Questões de Concurso Público INEP 2024 para História
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8 mapas que ajudam a entender conflito entre Israel e palestinos. BBC News Brasil. 8 out. 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv24n2d7dv3o. Acesso em: 03 jun. 2024 (adaptado).
A seleção e a utilização do mapa apresentado como recurso didático para o ensino de História acerca do conflito entre Israel e Palestina favorecem a compreensão de
A comemoração pelo Dia do Trabalho em 1940 não foi como qualquer outra. Naquele 1° de maio, Getúlio Vargas instituía o salário mínimo brasileiro, que entrava em vigor já naquela data, com prazo de vigência de três anos. Segundo a lei, o trabalhador deveria ganhar, então, pelo menos cerca de 240 mil réis. O salário mínimo já vinha se anunciando na década de 1930, regulamentado em uma lei, em 1936, e em um decreto-lei, em 1938.
BRASIL, B. Há 80 anos, Getúlio Vargas criava o salário mínimo. Biblioteca Nacional. 01 de maio de 2020. Disponível em: https://antigo.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/05/ha-80-anos-getuliovargas-criava-salario-minimo. Acesso em: 10 maio 2024 (adaptado).
TEXTO 2
A relação do motorista de aplicativo com a plataforma é um vínculo de emprego? Ou ele é um trabalhador independente que contrata a tecnologia dessas empresas? Para enxergar de outro ângulo essa questão — motivo de disputas no mundo todo —, o procurador do Ministério Público do Trabalho Ilan Fonseca tirou uma licença de quatro meses para ser motorista de Uber nas ruas de Salvador. Antes de ser procurador, ele já havia sido advogado e auditor fiscal do trabalho. Mas sentiu que faltava uma peça para se aprofundar na discussão sobre os trabalhadores de aplicativo: viver o cotidiano de um motorista de aplicativo. Queria experimentar, entre outros pontos, como é a comunicação das plataformas com os motoristas e quanto poder de decisão eles realmente têm. Ele reconhece que fez o trabalho de motorista sem depender disso para pagar as contas — e que, “na qualidade de homem branco, enfrentou menos dificuldades do que enfrentaria se fosse mulher ou negro”. Procurada pela reportagem, a Uber criticou a pesquisa de Fonseca e respondeu que “os motoristas parceiros não são empregados e nem prestam serviço à Uber”.
ALEGRETTI, L. O procurador que foi Uber por 4 meses em Salvador: ‘Não tive sensação de ser meu próprio chefe’. BBC News Brasil. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/. Acesso em: 20 maio 2024 (adaptado).
No mês de abril de 2024, em uma turma de Educação de Jovens e Adultos dos anos finais do Ensino Fundamental, a professora de História promoveu uma discussão acerca da proposta apresentada pelo Governo Federal para regulamentar o trabalho dos motoristas de aplicativos no Brasil, questionando se tal fato geraria resultados práticos para a vida desses atores. Uns concordavam e outros discordavam da proposta. A professora, então, propôs a leitura dos Textos 1 e 2, para comparar diferentes temporalidades em relação às questões trabalhistas.
Nessa situação, a discussão encaminhada pela professora privilegiou, como tema, as transformações na sociedade brasileira que resultaram
Disponível em: https://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/12/1718831-banksy-critica-tratamentode-refugiados-em-grafite-de-steve-jobs.shtml?mobile. Acesso em: 11 jun. 2024.
TEXTO 2
Em meados da década de 10 do século XXI, a União Europeia (UE) atravessou uma grave crise relacionada aos aumentos dos pedidos de refúgio, conforme se observa no gráfico a seguir. Naquele contexto, como forma de provocar reflexão diante do tema, Banksy, o célebre artista de rua, fez o famoso grafite de Jobs em Calais.
Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/refugiados-na-europa-crise-em-mapas-e-graficos.html.
A partir das informações apresentadas no Texto 1 e dos dados mostrados no Texto 2, assinale a opção que indica, respectivamente, o contexto nacional que levou ao maior fluxo de pedidos de asilo na União Europeia e a reflexão que o grafite promove sobre o debate da crise diante dos refugiados.
SONTAG, S. apud SARLO, B. Tempo Passado: cultura da memória e guinada subjetiva. São Paulo: Companhia das letras de Belo Horizonte/UFMG, 2007, p. 22.
Muita gente já ouviu seus pais e avós comentarem sobre como era viver em uma ditadura. Na intenção de problematizar essas memórias, uma professora de História decidiu organizar com seus alunos a realização de entrevistas com pessoas da comunidade que tenham vivido o período entre as décadas de 1960 e 1970. A dificuldade da tarefa consiste em selecionar os entrevistados, visto que os sujeitos escolhidos para participar da atividade passaram por experiências muito diferentes e têm opiniões divergentes sobre como era a vida nessa época.
Nessa situação, para enfrentar esse desafio, a professora deve orientar seus alunos a verificar
“O que estão tentando fazer hoje no Brasil não é revisionismo, nem a construção de novas versões. É fraude. Fraudar fatos é uma boa maneira de se investir contra a democracia. A História tem uma função estratégica para a nossa vida pública. Ela define um referencial concreto e rigoroso para averiguação dos fatos que se relatam, indica qual a relevância das evidências que tornam esse fato verificável e deixa claro que fato histórico não é invenção. Se a confiança na veracidade histórica for eliminada, as pessoas acreditam no que querem ou no mais conveniente; tudo se resume a uma questão de opinião e à melhor versão em curso – é o passado às avessas.”
STARLING, H. O Brasil republicano entre autoritarismos e democracia. Entrevista concedida a Antonio Gasparetto Júnior e Wagner Teixeira. Locus - Revista de história, Juiz de Fora, v.25, n. 2, p. 349, 2019 (adaptado).
Para enfrentar o problema apontado pela autora, professores podem ensinar os estudantes a utilizar métodos e técnicas próprios da pesquisa histórica adaptados ao meio digital, como
O Presidente do Benin, Patrice Talon, inaugurou em 2022 a exposição “Arte do Benin ontem e hoje”, com 26 obras devolvidas pela França em 2021, quase 130 anos depois de terem sido roubadas pelas forças coloniais. A devolução de artefatos pela França surge à medida que crescem os apelos na África para que os países ocidentais devolvam os despojos coloniais dos seus museus e coleções privadas.
Disponível em: https://www.dw.com/pt-002/Benin-exibe-obras-de-arte-devolvidaspela-frança/a-60849202 . Acesso em: 28 maio 2024 (adaptado).
TEXTO 2
Com a Revolução Francesa se construirá o conceito de patrimônio histórico nacional e após se darão os primeiros acordos de devolução de bens culturais. A França revolucionária terá a perspectiva progressista de socializar ao povo o acesso aos bens culturais antes restritos, mas o expansionismo napoleônico se apropriará dos bens culturais alheios. Davam uma aparência de legalidade através de tratados de paz, ilegítimos, pois conseguidos com o uso da força e em condições de desigualdade, caso similar da relação entre ex-metrópoles e ex-colônias.
FERREIRA, C. S. Restituição dos bens culturais retirados no contexto do colonialismo: instrumento de desenvolvimento e de diálogo intercultural. Cadernos de Sociomuseologia, v. 47, n. 3, p. 109 - 129, 2014 (adaptado).
A partir das ideias apresentadas nos Textos 1 e 2, um professor de História propôs aos alunos do Ensino Médio uma pesquisa em acervos virtuais museológicos europeus sobre bens culturais provenientes de ex-colônias africanas, nas condições descritas nos textos, a fim de que os estudantes identifiquem objetos e se posicionem criticamente diante do colonialismo.
Assim, a proposta pedagógica utilizada pelo professor permitirá aos alunos a compreensão de que as reivindicações de países africanos, como Benin, são justificadas pelo argumento da
Para ampliar o entendimento de estudantes do Ensino Médio sobre as modificações da realidade social no Ocidente e no Brasil, decorrentes dos impactos do crescimento econômico chinês, o professor de História deve destacar
O Ser-Um chamou-se de Maa Ngala. Então ele criou a ‘Fan”, um ovo maravilhoso com nove divisões no qual introduziu os nove estados fundamentais da existência. Quando o ovo primordial chocou, dele nasceram vinte seres fabulosos que constituíram a totalidade do universo, a soma total das forças existentes do conhecimento possível. Mas, aí!, nenhuma dessas vinte primeiras criaturas revelou-se apta a tornar-se o interlocutor (kuma-nyon) que Maa Ngala havia desejado para si. Assim, ele tomou de uma parcela de cada uma dessas vinte criaturas existentes e misturou-as; então, insuflando na mistura uma centelha de seu próprio hálito ígneo, criou um novo Ser, o Homem, a quem, deu uma parte de seu próprio nome: Maa.
HAMPATÉ-BÂ, A. A tradição viva. In: KI-ZERBO, J. (ed.) História Geral da África I: metodologia e pré-história da África. Brasília: UNESCO, 2011. p. 170-171 (adaptado).
Considerando-se que um professor de História da 2ª série do Ensino Médio tenha selecionado o mito de criação apresentado acima para abordar o papel da oralidade entre diversos povos africanos, é correto afirmar que, a partir desse texto, o docente poderá explicar que a tradição oral relaciona-se com
Jan Van der Straet (1525–1605), Amerigo Vespucci Discovers America, late sixteenth century. Disponível em: https://www.britishmuseum.org/collection/object/P_1957-0413-35. Acesso em: 18 jul. 2024.
Essa fonte iconográfica é um recurso valioso em sala de aula. Produzida no final do século XVI, ela representa o encontro entre europeus e povos nativos, bem como a nomeação do novo território com a versão feminina do nome do navegador.
Nesse sentido, a análise dessa imagem em sala de aula possibilita o entendimento, pelos estudantes, de como a arte europeia do referido período representou
História para ninar gente grande. Samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira, 2019. In: DE ALMEIDA JESUS, A. C. Carnaval e “A História que a História Não Conta”: Uma Análise dos Sambas de Enredo. LICERE - Revista do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Estudos do Lazer, v. 23, n. 1, p. 157, 2020.
A Estação Primeira de Mangueira, em 2019, foi campeã do grupo especial com o enredo apresentado acima, que teve como objetivo questionar uma perspectiva de História e contar uma versão diferente dos acontecimentos, a qual
O sábio que introduziu algarismos arábicos no Ocidente e nos salvou de multiplicar CXXIII por XI. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/. Acesso em: 01 jun. 2024 (adaptado).
Considerando-se o caso descrito, é correto afirmar que o processo de construção do conhecimento na Europa Medieval foi caracterizado por uma relação entre Ocidente e Oriente, denominada
MAIA, C. J.; SILVA, T. B. Alterosa para a família do Brasil: breve história de uma revista. Revista Caminhos da História, v. 15, n. 2, p. 97 - 111, 2010 (adaptado).
Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx. Acesso em: 17 set. 2024.
Uma professora de História, ao ministrar uma aula sobre o Brasil dos anos 1950, projetou imagens da Revista Alterosa que evidenciam a construção de um imaginário de “casamento dos sonhos”, sem divórcio, e a associação da saúde com a beleza, constituindo um ideal de mulher moderna e perfeita.
Ao trabalhar essas imagens, a professora solicitou que os alunos confrontassem as representações de gênero nos anos 1950 e na contemporaneidade, o que lhes permitirá compreender melhor as relações de gênero e a construção do masculino e do feminino.
Nesse caso, no que diz respeito às representações presentes na sociedade dos anos 1950, a professora e os estudantes devem considerar
ONU. Trabalho Escravo. Brasília, abril de 2016. Disponível em: https://brasil.un.org/sites/default/ files/2020-07/position-paper-trabalho-escravo.pdf. Acesso em: 04 jun. 2024 (adaptado).
Considerando a orientação da ONU para a promoção do trabalho decente, uma professora de História de uma turma de Ensino Médio da EJA solicitou uma atividade avaliativa que relacionasse o trabalho análogo à escravidão no Brasil atual com aquele presente em outras temporalidades históricas, notadamente nos períodos colonial e monárquico.
Nessa situação, a atividade proposta pela professora possibilita aos estudantes desenvolver as capacidades de