Questões de Concurso Público SEDUC-AM 2018 para Psicólogo
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Por que uma boa relação entre professor e aluno pode fazer a diferença na Educação?
O professor precisa de condições adequadas para exercer sua função. Além de uma infraestrutura básica, ele deve combinar sua metodologia ao perfil da turma e, consequentemente, dos alunos, atendendo às suas necessidades específicas. Entretanto, nem sempre o magnetismo do professor e o interesse de seus estudantes estão alinhados.
Um grande exemplo dessa desarmonia é que o docente brasileiro é um dos que mais tempo de aula utiliza para sanar problemas relacionados à convivência em classe, amargando, assim, difíceis relações interpessoais com os estudantes. Tal diagnóstico aparece em estudos como a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (TALIS), da Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), e da Conselho de Classe, da Fundação Lemann, datados de 2013 e 2015, respectivamente.
Segundo as pesquisas, os conflitos não apenas são um fator deteriorante para a saúde do docente, mas também impedem a escola de cumprir sua missão: que todos os alunos aprendam. Situações desse tipo significam, para os professores experientes, repetir a frustração de ter de lidar com uma aparentemente insolúvel indisciplina. Já para os professores iniciantes, trazem o medo de não se fazer ouvir e a ansiedade de não ter sido preparado para a realidade da escola.
As duas pesquisas revelam, além da sobrecarga dos docentes, uma provável omissão das instituições na criação de um planejamento transversal que trabalhe as relações interpessoais - o que pode ocorrer, por exemplo, por meio de campanhas de boa convivência e valorização das diferenças no ambiente escolar.
Ainda que um trabalho institucional seja feito, os professores invariavelmente terão de lidar com alguns problemas de convivência em classe. Porém, tais circunstâncias não precisam tomar a dimensão de conflitos crônicos que impeçam ou impactem negativamente a aprendizagem da turma.
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RICARDO FALZETTA, Por que uma boa relação entre professor e aluno pode fazer a diferença na Educação?, Jornal OGlobo 7 fevereiro 2017.
Assinale a alternativa que endossa a ideia transmitida pela reportagem:
O Jornal O GLOBO de 29/05/2017 trouxe a seguinte reportagem "Educação básica é fundamental no desenvolvimento intelectual de crianças e jovens"
Os primeiros anos de escola impactam muito na vida acadêmica e profissional de um cidadão.
São nos primeiros anos de escola, na educação básica, que começam a ser formados os profissionais do amanhã. Esses cidadãos serão os responsáveis pelo desenvolvimento social e crescimento econômico do país no futuro. Já pensou na responsabilidade?
Como o próprio nome já diz, o ensino fundamental é a fase mais importante da vida da criança, na qual ela receberá todos os conceitos educacionais, os fundamentos. Nesse período, a criança é preparada para ser um cidadão ético e um profissional competente. Se ela tem isso desde a base, vai longe e será um grande profissional.
"O aprendizado é feito de forma espiral, a cada momento vai aprofundando um pouco mais. Se isso não é desenvolvido da maneira correta, criam-se lacunas que vão repercutir na adolescência e na vida adulta", diz Wagner Devasto, diretor e mantenedor do Colégio Sirius, de Sorocaba.
A educação pode ser comparada à construção de um prédio. É impossível levantar uma obra sem ter uma base sólida. Portanto, investir em educação é também contribuir ativamente para a construção de uma sociedade mais justa. "Para que alguém seja um bom profissional, é necessário construir um bom alicerce e isso se dá no ensino fundamental", afirma o pedagogo Carlos Antonio Gomes de Oliveira Freitas, professor do Colégio Anchieta, de Recife, em Pernambuco.
O conhecimento deve ser construído, não decorado. Na busca pelas respostas, nas pesquisas, o aluno vai fazendo as conexões e, dessa maneira, jamais esquece o que aprendeu. Decorar tabelas, regras e normas, por exemplo, só serve para alcançar uma boa nota nas provas. "Por isso é tão importante, desde o início, estimular o desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes que contribuam para o seu crescimento", afirma o professor Freitas.
Com a mesma opinião, Wagner Devasto acredita que a escola deve preparar para a vida e não somente para o mercado de trabalho. Todas as ferramentas que instiguem a pesquisa e a curiosidade das crianças são bem-vindas. "Como escola, nosso interesse é despertar a vontade e o estímulo para estudar. Temos que instigar o aluno a aprender a aprender. A pensar e construir o seu conhecimento", complementa.
Assinale a alternativa que contém a teoria que endossa os trechos selecionados da matéria acima:
Leia a reportagem do Jornal O Globo no dia 20/02/18 sobre o tema "Cerca de 150 escolas estão sem aulas por falta de professores no Rio, diz sindicato"
Município perdeu 2.287 professores no último ano, segundo o secretário municipal de educação.
Sem professor, escolas municipais mandam alunos de volta para casa.
A falta de professores é o que adia o início do período letivo em escolas na rede municipal de educação do Rio. Pelo menos 150 escolas do município estão sem aulas por falta de docentes nesta semana, segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ).
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Com a escola de portas fechadas, as mães de alunos da Maria Patrícia da Silva e Juliana Campos, receberam a orientação da diretora para não levarem os filhos às aulas nesta terça (20). Das 24 turmas do colégio, 14 estão sem professor.
"A diretora já falou que não ia ter professor, não ia ter previsão de quando ia ter, então fico sem saber, não consigo dormir, fico preocupada com ele em casa, o lugar aqui que a gente mora não é legal. Eu fico muito triste, eu choro porque meu filho vai para o quinto ano, fico muito triste com isso. Meu filho nunca repetiu de ano, ele adora estudar", desabafou Maria Patrícia.
"Muitas mães trabalham e não têm com quem deixar seus filhos. A escola, em certo momento, se torna a casa da criança e alí ela vai aprender a educação, o ensino, vai estar se desenvolvendo. Estou a ponto de tentar colocar minha filha na escola particular porque não tem como as crianças ficarem em casa sem aula", disse Juliana.
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Tendo como referência a LDB, Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996), ssinale a resposta que se adequa a reportagem:
Partindo do pressuposto de que a realidade social é produzida historicamente e, como tal, traz no seu interior contradições as quais ora acenam para a mudança ora para a reprodução das relações sociais, qualquer análise que se pretenda fazer em relação à educação, portanto, é imprescindível levar em consideração o contexto histórico-socialpolítico-cultural em que está inserida.
Ao se falar em fracasso escolar no interior da escola pública, entendemos que é preciso contextualizá-lo e historicizá-lo. As altas taxas de evasão e repetência não são recentes, mas um fenômeno presente há, pelos menos, seis décadas, e pouco se conseguiu fazer para alterá-las.
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O fracasso escolar surgiu, quando a maioria da população, formado por membros das classes trabalhadoras urbanas e rurais, teve acesso à escola pública e gratuita. Situação esta que julgamos excessivamente injusta e inaceitável e sua superação requer aprofundamento e análise da questão.
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Forgiarini, S. A. B. e Silva, J. C. da. (2008). Fracasso escolar no contexto da escola pública: entre mitos e realidades.
Sobre a história do fracasso escolar, assinale a alternativa correta:
Os PCNs - Parâmetros Curriculares Nacionais são diretrizes elaboradas para orientar os educadores por meio da normatização de alguns aspectos fundamentais concernentes a cada disciplina.
No Brasil, os PCNs são diretrizes elaboradas pelo Governo Federal com o objetivo principal de orientar os educadores por meio da normatização de alguns fatores fundamentais concernentes a cada disciplina. Esses parâmetros abrangem tanto a rede pública, como a rede privada de ensino, conforme o nível de escolaridade dos alunos. Sua meta é garantir aos educandos o direito de usufruir dos conhecimentos necessários para o exercício da cidadania.
Embora não sejam obrigatórios, os PCNs servem como norteadores para professores, coordenadores e diretores, que podem adaptá-los às peculiaridades locais. Os PCNs nada mais são do que uma referência para a transformação de objetivos, conteúdos e didática do ensino.
Nos Parâmetros Curriculares Nacionais, PCN's leva-se em consideração os temas transversais assinale a alternativa INCORRETA.