A independência do Brasil — proclamada em 7 de
setembro de 1822 —, não representou ruptura
radical com a estrutura social e econômica colonial,
mantendo a escravidão, o latifúndio e a dependência
econômica externa como pilares da nova nação. O
historiador José Murilo de Carvalho, ao analisar a
construção do Estado imperial brasileiro, argumenta
que a elite política do Império compartilhava notável
homogeneidade ideológica e formativa. O elemento
de coesão dessa elite política imperial — que explica
a estabilidade institucional relativa do Brasil em
comparação às repúblicas hispano-americanas do
mesmo período —, foi a: