Questões de Concurso Público INEP 2024 para História

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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150142 Pedagogia
É mais importante entender do que lembrar, embora para entender também seja preciso lembrar.

SONTAG, S. apud SARLO, B. Tempo Passado: cultura da memória e guinada subjetiva. São Paulo: Companhia das letras de Belo Horizonte/UFMG, 2007, p. 22.

Muita gente já ouviu seus pais e avós comentarem sobre como era viver em uma ditadura. Na intenção de problematizar essas memórias, uma professora de História decidiu organizar com seus alunos a realização de entrevistas com pessoas da comunidade que tenham vivido o período entre as décadas de 1960 e 1970. A dificuldade da tarefa consiste em selecionar os entrevistados, visto que os sujeitos escolhidos para participar da atividade passaram por experiências muito diferentes e têm opiniões divergentes sobre como era a vida nessa época.
Nessa situação, para enfrentar esse desafio, a professora deve orientar seus alunos a verificar
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150143 História
Ao ser questionada a respeito de discursos revisionistas sobre a ditadura e a violação de direitos humanos que circulam em diferentes plataformas digitais, a historiadora Heloisa Starling fez o seguinte alerta:

“O que estão tentando fazer hoje no Brasil não é revisionismo, nem a construção de novas versões. É fraude. Fraudar fatos é uma boa maneira de se investir contra a democracia. A História tem uma função estratégica para a nossa vida pública. Ela define um referencial concreto e rigoroso para averiguação dos fatos que se relatam, indica qual a relevância das evidências que tornam esse fato verificável e deixa claro que fato histórico não é invenção. Se a confiança na veracidade histórica for eliminada, as pessoas acreditam no que querem ou no mais conveniente; tudo se resume a uma questão de opinião e à melhor versão em curso – é o passado às avessas.”

STARLING, H. O Brasil republicano entre autoritarismos e democracia. Entrevista concedida a Antonio Gasparetto Júnior e Wagner Teixeira. Locus - Revista de história, Juiz de Fora, v.25, n. 2, p. 349, 2019 (adaptado).

Para enfrentar o problema apontado pela autora, professores podem ensinar os estudantes a utilizar métodos e técnicas próprios da pesquisa histórica adaptados ao meio digital, como
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150144 Pedagogia
Em uma aula no Ensino Fundamental, a professora constatou que a turma associava a prática da escravidão apenas a pessoas negras, tendo a América Portuguesa e o Brasil Imperial como únicas referências. Diante disso, ela solicitou aos alunos que efetuassem pesquisas sobre a existência da escravidão em diferentes contextos, a partir dos registros das sociedades da Antiguidade.
Considerando a composição plural da turma como um parâmetro de pesquisa, já que nela encontram-se alunos brancos, negros, indígenas e também de ascendência asiática, a professora apresentou a seguinte questão norteadora: “Somente os negros foram escravizados?”
Nessa situação, a proposta de intervenção da professora permitirá que os estudantes reconheçam as seguintes características da escravidão: 
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150145 História
TEXTO 1

O Presidente do Benin, Patrice Talon, inaugurou em 2022 a exposição “Arte do Benin ontem e hoje”, com 26 obras devolvidas pela França em 2021, quase 130 anos depois de terem sido roubadas pelas forças coloniais. A devolução de artefatos pela França surge à medida que crescem os apelos na África para que os países ocidentais devolvam os despojos coloniais dos seus museus e coleções privadas.

Disponível em: https://www.dw.com/pt-002/Benin-exibe-obras-de-arte-devolvidaspela-frança/a-60849202 . Acesso em: 28 maio 2024 (adaptado).

TEXTO 2

Com a Revolução Francesa se construirá o conceito de patrimônio histórico nacional e após se darão os primeiros acordos de devolução de bens culturais. A França revolucionária terá a perspectiva progressista de socializar ao povo o acesso aos bens culturais antes restritos, mas o expansionismo napoleônico se apropriará dos bens culturais alheios. Davam uma aparência de legalidade através de tratados de paz, ilegítimos, pois conseguidos com o uso da força e em condições de desigualdade, caso similar da relação entre ex-metrópoles e ex-colônias.

FERREIRA, C. S. Restituição dos bens culturais retirados no contexto do colonialismo: instrumento de desenvolvimento e de diálogo intercultural. Cadernos de Sociomuseologia, v. 47, n. 3, p. 109 - 129, 2014 (adaptado).

A partir das ideias apresentadas nos Textos 1 e 2, um professor de História propôs aos alunos do Ensino Médio uma pesquisa em acervos virtuais museológicos europeus sobre bens culturais provenientes de ex-colônias africanas, nas condições descritas nos textos, a fim de que os estudantes identifiquem objetos e se posicionem criticamente diante do colonialismo.
Assim, a proposta pedagógica utilizada pelo professor permitirá aos alunos a compreensão de que as reivindicações de países africanos, como Benin, são justificadas pelo argumento da
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150146 Pedagogia
Um professor de História solicitou aos estudantes uma atividade de campo sobre a vida e o trabalho de venezuelanos na cidade, com o objetivo de problematizar formas de desigualdade, preconceito e xenofobia. A atividade deveria propor ações que promovessem os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito aos estrangeiros no Brasil. Os alunos apresentaram resultados que exploraram estilos de vida, valores, formas de trabalho, memórias, entre outros aspectos. Para avaliá-los, o professor fez uso da avaliação formativa.

Nesse caso, a avaliação formativa é significativa, pois permite ao professor 
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150147 História
A ascensão da China como potência industrial contribuiu para o deslocamento de empresas e empregos, promovendo um significativo processo de desindustrialização no Ocidente. Simultaneamente, impulsionou a demanda por bens de consumo e transformou a dinâmica econômica global, com a Ásia emergindo como uma força motriz impossível de ser ignorada. Com um expressivo contingente populacional de engenheiros, a China evoluiu de emuladora de tecnologias para rivalizar com multinacionais ocidentais em termos de inovação e lucratividade. Em março de 2024, o déficit da balança comercial dos Estados Unidos em relação à China atingiu aproximadamente 70 bilhões de dólares. Já o Brasil tem a China como seu principal parceiro comercial, porém, ao contrário do país norte-americano, a balança comercial brasileira é superavitária em relação à do país asiático.

Para ampliar o entendimento de estudantes do Ensino Médio sobre as modificações da realidade social no Ocidente e no Brasil, decorrentes dos impactos do crescimento econômico chinês, o professor de História deve destacar
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150148 Pedagogia
TEXTO 1

No século XIX, intelectuais se reuniram no Rio de Janeiro formando um grupo que, entre as décadas de 1830 e 1860, especializou-se na criação e disseminação de falsificações documentais. Seus principais alvos eram políticos e figuras públicas da época. As notícias falsas criadas por eles muitas vezes eram republicadas em outros jornais e revistas, sendo aceitas como verdadeiras pelo público.

VEIGA, E. A “fábrica de fake news” que funcionou no Rio no século 19. DW, 14 de out. de 2020. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/. Acesso em:15 abr. 2024 (adaptado).

TEXTO 2

Atualmente, a manipulação de informações ganhou novas ferramentas, que afetam diretamente a escola, com o advento da tecnologia de inteligência artificial (IA). Nos Estados Unidos, foi reportado o uso de aplicativos de IA por estudantes para criar imagens pornográficas falsas de suas colegas, fenômeno conhecido como “deepnudes”. No Brasil, casos semelhantes já foram registrados e preocupam autoridades. Especialistas alertam para os severos impactos dessas ações na saúde mental, reputação e segurança das vítimas.

SINGER, N. Deepnudes: uso de imagens pornográficas criadas por IA vira epidemia nas escolas dos EUA. O Globo. 10 de abr. de 2024. Disponível em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/. Acesso em: 15 abr. 2024 (adaptado).

Nesse contexto, em uma aula de História que explore a manipulação da informação desde o século XIX até a era digital, para desenvolver nos estudantes uma postura crítica e investigativa sobre essas informações, é recomendável ao professor
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150149 Português
Em 1826, foi reproduzida pela primeira vez, pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, uma fotografia. Logo, ela chegou com força no mercado, tornando-se um grande negócio, e por décadas foi considerada o símbolo do progresso e da modernidade. Essa arte popularizou o retrato de famílias, paisagens, monumentos, tipos humanos e imagens chocantes de grandes acontecimentos históricos. Possibilitou “congelar o tempo” e o despertar de uma consciência de que a História está em constante movimento. Mas para os historiadores, ela pode ter outros significados, como fonte documental, conforme se pode notar na fotografia a seguir, de Robert Capa.

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A fotografia acima ganhou o mundo e foi capa das principais revistas de circulação mundial – Life, Vu, Paris-Sair e Regards – nos anos de 1936 e 1937.

LIMA, S. F.; CARVALHO, V. C. Fotografias: usos sociais e historiográficos. In: PINSKY, C. B. (Org.). Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2006 (adaptado).

Dessa forma, considerando-se o ponto de vista da análise e reflexão sobre documentos feita no âmbito da História, é recomendável que a fotografia de guerra de Robert Capa seja abordada por um professor com foco na
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150150 Pedagogia
Um professor de História decidiu levar seus alunos do 6º ano do Ensino Fundamental a uma exposição sobre os Viajantes do Século XIX e seus registros sobre a Mata Atlântica. Ao iniciar seu trabalho de planejamento e motivação, o professor partiu da percepção do senso comum de que parte significativa da Mata Atlântica desapareceu ao dar lugar às atividades agropecuárias e se propôs a apresentar as categorias e os conceitos importantes sobre esse tema. O seu objetivo foi de entender as mudanças e as permanências a partir das paisagens e refletir sobre a ação do homem no meio ambiente.

Considerando a perspectiva de construção de uma abordagem de História Ambiental, que dialogue com outras disciplinas das humanidades, assinale a opção que apresenta corretamente a relação entre as categorias trabalhadas pelo professor e os objetivos e desenvolvimento de habilidades da área de História.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150151 Sociologia
O gênero musical K-Pop surgiu no final dos anos 1980, quando a Coreia do Sul começou a valorizar mais sua cultura própria em meio à influência ocidental. O governo investiu na exportação de entretenimento, dando origem à “Onda Coreana” (Hallyu). O grupo Seo Taiji & Boys, surgido em 1992, foi um marco importante, inspirando uma remodelação cultural. A música passou a ser tratada como commodity, com leis de incentivo e grandes investimentos. A popularidade do K-Pop ajudou a promover uma visão positiva da cultura coreana globalmente, despertando interesse pela Coreia e sua mistura de tradição e modernidade.

O que é K-Pop: a história do gênero que mudou a indústria da música. Disponível em: https://revistaquem.globo.com/entretenimento/k-pop/noticia/2022/11/o-que-e-k-pop-ahistoria-do-genero-que-mudou-a-industria-da-musica.ghtml. Acesso em: 15 maio 2024 (adaptado).

Em uma aula destinada a uma turma do Ensino Médio, para expandir e diversificar a compreensão dos estudantes sobre fenômenos relacionados à internacionalização da cultura de massa, a partir da experiência coreana mencionada no texto, é recomendável que a professora
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150152 Pedagogia
O mito da criação do universo e do homem, ensinado pelo mestre iniciador do Komo (que é sempre um ferreiro) aos jovens circuncidados, revela-nos que quando Maa Ngala sentiu falta de um interlocutor, criou o Primeiro Homem: Maa (...)
O Ser-Um chamou-se de Maa Ngala. Então ele criou a ‘Fan”, um ovo maravilhoso com nove divisões no qual introduziu os nove estados fundamentais da existência. Quando o ovo primordial chocou, dele nasceram vinte seres fabulosos que constituíram a totalidade do universo, a soma total das forças existentes do conhecimento possível. Mas, aí!, nenhuma dessas vinte primeiras criaturas revelou-se apta a tornar-se o interlocutor (kuma-nyon) que Maa Ngala havia desejado para si. Assim, ele tomou de uma parcela de cada uma dessas vinte criaturas existentes e misturou-as; então, insuflando na mistura uma centelha de seu próprio hálito ígneo, criou um novo Ser, o Homem, a quem, deu uma parte de seu próprio nome: Maa.

HAMPATÉ-BÂ, A. A tradição viva. In: KI-ZERBO, J. (ed.) História Geral da África I: metodologia e pré-história da África. Brasília: UNESCO, 2011. p. 170-171 (adaptado).

Considerando-se que um professor de História da 2ª série do Ensino Médio tenha selecionado o mito de criação apresentado acima para abordar o papel da oralidade entre diversos povos africanos, é correto afirmar que, a partir desse texto, o docente poderá explicar que a tradição oral relaciona-se com
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150153 Pedagogia
No dia 30 de novembro de 2023, o governo brasileiro lançou um projeto para sinalização e reconhecimento de lugares de memória dos africanos escravizados no Brasil. A iniciativa prevê a fixação de 100 placas em todo o território nacional e a promoção de estudos e ações de Educação e Cultura em Direitos Humanos para dar visibilidade à história e à memória de matriz africana no país, nos termos da Lei n. 10.639/2003, do Programa Nacional em Direitos Humanos e do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Os lugares sinalizados vão desde portos, igrejas, praças, terreiros de candomblé, quilombos, passando por lugares onde ocorreram movimentos de resistência, até espaços de manifestações culturais.

BRASIL. Ministério da Igualdade Racial. Lançado projeto de reconhecimento de lugares de memória dos africanos escravizados no Brasil. Disponível em: https://www.gov.br/igualdaderacial/ pt-br/assuntos/. Acesso em: 8 maio 2024 (adaptado).

Considerando essa informação, assinale a opção que apresenta os desdobramentos do referido projeto no âmbito do ensino de História na Educação Básica.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150154 Português
Em uma visita técnica à Casa da Memória Transxingu, fundada em 2017, no município de Altamira, os alunos da rede estadual de ensino depararam-se com uma situação curiosa: a escassez de registros históricos relacionados às transformações negativas sofridas pela população altamirense como consequência da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Os estudantes relataram, entre outras coisas, vivências pessoais e familiares relacionadas a prejuízos econômicos, perda da ligação com a natureza e com o rio, caráter compulsório de deslocamentos para os reassentamentos urbanos coletivos e até mesmo problemas psicológicos entre os seus parentes.

A partir dessa situação, assinale a opção que contém uma explicação para a crítica dos estudantes.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150155 História
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Jan Van der Straet (1525–1605), Amerigo Vespucci Discovers America, late sixteenth century. Disponível em: https://www.britishmuseum.org/collection/object/P_1957-0413-35. Acesso em: 18 jul. 2024.

Essa fonte iconográfica é um recurso valioso em sala de aula. Produzida no final do século XVI, ela representa o encontro entre europeus e povos nativos, bem como a nomeação do novo território com a versão feminina do nome do navegador.
Nesse sentido, a análise dessa imagem em sala de aula possibilita o entendimento, pelos estudantes, de como a arte europeia do referido período representou
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150156 Português
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História para ninar gente grande. Samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira, 2019. In: DE ALMEIDA JESUS, A. C. Carnaval e “A História que a História Não Conta”: Uma Análise dos Sambas de Enredo. LICERE - Revista do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Estudos do Lazer, v. 23, n. 1, p. 157, 2020.

A Estação Primeira de Mangueira, em 2019, foi campeã do grupo especial com o enredo apresentado acima, que teve como objetivo questionar uma perspectiva de História e contar uma versão diferente dos acontecimentos, a qual
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150157 Pedagogia
Com a reversão da reforma chilena após o golpe militar de 1973, essas tendências se acentuaram, e cresceram as oportunidades de adquirir terra dos camponeses beneficiados pela reforma. Essas terras desapropriadas foram transferidas para um número bem menor de beneficiários e na forma de unidades familiares maiores. Em 1977, a grande propriedade tinha praticamente desaparecido do Chile e, em seu lugar, apareceram as pequenas propriedades entre cinco e oitenta hectares.

LONG, N. As estruturas agrárias da América Latina, 1930-1990. In: BETHELL, L. História da América Latina a América Latina após 1930: economia e sociedade. São Paulo: EdUSP, 2005. p. 437 (adaptado).

Tendo como referência as ideias do texto de Norman Long sobre a reversão da reforma agrária no Chile após o golpe de 1973, assinale a opção que apresenta a abordagem pedagógica que favorece a produção de conhecimentos e a autonomia discente em um plano de aula sobre as mudanças nas estruturas agrárias na América Latina.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150158 Pedagogia
Ele deveria começar perguntando: “Quem constituiu as fontes? Em que condições? Para quê? O que expressam? O que dizem, o que não dizem?”.
PEREIRA L. L. C. Nos arquivos da Polícia Política. Reflexões sobre uma experiência de pesquisa no DOPS do Rio de Janeiro. Acervo, Rio de Janeiro, v. 27, n. 1, p. 254-267, jan./jun. 2014.

Desde 2015, os arquivos da Comissão Nacional da Verdade, que investigou as violações de direitos humanos no Brasil entre 1946 e 1988, estão disponíveis para consulta online no site do Arquivo Nacional. Os documentos foram extraídos de arquivos produzidos pelo Estado brasileiro e por órgãos militares de inteligência e espionagem, entretanto, dadas suas condições de produção, eles revelam mais sobre a polícia da época e sobre a violação de direitos humanos do que sobre as pessoas investigadas e os crimes a elas imputados. Por isso, o seu uso escolar demanda uma abordagem sensível, respeitosa e que encoraje a reflexão crítica sobre “o que” era documentado e sobre “como” foi documentado.
Nesse caso, a maneira adequada de promover a autonomia dos estudantes no trabalho com as fontes documentais desse tipo de acervo é orientá-los a
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150159 Pedagogia
O professor de História apresentou a sua turma de Ensino Médio os conteúdos relacionados à História do Brasil a partir do diálogo com as legislações educacionais n. 10.639/2003 e n. 11.645/2008, que incluem no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Ele informou que os dispositivos são instrumentos educacionais que devem ser pensados diante do presente, para, assim, se considerarem as lutas e tensões travadas por esses sujeitos na busca pela concretização da cidadania historicamente negada. Diante disso, um aluno indagou: “professor, qual a necessidade de a gente estudar os povos indígenas e africanos que não estão mais vivos? A história não é escrita no presente?”. O professor considerou a questão pertinente e avaliou ser necessário conduzir a aula de outra maneira, dialogando com o processo histórico que levou à criação das leis e os efeitos do passado no presente. Ponderou ainda que os alunos deveriam ser avaliados sob os mesmos princípios, que incorporam o diálogo e a construção de um saber dialógico e, portanto, não estático.

Levando-se em consideração a situação exposta, a avaliação adequada para esses alunos é a
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150160 História
Segundo historiadores, o principal legado do grande matemático italiano Leonardo Pisano, mais conhecido como Fibonacci, foi ajudar a Europa a abandonar o antigo sistema de algarismos romanos e adotar os numerais indo-arábicos. Eles constam em seu Liber Abaci (“Livro de Cálculo”), escrito em 1202, após estudos com um professor árabe. Na mesma obra, há referência a um texto anterior chamado Modum algebre et almuchabale, e na margem está escrito Maumeht, que é a versão em latim do nome Mohamed. No caso, a referência é especificamente para Abu Ja’far Muhammad ibn Musa al-Khwarizmi, conhecido como Al-Khuarismi, que viveu aproximadamente entre os anos 780 e 850. A obra de Al-Khuarismi aborda um aspecto crucial de toda nossa vida. Por causa dela, o mundo europeu percebeu que sua maneira de fazer conta — ainda essencialmente baseada em algarismos romanos — era irremediavelmente ineficiente e atrapalhada. Se eu pedir para você multiplicar 123 por 11, você consegue calcular até de cabeça. A resposta é 1 353. Agora tente fazer isso com algarismos romanos: você tem que multiplicar CXXIII por XI. Pode ser feito, claro. Mas não é nem um pouco fácil.

O sábio que introduziu algarismos arábicos no Ocidente e nos salvou de multiplicar CXXIII por XI. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/. Acesso em: 01 jun. 2024 (adaptado).

Considerando-se o caso descrito, é correto afirmar que o processo de construção do conhecimento na Europa Medieval foi caracterizado por uma relação entre Ocidente e Oriente, denominada
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150161 História
Alterosa foi uma revista ilustrada que circulou na capital mineira entre 1939 e 1964 e apresentava conteúdo amplamente diversificado, embora mantivesse seções permanentes destinadas ao público feminino. Citemos, a título de exemplo, algumas das seções dedicadas especialmente a esse público: “Página das Mães”, que oferecia conselhos para educação, cuidado e saúde dos filhos; discutia temas como família, maternidade e casamento; a coluna “Para as donas de casa” trazia receitas e dicas para retirar manchas e cheiros, uso e conservação de alimentos, lavagem de tecidos, valor nutritivo dos alimentos, etc.; o “Bazar feminino”, com conselhos e dicas de beleza, cremes, cuidados com os cabelos e a pele, maquiagem, etc., e a coluna “Tendências da moda”, com as novidades, sobretudo do vestuário, de cortes e de tecidos.

MAIA, C. J.; SILVA, T. B. Alterosa para a família do Brasil: breve história de uma revista. Revista Caminhos da História, v. 15, n. 2, p. 97 - 111, 2010 (adaptado).

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx. Acesso em: 17 set. 2024.
Uma professora de História, ao ministrar uma aula sobre o Brasil dos anos 1950, projetou imagens da Revista Alterosa que evidenciam a construção de um imaginário de “casamento dos sonhos”, sem divórcio, e a associação da saúde com a beleza, constituindo um ideal de mulher moderna e perfeita.
Ao trabalhar essas imagens, a professora solicitou que os alunos confrontassem as representações de gênero nos anos 1950 e na contemporaneidade, o que lhes permitirá compreender melhor as relações de gênero e a construção do masculino e do feminino.

Nesse caso, no que diz respeito às representações presentes na sociedade dos anos 1950, a professora e os estudantes devem considerar
Alternativas
Respostas
41: D
42: C
43: A
44: C
45: B
46: B
47: D
48: A
49: A
50: C
51: B
52: D
53: B
54: A
55: B
56: D
57: D
58: A
59: B
60: C