Questões de Concurso Público INEP 2025 para Geografia
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Entre as precariedades identificadas pelo Ministério Público Federal (MPF) está o desgaste da infraestrutura dos prédios das escolas com pisos de areia e barro. Os professores e os estudantes são orientados a fazerem as necessidades fisiológicas na mata porque não há banheiro, nem rede de água ou de esgotamento sanitário.
Disponível em: www.g1.globo.com. Acesso em: 11 maio 2025 (adaptado).
Diante da situação retratada na matéria jornalística, que ação compete à escola e contribui para o enfrentamento dessa realidade?
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino destinada a pessoas que não estão inseridas na educação regular por motivos diversos. Nesse contexto educacional, esse estudante possui uma história de vida, sobretudo por ser, efetivamente, um sujeito ativo nas esferas sociais.
PEREIRA, P. F.; REINALDO, M. A. G. Ensino-aprendizagem de charge na EJA: uma experiência no contexto de estágio supervisionado. III CINTED (adaptado).
TEXTO 2
As concepções restritas veem a EJA apenas em seu caráter marginal e secundário, camuflando os aspectos políticos, culturais e pedagógicos. Sob uma abordagem sistêmica, a EJA é tratada como parte da história da educação do país e, como tal, uma modalidade importante no processo de democratização do direito à educação.
ALMEIDA, A. EJA: uma educação para o trabalho ou para a classe trabalhadora? Revista Brasileira de Educação de Jovens e Adultos, 2016 (adaptado).
Considerando os textos 1 e 2, a alternativa que apresenta uma ação pedagógica condizente com a abordagem sistêmica da EJA é
SOUSA, L. Q.; ABREU, K. F. Análise de Estudos e Pesquisas sobre Letramento Científico. Cadernos Cajuína, n. 4, 2024.
Considerando o que representa o letramento científico, a equipe gestora de uma escola planeja organizar uma palestra com o objetivo de conscientizar a comunidade escolar de que a ciência
Entre as atividades avaliativas descritas, é associada à função formativa aquela que
A análise dos resultados do Ideb deve orientar as ações pedagógicas para
Disponível em: www.educadorinclusivo.org.br. Acesso em: 15 ago. 2025 (adaptado).
TEXTO 2
Em uma sala de aula do Ensino Fundamental, uma turma recebeu um estudante surdo e que se comunicava por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Considerando que o professor regente não era fluente em Libras, para garantir a participação do estudante nas atividades, a escola contratou um intérprete que adaptava e conduzia as atividades pedagógicas com o estudante sem a participação do professor.
Ao relacionar a situação descrita no Texto 2 com a figura apresentada no Texto 1, conclui-se que está ocorrendo um processo de
Para que essa proposta promova o letramento científico, o professor deve
Participação feminina em cada área do conhecimento para publicações com autores no Brasil no período 2018 a 2022. Disponível em: www.static.poder360.com.br. Acesso em: 29 jul. 2025 (adaptado).
Os dados do gráfico seguem a classificação de áreas de pesquisa das revistas científicas em que as publicações foram editadas e revelam marcante presença feminina em áreas como Enfermagem (80%) e Psicologia (61%), mas baixos índices em Matemática (19%), Ciência da Computação (21%) e Engenharia (24%).
A partir desse material, a proposta pedagógica que representa uma ação do professor para estimular a equidade de gênero nas áreas do conhecimento é
LAERTE. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 12 maio 2025.
A atividade proposta pelo professor possibilita ao estudante
NASCIMENTO, W. F. As religiões de matrizes africanas, resistência e contexto escolar: entre encruzilhadas. In: Memórias do Baobá II. Fortaleza: Editora UFC, 2017 (adaptado).
Com base no texto e nas ações de enfrentamento ao racismo religioso no espaço escolar, é correto afirmar que a
Ensino de geografia e geografia humanista
Aproximações a partir da teoria paulofreiriana e dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Geografia
A geografia humanista destaca-se pela ênfase dada ao ser humano, aos seus valores, às experiências e ao universo vivido. Em âmbito científico, aquilo que era visto com contornos claros, limitados e precisos, abriu a possibilidade de incorporação de variáveis relativas aos aspectos do inconsciente, do imaginário e das emoções, em fluxos que quebraram a rigidez, permitiram a flexibilidade e a singularidade do ser. Essas questões, antes inconcebíveis, na atualidade se enquadram ao lado de áreas de prestígio, por exemplo bioengenharia, pensamento quântico e ciberespaço. No que se refere à geografia escolar, pode-se afirmar que a fenomenologia, assim como o materialismo histórico-dialético, contribuiu para uma nova forma de pensar o ensino, a aprendizagem e a relação entre ambos, não somente em nível acadêmico, como também em âmbito escolar. Assim, os diversos horizontes do pensamento geográfico influenciam o ensino de Geografia, tanto na sistematização de conteúdos, habilidades e competências, como no modo de ensinar e aprender. Embora saibamos que a geografia humanista influenciou e vem influenciando o ensino de Geografia, de modo direto ou indireto, nas escolas brasileiras, acreditamos que ainda exista uma carência acerca de sua sistematização e organização.
SUESS, R. C.; LEITE, C. M. C. Ensino de geografia e geografia humanista: aproximações a partir da teoria paulofreiriana e dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Geografia. Rev. Bras. Educ. Geog., n. 15, jan.-jun., 2018 (adaptado).
TEXTO 2
Contribuições marxistas para pensarmos o ensino de Geografia
O ensino de Geografia pelo marxismo promove a compreensão da totalidade concreta e a propagação de valores fundamentais, como solidariedade, liberdade, justiça e igualdade. A ciência geográfica fundamenta-se na compreensão do espaço como totalidade. Ensinar Geografia significa possibilitar a compreensão do espaço nos aspectos materiais e imateriais, ou em termos marxistas, compreender dialeticamente a realidade. O ensino de Geografia colabora para o exame crítico das condições materiais e imateriais dos sujeitos com suas relações originárias de suas situações econômica, cultural, social, histórica e espacial. Ensinar Geografia é permitir aos sujeitos compreenderem-se como criadores de sua própria história e espacialidade. Mas não se trata de criação individual, pois a coletividade é mola propulsora dessa construção.
BARBOSA, T.; AZEVEDO, J. R. N. Contribuições marxistas para pensarmos o ensino de geografia. Rev. Bras. Educ. Geog., n. 2, jul.-dez., 2011 (adaptado).
Ao analisar os excertos dos textos, os quais versam sobre duas correntes do pensamento geográfico, um docente concluiu que
TEXTO 1

As fotografias da cidade do Rio de Janeiro dos anos 1930 e 2025 podem ser utilizadas como recurso didático em aulas sobre urbanização, patrimônio, meio ambiente, dentre outros temas. Qual categoria geográfica representa as transformações entre as duas fotografias?
SANTOS, E.; LOCATEL, C. D. Redes geográficas e a capilarização do conteúdo urbano. Sociedade e Território, n. 2, maio-ago. 2021 (adaptado).
Com base nesse texto, um professor destacou o papel do meio técnico-científico-informacional na popularização do e-commerce e pediu aos estudantes que debatessem a influência da ciência e tecnologia no cotidiano do comércio. Assim, conclui-se que a venda de mercadorias é viabilizada por redes de comércio

Após a leitura em sala de aula do poema, a professora propôs aos estudantes a criação de uma bússola artesanal e a construção de uma rosa dos ventos com os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais. Eles também analisaram diferentes tipos de mapas e escalas, com o objetivo de compreender como a linguagem cartográfica ajuda a representar e entender o espaço geográfico. Em seguida, como atividade final, a professora solicitou aos estudantes a elaboração de um mapa colaborativo em
ARTIEDA, L. et al. Acesso para pessoas com deficiência em áreas urbanas. Disponível em: https://itdp.org. Acesso em: 17 maio 2025 (adaptado).
Com base no problema abordado no texto, o professor definiu o direito à cidade e ao transporte público como tema para debate com seus estudantes, considerando que os(as)