Questões de Concurso Público EBSERH 2015 para Psicólogo - Área Hospitalar
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A lista de desejos
Rosely Sayao
Acabou a graça de dar presentes em situações de comemoração e celebração, não é? Hoje, temos listas para quase todas as ocasiões: casamento, chá de cozinha e seus similares – e há similares espantosos, como chá de lingerie –, nascimento de filho e chá de bebê, e agora até para aniversário.
Presente para os filhos? Tudo eles já pediram e apenas mudam, de vez em quando ou frequentemente, a ordem das suas prioridades. Quem tem filho tem sempre à sua disposição uma lista de pedidos de presentes feita por ele, que pode crescer diariamente, e que tanto pode ser informal quanto formal.
Ninguém mais precisa ter trabalho ao comprar um presente para um conhecido, para um colega de trabalho, para alguma criança e até amigo. Sabe aquele esforço de pensar na pessoa que vai receber o presente e de imaginar o que ela gostaria de ganhar, o que tem relação com ela e seu modo de ser e de viver? Pois é: agora, basta um telefonema ou uma passada rápida nas lojas físicas ou virtuais em que as listas estão, ou até mesmo pedir para uma outra pessoa realizar tal tarefa, e pronto! Problema resolvido!
E, assim que os convites chegam, acompanhados sem discrição alguma das listas, é uma correria dos convidados para efetuar sem demora sua compra. É que os presentes menos custosos são os primeiros a serem ticados nas listas, e quem demora para cumprir seu compromisso acaba gastando um pouco mais do que gostaria.
Se, por um lado, dar presentes deixou de dar trabalho, por outro deixou também totalmente excluído do ato de presentear o relacionamento entre as pessoas envolvidas. Ganho para o mercado de consumo, perda para as relações humanas afetivas.
Os presentes se tornaram impessoais, objetos de utilidade ou de luxo desejados. Acabou-se o que era doce no que já foi, num passado recente, uma demonstração pessoal de carinho.
Que tempos mais chatos. Resta, a quem tiver coragem, a possibilidade de transgredir essas tais listas. Assim, é possível tornar a vida mais saborosa.
Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/rosely-sayao/2014/07/1489356-a-lista-de-desejos.shtml
No contexto da análise institucional, hospital como instituição, torna-se altamente ansiogênico o contato diário com os problemas como doença e/ou morte. Manifestações defensivas podem emergir no comportamento dos profissionais no hospital.
Um tipo comum e de fácil reconhecimento,
que gera tensão nas equipes, identifica-se
pela
Relato Clínico: Um cirurgião plástico do hospital solicitou ao psicólogo que faça uma apreciação clínica documentada de maior abrangência possível sobre uma paciente. Relata que essa paciente já fez algumas cirurgias de pequeno porte. Na última consulta no hospital, a paciente manifestou um sofrimento psíquico intenso, com uma marca no corpo. Diz a paciente que tal marca lhe impede de viver bem, causando prejuízos para sua vida social e ocupacional. O cirurgião relata que a paciente traz marcas reais e outras que ele acredita não se justificarem intervenção. São, porém, percebidas por ela de modo diferente. Tais percepções são provocadas por uma insatisfação corporal intensa. O médico acrescenta, ao seu relato, que ela apresenta um corpo com tatuagens e outros sinais. Sua insatisfação com seu corpo é constante e em diversas partes. Agora ela incomodou-se com locais no corpo onde não há relevância para intervenção. A paciente acredita que os olhares nos ambientes em que frequenta são dirigidos para essa marca, motivo que a faz solicitar ao médico agendamento de nova intervenção.
Ao ouvir a solicitação do médico da equipe, o
primeiro raciocínio que o psicólogo identifica
em seu pensamento diz respeito ao fato de a
Relato Clínico: Um cirurgião plástico do hospital solicitou ao psicólogo que faça uma apreciação clínica documentada de maior abrangência possível sobre uma paciente. Relata que essa paciente já fez algumas cirurgias de pequeno porte. Na última consulta no hospital, a paciente manifestou um sofrimento psíquico intenso, com uma marca no corpo. Diz a paciente que tal marca lhe impede de viver bem, causando prejuízos para sua vida social e ocupacional. O cirurgião relata que a paciente traz marcas reais e outras que ele acredita não se justificarem intervenção. São, porém, percebidas por ela de modo diferente. Tais percepções são provocadas por uma insatisfação corporal intensa. O médico acrescenta, ao seu relato, que ela apresenta um corpo com tatuagens e outros sinais. Sua insatisfação com seu corpo é constante e em diversas partes. Agora ela incomodou-se com locais no corpo onde não há relevância para intervenção. A paciente acredita que os olhares nos ambientes em que frequenta são dirigidos para essa marca, motivo que a faz solicitar ao médico agendamento de nova intervenção.
O psicólogo insere também no seu documento a classificação de sua hipótese diagnóstica para apresentar ao médico. Esse profissional utiliza da Classificação Internacional de Doenças (CID–10) para indicar as possibilidades do transtorno mental e comportamental descrito. De acordo com o relato clínico, a situação enquadra-se no código