Questões de Concurso Público SEED-PR 2021 para Professor - Área de Conhecimento: Língua Portuguesa

Foram encontradas 40 questões

Q4382836 Não definido
    [...] Algum tempo se passou sem que nenhum jornal falasse nesse volume [...] Depois acordaram todos ao mesmo tempo, e o autor dos primeiros cantos se viu exaltado muito acima do seu merecimento. O mais conceituado dos escritores portugueses – Alexandre Herculano – falou desse volume com expressões bem lisonjeiras e esse artigo causou muita impressão em Portugal e Brasil.
    Mas já nesse tempo o povo tinha adotado o poeta, repetindo e cantando em todos os ângulos do Brasil. [...]
(DIAS, Gonçalves. Apud: CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira. 6. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1981. Fragmento.)

Considerando o fragmento anterior e a estética literária à qual pertence o seu autor, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4382837 Não definido
    Um outro conviva se levantou. [...]
    Esvaziou o copo cheio de vinho, e com a barba nas mãos alvas, com os olhos de verde-mar fixos, falou:
    — Sabeis, uma mulher levou-me à perdição. Foi ela quem me queimou a fronte nas orgias, e desbotou-me os lábios no ardor dos vinhos e na moleza de seus beijos, quem me fez devassar pálido as longas noites de insônia nas mesas de jogo, e na doidice dos abraços convulsos com que ela me apertava o seio! [...]
(AZEVEDO, Álvares de. Noite na taverna. In: BUENO, Alexei (Org.). Obra completa de Álvares de Azevedo. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000. Fragmento.)

Álvares de Azevedo, um dos grandes nomes do Romantismo no Brasil, apresenta no fragmento destacado:
Alternativas
Q4382838 Não definido
Texto para responder à questão.


Poesia e Prosa


Pode-se escrever em prosa ou em verso.

Quando se escreve em prosa,

a gente enche a linha do caderno até o fim,

antes de passar para a outra linha.

E assim por diante até o fim da página.

Em poesia não: a gente muda de linha antes do fim,

deixando um espaço em branco antes de ir para a linha seguinte.

Essas linhas incompletas se chamam de versos.

Acho que o espaço em branco é para o leitor poder ficar pensando.

Pensando bem no que o poeta acabou de dizer.

Algumas vezes, lendo um verso, a gente tem de 

voltar aos versos de trás para entender

melhor o que ele quer dizer.

Principalmente quando há uma rima, isto é,

uma palavra com o mesmo som de outra lida há pouco.

Então a gente vai procurá-la para ver se é isso mesmo.

A prosa é como trem, vai sempre em frente.

A poesia é como o pêndulo dos relógios de parede de

antigamente,

que ficava balançando de um lado para outro.

Embora balançasse sempre no mesmo lugar,

o pêndulo não marcava sempre a mesma hora.

Avançava de minuto a minuto,

registrando a passagem das horas: 1, 2, 3, até 12.

Também a poesia vai marcando,

na passagem da vida, cada minuto importante dela.

De tanto ir e vir de um verso a outro,

de uma rima a outra,

a gente acaba decorando um poema e guardando-o na

memória.

E quando vê acontecer alguma coisa parecida

com um poema que já leu, a gente logo se recorda dele.

Geralmente, a prosa entra por um ouvido e sai pelo outro.

A poesia, não: entra pelo ouvido e fica no coração.


(PAES, José Paulo. Vejam como eu sei escrever. São Paulo: Ática, 2003.)
A partir do conceito de que a linguagem é uma prática social humana de interação entre sujeitos, pode-se reconhecer que o poema de José Paulo Paes apresenta como características em relação às funções da linguagem:

I. Uso de expressões que indicam a significação de algo.
II. Mensagem voltada para a própria linguagem: verbal e não verbal.
III. Com a finalidade de persuasão, o eu lírico dirige-se diretamente ao interlocutor.
IV. Emprego de recursos linguísticos que favorecem a manutenção do contato comunicativo.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4382839 Não definido
Texto para responder à questão.


Poesia e Prosa


Pode-se escrever em prosa ou em verso.

Quando se escreve em prosa,

a gente enche a linha do caderno até o fim,

antes de passar para a outra linha.

E assim por diante até o fim da página.

Em poesia não: a gente muda de linha antes do fim,

deixando um espaço em branco antes de ir para a linha seguinte.

Essas linhas incompletas se chamam de versos.

Acho que o espaço em branco é para o leitor poder ficar pensando.

Pensando bem no que o poeta acabou de dizer.

Algumas vezes, lendo um verso, a gente tem de 

voltar aos versos de trás para entender

melhor o que ele quer dizer.

Principalmente quando há uma rima, isto é,

uma palavra com o mesmo som de outra lida há pouco.

Então a gente vai procurá-la para ver se é isso mesmo.

A prosa é como trem, vai sempre em frente.

A poesia é como o pêndulo dos relógios de parede de

antigamente,

que ficava balançando de um lado para outro.

Embora balançasse sempre no mesmo lugar,

o pêndulo não marcava sempre a mesma hora.

Avançava de minuto a minuto,

registrando a passagem das horas: 1, 2, 3, até 12.

Também a poesia vai marcando,

na passagem da vida, cada minuto importante dela.

De tanto ir e vir de um verso a outro,

de uma rima a outra,

a gente acaba decorando um poema e guardando-o na

memória.

E quando vê acontecer alguma coisa parecida

com um poema que já leu, a gente logo se recorda dele.

Geralmente, a prosa entra por um ouvido e sai pelo outro.

A poesia, não: entra pelo ouvido e fica no coração.


(PAES, José Paulo. Vejam como eu sei escrever. São Paulo: Ática, 2003.)
É possível identificar no poema o emprego de expressões metafóricas na produção de sentidos que refletem a intencionalidade textual proposta. Em relação à assertiva anterior, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4382840 Não definido
Q25.png (427×190)
(Arte Jornal da USP sobre foto Wikimedia Commons – CC. Disponível em: https://jornal.usp.br/cultura/memorias-postumas-de-bras-cubasobserva-a-condicao-humana/.)

A inscrição na lápide da imagem é uma referência à dedicatória no romance “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, publicado pela primeira vez em 1880:

“Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico com saudosa lembrança estas memórias póstumas.”

Outro trecho do livro:

“Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta- -feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns 64 anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de 300 contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos.”

De acordo com os trechos destacados, pode-se afirmar que o foco narrativo:
Alternativas
Q4382841 Não definido
Alguns elementos tais como narrador, personagem, espaço, tempo e enredo contribuem para a construção de textos narrativos. Identifique e assinale a afirmativa correta sobre tais elementos.
Alternativas
Q4382842 Não definido
Amor adiado

[...]
Excomungado dos teus beijos
resta-me o singular destino
de pingar pétala a pétala
toda a geografia cuidadosamente recortada
à imagem incerta das nossas veias
e mesmo assim existir
inventar o amor
com dálias murchas de amargura.
[...]

(MUTEIA, Hélder. Verdade dos mitos. Moçambique: Associação dos Escritores Moçambicanos.)

O tema apresentado pelo moçambicano Hélder Muteia é universal; seu texto pode ser reconhecido como pertencente ao gênero lírico considerando: 
Alternativas
Q4382843 Não definido
Como caíram tantas águas,
nublou-se o horizonte,
nublou-se a floresta, nublou-se o vale.

Cecília Meireles
in Mar Absoluto

A repetição das palavras no início de cada verso da estrofe destacada é um recurso estilístico que:
Alternativas
Q4382844 Não definido
“Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei num trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros, e acabou recitando- -me versos. A viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, que, como eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso.”

(Machado de Assis. Dom Casmurro. Disponível em: www.dominiopublico. gov.br. Com adaptações.)

O trecho anterior dá início ao romance Dom Casmurro, obra de Machado de Assis. Considerando a estética literária a qual pertence esta obra, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4382845 Não definido
    [...]
    E Cordulina, botando a vergonha de lado, com o Duquinha no quadril – que as privações tinham desensinado de andar, e agora mal engatinhava – dirigia-se às casas, pedindo um leitinho para dar ao filho, um restinho de farinha ou de goma pra fazer uma papa...
     A pobre da burra, que vinham sustentando Deus sabe como, com casca de pau e sabugos de monturo, foi emagrecendo, descarnando, até ficar uma dura armação de ossos, envolvida num couro sujo, esburacado de vermelho.
    Chico Bento julgou melhor trocá-la por qualquer cinco mil réis, do que ser forçado a abandoná-la por aí, meio morta, em algum pedaço de caminho.
(QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. 33. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1984. Fragmento.)

Escritores como Rachel de Queiroz optaram por retratar as misérias humanas, principalmente, no sertão do Nordeste, conforme observado no fragmento anterior. O referido grupo pode ser reconhecido como autores pertencentes à: 
Alternativas
Q4382846 Não definido
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A Gramática: conhecimento e ensino


    Uma das perguntas que um professor de língua pátria se faz constantemente é, com certeza, o que significa, em termos operacionais, gramática, e, a partir daí, o que representa, em sala de aula, ensinar gramática.

    Não é necessária muita argumentação para que se assegure que ensinar eficientemente a língua – e, portanto, a gramática – é, acima de tudo, propiciar e conduzir a reflexão sobre o funcionamento da linguagem, e de uma maneira, afinal, óbvia: indo pelo uso linguístico, para chegar aos resultados de sentido. Afinal, as pessoas falam – exercem a linguagem, usam a língua – para produzir sentidos, e, desse modo, estudar gramática é, exatamente, pôr sob exame o exercício da linguagem, o uso da língua, afinal, a fala. 

    Isso significa que a escola não pode criar no aluno a falsa e estéril noção de que falar e ler ou escrever não têm nada que ver com gramática.

     E volto ao primeiro ponto, o que constitui a chave da questão, que é a noção do que seja gramática, e, então, do que seja a atividade de “ensinar” gramática.

     [...] 

    Falar e escrever bem é, acima de tudo, ser bem-sucedido na interação. E isso ocorre de maneiras bastante diferentes, como diferentes forem as situações de comunicação e as funções privilegiadamente ativadas: é levar alguém a agir, se era isso o que o falante pretendia (e agir do modo como ele pretendia), é fazer alguém acreditar, se isso era o necessário no momento (e, como o que está em questão não é a ética, podemos até dizer: acreditar “entendendo”, se isso convinha, ou até acreditar “não entendendo”, se era o que convinha), e assim por diante; ou é, afinal, por exemplo, obter apenas fruição do interlocutor, se a predominância da “função poética” era pretendida.


(NEVES, Maria Helena de Moura. A gramática: conhecimento e ensino. In: Língua Portuguesa em debate. José Carlos de Azeredo (Org.). Ed. Vozes Ltda. Fragmento.)
Partindo do pressuposto de que a coesão textual é imprescindível para que haja conexão entre os enunciados permitindo a comunicação, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4382847 Não definido
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A Gramática: conhecimento e ensino


    Uma das perguntas que um professor de língua pátria se faz constantemente é, com certeza, o que significa, em termos operacionais, gramática, e, a partir daí, o que representa, em sala de aula, ensinar gramática.

    Não é necessária muita argumentação para que se assegure que ensinar eficientemente a língua – e, portanto, a gramática – é, acima de tudo, propiciar e conduzir a reflexão sobre o funcionamento da linguagem, e de uma maneira, afinal, óbvia: indo pelo uso linguístico, para chegar aos resultados de sentido. Afinal, as pessoas falam – exercem a linguagem, usam a língua – para produzir sentidos, e, desse modo, estudar gramática é, exatamente, pôr sob exame o exercício da linguagem, o uso da língua, afinal, a fala. 

    Isso significa que a escola não pode criar no aluno a falsa e estéril noção de que falar e ler ou escrever não têm nada que ver com gramática.

     E volto ao primeiro ponto, o que constitui a chave da questão, que é a noção do que seja gramática, e, então, do que seja a atividade de “ensinar” gramática.

     [...] 

    Falar e escrever bem é, acima de tudo, ser bem-sucedido na interação. E isso ocorre de maneiras bastante diferentes, como diferentes forem as situações de comunicação e as funções privilegiadamente ativadas: é levar alguém a agir, se era isso o que o falante pretendia (e agir do modo como ele pretendia), é fazer alguém acreditar, se isso era o necessário no momento (e, como o que está em questão não é a ética, podemos até dizer: acreditar “entendendo”, se isso convinha, ou até acreditar “não entendendo”, se era o que convinha), e assim por diante; ou é, afinal, por exemplo, obter apenas fruição do interlocutor, se a predominância da “função poética” era pretendida.


(NEVES, Maria Helena de Moura. A gramática: conhecimento e ensino. In: Língua Portuguesa em debate. José Carlos de Azeredo (Org.). Ed. Vozes Ltda. Fragmento.)
Pode-se afirmar que o título do texto indica:
Alternativas
Q4382848 Não definido
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A Gramática: conhecimento e ensino


    Uma das perguntas que um professor de língua pátria se faz constantemente é, com certeza, o que significa, em termos operacionais, gramática, e, a partir daí, o que representa, em sala de aula, ensinar gramática.

    Não é necessária muita argumentação para que se assegure que ensinar eficientemente a língua – e, portanto, a gramática – é, acima de tudo, propiciar e conduzir a reflexão sobre o funcionamento da linguagem, e de uma maneira, afinal, óbvia: indo pelo uso linguístico, para chegar aos resultados de sentido. Afinal, as pessoas falam – exercem a linguagem, usam a língua – para produzir sentidos, e, desse modo, estudar gramática é, exatamente, pôr sob exame o exercício da linguagem, o uso da língua, afinal, a fala. 

    Isso significa que a escola não pode criar no aluno a falsa e estéril noção de que falar e ler ou escrever não têm nada que ver com gramática.

     E volto ao primeiro ponto, o que constitui a chave da questão, que é a noção do que seja gramática, e, então, do que seja a atividade de “ensinar” gramática.

     [...] 

    Falar e escrever bem é, acima de tudo, ser bem-sucedido na interação. E isso ocorre de maneiras bastante diferentes, como diferentes forem as situações de comunicação e as funções privilegiadamente ativadas: é levar alguém a agir, se era isso o que o falante pretendia (e agir do modo como ele pretendia), é fazer alguém acreditar, se isso era o necessário no momento (e, como o que está em questão não é a ética, podemos até dizer: acreditar “entendendo”, se isso convinha, ou até acreditar “não entendendo”, se era o que convinha), e assim por diante; ou é, afinal, por exemplo, obter apenas fruição do interlocutor, se a predominância da “função poética” era pretendida.


(NEVES, Maria Helena de Moura. A gramática: conhecimento e ensino. In: Língua Portuguesa em debate. José Carlos de Azeredo (Org.). Ed. Vozes Ltda. Fragmento.)
“A ordem das palavras na frase não é aleatória. Algumas inversões podem tornar o enunciado agramatical; outras podem alterar totalmente o seu sentido.” Em relação ao assunto tratado no texto, a afirmativa anterior está:
Alternativas
Q4382849 Não definido
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A Gramática: conhecimento e ensino


    Uma das perguntas que um professor de língua pátria se faz constantemente é, com certeza, o que significa, em termos operacionais, gramática, e, a partir daí, o que representa, em sala de aula, ensinar gramática.

    Não é necessária muita argumentação para que se assegure que ensinar eficientemente a língua – e, portanto, a gramática – é, acima de tudo, propiciar e conduzir a reflexão sobre o funcionamento da linguagem, e de uma maneira, afinal, óbvia: indo pelo uso linguístico, para chegar aos resultados de sentido. Afinal, as pessoas falam – exercem a linguagem, usam a língua – para produzir sentidos, e, desse modo, estudar gramática é, exatamente, pôr sob exame o exercício da linguagem, o uso da língua, afinal, a fala. 

    Isso significa que a escola não pode criar no aluno a falsa e estéril noção de que falar e ler ou escrever não têm nada que ver com gramática.

     E volto ao primeiro ponto, o que constitui a chave da questão, que é a noção do que seja gramática, e, então, do que seja a atividade de “ensinar” gramática.

     [...] 

    Falar e escrever bem é, acima de tudo, ser bem-sucedido na interação. E isso ocorre de maneiras bastante diferentes, como diferentes forem as situações de comunicação e as funções privilegiadamente ativadas: é levar alguém a agir, se era isso o que o falante pretendia (e agir do modo como ele pretendia), é fazer alguém acreditar, se isso era o necessário no momento (e, como o que está em questão não é a ética, podemos até dizer: acreditar “entendendo”, se isso convinha, ou até acreditar “não entendendo”, se era o que convinha), e assim por diante; ou é, afinal, por exemplo, obter apenas fruição do interlocutor, se a predominância da “função poética” era pretendida.


(NEVES, Maria Helena de Moura. A gramática: conhecimento e ensino. In: Língua Portuguesa em debate. José Carlos de Azeredo (Org.). Ed. Vozes Ltda. Fragmento.)
De acordo com o emprego e contexto em que as palavras aparecem no texto é possível identificar diferentes classificações e funções. Considerando a afirmação anterior, analise o emprego da palavra “se” nos trechos destacados a seguir:

I. “Uma das perguntas que um professor de língua pátria se faz [...]” – conjunção coordenativa
II. “Não é necessária muita argumentação para que se assegure [...]” – índice de indeterminação do sujeito
III. “[...] é levar alguém a agir, se era isso o que o falante pretendia [...]” – conjunção subordinativa

A correspondência está correta apenas em
Alternativas
Q4382850 Não definido
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A Gramática: conhecimento e ensino


    Uma das perguntas que um professor de língua pátria se faz constantemente é, com certeza, o que significa, em termos operacionais, gramática, e, a partir daí, o que representa, em sala de aula, ensinar gramática.

    Não é necessária muita argumentação para que se assegure que ensinar eficientemente a língua – e, portanto, a gramática – é, acima de tudo, propiciar e conduzir a reflexão sobre o funcionamento da linguagem, e de uma maneira, afinal, óbvia: indo pelo uso linguístico, para chegar aos resultados de sentido. Afinal, as pessoas falam – exercem a linguagem, usam a língua – para produzir sentidos, e, desse modo, estudar gramática é, exatamente, pôr sob exame o exercício da linguagem, o uso da língua, afinal, a fala. 

    Isso significa que a escola não pode criar no aluno a falsa e estéril noção de que falar e ler ou escrever não têm nada que ver com gramática.

     E volto ao primeiro ponto, o que constitui a chave da questão, que é a noção do que seja gramática, e, então, do que seja a atividade de “ensinar” gramática.

     [...] 

    Falar e escrever bem é, acima de tudo, ser bem-sucedido na interação. E isso ocorre de maneiras bastante diferentes, como diferentes forem as situações de comunicação e as funções privilegiadamente ativadas: é levar alguém a agir, se era isso o que o falante pretendia (e agir do modo como ele pretendia), é fazer alguém acreditar, se isso era o necessário no momento (e, como o que está em questão não é a ética, podemos até dizer: acreditar “entendendo”, se isso convinha, ou até acreditar “não entendendo”, se era o que convinha), e assim por diante; ou é, afinal, por exemplo, obter apenas fruição do interlocutor, se a predominância da “função poética” era pretendida.


(NEVES, Maria Helena de Moura. A gramática: conhecimento e ensino. In: Língua Portuguesa em debate. José Carlos de Azeredo (Org.). Ed. Vozes Ltda. Fragmento.)
Considerando os 1º e 2º parágrafos do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Os questionamentos citados no 1º§ são abordados no 2º§ na expressão do ponto de vista da autora.
( ) A articulista mostra-se contrária à tipologia argumentativa referente à abordagem de assuntos relevantes.
( ) A autora utiliza como recurso da argumentação, na introdução do texto, a exposição de questionamentos próprios a respeito da temática textual.
( ) Os questionamentos apresentados na introdução do texto são perguntas diretas, retóricas e objetivas, cujo propósito é propiciar ao interlocutor a possibilidade de refletir acerca do assunto em questão.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4382851 Não definido
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A Gramática: conhecimento e ensino


    Uma das perguntas que um professor de língua pátria se faz constantemente é, com certeza, o que significa, em termos operacionais, gramática, e, a partir daí, o que representa, em sala de aula, ensinar gramática.

    Não é necessária muita argumentação para que se assegure que ensinar eficientemente a língua – e, portanto, a gramática – é, acima de tudo, propiciar e conduzir a reflexão sobre o funcionamento da linguagem, e de uma maneira, afinal, óbvia: indo pelo uso linguístico, para chegar aos resultados de sentido. Afinal, as pessoas falam – exercem a linguagem, usam a língua – para produzir sentidos, e, desse modo, estudar gramática é, exatamente, pôr sob exame o exercício da linguagem, o uso da língua, afinal, a fala. 

    Isso significa que a escola não pode criar no aluno a falsa e estéril noção de que falar e ler ou escrever não têm nada que ver com gramática.

     E volto ao primeiro ponto, o que constitui a chave da questão, que é a noção do que seja gramática, e, então, do que seja a atividade de “ensinar” gramática.

     [...] 

    Falar e escrever bem é, acima de tudo, ser bem-sucedido na interação. E isso ocorre de maneiras bastante diferentes, como diferentes forem as situações de comunicação e as funções privilegiadamente ativadas: é levar alguém a agir, se era isso o que o falante pretendia (e agir do modo como ele pretendia), é fazer alguém acreditar, se isso era o necessário no momento (e, como o que está em questão não é a ética, podemos até dizer: acreditar “entendendo”, se isso convinha, ou até acreditar “não entendendo”, se era o que convinha), e assim por diante; ou é, afinal, por exemplo, obter apenas fruição do interlocutor, se a predominância da “função poética” era pretendida.


(NEVES, Maria Helena de Moura. A gramática: conhecimento e ensino. In: Língua Portuguesa em debate. José Carlos de Azeredo (Org.). Ed. Vozes Ltda. Fragmento.)
Considerando que o emprego dos sinais de pontuação é de extrema importância, assinale a reescrita que mantém a correção gramatical do trecho: “Falar e escrever bem é, acima de tudo, ser bem-sucedido na interação.” (5º §)
Alternativas
Q4382852 Não definido
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A Gramática: conhecimento e ensino


    Uma das perguntas que um professor de língua pátria se faz constantemente é, com certeza, o que significa, em termos operacionais, gramática, e, a partir daí, o que representa, em sala de aula, ensinar gramática.

    Não é necessária muita argumentação para que se assegure que ensinar eficientemente a língua – e, portanto, a gramática – é, acima de tudo, propiciar e conduzir a reflexão sobre o funcionamento da linguagem, e de uma maneira, afinal, óbvia: indo pelo uso linguístico, para chegar aos resultados de sentido. Afinal, as pessoas falam – exercem a linguagem, usam a língua – para produzir sentidos, e, desse modo, estudar gramática é, exatamente, pôr sob exame o exercício da linguagem, o uso da língua, afinal, a fala. 

    Isso significa que a escola não pode criar no aluno a falsa e estéril noção de que falar e ler ou escrever não têm nada que ver com gramática.

     E volto ao primeiro ponto, o que constitui a chave da questão, que é a noção do que seja gramática, e, então, do que seja a atividade de “ensinar” gramática.

     [...] 

    Falar e escrever bem é, acima de tudo, ser bem-sucedido na interação. E isso ocorre de maneiras bastante diferentes, como diferentes forem as situações de comunicação e as funções privilegiadamente ativadas: é levar alguém a agir, se era isso o que o falante pretendia (e agir do modo como ele pretendia), é fazer alguém acreditar, se isso era o necessário no momento (e, como o que está em questão não é a ética, podemos até dizer: acreditar “entendendo”, se isso convinha, ou até acreditar “não entendendo”, se era o que convinha), e assim por diante; ou é, afinal, por exemplo, obter apenas fruição do interlocutor, se a predominância da “função poética” era pretendida.


(NEVES, Maria Helena de Moura. A gramática: conhecimento e ensino. In: Língua Portuguesa em debate. José Carlos de Azeredo (Org.). Ed. Vozes Ltda. Fragmento.)
Sobre os efeitos de sentido em relação ao tipo de sujeito é correto afirmar que ainda que haja explicitação do sujeito, o uso de termos genéricos contribui para que o grau de comprometimento do enunciado diminua. Tal ocorrência pode ser observada nos trechos:

I. “que um professor de língua pátria se faz” (1º§)
II. “para que se assegure que ensinar eficientemente a língua” (2º§)
III. “Afinal, as pessoas falam – exercem a linguagem, usam a língua” (2º§)

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4382853 Não definido
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A Gramática: conhecimento e ensino


    Uma das perguntas que um professor de língua pátria se faz constantemente é, com certeza, o que significa, em termos operacionais, gramática, e, a partir daí, o que representa, em sala de aula, ensinar gramática.

    Não é necessária muita argumentação para que se assegure que ensinar eficientemente a língua – e, portanto, a gramática – é, acima de tudo, propiciar e conduzir a reflexão sobre o funcionamento da linguagem, e de uma maneira, afinal, óbvia: indo pelo uso linguístico, para chegar aos resultados de sentido. Afinal, as pessoas falam – exercem a linguagem, usam a língua – para produzir sentidos, e, desse modo, estudar gramática é, exatamente, pôr sob exame o exercício da linguagem, o uso da língua, afinal, a fala. 

    Isso significa que a escola não pode criar no aluno a falsa e estéril noção de que falar e ler ou escrever não têm nada que ver com gramática.

     E volto ao primeiro ponto, o que constitui a chave da questão, que é a noção do que seja gramática, e, então, do que seja a atividade de “ensinar” gramática.

     [...] 

    Falar e escrever bem é, acima de tudo, ser bem-sucedido na interação. E isso ocorre de maneiras bastante diferentes, como diferentes forem as situações de comunicação e as funções privilegiadamente ativadas: é levar alguém a agir, se era isso o que o falante pretendia (e agir do modo como ele pretendia), é fazer alguém acreditar, se isso era o necessário no momento (e, como o que está em questão não é a ética, podemos até dizer: acreditar “entendendo”, se isso convinha, ou até acreditar “não entendendo”, se era o que convinha), e assim por diante; ou é, afinal, por exemplo, obter apenas fruição do interlocutor, se a predominância da “função poética” era pretendida.


(NEVES, Maria Helena de Moura. A gramática: conhecimento e ensino. In: Língua Portuguesa em debate. José Carlos de Azeredo (Org.). Ed. Vozes Ltda. Fragmento.)
Considerando-se o emprego da conjunção “portanto” em “(...) língua – e, portanto, a gramática – (...)” (2º§) pode-se afirmar, de acordo com o contexto, que:
Alternativas
Q4382854 Não definido
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A Gramática: conhecimento e ensino


    Uma das perguntas que um professor de língua pátria se faz constantemente é, com certeza, o que significa, em termos operacionais, gramática, e, a partir daí, o que representa, em sala de aula, ensinar gramática.

    Não é necessária muita argumentação para que se assegure que ensinar eficientemente a língua – e, portanto, a gramática – é, acima de tudo, propiciar e conduzir a reflexão sobre o funcionamento da linguagem, e de uma maneira, afinal, óbvia: indo pelo uso linguístico, para chegar aos resultados de sentido. Afinal, as pessoas falam – exercem a linguagem, usam a língua – para produzir sentidos, e, desse modo, estudar gramática é, exatamente, pôr sob exame o exercício da linguagem, o uso da língua, afinal, a fala. 

    Isso significa que a escola não pode criar no aluno a falsa e estéril noção de que falar e ler ou escrever não têm nada que ver com gramática.

     E volto ao primeiro ponto, o que constitui a chave da questão, que é a noção do que seja gramática, e, então, do que seja a atividade de “ensinar” gramática.

     [...] 

    Falar e escrever bem é, acima de tudo, ser bem-sucedido na interação. E isso ocorre de maneiras bastante diferentes, como diferentes forem as situações de comunicação e as funções privilegiadamente ativadas: é levar alguém a agir, se era isso o que o falante pretendia (e agir do modo como ele pretendia), é fazer alguém acreditar, se isso era o necessário no momento (e, como o que está em questão não é a ética, podemos até dizer: acreditar “entendendo”, se isso convinha, ou até acreditar “não entendendo”, se era o que convinha), e assim por diante; ou é, afinal, por exemplo, obter apenas fruição do interlocutor, se a predominância da “função poética” era pretendida.


(NEVES, Maria Helena de Moura. A gramática: conhecimento e ensino. In: Língua Portuguesa em debate. José Carlos de Azeredo (Org.). Ed. Vozes Ltda. Fragmento.)
De acordo com o último parágrafo do texto: 
Alternativas
Q4382855 Não definido
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A Gramática: conhecimento e ensino


    Uma das perguntas que um professor de língua pátria se faz constantemente é, com certeza, o que significa, em termos operacionais, gramática, e, a partir daí, o que representa, em sala de aula, ensinar gramática.

    Não é necessária muita argumentação para que se assegure que ensinar eficientemente a língua – e, portanto, a gramática – é, acima de tudo, propiciar e conduzir a reflexão sobre o funcionamento da linguagem, e de uma maneira, afinal, óbvia: indo pelo uso linguístico, para chegar aos resultados de sentido. Afinal, as pessoas falam – exercem a linguagem, usam a língua – para produzir sentidos, e, desse modo, estudar gramática é, exatamente, pôr sob exame o exercício da linguagem, o uso da língua, afinal, a fala. 

    Isso significa que a escola não pode criar no aluno a falsa e estéril noção de que falar e ler ou escrever não têm nada que ver com gramática.

     E volto ao primeiro ponto, o que constitui a chave da questão, que é a noção do que seja gramática, e, então, do que seja a atividade de “ensinar” gramática.

     [...] 

    Falar e escrever bem é, acima de tudo, ser bem-sucedido na interação. E isso ocorre de maneiras bastante diferentes, como diferentes forem as situações de comunicação e as funções privilegiadamente ativadas: é levar alguém a agir, se era isso o que o falante pretendia (e agir do modo como ele pretendia), é fazer alguém acreditar, se isso era o necessário no momento (e, como o que está em questão não é a ética, podemos até dizer: acreditar “entendendo”, se isso convinha, ou até acreditar “não entendendo”, se era o que convinha), e assim por diante; ou é, afinal, por exemplo, obter apenas fruição do interlocutor, se a predominância da “função poética” era pretendida.


(NEVES, Maria Helena de Moura. A gramática: conhecimento e ensino. In: Língua Portuguesa em debate. José Carlos de Azeredo (Org.). Ed. Vozes Ltda. Fragmento.)
Quanto à “função poética” da língua citada no último parágrafo do texto, pode-se afirmar que:

I. Está centrada na própria mensagem.
II. Valoriza a informação pela forma como é veiculada.
III. Veicula sentimentos, emoções e julgamentos do emissor.
IV. Emprega expressões que mantêm o contato com o interlocutor.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Respostas
21: A
22: A
23: A
24: B
25: B
26: A
27: C
28: D
29: B
30: D
31: B
32: C
33: A
34: B
35: D
36: A
37: A
38: A
39: C
40: A