Questões de Concurso Público INEP 2025 para Letras - Português Espanhol

Foram encontradas 39 questões

Q4142434 Pedagogia
Um professor, diante de questionamentos acerca da eficácia das vacinas na comunidade, propõe aos estudantes a realização de práticas pedagógicas sobre a relação entre o aumento da ocorrência de doenças que haviam sido erradicadas e o baixo índice de vacinação referente aos imunizantes do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Considerando o papel da escola como espaço de promoção do letramento científico, o professor inicia um projeto de conscientização da comunidade escolar quanto à importância da atualização das carteiras vacinais e do combate à desinformação. A fim de atender aos objetivos do projeto, foi elaborada uma proposta de prática pedagógica.

Para que essa proposta promova o letramento científico, o professor deve
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Q4142435 Pedagogia
A fim de cumprir a Lei n. 14 986/2024, que inclui na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) a “obrigatoriedade de abordagens fundamentadas nas experiências e nas perspectivas femininas nos conteúdos curriculares do ensino fundamental e médio”, um professor do Ensino Médio apresentou aos estudantes dados do Relatório “Em direção à equidade de gênero no Brasil” sobre a participação de mulheres em publicações científicas no Brasil entre 2018 e 2022:

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Participação feminina em cada área do conhecimento para publicações com autores no Brasil no período 2018 a 2022. Disponível em: www.static.poder360.com.br. Acesso em: 29 jul. 2025 (adaptado).

Os dados do gráfico seguem a classificação de áreas de pesquisa das revistas científicas em que as publicações foram editadas e revelam marcante presença feminina em áreas como Enfermagem (80%) e Psicologia (61%), mas baixos índices em Matemática (19%), Ciência da Computação (21%) e Engenharia (24%).

A partir desse material, a proposta pedagógica que representa uma ação do professor para estimular a equidade de gênero nas áreas do conhecimento é
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Q4142437 Pedagogia
O espaço escolar é um lugar de convívio. Nele encontramos não apenas as relações das pessoas com o conhecimento, mas também o aprendizado de como as pessoas se relacionam entre si e com o restante do mundo. Exatamente por isso os conflitos aparecem, e a gestão da escola deve saber como lidar com eles. Por reproduzir as lógicas sociais, encontramos, também na escola, relações que desvalorizam o que é entendido como contra-hegemônico nas culturas. E isso impacta negativamente nas pessoas negras e nas praticantes das Religiões de Matrizes Africanas. Talvez os signos de Exu e de Ogum sejam boas pistas sobre como lidar com a escola na busca de espaços menos opressivos. Essas duas divindades do panteão iorubano são vinculadas aos caminhos, à comunicação, à política, aos conflitos e, de algum modo, à própria educação. Exu e Ogum nos ensinam que a convivência não precisa de uma suposição de que todas e todos pensem do mesmo modo, desejem do mesmo modo, caminhem pelos mesmos caminhos. Mas ensinam que o mundo é criado coletivamente e que, entre conflitos e andanças, devemos preservar as diferenças.

NASCIMENTO, W. F. As religiões de matrizes africanas, resistência e contexto escolar: entre encruzilhadas. In: Memórias do Baobá II. Fortaleza: Editora UFC, 2017 (adaptado).

Com base no texto e nas ações de enfrentamento ao racismo religioso no espaço escolar, é correto afirmar que a
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146691 Pedagogia



En una escuela de Enseñanza Media en Brasil, una profesora, al tratar el tema del desarrollo sostenible y, más específicamente, la contextualización social del medio ambiente, pide a los estudiantes que investiguen sobre el reciclaje de residuos domésticos. Los diálogos que se presentan a continuación fueron producidos en el contexto de esa actividad.

Diálogo 1. En la biblioteca

João: — María, no me quedó claro cómo se separa la basura. ¿Tú entendió?
María: — No. La profe pidió que nos informamos sobre eso. ¿Buscamos juntos?
João: — Sí, vamos nos ayudar.

Diálogo 2. En el aula

Profesora: — João y María, ¿qué investigaron?
João: — Nosotros vimos que la basura tiene que estar limpia antes de reciclar.
María: — Y que reciclar ayuda que los recursos se conservan.

Profesora: — ¡Muy bien! La sostenibilidad ambiental significa usar los recursos naturales de forma a que se conserven para el futuro. Es decir, que podemos seguir usándolos sin agotarlos.

Además, es importante recordar que nuestras acciones individuales también tienen un impacto social. Cuando nos comprometemos a reciclar o a cuidar el medio ambiente, contribuimos a que la sociedad se beneficie en conjunto. Así se construye una comunidad más responsable y solidaria con el entorno. Sigan esforzándose.

Al percibir las inadecuaciones lingüísticas producidas por los estudiantes en sus diálogos, la profesora decidió trabajar aspectos contrastivos entre el español y el portugués para que los estudiantes aprendieran el uso de los clíticos en español. Entre las alternativas a continuación, ¿cuál describe, desde una perspectiva del enfoque comunicativo, la forma de lograrlo?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146692 Pedagogia
O gênero textual sinopse oferece diversas possibilidades para o ensino de Língua Portuguesa. Considerando os elementos que o caracterizam e seu potencial pedagógico, analise os textos 1 e 2 do filme Narradores de Javé e assinale a alternativa correta sobre o uso desse gênero em sala de aula.
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146694 Pedagogia
En una clase de español para estudiantes de Enseñanza Fundamental, la profesora propuso un programa de inmersión lingüística con una actividad práctica, a partir de una clase de cocina. En esa clase, los estudiantes debían ver vídeos sobre cómo preparar una paella, leer la lista de ingredientes, conversar sobre los posibles métodos de preparación y adaptar la receta con ingredientes disponibles en su entorno. A continuación, les pidió que escribieran un texto sobre su experiencia culinaria que incluyera imágenes de los ingredientes necesarios para preparar la receta y que lo presentaran a los demás. Durante las presentaciones, los estudiantes socializaron sus experiencias, practicaron el idioma y la profesora estuvo atenta, tomando notas sobre los diferentes niveles de dificultad.
Ante ese escenario, ¿qué alternativa describe la integración entre el aprendizaje del idioma español en la Eseñanza Fundamental y su impacto en el proceso de lectura y escritura, llevada a cabo en la actividad propuesta?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146698 Pedagogia
Una escuela de Enseñanza Media brasileña, en cooperación con el gobierno argentino, enviará a diez estudiantes para participar en un programa de movilidad internacional de dos semanas. Para llevar a cabo el proyecto, la dirección repartió la siguiente divulgación entre los estudiantes: 

Programa de Movilidad Internacional a Argentina

Qué está incluido: curso intensivo de lengua española, visita guiada por la ciudad, noche cultural de tango, hospedaje y pasajes incluidos en la beca. Para aprovechar al máximo esa oportunidad, los estudiantes deberán seguir algunas orientaciones antes, durante y después del viaje:
Antes del viaje: organizar documentación (identidad, autorización y seguro), asistir a reuniones preparatorias y seguir recomendaciones sobre salud y seguridad.
Durante el viaje: mantener comportamiento ético y respetuoso, adaptarse a la cultura local, participar activamente en todas las actividades y usar el español como lengua de comunicación.
Después del viaje: compartir la experiencia con la comunidad escolar, elaborar una memoria reflexiva y continuar el aprendizaje de la lengua.

Esta es una oportunidad única de crecimiento académico y cultural. Contamos con el compromiso de todos.

Tras presentar la divulgación sobre el Programa de Movilidad Internacional a Argentina, una profesora de español estructuró un plan de clase basado en ese documento, con el objetivo de desarrollar el protagonismo y la competencia oral en lengua española de los estudiantes. Como actividad principal, propuso una dinámica de roles, en la que los estudiantes, divididos en comités (logística, comunicación, bienestar y prensa), deben simular la organización de un nuevo programa de movilidad, usando el español en situaciones contextualizadas.
Teniendo en cuenta las características del enfoque comunicativo adoptado, se puede afirmar que esa actividad refleja dicho enfoque porque
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146699 Pedagogia
Uma professora de Português dos Anos Finais do Ensino Fundamental, de uma escola de uma capital brasileira, observou que, reiteradamente, uma parte de seus estudantes apresentou um comportamento verbal que indicou discriminação em relação a grupos minorizados. Esse comportamento chamou sua atenção, pois, de acordo com a definição da ONU, um discurso de ódio refere-se a qualquer tipo de comunicação que incentive ou promova discriminação ou ataques contra uma pessoa ou grupo com base em distinções como raça, religião, etnia, gênero, nacionalidade, entre outros. Considerando que as falas dos estudantes ultrapassaram o limite da opinião, aproximando-se do discurso de ódio, a professora elaborou um pequeno corpus, com conteúdo ofensivo e que fere os direitos humanos, extraído de uma rede social, para promover a discussão e combater esse tipo de manifestação.





A liberdade de expressão ultrapassa um limite quando afeta alguém de forma ofensiva e criminosa. Dessa forma, a intenção da professora foi abordar a multissemiose e a multimodalidade dos textos do corpus e promover uma leitura crítica a partir dos elementos que compõem as mensagens propagadas por usuários nas redes sociais.


Disponível em: https://odioouopiniao.mdh.gov.br. Acesso em: 10 maio 2025 (adaptado).
 
Considerando o contexto apresentado e a intencionalidade da professora, qual é a abordagem adequada à promoção da educação linguística para a justiça social em uma aula de Língua Portuguesa dos Anos Finais do Ensino Fundamental?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146700 Pedagogia
Uma professora de Português dos Anos Finais do Ensino Fundamental, de uma escola de uma capital brasileira, observou que, reiteradamente, uma parte de seus estudantes apresentou um comportamento verbal que indicou discriminação em relação a grupos minorizados. Esse comportamento chamou sua atenção, pois, de acordo com a definição da ONU, um discurso de ódio refere-se a qualquer tipo de comunicação que incentive ou promova discriminação ou ataques contra uma pessoa ou grupo com base em distinções como raça, religião, etnia, gênero, nacionalidade, entre outros. Considerando que as falas dos estudantes ultrapassaram o limite da opinião, aproximando-se do discurso de ódio, a professora elaborou um pequeno corpus, com conteúdo ofensivo e que fere os direitos humanos, extraído de uma rede social, para promover a discussão e combater esse tipo de manifestação.





A liberdade de expressão ultrapassa um limite quando afeta alguém de forma ofensiva e criminosa. Dessa forma, a intenção da professora foi abordar a multissemiose e a multimodalidade dos textos do corpus e promover uma leitura crítica a partir dos elementos que compõem as mensagens propagadas por usuários nas redes sociais.


Disponível em: https://odioouopiniao.mdh.gov.br. Acesso em: 10 maio 2025 (adaptado).
 
Com o objetivo de analisar a composição e as características de gêneros textuais multimodais, a professora selecionou o corpus organizado anteriormente. Para a consecução desse objetivo pelos estudantes, a proposta pedagógica deverá
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146701 Pedagogia
Uma professora de Português dos Anos Finais do Ensino Fundamental, de uma escola de uma capital brasileira, observou que, reiteradamente, uma parte de seus estudantes apresentou um comportamento verbal que indicou discriminação em relação a grupos minorizados. Esse comportamento chamou sua atenção, pois, de acordo com a definição da ONU, um discurso de ódio refere-se a qualquer tipo de comunicação que incentive ou promova discriminação ou ataques contra uma pessoa ou grupo com base em distinções como raça, religião, etnia, gênero, nacionalidade, entre outros. Considerando que as falas dos estudantes ultrapassaram o limite da opinião, aproximando-se do discurso de ódio, a professora elaborou um pequeno corpus, com conteúdo ofensivo e que fere os direitos humanos, extraído de uma rede social, para promover a discussão e combater esse tipo de manifestação.





A liberdade de expressão ultrapassa um limite quando afeta alguém de forma ofensiva e criminosa. Dessa forma, a intenção da professora foi abordar a multissemiose e a multimodalidade dos textos do corpus e promover uma leitura crítica a partir dos elementos que compõem as mensagens propagadas por usuários nas redes sociais.


Disponível em: https://odioouopiniao.mdh.gov.br. Acesso em: 10 maio 2025 (adaptado).
 
Com base no contexto descrito e nos resultados apresentados pela turma de Ensino Fundamental, a professora propôs, para uma turma de Ensino Médio da mesma escola, a produção de um gênero textual multimodal contra discursos de ódio. A proposta elaborada que contempla esse objetivo é a
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146711 Pedagogia
La directora de un colegio de Enseñanza Media brasileño le encargó a la profesora de español el diseño de un curso, de corta duración, para preparar a los estudiantes para una entrevista en español que forma parte de la primera etapa de una convocatoria de becas para España. Este es el programa de curso presentado:



El uso de la ficha de autoevaluación por la profesora atiende a los siguientes supuestos del enfoque comunicativo para la enseñanza de lengua:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146714 Pedagogia
Um professor de Língua Portuguesa do 8º ano, em uma escola pública localizada em uma cidade brasileira de fronteira, recebe, no início do ano letivo, alguns alunos migrantes hispanofalantes que chegaram recentemente ao Brasil. Enquanto alguns já demonstram certa desenvoltura em português, outros têm o contato com o idioma pela primeira vez.

Alejandro, um dos estudantes, compreende o português em nível básico, mas ainda se comunica majoritariamente em espanhol e apresenta dificuldades tanto na oralidade quanto na escrita.

Durante uma atividade em sala, ao perguntar sobre os desejos e sonhos dos estudantes, o professor ouve Alejandro, visivelmente emocionado, tentar se expressar:


— Eu quiero una casa.

Parte da turma ri e um dos estudantes comenta:

— Ele disse que quer uma caça? Tipo ir caçar?

Percebendo o mal-entendido e a intenção de ridicularizar o colega, o professor intervém com gentileza:

— Esperem um pouco, pessoal. Acho que houve um equívoco aqui.

Voltando-se para o estudante migrante, pergunta com calma:

— Você quis dizer que gostaria de ter uma casa, um lugar para morar, certo?

Alejandro balança a cabeça, confirmando.
Considerando o contexto do texto, que envolve estudantes migrantes hispanofalantes em situação de crise humanitária, qual perspectiva teórica, alinhada à prática pedagógica do português como língua de acolhimento, se mostra adequada?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146716 Pedagogia
TEXTO 1


Iracema Tabajara


Sou Auritha Tabajara,
Nascida longe da praia,
Fascinada pelas rimas
E melodia da jandaia.
No Ceará foi a festa,
Meu leito foi a floresta
Nas folhas de samambaia.
A minha essência ancestral
Me encontra cordelizando,
Faz me existir resistindo,
Ao mundo eu vou contando;
Que minha forma de amar
Ninguém vai colonizar,
Da arte sempre vou me armando.
[...]
Eu não sou como Iracema
A de José de Alencar,
Sou do povo TABAJARA
Onde canta o sabiá
Minha aldeia tem imburana
Minha terra é soberana
Pelo toque do maracá.


TABAJARA, A. Disponível em: www.sescsp.org.br.
Acesso em: 12 maio 2025 (fragmento).


TEXTO 2


Pankararu

Sabem, meus filhos...
Nós somos marginais das famílias
Somos marginais das cidades
Marginais das palhoças...
E da história?

Não somos daqui
Nem de acolá
Estamos sempre ENTRE
Entre este ou aquele
Entre isto ou aquilo!

Até onde aguentaremos, meus filhos?...


POTIGUARA, E. Disponível em: www.tyrannusmelancholicus.com.br.
Acesso em: 12 maio 2025.
Os textos Iracema Tabajara e Pankararu, escritos respectivamente por Auritha Tabajara e Eliane Potiguara, ambas mulheres indígenas, abordam poeticamente temas relacionados à compreensão de mundo a partir de uma perspectiva decolonial. A leitura dessas obras, em uma aula de Língua Portuguesa em contexto escolar indígena, constitui uma prática pedagógica significativa, pois pode partir das vivências dos estudantes. Essa escolha metodológica se justifica por permitir que os estudantes
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146723 Pedagogia
TEXTO 1

Por esse tempo leu a Graziella e o Raphael de Lamartine. Ficou possuído de uma grande tristeza; as lágrimas saltaram-lhe sobre as páginas do livro. Sentiu necessidade de amar por aquele processo, mergulhar na poesia, esquecer-se de tudo o que o cercava, para viver mentalmente nas praias de Nápoles, ou nas ilhas adoráveis da Sicília, cujos nomes sonoros e musicais lhe chegavam ao coração como o efeito de uma saudade, amarga e doce, de uma nostalgia inefável, profunda, sem contornos, que o atraía para outro mundo desconhecido, para uma existência, que lhe acenava de longe, a puxá-lo com todos os tentáculos de seu mistério e da sua irresistível melancolia.

AZEVEDO, A. Casa de pensão. São Paulo: Ática, 1989.

TEXTO 2

—¡Uff!... —hizo cruzando los brazos en la nuca y dando un largo y hondo bostezo— ¡Qué remedio!..., mañana iré a ver a la china ésa. Encendió la luz, ganó la cama y abrió un libro. Media hora después cerraba los ojos sobre estas palabras de Schopenhauer, su maestro predilecto: “el fastidio de la noción del tiempo, la distracción la quita; luego, si la vida es tanto más feliz cuanto menos se la siente, lo mejor sería verse uno libre de ella”.

CAMBACERES, E. Sin rumbo. Estudio preliminar y notas de Carlos Alberto Leumann. Buenos Aires: Estrada, 1949.

Após a leitura desses dois fragmentos, um professor de literatura dividiu sua turma do Ensino Médio em três grupos para realizarem uma atividade em casa. Ao primeiro grupo, solicitou que buscasse, na internet, informações sobre a obra Graziella e, ao segundo, sobre Raphael, de Lamartine, respectivamente. Ao terceiro grupo, solicitou que tentasse descobrir a qual obra de Schopenhauer pertencia o trecho citado. O objetivo era explicar e analisar, na aula seguinte, a presença da intertextualidade por citação que figura nos dois fragmentos. Considerando os procedimentos pedagógicos adotados, a atividade realizada pelo professor com a turma pode ser descrita como uma
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146726 Pedagogia
TEXTO 1


Era uma vez uma princesa muito boazinha e bem-comportada. Boazinha até demais, sabe? Obedecia a tudo. Concordava com todos. Uma verdadeira maria vai com as outras.

[...]

Ainda bem que isso não durou muito, porque senão a gente não ia ter história. Ou só ia ter uma história muito chata, sem graça nenhuma.

Mas a sorte é que um dia ela disse:

— Desculpe, mas acho que não.

Todo mundo se espantou muito.

A mãe, que também era boazinha demais, quase desmaiou de susto.

O pai dela, que era todo metido a mandachuva, ficou furioso. Ele era do tipo que achava que príncipe serve para andar a cavalo, enfrentar gigantes e matar dragões, mas que princesa só serve para ficar aprendendo a ser linda e boazinha, enquanto seu príncipe não vem. Então resolveu botar a princesinha de castigo.

— Vai ficar trancada na torre! Só sai de lá quando voltar a ser boazinha.


MACHADO, A. M. A princesa que escolhia.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.


TEXTO 2

— Quer ajuda, Tetê? — ofereceu Valentina, toda dissimulada.
— Não, obrigada.
— Eu tenho uma camiseta que trago para colocar depois da aula de Educação Física. Até te emprestaria, mas certamente não cabe em você. Sou P e você deve ser GG – ela fez questão de falar para jogar na minha cara. — Na maioria das lojas eu sou M... — disse, tímida, triste, com raiva, com tudo de ruim corroendo meu peito ao mesmo tempo.
Desgraçada. Será que ia começar tudo de novo nessa escola? Será que meu pesadelo ia ter início novamente?
É... Estava tudo indo bem demais para ser verdade mesmo. [...]
“Aprendi também que a nossa história fortalece a gente. Tudo muda o tempo todo, já cantou o Lulu. E muda quando menos esperamos. Um dia, quando a menina que mora em mim, que se sentiu por muito tempo excluída, tiver coragem de mostrar em palavras o que passou e se isso ajudar alguém, nem que seja só uma pessoa, já vai ter valido a pena, como diz meu maravilhoso namorado, Dudu.”

REBOUÇAS, T. Confissões de uma garota excluída, mal-amada
e (um pouco) dramática. São Paulo: Arqueiro, 2016.
Com base na leitura das obras A princesa que escolhia, de Ana Maria Machado, e Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática, de Thalita Rebouças, uma professora solicitou aos estudantes, inicialmente, a escrita de um diário de leitura em que articulassem as narrativas lidas a vivências individuais e coletivas. Em seguida, como atividade avaliativa, demandou a escrita de uma autobiografia do leitor, para que pudessem apontar como os textos literários contribuíram para os modos de perceber a si mesmos.
Considerando o papel social da literatura infantojuvenil no processo de formação de leitor crítico, essa proposta pedagógica
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146727 Pedagogia
TEXTO 1


Era uma vez uma princesa muito boazinha e bem-comportada. Boazinha até demais, sabe? Obedecia a tudo. Concordava com todos. Uma verdadeira maria vai com as outras.

[...]

Ainda bem que isso não durou muito, porque senão a gente não ia ter história. Ou só ia ter uma história muito chata, sem graça nenhuma.

Mas a sorte é que um dia ela disse:

— Desculpe, mas acho que não.

Todo mundo se espantou muito.

A mãe, que também era boazinha demais, quase desmaiou de susto.

O pai dela, que era todo metido a mandachuva, ficou furioso. Ele era do tipo que achava que príncipe serve para andar a cavalo, enfrentar gigantes e matar dragões, mas que princesa só serve para ficar aprendendo a ser linda e boazinha, enquanto seu príncipe não vem. Então resolveu botar a princesinha de castigo.

— Vai ficar trancada na torre! Só sai de lá quando voltar a ser boazinha.


MACHADO, A. M. A princesa que escolhia.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.


TEXTO 2

— Quer ajuda, Tetê? — ofereceu Valentina, toda dissimulada.
— Não, obrigada.
— Eu tenho uma camiseta que trago para colocar depois da aula de Educação Física. Até te emprestaria, mas certamente não cabe em você. Sou P e você deve ser GG – ela fez questão de falar para jogar na minha cara. — Na maioria das lojas eu sou M... — disse, tímida, triste, com raiva, com tudo de ruim corroendo meu peito ao mesmo tempo.
Desgraçada. Será que ia começar tudo de novo nessa escola? Será que meu pesadelo ia ter início novamente?
É... Estava tudo indo bem demais para ser verdade mesmo. [...]
“Aprendi também que a nossa história fortalece a gente. Tudo muda o tempo todo, já cantou o Lulu. E muda quando menos esperamos. Um dia, quando a menina que mora em mim, que se sentiu por muito tempo excluída, tiver coragem de mostrar em palavras o que passou e se isso ajudar alguém, nem que seja só uma pessoa, já vai ter valido a pena, como diz meu maravilhoso namorado, Dudu.”

REBOUÇAS, T. Confissões de uma garota excluída, mal-amada
e (um pouco) dramática. São Paulo: Arqueiro, 2016.
Com base nas obras de literatura infantojuvenil A princesa que escolhia, de Ana Maria Machado, e Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática, de Thalita Rebouças, uma professora dos Anos Finais do Ensino Fundamental propõe a produção, em grupo, de podcasts com o objetivo de refletir sobre temas sociais relevantes à formação cidadã, como invisibilidade social, machismo, imposição de padrões de beleza e empoderamento feminino, partindo das vivências das duas personagens femininas retratadas.
A proposta didática da professora apresenta abordagem metodológica que
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146728 Pedagogia
Para que ninguém a quisesse


Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.


COLASANTI, M. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.
Para uma aula de leitura literária no 9º ano do Ensino Fundamental, a professora leu com os estudantes esse conto de Marina Colasanti. Partindo da relação entre literatura e sociedade, qual metodologia se mostra adequada para refletir sobre as questões em torno do papel da mulher retratado no texto?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146732 Pedagogia
O ciclo de lobolo começou com a Ju. Foi com dinheiro e não com gado. Lobolou-se a mãe, com muito dinheiro, num lobolo- -casamento. As crianças foram legalmente reconhecidas, mas não tinham sido apresentadas aos espíritos da família. Era preciso trazê-las do teto da mãe para a sombra do patriarcal num ato de lobolo pelo filho, uma forma de legitimá-las uma vez que nasceram fora das regras de jogo de uma família polígamo. Depois fez-se lobolo da Lu e dos filhos. As nortenhas espantaram-se. Essa história de lobolo era nova para elas, mas envolve muito dinheiro. Dinheiro para os pais, elas, e os filhos. Dinheiro que faz falta para comer, para viver, para investir. Quando se trata de benesses, qualquer cultura serve. Elas esqueceram o matriarcado e disseram sim à tradição patriarcal. Passamos três meses a andar de festa em festa. Era importante que todos os lobolos fossem feitos numa rajada antes que o Tony mudasse de ideias.

CHIZIANE, P. Niketche: uma história de poligamia.
São Paulo: Cia. das Letras, 2004.
Ao planejar aulas com base no trecho do romance, da escritora moçambicana Paulina Chiziane, um professor do Ensino Médio pretende considerar, no processo de mediação leitora, a reflexão em torno dos estudos literários e culturais em prol do desenvolvimento da construção de conhecimentos e da autonomia discente.
Partindo desse propósito e do potencial da obra de literatura africana Niketche: uma história de poligamia, qual prática docente é coerente com uma perspectiva emancipatória?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146733 Pedagogia
O ciclo de lobolo começou com a Ju. Foi com dinheiro e não com gado. Lobolou-se a mãe, com muito dinheiro, num lobolo- -casamento. As crianças foram legalmente reconhecidas, mas não tinham sido apresentadas aos espíritos da família. Era preciso trazê-las do teto da mãe para a sombra do patriarcal num ato de lobolo pelo filho, uma forma de legitimá-las uma vez que nasceram fora das regras de jogo de uma família polígamo. Depois fez-se lobolo da Lu e dos filhos. As nortenhas espantaram-se. Essa história de lobolo era nova para elas, mas envolve muito dinheiro. Dinheiro para os pais, elas, e os filhos. Dinheiro que faz falta para comer, para viver, para investir. Quando se trata de benesses, qualquer cultura serve. Elas esqueceram o matriarcado e disseram sim à tradição patriarcal. Passamos três meses a andar de festa em festa. Era importante que todos os lobolos fossem feitos numa rajada antes que o Tony mudasse de ideias.

CHIZIANE, P. Niketche: uma história de poligamia.
São Paulo: Cia. das Letras, 2004.
A fim de fomentar reflexões, a partir de vozes de escritoras negras africanas ao currículo de Língua Portuguesa do Ensino Médio, uma rede de ensino pública decide inserir, como material didático, o romance Niketche: uma história de poligamia, da moçambicana Paulina Chiziane, representado pelo trecho em que é narrada a prática de “lobolo”, entendida como uma forma de legitimar as relações familiares por meio da entrega, por parte do noivo, de dinheiro ou bens à noiva e à sua família.
A exploração da leitura dessa obra, com base em uma perspectiva decolonial que oportuniza aos estudantes problematizações críticas por meio de uma postura investigativa, justifica-se pela concepção de literatura como espaço de
Alternativas
Respostas
20: B
21: B
22: A
23: A
24: C
25: D
26: C
27: D
28: B
29: C
30: B
31: B
32: A
33: D
34: A
35: A
36: B
37: A
38: C