Questões de Concurso Público Prefeitura de Vitória - ES 2026 para Auditor de Atividades Urbanas - Consumo

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Q4312920 Não definido

A imagem a seguir retrata uma chamada para uma matéria em site jornalístico; analise-a.


Imagem associada para resolução da questão


Reconhecendo que, na linguagem contemporânea, os textos apresentam-se muitas vezes constituídos não apenas por elementos linguísticos, mas também visuais; assinale a afirmativa que apresenta correção acerca da imagem. 

Alternativas
Q4312921 Não definido
Texto para responder à questão.

Dia Internacional da Felicidade: entenda como a positividade tóxica pode prejudicar a saúde

    No dia 20 de março é comemorado o Dia Internacional da Felicidade. Durante décadas, a psicologia e a cultura popular difundiram a ideia de que pensar positivamente é uma ferramenta poderosa para mudar o rumo da vida e favorecer a realização dos desejos. De livros de autoajuda a frases inspiradoras nas redes sociais, a mensagem tem sido clara: a atitude é tudo. Assim surgiu uma corrente apoiada por psicólogos como Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que sustentava: “as emoções positivas promovem a resiliência, a criatividade e o bem-estar geral”.
    “Mantenha o rosto voltado para a luz do sol e você não verá as sombras”, aconselhava Helen Keller, ativista norte- -americana que se tornou um símbolo de superação. No entanto, o que acontece quando o sol cega – e as sombras que ignoramos começam a pesar mais do que a própria luz?
     Os cientistas encontraram base sólida para isso. A psicologia positiva, surgida no fim dos anos 1990, trouxe evidências contundentes sobre os benefícios de cultivar a gratidão, o otimismo e a esperança. Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte, liderado pela psicóloga Barbara Fredrickson, “as emoções positivas ampliam nossa capacidade de pensamento e ação, ajudando a construir recursos pessoais de longo prazo”.
    Do ponto de vista fisiológico, as emoções agradáveis também melhoram a saúde física. A Clínica Mayo destacou em uma de suas últimas pesquisas que pessoas otimistas apresentam menores níveis de cortisol, pressão arterial mais baixa e risco reduzido de doenças cardiovasculares. Uma meta-análise da Universidade de Harvard constatou que o otimismo pode aumentar em até 15% a expectativa de vida.
    Porém, o auge dessa visão trouxe efeitos colaterais inesperados. A necessidade de “estar bem” transformou-se em um mandato social, fortemente enraizado em ambientes de trabalho, na educação, nas relações afetivas e, especialmente, nas redes sociais. O otimismo, em muitos casos, deixou de ser um recurso pessoal para se tornar uma obrigação coletiva.
    – Na cultura atual, o otimismo permanente se tornou quase uma obrigação. Redes sociais, mensagens motivacionais e livros de autoajuda repetem mantras como “se você quiser, você pode”, instalando a ideia de que sentir tristeza, raiva ou frustração é um erro – diz Roxana Rostán, psicóloga da Fundação Aiglé.
        Esse é o conceito que começa a preocupar os especialistas: quando a mensagem de bem-estar se transforma em imposição, surge o que hoje se chama de positividade tóxica.
    O problema é que nela não há espaço para a dúvida, o medo ou a frustração. Tudo deve ser rapidamente transformado em lição, aprendizado ou gratidão. Essa exigência emocional, longe de promover saúde mental, pode gerar desconexão interna e um profundo vazio emocional.
    Pesquisadores como Erica Anderson, especialista em Psicologia Cultural da Universidade do Sul da Califórnia, alertam que essa imposição emocional pode causar mais mal do que bem.
    – A positividade tóxica leva à supressão emocional crônica e isso impede o desenvolvimento de uma verdadeira resiliência – diz. Em outras palavras, não se trata de rejeitar o otimismo, mas de reconhecer quando ele se torna um véu que nos afasta da realidade.
    – Quando algo negativo acontece, as pessoas costumam dizer “veja o lado bom”. Embora bem-intencionados, esses comentários podem silenciar quem está sofrendo. Ignorar as emoções negativas não as faz desaparecer. Empurrá-las para debaixo do tapete mental só aumenta o sofrimento – acrescenta Anderson.
     Marisa G., arquiteta de 43 anos, lembra o momento em que a positividade deixou de ajudá-la. Após perder o emprego durante a pandemia, agarrou-se a todas as frases motivacionais, como “Isso é uma oportunidade” e “Tudo acontece por uma razão”. Evitava falar de medo e angústia porque achava que mostrar vulnerabilidade era fracassar.
     – Eu me obrigava a sorrir e agradecer todos os dias. Mas por dentro me sentia vazia, como se estivesse falhando por não ser feliz – conta.
     A história dela não é isolada. Um estudo da Universidade de Indiana, publicado no Journal of Communication and Media, revelou que mais de 68% dos jovens adultos sentem pressão para aparentar felicidade nas redes sociais, mesmo em momentos difíceis.
    –O mandamento de estar bem o tempo todo gera culpa e isolamento – explica o sociólogo Benjamin Crossley, autor da pesquisa.

     Do Centro de Saúde Mental do Campus de Ontário (Canadá) vem outra constatação: a positividade tóxica “anula emoções legítimas, dificulta a busca por apoio e alimenta uma cultura de silenciamento emocional”.
    Rostán acrescenta que, no ambiente de trabalho, essa cultura do “tudo bem” pode ser especialmente perigosa:
    – A exigência de manter o bom humor, mesmo em situações de esgotamento, aprofunda uma cultura que prioriza a produtividade em detrimento da saúde mental.
    Nas redes, influenciadores, celebridades e até marcas reforçam a narrativa de que tudo pode ser transformado com boa atitude. Mas o que acontece com quem não consegue fazê-lo?
    – Começa a surgir uma autocrítica feroz – diz o psicólogo Tomás D’Angelo, da Universidade de Buenos Aires. – As pessoas não apenas se sentem mal, mas se culpam por não conseguir mudar seu estado emocional.
    O preço é alto. Um estudo da Universidade de Oxford, liderado pela psicóloga Hannah Torres, mostrou que pessoas que suprimem emoções negativas com frequência têm 34% mais risco de ansiedade crônica e 23% mais chance de desenvolver transtornos psicossomáticos.
    – A “boa vibração” pode ser especialmente irritante para quem está atravessando profunda angústia – diz Torres. Ramiro T., bancário de 38 anos, conta que durante anos sentiu a pressão de ser o “positivo do grupo”. Sempre tinha uma frase para animar os colegas e minimizar as preocupações. Tudo mudou quando o pai adoeceu gravemente.
     – Eu achava que, se me deixasse ficar triste, os outros pensariam que estava desistindo. Mas manter essa fachada me desgastou. Na terapia aprendi que também está tudo bem não estar bem – diz.
     Existem abordagens terapêuticas que apoiam esse equilíbrio. Uma delas é o mindfulness. Segundo um estudo de Oxford, pessoas que praticam meditação consciente têm 28% menos reatividade emocional diante de situações adversas.

(Por: Flávia Tomaello. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/bem-estar/noticia. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)
O sinal de aspas nos 2º§ e 3º§ indicam e promovem, respectivamente:
Alternativas
Q4312922 Não definido
Texto para responder à questão.

Dia Internacional da Felicidade: entenda como a positividade tóxica pode prejudicar a saúde

    No dia 20 de março é comemorado o Dia Internacional da Felicidade. Durante décadas, a psicologia e a cultura popular difundiram a ideia de que pensar positivamente é uma ferramenta poderosa para mudar o rumo da vida e favorecer a realização dos desejos. De livros de autoajuda a frases inspiradoras nas redes sociais, a mensagem tem sido clara: a atitude é tudo. Assim surgiu uma corrente apoiada por psicólogos como Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que sustentava: “as emoções positivas promovem a resiliência, a criatividade e o bem-estar geral”.
    “Mantenha o rosto voltado para a luz do sol e você não verá as sombras”, aconselhava Helen Keller, ativista norte- -americana que se tornou um símbolo de superação. No entanto, o que acontece quando o sol cega – e as sombras que ignoramos começam a pesar mais do que a própria luz?
     Os cientistas encontraram base sólida para isso. A psicologia positiva, surgida no fim dos anos 1990, trouxe evidências contundentes sobre os benefícios de cultivar a gratidão, o otimismo e a esperança. Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte, liderado pela psicóloga Barbara Fredrickson, “as emoções positivas ampliam nossa capacidade de pensamento e ação, ajudando a construir recursos pessoais de longo prazo”.
    Do ponto de vista fisiológico, as emoções agradáveis também melhoram a saúde física. A Clínica Mayo destacou em uma de suas últimas pesquisas que pessoas otimistas apresentam menores níveis de cortisol, pressão arterial mais baixa e risco reduzido de doenças cardiovasculares. Uma meta-análise da Universidade de Harvard constatou que o otimismo pode aumentar em até 15% a expectativa de vida.
    Porém, o auge dessa visão trouxe efeitos colaterais inesperados. A necessidade de “estar bem” transformou-se em um mandato social, fortemente enraizado em ambientes de trabalho, na educação, nas relações afetivas e, especialmente, nas redes sociais. O otimismo, em muitos casos, deixou de ser um recurso pessoal para se tornar uma obrigação coletiva.
    – Na cultura atual, o otimismo permanente se tornou quase uma obrigação. Redes sociais, mensagens motivacionais e livros de autoajuda repetem mantras como “se você quiser, você pode”, instalando a ideia de que sentir tristeza, raiva ou frustração é um erro – diz Roxana Rostán, psicóloga da Fundação Aiglé.
        Esse é o conceito que começa a preocupar os especialistas: quando a mensagem de bem-estar se transforma em imposição, surge o que hoje se chama de positividade tóxica.
    O problema é que nela não há espaço para a dúvida, o medo ou a frustração. Tudo deve ser rapidamente transformado em lição, aprendizado ou gratidão. Essa exigência emocional, longe de promover saúde mental, pode gerar desconexão interna e um profundo vazio emocional.
    Pesquisadores como Erica Anderson, especialista em Psicologia Cultural da Universidade do Sul da Califórnia, alertam que essa imposição emocional pode causar mais mal do que bem.
    – A positividade tóxica leva à supressão emocional crônica e isso impede o desenvolvimento de uma verdadeira resiliência – diz. Em outras palavras, não se trata de rejeitar o otimismo, mas de reconhecer quando ele se torna um véu que nos afasta da realidade.
    – Quando algo negativo acontece, as pessoas costumam dizer “veja o lado bom”. Embora bem-intencionados, esses comentários podem silenciar quem está sofrendo. Ignorar as emoções negativas não as faz desaparecer. Empurrá-las para debaixo do tapete mental só aumenta o sofrimento – acrescenta Anderson.
     Marisa G., arquiteta de 43 anos, lembra o momento em que a positividade deixou de ajudá-la. Após perder o emprego durante a pandemia, agarrou-se a todas as frases motivacionais, como “Isso é uma oportunidade” e “Tudo acontece por uma razão”. Evitava falar de medo e angústia porque achava que mostrar vulnerabilidade era fracassar.
     – Eu me obrigava a sorrir e agradecer todos os dias. Mas por dentro me sentia vazia, como se estivesse falhando por não ser feliz – conta.
     A história dela não é isolada. Um estudo da Universidade de Indiana, publicado no Journal of Communication and Media, revelou que mais de 68% dos jovens adultos sentem pressão para aparentar felicidade nas redes sociais, mesmo em momentos difíceis.
    –O mandamento de estar bem o tempo todo gera culpa e isolamento – explica o sociólogo Benjamin Crossley, autor da pesquisa.

     Do Centro de Saúde Mental do Campus de Ontário (Canadá) vem outra constatação: a positividade tóxica “anula emoções legítimas, dificulta a busca por apoio e alimenta uma cultura de silenciamento emocional”.
    Rostán acrescenta que, no ambiente de trabalho, essa cultura do “tudo bem” pode ser especialmente perigosa:
    – A exigência de manter o bom humor, mesmo em situações de esgotamento, aprofunda uma cultura que prioriza a produtividade em detrimento da saúde mental.
    Nas redes, influenciadores, celebridades e até marcas reforçam a narrativa de que tudo pode ser transformado com boa atitude. Mas o que acontece com quem não consegue fazê-lo?
    – Começa a surgir uma autocrítica feroz – diz o psicólogo Tomás D’Angelo, da Universidade de Buenos Aires. – As pessoas não apenas se sentem mal, mas se culpam por não conseguir mudar seu estado emocional.
    O preço é alto. Um estudo da Universidade de Oxford, liderado pela psicóloga Hannah Torres, mostrou que pessoas que suprimem emoções negativas com frequência têm 34% mais risco de ansiedade crônica e 23% mais chance de desenvolver transtornos psicossomáticos.
    – A “boa vibração” pode ser especialmente irritante para quem está atravessando profunda angústia – diz Torres. Ramiro T., bancário de 38 anos, conta que durante anos sentiu a pressão de ser o “positivo do grupo”. Sempre tinha uma frase para animar os colegas e minimizar as preocupações. Tudo mudou quando o pai adoeceu gravemente.
     – Eu achava que, se me deixasse ficar triste, os outros pensariam que estava desistindo. Mas manter essa fachada me desgastou. Na terapia aprendi que também está tudo bem não estar bem – diz.
     Existem abordagens terapêuticas que apoiam esse equilíbrio. Uma delas é o mindfulness. Segundo um estudo de Oxford, pessoas que praticam meditação consciente têm 28% menos reatividade emocional diante de situações adversas.

(Por: Flávia Tomaello. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/bem-estar/noticia. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)
Considerando-se os 5º§ e 6º§ do texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4312923 Não definido
Texto para responder à questão.

Dia Internacional da Felicidade: entenda como a positividade tóxica pode prejudicar a saúde

    No dia 20 de março é comemorado o Dia Internacional da Felicidade. Durante décadas, a psicologia e a cultura popular difundiram a ideia de que pensar positivamente é uma ferramenta poderosa para mudar o rumo da vida e favorecer a realização dos desejos. De livros de autoajuda a frases inspiradoras nas redes sociais, a mensagem tem sido clara: a atitude é tudo. Assim surgiu uma corrente apoiada por psicólogos como Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que sustentava: “as emoções positivas promovem a resiliência, a criatividade e o bem-estar geral”.
    “Mantenha o rosto voltado para a luz do sol e você não verá as sombras”, aconselhava Helen Keller, ativista norte- -americana que se tornou um símbolo de superação. No entanto, o que acontece quando o sol cega – e as sombras que ignoramos começam a pesar mais do que a própria luz?
     Os cientistas encontraram base sólida para isso. A psicologia positiva, surgida no fim dos anos 1990, trouxe evidências contundentes sobre os benefícios de cultivar a gratidão, o otimismo e a esperança. Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte, liderado pela psicóloga Barbara Fredrickson, “as emoções positivas ampliam nossa capacidade de pensamento e ação, ajudando a construir recursos pessoais de longo prazo”.
    Do ponto de vista fisiológico, as emoções agradáveis também melhoram a saúde física. A Clínica Mayo destacou em uma de suas últimas pesquisas que pessoas otimistas apresentam menores níveis de cortisol, pressão arterial mais baixa e risco reduzido de doenças cardiovasculares. Uma meta-análise da Universidade de Harvard constatou que o otimismo pode aumentar em até 15% a expectativa de vida.
    Porém, o auge dessa visão trouxe efeitos colaterais inesperados. A necessidade de “estar bem” transformou-se em um mandato social, fortemente enraizado em ambientes de trabalho, na educação, nas relações afetivas e, especialmente, nas redes sociais. O otimismo, em muitos casos, deixou de ser um recurso pessoal para se tornar uma obrigação coletiva.
    – Na cultura atual, o otimismo permanente se tornou quase uma obrigação. Redes sociais, mensagens motivacionais e livros de autoajuda repetem mantras como “se você quiser, você pode”, instalando a ideia de que sentir tristeza, raiva ou frustração é um erro – diz Roxana Rostán, psicóloga da Fundação Aiglé.
        Esse é o conceito que começa a preocupar os especialistas: quando a mensagem de bem-estar se transforma em imposição, surge o que hoje se chama de positividade tóxica.
    O problema é que nela não há espaço para a dúvida, o medo ou a frustração. Tudo deve ser rapidamente transformado em lição, aprendizado ou gratidão. Essa exigência emocional, longe de promover saúde mental, pode gerar desconexão interna e um profundo vazio emocional.
    Pesquisadores como Erica Anderson, especialista em Psicologia Cultural da Universidade do Sul da Califórnia, alertam que essa imposição emocional pode causar mais mal do que bem.
    – A positividade tóxica leva à supressão emocional crônica e isso impede o desenvolvimento de uma verdadeira resiliência – diz. Em outras palavras, não se trata de rejeitar o otimismo, mas de reconhecer quando ele se torna um véu que nos afasta da realidade.
    – Quando algo negativo acontece, as pessoas costumam dizer “veja o lado bom”. Embora bem-intencionados, esses comentários podem silenciar quem está sofrendo. Ignorar as emoções negativas não as faz desaparecer. Empurrá-las para debaixo do tapete mental só aumenta o sofrimento – acrescenta Anderson.
     Marisa G., arquiteta de 43 anos, lembra o momento em que a positividade deixou de ajudá-la. Após perder o emprego durante a pandemia, agarrou-se a todas as frases motivacionais, como “Isso é uma oportunidade” e “Tudo acontece por uma razão”. Evitava falar de medo e angústia porque achava que mostrar vulnerabilidade era fracassar.
     – Eu me obrigava a sorrir e agradecer todos os dias. Mas por dentro me sentia vazia, como se estivesse falhando por não ser feliz – conta.
     A história dela não é isolada. Um estudo da Universidade de Indiana, publicado no Journal of Communication and Media, revelou que mais de 68% dos jovens adultos sentem pressão para aparentar felicidade nas redes sociais, mesmo em momentos difíceis.
    –O mandamento de estar bem o tempo todo gera culpa e isolamento – explica o sociólogo Benjamin Crossley, autor da pesquisa.

     Do Centro de Saúde Mental do Campus de Ontário (Canadá) vem outra constatação: a positividade tóxica “anula emoções legítimas, dificulta a busca por apoio e alimenta uma cultura de silenciamento emocional”.
    Rostán acrescenta que, no ambiente de trabalho, essa cultura do “tudo bem” pode ser especialmente perigosa:
    – A exigência de manter o bom humor, mesmo em situações de esgotamento, aprofunda uma cultura que prioriza a produtividade em detrimento da saúde mental.
    Nas redes, influenciadores, celebridades e até marcas reforçam a narrativa de que tudo pode ser transformado com boa atitude. Mas o que acontece com quem não consegue fazê-lo?
    – Começa a surgir uma autocrítica feroz – diz o psicólogo Tomás D’Angelo, da Universidade de Buenos Aires. – As pessoas não apenas se sentem mal, mas se culpam por não conseguir mudar seu estado emocional.
    O preço é alto. Um estudo da Universidade de Oxford, liderado pela psicóloga Hannah Torres, mostrou que pessoas que suprimem emoções negativas com frequência têm 34% mais risco de ansiedade crônica e 23% mais chance de desenvolver transtornos psicossomáticos.
    – A “boa vibração” pode ser especialmente irritante para quem está atravessando profunda angústia – diz Torres. Ramiro T., bancário de 38 anos, conta que durante anos sentiu a pressão de ser o “positivo do grupo”. Sempre tinha uma frase para animar os colegas e minimizar as preocupações. Tudo mudou quando o pai adoeceu gravemente.
     – Eu achava que, se me deixasse ficar triste, os outros pensariam que estava desistindo. Mas manter essa fachada me desgastou. Na terapia aprendi que também está tudo bem não estar bem – diz.
     Existem abordagens terapêuticas que apoiam esse equilíbrio. Uma delas é o mindfulness. Segundo um estudo de Oxford, pessoas que praticam meditação consciente têm 28% menos reatividade emocional diante de situações adversas.

(Por: Flávia Tomaello. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/bem-estar/noticia. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)
Os agrupamentos a seguir foram realizados utilizando vocábulos presentes no texto em análise. Considerando que o critério para que tais agrupamentos fossem feitos foi a mesma justificativa para acentuação gráfica dos vocábulos, assinale aquele cuja regra não foi observada.
Alternativas
Q4312924 Não definido
Texto para responder à questão.

Dia Internacional da Felicidade: entenda como a positividade tóxica pode prejudicar a saúde

    No dia 20 de março é comemorado o Dia Internacional da Felicidade. Durante décadas, a psicologia e a cultura popular difundiram a ideia de que pensar positivamente é uma ferramenta poderosa para mudar o rumo da vida e favorecer a realização dos desejos. De livros de autoajuda a frases inspiradoras nas redes sociais, a mensagem tem sido clara: a atitude é tudo. Assim surgiu uma corrente apoiada por psicólogos como Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que sustentava: “as emoções positivas promovem a resiliência, a criatividade e o bem-estar geral”.
    “Mantenha o rosto voltado para a luz do sol e você não verá as sombras”, aconselhava Helen Keller, ativista norte- -americana que se tornou um símbolo de superação. No entanto, o que acontece quando o sol cega – e as sombras que ignoramos começam a pesar mais do que a própria luz?
     Os cientistas encontraram base sólida para isso. A psicologia positiva, surgida no fim dos anos 1990, trouxe evidências contundentes sobre os benefícios de cultivar a gratidão, o otimismo e a esperança. Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte, liderado pela psicóloga Barbara Fredrickson, “as emoções positivas ampliam nossa capacidade de pensamento e ação, ajudando a construir recursos pessoais de longo prazo”.
    Do ponto de vista fisiológico, as emoções agradáveis também melhoram a saúde física. A Clínica Mayo destacou em uma de suas últimas pesquisas que pessoas otimistas apresentam menores níveis de cortisol, pressão arterial mais baixa e risco reduzido de doenças cardiovasculares. Uma meta-análise da Universidade de Harvard constatou que o otimismo pode aumentar em até 15% a expectativa de vida.
    Porém, o auge dessa visão trouxe efeitos colaterais inesperados. A necessidade de “estar bem” transformou-se em um mandato social, fortemente enraizado em ambientes de trabalho, na educação, nas relações afetivas e, especialmente, nas redes sociais. O otimismo, em muitos casos, deixou de ser um recurso pessoal para se tornar uma obrigação coletiva.
    – Na cultura atual, o otimismo permanente se tornou quase uma obrigação. Redes sociais, mensagens motivacionais e livros de autoajuda repetem mantras como “se você quiser, você pode”, instalando a ideia de que sentir tristeza, raiva ou frustração é um erro – diz Roxana Rostán, psicóloga da Fundação Aiglé.
        Esse é o conceito que começa a preocupar os especialistas: quando a mensagem de bem-estar se transforma em imposição, surge o que hoje se chama de positividade tóxica.
    O problema é que nela não há espaço para a dúvida, o medo ou a frustração. Tudo deve ser rapidamente transformado em lição, aprendizado ou gratidão. Essa exigência emocional, longe de promover saúde mental, pode gerar desconexão interna e um profundo vazio emocional.
    Pesquisadores como Erica Anderson, especialista em Psicologia Cultural da Universidade do Sul da Califórnia, alertam que essa imposição emocional pode causar mais mal do que bem.
    – A positividade tóxica leva à supressão emocional crônica e isso impede o desenvolvimento de uma verdadeira resiliência – diz. Em outras palavras, não se trata de rejeitar o otimismo, mas de reconhecer quando ele se torna um véu que nos afasta da realidade.
    – Quando algo negativo acontece, as pessoas costumam dizer “veja o lado bom”. Embora bem-intencionados, esses comentários podem silenciar quem está sofrendo. Ignorar as emoções negativas não as faz desaparecer. Empurrá-las para debaixo do tapete mental só aumenta o sofrimento – acrescenta Anderson.
     Marisa G., arquiteta de 43 anos, lembra o momento em que a positividade deixou de ajudá-la. Após perder o emprego durante a pandemia, agarrou-se a todas as frases motivacionais, como “Isso é uma oportunidade” e “Tudo acontece por uma razão”. Evitava falar de medo e angústia porque achava que mostrar vulnerabilidade era fracassar.
     – Eu me obrigava a sorrir e agradecer todos os dias. Mas por dentro me sentia vazia, como se estivesse falhando por não ser feliz – conta.
     A história dela não é isolada. Um estudo da Universidade de Indiana, publicado no Journal of Communication and Media, revelou que mais de 68% dos jovens adultos sentem pressão para aparentar felicidade nas redes sociais, mesmo em momentos difíceis.
    –O mandamento de estar bem o tempo todo gera culpa e isolamento – explica o sociólogo Benjamin Crossley, autor da pesquisa.

     Do Centro de Saúde Mental do Campus de Ontário (Canadá) vem outra constatação: a positividade tóxica “anula emoções legítimas, dificulta a busca por apoio e alimenta uma cultura de silenciamento emocional”.
    Rostán acrescenta que, no ambiente de trabalho, essa cultura do “tudo bem” pode ser especialmente perigosa:
    – A exigência de manter o bom humor, mesmo em situações de esgotamento, aprofunda uma cultura que prioriza a produtividade em detrimento da saúde mental.
    Nas redes, influenciadores, celebridades e até marcas reforçam a narrativa de que tudo pode ser transformado com boa atitude. Mas o que acontece com quem não consegue fazê-lo?
    – Começa a surgir uma autocrítica feroz – diz o psicólogo Tomás D’Angelo, da Universidade de Buenos Aires. – As pessoas não apenas se sentem mal, mas se culpam por não conseguir mudar seu estado emocional.
    O preço é alto. Um estudo da Universidade de Oxford, liderado pela psicóloga Hannah Torres, mostrou que pessoas que suprimem emoções negativas com frequência têm 34% mais risco de ansiedade crônica e 23% mais chance de desenvolver transtornos psicossomáticos.
    – A “boa vibração” pode ser especialmente irritante para quem está atravessando profunda angústia – diz Torres. Ramiro T., bancário de 38 anos, conta que durante anos sentiu a pressão de ser o “positivo do grupo”. Sempre tinha uma frase para animar os colegas e minimizar as preocupações. Tudo mudou quando o pai adoeceu gravemente.
     – Eu achava que, se me deixasse ficar triste, os outros pensariam que estava desistindo. Mas manter essa fachada me desgastou. Na terapia aprendi que também está tudo bem não estar bem – diz.
     Existem abordagens terapêuticas que apoiam esse equilíbrio. Uma delas é o mindfulness. Segundo um estudo de Oxford, pessoas que praticam meditação consciente têm 28% menos reatividade emocional diante de situações adversas.

(Por: Flávia Tomaello. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/bem-estar/noticia. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)
É correto afirmar que, em sua conclusão, o texto apresenta:
Alternativas
Q4312925 Não definido
Texto para responder à questão.

Dia Internacional da Felicidade: entenda como a positividade tóxica pode prejudicar a saúde

    No dia 20 de março é comemorado o Dia Internacional da Felicidade. Durante décadas, a psicologia e a cultura popular difundiram a ideia de que pensar positivamente é uma ferramenta poderosa para mudar o rumo da vida e favorecer a realização dos desejos. De livros de autoajuda a frases inspiradoras nas redes sociais, a mensagem tem sido clara: a atitude é tudo. Assim surgiu uma corrente apoiada por psicólogos como Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que sustentava: “as emoções positivas promovem a resiliência, a criatividade e o bem-estar geral”.
    “Mantenha o rosto voltado para a luz do sol e você não verá as sombras”, aconselhava Helen Keller, ativista norte- -americana que se tornou um símbolo de superação. No entanto, o que acontece quando o sol cega – e as sombras que ignoramos começam a pesar mais do que a própria luz?
     Os cientistas encontraram base sólida para isso. A psicologia positiva, surgida no fim dos anos 1990, trouxe evidências contundentes sobre os benefícios de cultivar a gratidão, o otimismo e a esperança. Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte, liderado pela psicóloga Barbara Fredrickson, “as emoções positivas ampliam nossa capacidade de pensamento e ação, ajudando a construir recursos pessoais de longo prazo”.
    Do ponto de vista fisiológico, as emoções agradáveis também melhoram a saúde física. A Clínica Mayo destacou em uma de suas últimas pesquisas que pessoas otimistas apresentam menores níveis de cortisol, pressão arterial mais baixa e risco reduzido de doenças cardiovasculares. Uma meta-análise da Universidade de Harvard constatou que o otimismo pode aumentar em até 15% a expectativa de vida.
    Porém, o auge dessa visão trouxe efeitos colaterais inesperados. A necessidade de “estar bem” transformou-se em um mandato social, fortemente enraizado em ambientes de trabalho, na educação, nas relações afetivas e, especialmente, nas redes sociais. O otimismo, em muitos casos, deixou de ser um recurso pessoal para se tornar uma obrigação coletiva.
    – Na cultura atual, o otimismo permanente se tornou quase uma obrigação. Redes sociais, mensagens motivacionais e livros de autoajuda repetem mantras como “se você quiser, você pode”, instalando a ideia de que sentir tristeza, raiva ou frustração é um erro – diz Roxana Rostán, psicóloga da Fundação Aiglé.
        Esse é o conceito que começa a preocupar os especialistas: quando a mensagem de bem-estar se transforma em imposição, surge o que hoje se chama de positividade tóxica.
    O problema é que nela não há espaço para a dúvida, o medo ou a frustração. Tudo deve ser rapidamente transformado em lição, aprendizado ou gratidão. Essa exigência emocional, longe de promover saúde mental, pode gerar desconexão interna e um profundo vazio emocional.
    Pesquisadores como Erica Anderson, especialista em Psicologia Cultural da Universidade do Sul da Califórnia, alertam que essa imposição emocional pode causar mais mal do que bem.
    – A positividade tóxica leva à supressão emocional crônica e isso impede o desenvolvimento de uma verdadeira resiliência – diz. Em outras palavras, não se trata de rejeitar o otimismo, mas de reconhecer quando ele se torna um véu que nos afasta da realidade.
    – Quando algo negativo acontece, as pessoas costumam dizer “veja o lado bom”. Embora bem-intencionados, esses comentários podem silenciar quem está sofrendo. Ignorar as emoções negativas não as faz desaparecer. Empurrá-las para debaixo do tapete mental só aumenta o sofrimento – acrescenta Anderson.
     Marisa G., arquiteta de 43 anos, lembra o momento em que a positividade deixou de ajudá-la. Após perder o emprego durante a pandemia, agarrou-se a todas as frases motivacionais, como “Isso é uma oportunidade” e “Tudo acontece por uma razão”. Evitava falar de medo e angústia porque achava que mostrar vulnerabilidade era fracassar.
     – Eu me obrigava a sorrir e agradecer todos os dias. Mas por dentro me sentia vazia, como se estivesse falhando por não ser feliz – conta.
     A história dela não é isolada. Um estudo da Universidade de Indiana, publicado no Journal of Communication and Media, revelou que mais de 68% dos jovens adultos sentem pressão para aparentar felicidade nas redes sociais, mesmo em momentos difíceis.
    –O mandamento de estar bem o tempo todo gera culpa e isolamento – explica o sociólogo Benjamin Crossley, autor da pesquisa.

     Do Centro de Saúde Mental do Campus de Ontário (Canadá) vem outra constatação: a positividade tóxica “anula emoções legítimas, dificulta a busca por apoio e alimenta uma cultura de silenciamento emocional”.
    Rostán acrescenta que, no ambiente de trabalho, essa cultura do “tudo bem” pode ser especialmente perigosa:
    – A exigência de manter o bom humor, mesmo em situações de esgotamento, aprofunda uma cultura que prioriza a produtividade em detrimento da saúde mental.
    Nas redes, influenciadores, celebridades e até marcas reforçam a narrativa de que tudo pode ser transformado com boa atitude. Mas o que acontece com quem não consegue fazê-lo?
    – Começa a surgir uma autocrítica feroz – diz o psicólogo Tomás D’Angelo, da Universidade de Buenos Aires. – As pessoas não apenas se sentem mal, mas se culpam por não conseguir mudar seu estado emocional.
    O preço é alto. Um estudo da Universidade de Oxford, liderado pela psicóloga Hannah Torres, mostrou que pessoas que suprimem emoções negativas com frequência têm 34% mais risco de ansiedade crônica e 23% mais chance de desenvolver transtornos psicossomáticos.
    – A “boa vibração” pode ser especialmente irritante para quem está atravessando profunda angústia – diz Torres. Ramiro T., bancário de 38 anos, conta que durante anos sentiu a pressão de ser o “positivo do grupo”. Sempre tinha uma frase para animar os colegas e minimizar as preocupações. Tudo mudou quando o pai adoeceu gravemente.
     – Eu achava que, se me deixasse ficar triste, os outros pensariam que estava desistindo. Mas manter essa fachada me desgastou. Na terapia aprendi que também está tudo bem não estar bem – diz.
     Existem abordagens terapêuticas que apoiam esse equilíbrio. Uma delas é o mindfulness. Segundo um estudo de Oxford, pessoas que praticam meditação consciente têm 28% menos reatividade emocional diante de situações adversas.

(Por: Flávia Tomaello. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/bem-estar/noticia. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)
Sobre a estruturação do texto apresentado, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4312926 Não definido
Texto para responder à questão.

Dia Internacional da Felicidade: entenda como a positividade tóxica pode prejudicar a saúde

    No dia 20 de março é comemorado o Dia Internacional da Felicidade. Durante décadas, a psicologia e a cultura popular difundiram a ideia de que pensar positivamente é uma ferramenta poderosa para mudar o rumo da vida e favorecer a realização dos desejos. De livros de autoajuda a frases inspiradoras nas redes sociais, a mensagem tem sido clara: a atitude é tudo. Assim surgiu uma corrente apoiada por psicólogos como Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que sustentava: “as emoções positivas promovem a resiliência, a criatividade e o bem-estar geral”.
    “Mantenha o rosto voltado para a luz do sol e você não verá as sombras”, aconselhava Helen Keller, ativista norte- -americana que se tornou um símbolo de superação. No entanto, o que acontece quando o sol cega – e as sombras que ignoramos começam a pesar mais do que a própria luz?
     Os cientistas encontraram base sólida para isso. A psicologia positiva, surgida no fim dos anos 1990, trouxe evidências contundentes sobre os benefícios de cultivar a gratidão, o otimismo e a esperança. Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte, liderado pela psicóloga Barbara Fredrickson, “as emoções positivas ampliam nossa capacidade de pensamento e ação, ajudando a construir recursos pessoais de longo prazo”.
    Do ponto de vista fisiológico, as emoções agradáveis também melhoram a saúde física. A Clínica Mayo destacou em uma de suas últimas pesquisas que pessoas otimistas apresentam menores níveis de cortisol, pressão arterial mais baixa e risco reduzido de doenças cardiovasculares. Uma meta-análise da Universidade de Harvard constatou que o otimismo pode aumentar em até 15% a expectativa de vida.
    Porém, o auge dessa visão trouxe efeitos colaterais inesperados. A necessidade de “estar bem” transformou-se em um mandato social, fortemente enraizado em ambientes de trabalho, na educação, nas relações afetivas e, especialmente, nas redes sociais. O otimismo, em muitos casos, deixou de ser um recurso pessoal para se tornar uma obrigação coletiva.
    – Na cultura atual, o otimismo permanente se tornou quase uma obrigação. Redes sociais, mensagens motivacionais e livros de autoajuda repetem mantras como “se você quiser, você pode”, instalando a ideia de que sentir tristeza, raiva ou frustração é um erro – diz Roxana Rostán, psicóloga da Fundação Aiglé.
        Esse é o conceito que começa a preocupar os especialistas: quando a mensagem de bem-estar se transforma em imposição, surge o que hoje se chama de positividade tóxica.
    O problema é que nela não há espaço para a dúvida, o medo ou a frustração. Tudo deve ser rapidamente transformado em lição, aprendizado ou gratidão. Essa exigência emocional, longe de promover saúde mental, pode gerar desconexão interna e um profundo vazio emocional.
    Pesquisadores como Erica Anderson, especialista em Psicologia Cultural da Universidade do Sul da Califórnia, alertam que essa imposição emocional pode causar mais mal do que bem.
    – A positividade tóxica leva à supressão emocional crônica e isso impede o desenvolvimento de uma verdadeira resiliência – diz. Em outras palavras, não se trata de rejeitar o otimismo, mas de reconhecer quando ele se torna um véu que nos afasta da realidade.
    – Quando algo negativo acontece, as pessoas costumam dizer “veja o lado bom”. Embora bem-intencionados, esses comentários podem silenciar quem está sofrendo. Ignorar as emoções negativas não as faz desaparecer. Empurrá-las para debaixo do tapete mental só aumenta o sofrimento – acrescenta Anderson.
     Marisa G., arquiteta de 43 anos, lembra o momento em que a positividade deixou de ajudá-la. Após perder o emprego durante a pandemia, agarrou-se a todas as frases motivacionais, como “Isso é uma oportunidade” e “Tudo acontece por uma razão”. Evitava falar de medo e angústia porque achava que mostrar vulnerabilidade era fracassar.
     – Eu me obrigava a sorrir e agradecer todos os dias. Mas por dentro me sentia vazia, como se estivesse falhando por não ser feliz – conta.
     A história dela não é isolada. Um estudo da Universidade de Indiana, publicado no Journal of Communication and Media, revelou que mais de 68% dos jovens adultos sentem pressão para aparentar felicidade nas redes sociais, mesmo em momentos difíceis.
    –O mandamento de estar bem o tempo todo gera culpa e isolamento – explica o sociólogo Benjamin Crossley, autor da pesquisa.

     Do Centro de Saúde Mental do Campus de Ontário (Canadá) vem outra constatação: a positividade tóxica “anula emoções legítimas, dificulta a busca por apoio e alimenta uma cultura de silenciamento emocional”.
    Rostán acrescenta que, no ambiente de trabalho, essa cultura do “tudo bem” pode ser especialmente perigosa:
    – A exigência de manter o bom humor, mesmo em situações de esgotamento, aprofunda uma cultura que prioriza a produtividade em detrimento da saúde mental.
    Nas redes, influenciadores, celebridades e até marcas reforçam a narrativa de que tudo pode ser transformado com boa atitude. Mas o que acontece com quem não consegue fazê-lo?
    – Começa a surgir uma autocrítica feroz – diz o psicólogo Tomás D’Angelo, da Universidade de Buenos Aires. – As pessoas não apenas se sentem mal, mas se culpam por não conseguir mudar seu estado emocional.
    O preço é alto. Um estudo da Universidade de Oxford, liderado pela psicóloga Hannah Torres, mostrou que pessoas que suprimem emoções negativas com frequência têm 34% mais risco de ansiedade crônica e 23% mais chance de desenvolver transtornos psicossomáticos.
    – A “boa vibração” pode ser especialmente irritante para quem está atravessando profunda angústia – diz Torres. Ramiro T., bancário de 38 anos, conta que durante anos sentiu a pressão de ser o “positivo do grupo”. Sempre tinha uma frase para animar os colegas e minimizar as preocupações. Tudo mudou quando o pai adoeceu gravemente.
     – Eu achava que, se me deixasse ficar triste, os outros pensariam que estava desistindo. Mas manter essa fachada me desgastou. Na terapia aprendi que também está tudo bem não estar bem – diz.
     Existem abordagens terapêuticas que apoiam esse equilíbrio. Uma delas é o mindfulness. Segundo um estudo de Oxford, pessoas que praticam meditação consciente têm 28% menos reatividade emocional diante de situações adversas.

(Por: Flávia Tomaello. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/bem-estar/noticia. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)
Acerca do título “Dia Internacional da Felicidade: entenda como a positividade tóxica pode prejudicar a saúde”, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4312927 Não definido
Após uma campanha de marketing bem-sucedida, Roberta percebeu que o número de seguidores em sua rede social passou a aumentar diariamente segundo uma progressão aritmética. Sabe-se que no primeiro dia após a campanha, ela possuía 2,7 milhões de seguidores e, no dia seguinte, a quantidade de seguidores observada dobrou. Nessas condições, o número de seguidores de Roberta no 4º dia após a campanha é: 
Alternativas
Q4312928 Não definido
Uma editora digital está organizando a revisão de um conjunto de manuscritos em quatro etapas:
• Na primeira etapa, será revisada a terça parte do total de manuscritos;
• Na segunda etapa, será revisada a quarta parte do total de manuscritos;
• Na terceira etapa, serão revisados três quintos dos manuscritos ainda não revisados; e
• Os manuscritos restantes serão revisados na última etapa.
Sendo assim, é correto afirmar que a quantidade de manuscritos revisados na segunda etapa corresponde, da quantidade revisada na última etapa, a: 
Alternativas
Q4312929 Não definido
Em um programa de bolsas de pesquisa, três estudantes serão premiados com um total de R$ 52.781,00, que será dividido de maneira inversamente proporcional ao número de erros cometidos em um teste de proficiência ao longo do semestre. Sabe-se que:
• O estudante A cometeu 18 erros;
• O estudante B cometeu 24 erros; e
• O estudante C cometeu 30 erros.
O valor recebido pelo estudante que cometeu menos erros é:
Alternativas
Q4312930 Não definido
Um chef de cozinha preparou um prato especial e desafiou seus aprendizes a adivinharem o único ingrediente secreto da receita. Ele deu as seguintes afirmações:
• O ingrediente secreto é sal;
• O ingrediente secreto não é açúcar;
• O ingrediente secreto é pimenta; e
• O ingrediente secreto não é alho. Considere que apenas uma dessas afirmações é falsa e, consequentemente, as demais são verdadeiras.
Assim, os aprendizes podem concluir, necessariamente, que o ingrediente secreto:
Alternativas
Q4312931 Não definido
Durante uma expedição arqueológica, um guia local diz ao explorador:
“O mapa não está enterrado no oásis ou a chave não está escondida na pirâmide”.
Considerando a lógica dessa afirmação, qual das alternativas relacionadas a seguir representa a negação do que o guia disse?
Alternativas
Q4312932 Não definido
Considere que uma empresa está gerando senhas temporárias para os seus usuários combinando 7 letras distintas, 5 dígitos possíveis e 4 símbolos diferentes. Cada senha é formada por 1 letra, 1 dígito e 1 símbolo, nessa ordem. Em determinado dia, foram geradas 157 senhas. Considerando as informações, o número de senhas que necessariamente foram repetidas é igual a: 
Alternativas
Q4312933 Não definido
Considere que as seguintes afirmações sejam verdadeiras:
• Se o relatório foi aprovado, então o pagamento foi liberado;
• Se o sistema de cadastro é on-line, então os funcionários precisam de treinamento; e
• O pagamento não foi liberado e o sistema de cadastro é on-line.
A partir dessas informações, pode-se concluir corretamente que os funcionários: 
Alternativas
Q4312934 Não definido
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social do município Gama instaurou procedimento administrativo com o objetivo de apurar possíveis irregularidades na concessão e manutenção de benefícios assistenciais do Programa Bolsa Família por famílias residentes no município. Para verificar a renda familiar e a composição do núcleo familiar dos beneficiários, o órgão municipal solicitou à Secretaria Municipal de Saúde e à Secretaria Municipal de Educação o compartilhamento de dados constantes de seus cadastros administrativos, tais como endereço atualizado, matrícula escolar de crianças e adolescentes e registros de acompanhamento em programas de saúde pública. Um dos beneficiários, ao tomar conhecimento da medida, ajuizou uma ação, alegando que o compartilhamento dessas informações violaria o seu direito à proteção de dados pessoais. Considerando a Constituição Federal de 1988, a Lei nº 13.709/2018 – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) – e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da proteção de dados pessoais, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4312935 Não definido
Considere, hipoteticamente, que, durante fiscalização realizada no município de Vitória, um auditor de atividades urbanas constatou que um estabelecimento industrial de tingimento têxtil, atividade considerada potencialmente poluidora, encontrava-se em funcionamento sem a devida obtenção do licenciamento ambiental junto ao órgão municipal competente. Diante da irregularidade, foi lavrado auto de infração, com aplicação de multa e fixação de prazo para regularização. Na ocasião, o responsável pelo empreendimento alegou a inconstitucionalidade da atuação fiscalizatória municipal, sustentando que a proteção ao meio ambiente e o combate à poluição seriam de competência apenas da União, dos estados e do Distrito Federal.
Considerando a organização do Estado brasileiro e a repartição constitucional de competências, é correto afirmar que a fiscalização municipal é: 
Alternativas
Q4312936 Não definido
Após o recebimento de denúncia formulada por moradores acerca da realização de obra possivelmente irregular em um imóvel localizado na região central do município de Vitória, um auditor de atividades urbanas da Secretaria de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (SEDEC) dirigiu-se ao local para realizar a devida fiscalização. Durante a diligência, o agente público verificou que estavam sendo executadas intervenções estruturais na edificação, sem a expedição do correspondente alvará de execução pelo município, que sequer havia sido informado da existência da referida obra. Constatada a irregularidade, o auditor lavrou o auto de intimação e determinou o embargo da obra até a regularização da licença, advertindo o responsável técnico que o descumprimento da ordem ensejaria a aplicação de multa administrativa, conforme previsto na legislação municipal. Inconformado com a medida, o proprietário do imóvel alegou que a atuação do auditor seria inconstitucional, sustentando que o município não poderia impor restrições ao exercício do direito de propriedade. Tendo em vista o caso hipotético, à luz da Constituição da República de 1988, a atuação do auditor de atividades urbanas é:
Alternativas
Q4312937 Não definido
Durante fiscalização realizada em uma clínica de estética, um auditor de atividades urbanas constatou que determinada responsável técnica realizava procedimentos privativos de biomedicina sem, contudo, possuir o registro no competente conselho profissional. Ao ser indagada acerca da irregularidade, esta alegou que a Constituição Federal assegura a liberdade de exercício profissional, razão pela qual a exigência de registro em conselho de classe seria incompatível com o texto constitucional. Diante da alegação, o auditor informou que o art. 5º, XIII, da Constituição Federal, de fato, estabelece que é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, mas desde que atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. Considerando a classificação das normas constitucionais quanto à sua eficácia e aplicabilidade, é correto afirmar que o art. 5º, XIII, da Constituição Federal, classifica-se como norma de:
Alternativas
Q4312938 Não definido
A sociedade empresária “Vicissitude Engenharia”, contratada pelo município Alfa para a prestação de serviços contínuos de manutenção de vias urbanas, apresentou documentação fiscal falsa durante a execução do contrato para ocultar o descumprimento de obrigações tributárias. Em razão da gravidade da conduta, a Administração Pública instaurou o devido processo de responsabilização, culminando na aplicação da sanção de declaração de inidoneidade para licitar ou contratar. No que se refere ao pedido de reabilitação da referida empresa, nos termos da Lei Federal nº 14.133/2021, tal procedimento, dentre outros requisitos:
Alternativas
Q4312939 Não definido
Para melhorar o atendimento ao cidadão, a prefeitura de Kappa-Gama decidiu criar subprefeituras em diferentes regiões do município, distribuindo competências entre esses novos órgãos internos. Em uma dessas unidades, um auditor emitiu uma licença para construção de um muro, mas esqueceu-se de assinar o documento. Posteriormente, a autoridade superior, ao perceber a falha, decidiu suprir a falta da assinatura para manter os efeitos do ato, uma vez que o particular já havia preenchido todos os requisitos legais. Com base no texto de referência, no que tange à classificação da organização administrativa do caso hipotético e à validade do ato praticado, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: B
4: B
5: C
6: A
7: A
8: A
9: B
10: D
11: A
12: C
13: B
14: A
15: D
16: B
17: D
18: B
19: A
20: D