadas foram acentuadas devido à mesma regra, embora possuam tonicidade silábica distinta.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que a sequência correta, pela ordem, está presente em: 
Alternativas
Q4171972 Português
TEXTO I


O pomo

Desde a instalação da República o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo

Alexandre Garcia




O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, em 13 de maio de 1888 / Foto: Domínio Público.


    No 13 de maio, como em todos os anos, refizeram-se discussões sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, há 138 anos. A Princesa Isabel, como regente, pois o pai, Pedro II, estava fora do Brasil, enviou o projeto ao Parlamento numa terça-feira, a Câmara o aprovou na quinta e o Senado no domingo. No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar. O Senado trabalhou até no domingo. Porque o pomo estava maduro e era hora de colher o fim da escravidão. A Independência também foi a colheita de um pomo que já estava maduro. Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não esperasse mais: “O pomo está maduro; colhei-o já, senão apodrece”. Mas a Monarquia foi derrubada e a República passou a perder um pomo precioso atrás de outro, deixando-os apodrecer.

  Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto. Lutamos na Itália, lá deixamos sangue, rompemos a Linha Gótica da defesa alemã, ensinamos os americanos a tomar uma cidade e a conviver com vencidos e com a população, mas o Brasil anulou os vitoriosos antes mesmo de para cá voltarem. Os americanos retiraram os alemães do norte da África porque puderam usar o Trampolim da Vitória no saliente nordestino. Estávamos cotados para ser o sexto integrante do Conselho de Segurança, representando a América Latina. O pomo estava maduro e não soubemos colhê-lo naquela oportunidade. Até hoje fazemos discursos querendo o lugar.

    Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples. Uma comissão de notáveis parlamentares fez o trabalho. Reformas administrativa, tributária, previdenciária, trabalhista, política, aproveitando os defeitos que a experiência mostrava. Pomo maduro. Não colhemos porque o senador Orestes Quércia julgou que reduziria o número de municípios. Até hoje lutamos por causa do apodrecimento dos tributos, previdência, polícia, administração.

   Nos anos 1990, o deputado federal Flávio Rocha trouxe ao debate nacional o imposto único. O Brasil seria um gigantesco paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de bilhões de dólares procuravam um país para pousar. Mas a banca ameaçou os políticos de não financiar campanhas eleitorais, e o projeto que poderia converter o Brasil num país de primeiríssimo mundo foi para o lixo. E o Brasil também. Parece que somos masoquistas.

    A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas não os colhemos. Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a terras a oeste, percebeu que havia um pomo maduro do outro lado do mar e aquém do meridiano de Tordesilhas, e mandou o nobre Pedr’Álvares Cabral colher o fruto imediatamente. Parece que perdemos a vocação portuguesa da colheita, por último praticada pela Princesa Imperial Isabel. Agora somos uma árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos, seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo também. 


Fonte: Garcia Alexandre. O pomo. https://revistaoeste.com/revista/edicao-322/o-pomo/ (adaptado).
Analise cada afirmação abaixo sobre um elemento constitutivo do texto I, antes de julgar o que se pede.

I. Em “Desde a instalação da República, o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo” (subtítulo), nota-se em destaque uma perífrase verbal conjugada no Pretérito Perfeito do Indicativo.
II. Em “Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples.” (3º par.), o elemento coesivo em destaque foi usado para iniciar uma oração substantiva com função de objeto direto, sendo, portanto, um Pronome Relativo.
III. Em “Desde a instalação da República, o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo” (subtítulo), a expressão em destaque cumpre a função de complemento nominal do adjetivo no particípio “especializado”.
IV. Em “Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a terras a oeste...” (5º par.), está em destaque um verbo simples que se equivale morfológica e semanticamente à expressão “havia chegado”.
V. Em “A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas não os colhemos.” (5º par.), a conjunção coordenativa em destaque possui valor semântico de oposição e, por isso, poderia ser substituída pela expressão adversativa “todavia”, a fim de manter a correção gramatical do contexto.

A partir do que foi dito acima, pode-se dizer que se encontra correto o que foi afirmado somente em:
Alternativas
Q4171973 Matemática
Três professores — Ana, Bruno e Carla — receberam juntos R$ 48.000 por participarem de um projeto educacional. O pagamento será dividido proporcionalmente às horas trabalhadas por cada um:

● Ana trabalhou 60 horas.
● Bruno trabalhou 45 horas.
● Carla trabalhou 75 horas.

Qual será o valor recebido por cada professor?
Alternativas
Q4171974 Matemática
Um artesão fabrica pequenas bolas decorativas de vidro. Cada bola tem 8 cm de diâmetro. Ele deseja encher uma caixa com 5 bolas iguais e precisa saber qual é o volume total de vidro necessário para produzi-las. Qual é o volume total aproximado das 5 esferas? (Use π = 3,14)
Alternativas
Q4171975 Matemática
Uma empresa está criando um sistema de acesso para seus funcionários. A senha deve ser formada por dois algarismos distintos (de 0 a 9) e duas letras distintas (de A a Z). A ordem dos caracteres não pode ser alterada: primeiro vêm os dois algarismos e depois as duas letras. Quantas senhas diferentes podem ser criadas seguindo essas regras?
Alternativas
Q4171976 Matemática
Um motorista de aplicativo cobra uma tarifa fixa de R$ 8,00 por corrida, mais R$ 2,50 por quilômetro rodado. X é a quantidade de quilômetros percorridos. Qual é a função que representa o valor da corrida?
Alternativas
Q4171977 Matemática
Um aquário tem o formato de um paralelepípedo retângulo com as seguintes dimensões internas: Comprimento: 12 dm, Largura: 4 dm, Altura: 3 dm. Um técnico deseja medir a distância em linha reta entre o canto inferior de uma extremidade e o canto superior oposto do aquário, ou seja, a diagonal espacial. Qual é o comprimento dessa diagonal?
Alternativas
Q4171978 Noções de Informática
Durante a rotina de trabalho administrativo no Windows, um usuário precisa otimizar a organização de suas janelas na tela utilizando o recurso conhecido como Snap Assist (Ajuste Instantâneo). Para posicionar a janela ativa exatamente na metade esquerda da tela de forma automatizada, o usuário deve utilizar a seguinte combinação de teclas:
Alternativas
Q4171979 Arquitetura de Computadores
No que diz respeito à arquitetura de computadores e ao funcionamento dos componentes de hardware, a memória de um sistema computacional desempenha papéis distintos conforme sua volatilidade e velocidade. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4171980 Noções de Informática
No ambiente do processador de texto Microsoft Word (configuração padrão, idioma português do Brasil), o usuário frequentemente necessita utilizar recursos de formatação avançada e navegação para a estruturação de documentos longos. Com base nos conceitos e comandos do software, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4171981 Noções de Informática
Um usuário de correio eletrônico recebeu uma mensagem contendo uma proposta comercial legítima e decidiu utilizá-la como base para um novo contato. Para enviar a mensagem recebida exatamente da forma como ela está para um terceiro destinatário, sem alterar o conteúdo original e incluindo os anexos originais automaticamente, o usuário deve acionar o comando de:
Alternativas
Q4171982 Segurança da Informação
No cenário contemporâneo de ameaças digitais, o conhecimento de fraudes eletrônicas e ataques que visam enganar o usuário é vital para a governança de TI. A respeito do Phishing e de outras ameaças à segurança, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4171983 História e Geografia de Estados e Municípios
A constituição histórica dos municípios do interior baiano frequentemente está associada a processos de ocupação territorial ligados às atividades rurais, à presença de rios e à formação de pequenos núcleos populacionais. No caso de Sítio do Mato, tais elementos contribuíram para a construção de sua identidade social, econômica e administrativa ao longo do tempo. Com base nesse contexto, analise as afirmativas a seguir.

I. A formação territorial de Sítio do Mato guarda relação com a ocupação de áreas ribeirinhas e com o desenvolvimento de pequenas propriedades vinculadas às atividades agrícolas e ao cotidiano sertanejo.
II. A composição social do município foi influenciada por grupos ligados à agricultura familiar, à pesca e às práticas tradicionais desenvolvidas às margens dos rios da região.
III. O processo de emancipação política de Sítio do Mato ocorreu sem qualquer vinculação administrativa anterior com outro município baiano.
IV. A própria denominação do município remete à presença histórica de sítios, vegetação nativa e ocupações interioranas características do sertão baiano.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 
Alternativas
Q4171984 Conhecimentos Gerais
A segurança pública nos municípios brasileiros contemporâneos não se limita às ações repressivas, envolvendo também estratégias preventivas, integração institucional e fortalecimento das políticas sociais voltadas à proteção da coletividade. Em municípios de pequeno porte, como Sítio do Mato, a articulação entre os diferentes órgãos públicos torna-se fundamental para garantir a ordem social e o atendimento às demandas da população. Nesse cenário, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4171985 Conhecimentos Gerais
A compreensão dos aspectos sociais de um município exige análise de fatores relacionados à distribuição populacional, ao acesso aos serviços públicos, às condições econômicas e às políticas voltadas à redução das desigualdades. Em municípios do interior baiano, tais elementos costumam apresentar estreita relação com as características territoriais e com a presença significativa de comunidades rurais. Considerando a realidade social do Município de Sítio do Mato, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4171986 História e Geografia de Estados e Municípios
As manifestações culturais constituem importante elemento de preservação da memória coletiva, da identidade social e das tradições históricas de um povo. Em municípios interioranos do Nordeste brasileiro, as práticas culturais frequentemente refletem influências religiosas, comunitárias e sertanejas construídas ao longo das gerações. Sobre a cultura e as tradições do Município de Sítio do Mato, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4171987 História e Geografia de Estados e Municípios
Os aspectos geográficos de um município influenciam diretamente sua organização territorial, suas atividades econômicas, suas formas de ocupação humana e suas relações regionais. No caso de Sítio do Mato, elementos naturais e ambientais desempenham papel relevante na dinâmica social e no desenvolvimento local. Com base nessas informações, analise as afirmativas a seguir.

I. O município localiza-se no Estado da Bahia, integrando área associada ao Vale do São Francisco e às dinâmicas territoriais do Oeste baiano.
II. A presença de rios na região exerce influência sobre atividades econômicas, formas de ocupação do território e modos de vida da população local.
III. As características climáticas e ambientais do município não apresentam qualquer relação com o contexto do semiárido nordestino.
IV. A inserção regional de Sítio do Mato favorece conexões econômicas, sociais e territoriais com municípios vizinhos do interior baiano.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Respostas
1: B
2: E
3: A
4: D
5: C
6: C
7: A
8: D
9: C
10: B
11: E
12: B
13: D
14: D
15: C
16: A
17: C
18: C
19: E
20: B