Questões de Concurso Público INEP 2024 para História

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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150131 História
No período do Imperialismo europeu sobre os continentes africano e asiático, a Palestina estava sob mandato britânico. Após a Segunda Guerra Mundial, dadas as repercussões do Holocausto, a ONU recomendou a criação de um estado judeu no Oriente Médio, baseando-se em argumentos bíblicos e históricos. Em 29 de novembro de 1947, aprovou a divisão da Palestina, que ainda estava sob mandato britânico, em três áreas: um Estado árabe, um Estado judeu e um regime especial para Jerusalém como cidade internacional. Israel aceitou a divisão, mas os árabes a rejeitaram. Em 14 de maio de 1948, um dia antes do fim do mandato britânico, Israel declarou independência. No dia seguinte, Egito, Jordânia, Síria e Iraque invadiram a região, iniciando a primeira guerra árabe-israelense, que durou até 7 de janeiro de 1949, quando um armistício foi assinado. Após a guerra, o território árabe foi reduzido pela metade, o que deu início à Nakba, ou “catástrofe”: cerca de 750 mil palestinos fugiram ou foram expulsos, marcando uma tragédia nacional para a Palestina.

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8 mapas que ajudam a entender conflito entre Israel e palestinos. BBC News Brasil. 8 out. 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv24n2d7dv3o. Acesso em: 03 jun. 2024 (adaptado).

A seleção e a utilização do mapa apresentado como recurso didático para o ensino de História acerca do conflito entre Israel e Palestina favorecem a compreensão de
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150136 História
TEXTO 1

A comemoração pelo Dia do Trabalho em 1940 não foi como qualquer outra. Naquele 1° de maio, Getúlio Vargas instituía o salário mínimo brasileiro, que entrava em vigor já naquela data, com prazo de vigência de três anos. Segundo a lei, o trabalhador deveria ganhar, então, pelo menos cerca de 240 mil réis. O salário mínimo já vinha se anunciando na década de 1930, regulamentado em uma lei, em 1936, e em um decreto-lei, em 1938.

BRASIL, B. Há 80 anos, Getúlio Vargas criava o salário mínimo. Biblioteca Nacional. 01 de maio de 2020. Disponível em: https://antigo.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/05/ha-80-anos-getuliovargas-criava-salario-minimo. Acesso em: 10 maio 2024 (adaptado).

TEXTO 2

A relação do motorista de aplicativo com a plataforma é um vínculo de emprego? Ou ele é um trabalhador independente que contrata a tecnologia dessas empresas? Para enxergar de outro ângulo essa questão — motivo de disputas no mundo todo —, o procurador do Ministério Público do Trabalho Ilan Fonseca tirou uma licença de quatro meses para ser motorista de Uber nas ruas de Salvador. Antes de ser procurador, ele já havia sido advogado e auditor fiscal do trabalho. Mas sentiu que faltava uma peça para se aprofundar na discussão sobre os trabalhadores de aplicativo: viver o cotidiano de um motorista de aplicativo. Queria experimentar, entre outros pontos, como é a comunicação das plataformas com os motoristas e quanto poder de decisão eles realmente têm. Ele reconhece que fez o trabalho de motorista sem depender disso para pagar as contas — e que, “na qualidade de homem branco, enfrentou menos dificuldades do que enfrentaria se fosse mulher ou negro”. Procurada pela reportagem, a Uber criticou a pesquisa de Fonseca e respondeu que “os motoristas parceiros não são empregados e nem prestam serviço à Uber”.

ALEGRETTI, L. O procurador que foi Uber por 4 meses em Salvador: ‘Não tive sensação de ser meu próprio chefe’. BBC News Brasil. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/. Acesso em: 20 maio 2024 (adaptado).

No mês de abril de 2024, em uma turma de Educação de Jovens e Adultos dos anos finais do Ensino Fundamental, a professora de História promoveu uma discussão acerca da proposta apresentada pelo Governo Federal para regulamentar o trabalho dos motoristas de aplicativos no Brasil, questionando se tal fato geraria resultados práticos para a vida desses atores. Uns concordavam e outros discordavam da proposta. A professora, então, propôs a leitura dos Textos 1 e 2, para comparar diferentes temporalidades em relação às questões trabalhistas.
Nessa situação, a discussão encaminhada pela professora privilegiou, como tema, as transformações na sociedade brasileira que resultaram
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150139 História
Banksy voltou a se manifestar diante dos refugiados que procuram asilo na Europa e nos Estados Unidos. Ele inaugurou um grafite no campo que recebe essa população em Calais, na França, com a imagem de Steve Jobs. Na imagem, o fundador da Apple segura um computador em uma das mãos e um saco preto na outra. A escolha faz referência à origem de Jobs, filho de um sírio que imigrou para os Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial. O grafite veio acompanhado de uma declaração de Banksy: “Nós somos levados a acreditar que a imigração drena os recursos dos nossos países, mas Steve Jobs era filho de um imigrante sírio. A Apple é a companhia mais rentável do mundo, paga mais de US$ 7 bilhões ao ano em impostos e só existe porque deixaram um jovem de Homs [cidade síria] entrar.”

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Disponível em: https://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/12/1718831-banksy-critica-tratamentode-refugiados-em-grafite-de-steve-jobs.shtml?mobile. Acesso em: 11 jun. 2024.

TEXTO 2

Em meados da década de 10 do século XXI, a União Europeia (UE) atravessou uma grave crise relacionada aos aumentos dos pedidos de refúgio, conforme se observa no gráfico a seguir. Naquele contexto, como forma de provocar reflexão diante do tema, Banksy, o célebre artista de rua, fez o famoso grafite de Jobs em Calais.

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Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/refugiados-na-europa-crise-em-mapas-e-graficos.html.

A partir das informações apresentadas no Texto 1 e dos dados mostrados no Texto 2, assinale a opção que indica, respectivamente, o contexto nacional que levou ao maior fluxo de pedidos de asilo na União Europeia e a reflexão que o grafite promove sobre o debate da crise diante dos refugiados.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150142 História
É mais importante entender do que lembrar, embora para entender também seja preciso lembrar.

SONTAG, S. apud SARLO, B. Tempo Passado: cultura da memória e guinada subjetiva. São Paulo: Companhia das letras de Belo Horizonte/UFMG, 2007, p. 22.

Muita gente já ouviu seus pais e avós comentarem sobre como era viver em uma ditadura. Na intenção de problematizar essas memórias, uma professora de História decidiu organizar com seus alunos a realização de entrevistas com pessoas da comunidade que tenham vivido o período entre as décadas de 1960 e 1970. A dificuldade da tarefa consiste em selecionar os entrevistados, visto que os sujeitos escolhidos para participar da atividade passaram por experiências muito diferentes e têm opiniões divergentes sobre como era a vida nessa época.
Nessa situação, para enfrentar esse desafio, a professora deve orientar seus alunos a verificar
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150143 História
Ao ser questionada a respeito de discursos revisionistas sobre a ditadura e a violação de direitos humanos que circulam em diferentes plataformas digitais, a historiadora Heloisa Starling fez o seguinte alerta:

“O que estão tentando fazer hoje no Brasil não é revisionismo, nem a construção de novas versões. É fraude. Fraudar fatos é uma boa maneira de se investir contra a democracia. A História tem uma função estratégica para a nossa vida pública. Ela define um referencial concreto e rigoroso para averiguação dos fatos que se relatam, indica qual a relevância das evidências que tornam esse fato verificável e deixa claro que fato histórico não é invenção. Se a confiança na veracidade histórica for eliminada, as pessoas acreditam no que querem ou no mais conveniente; tudo se resume a uma questão de opinião e à melhor versão em curso – é o passado às avessas.”

STARLING, H. O Brasil republicano entre autoritarismos e democracia. Entrevista concedida a Antonio Gasparetto Júnior e Wagner Teixeira. Locus - Revista de história, Juiz de Fora, v.25, n. 2, p. 349, 2019 (adaptado).

Para enfrentar o problema apontado pela autora, professores podem ensinar os estudantes a utilizar métodos e técnicas próprios da pesquisa histórica adaptados ao meio digital, como
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150145 História
TEXTO 1

O Presidente do Benin, Patrice Talon, inaugurou em 2022 a exposição “Arte do Benin ontem e hoje”, com 26 obras devolvidas pela França em 2021, quase 130 anos depois de terem sido roubadas pelas forças coloniais. A devolução de artefatos pela França surge à medida que crescem os apelos na África para que os países ocidentais devolvam os despojos coloniais dos seus museus e coleções privadas.

Disponível em: https://www.dw.com/pt-002/Benin-exibe-obras-de-arte-devolvidaspela-frança/a-60849202 . Acesso em: 28 maio 2024 (adaptado).

TEXTO 2

Com a Revolução Francesa se construirá o conceito de patrimônio histórico nacional e após se darão os primeiros acordos de devolução de bens culturais. A França revolucionária terá a perspectiva progressista de socializar ao povo o acesso aos bens culturais antes restritos, mas o expansionismo napoleônico se apropriará dos bens culturais alheios. Davam uma aparência de legalidade através de tratados de paz, ilegítimos, pois conseguidos com o uso da força e em condições de desigualdade, caso similar da relação entre ex-metrópoles e ex-colônias.

FERREIRA, C. S. Restituição dos bens culturais retirados no contexto do colonialismo: instrumento de desenvolvimento e de diálogo intercultural. Cadernos de Sociomuseologia, v. 47, n. 3, p. 109 - 129, 2014 (adaptado).

A partir das ideias apresentadas nos Textos 1 e 2, um professor de História propôs aos alunos do Ensino Médio uma pesquisa em acervos virtuais museológicos europeus sobre bens culturais provenientes de ex-colônias africanas, nas condições descritas nos textos, a fim de que os estudantes identifiquem objetos e se posicionem criticamente diante do colonialismo.
Assim, a proposta pedagógica utilizada pelo professor permitirá aos alunos a compreensão de que as reivindicações de países africanos, como Benin, são justificadas pelo argumento da
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150147 História
A ascensão da China como potência industrial contribuiu para o deslocamento de empresas e empregos, promovendo um significativo processo de desindustrialização no Ocidente. Simultaneamente, impulsionou a demanda por bens de consumo e transformou a dinâmica econômica global, com a Ásia emergindo como uma força motriz impossível de ser ignorada. Com um expressivo contingente populacional de engenheiros, a China evoluiu de emuladora de tecnologias para rivalizar com multinacionais ocidentais em termos de inovação e lucratividade. Em março de 2024, o déficit da balança comercial dos Estados Unidos em relação à China atingiu aproximadamente 70 bilhões de dólares. Já o Brasil tem a China como seu principal parceiro comercial, porém, ao contrário do país norte-americano, a balança comercial brasileira é superavitária em relação à do país asiático.

Para ampliar o entendimento de estudantes do Ensino Médio sobre as modificações da realidade social no Ocidente e no Brasil, decorrentes dos impactos do crescimento econômico chinês, o professor de História deve destacar
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150152 História
O mito da criação do universo e do homem, ensinado pelo mestre iniciador do Komo (que é sempre um ferreiro) aos jovens circuncidados, revela-nos que quando Maa Ngala sentiu falta de um interlocutor, criou o Primeiro Homem: Maa (...)
O Ser-Um chamou-se de Maa Ngala. Então ele criou a ‘Fan”, um ovo maravilhoso com nove divisões no qual introduziu os nove estados fundamentais da existência. Quando o ovo primordial chocou, dele nasceram vinte seres fabulosos que constituíram a totalidade do universo, a soma total das forças existentes do conhecimento possível. Mas, aí!, nenhuma dessas vinte primeiras criaturas revelou-se apta a tornar-se o interlocutor (kuma-nyon) que Maa Ngala havia desejado para si. Assim, ele tomou de uma parcela de cada uma dessas vinte criaturas existentes e misturou-as; então, insuflando na mistura uma centelha de seu próprio hálito ígneo, criou um novo Ser, o Homem, a quem, deu uma parte de seu próprio nome: Maa.

HAMPATÉ-BÂ, A. A tradição viva. In: KI-ZERBO, J. (ed.) História Geral da África I: metodologia e pré-história da África. Brasília: UNESCO, 2011. p. 170-171 (adaptado).

Considerando-se que um professor de História da 2ª série do Ensino Médio tenha selecionado o mito de criação apresentado acima para abordar o papel da oralidade entre diversos povos africanos, é correto afirmar que, a partir desse texto, o docente poderá explicar que a tradição oral relaciona-se com
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150155 História
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Jan Van der Straet (1525–1605), Amerigo Vespucci Discovers America, late sixteenth century. Disponível em: https://www.britishmuseum.org/collection/object/P_1957-0413-35. Acesso em: 18 jul. 2024.

Essa fonte iconográfica é um recurso valioso em sala de aula. Produzida no final do século XVI, ela representa o encontro entre europeus e povos nativos, bem como a nomeação do novo território com a versão feminina do nome do navegador.
Nesse sentido, a análise dessa imagem em sala de aula possibilita o entendimento, pelos estudantes, de como a arte europeia do referido período representou
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150156 História
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História para ninar gente grande. Samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira, 2019. In: DE ALMEIDA JESUS, A. C. Carnaval e “A História que a História Não Conta”: Uma Análise dos Sambas de Enredo. LICERE - Revista do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Estudos do Lazer, v. 23, n. 1, p. 157, 2020.

A Estação Primeira de Mangueira, em 2019, foi campeã do grupo especial com o enredo apresentado acima, que teve como objetivo questionar uma perspectiva de História e contar uma versão diferente dos acontecimentos, a qual
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150160 História
Segundo historiadores, o principal legado do grande matemático italiano Leonardo Pisano, mais conhecido como Fibonacci, foi ajudar a Europa a abandonar o antigo sistema de algarismos romanos e adotar os numerais indo-arábicos. Eles constam em seu Liber Abaci (“Livro de Cálculo”), escrito em 1202, após estudos com um professor árabe. Na mesma obra, há referência a um texto anterior chamado Modum algebre et almuchabale, e na margem está escrito Maumeht, que é a versão em latim do nome Mohamed. No caso, a referência é especificamente para Abu Ja’far Muhammad ibn Musa al-Khwarizmi, conhecido como Al-Khuarismi, que viveu aproximadamente entre os anos 780 e 850. A obra de Al-Khuarismi aborda um aspecto crucial de toda nossa vida. Por causa dela, o mundo europeu percebeu que sua maneira de fazer conta — ainda essencialmente baseada em algarismos romanos — era irremediavelmente ineficiente e atrapalhada. Se eu pedir para você multiplicar 123 por 11, você consegue calcular até de cabeça. A resposta é 1 353. Agora tente fazer isso com algarismos romanos: você tem que multiplicar CXXIII por XI. Pode ser feito, claro. Mas não é nem um pouco fácil.

O sábio que introduziu algarismos arábicos no Ocidente e nos salvou de multiplicar CXXIII por XI. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/. Acesso em: 01 jun. 2024 (adaptado).

Considerando-se o caso descrito, é correto afirmar que o processo de construção do conhecimento na Europa Medieval foi caracterizado por uma relação entre Ocidente e Oriente, denominada
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150161 História
Alterosa foi uma revista ilustrada que circulou na capital mineira entre 1939 e 1964 e apresentava conteúdo amplamente diversificado, embora mantivesse seções permanentes destinadas ao público feminino. Citemos, a título de exemplo, algumas das seções dedicadas especialmente a esse público: “Página das Mães”, que oferecia conselhos para educação, cuidado e saúde dos filhos; discutia temas como família, maternidade e casamento; a coluna “Para as donas de casa” trazia receitas e dicas para retirar manchas e cheiros, uso e conservação de alimentos, lavagem de tecidos, valor nutritivo dos alimentos, etc.; o “Bazar feminino”, com conselhos e dicas de beleza, cremes, cuidados com os cabelos e a pele, maquiagem, etc., e a coluna “Tendências da moda”, com as novidades, sobretudo do vestuário, de cortes e de tecidos.

MAIA, C. J.; SILVA, T. B. Alterosa para a família do Brasil: breve história de uma revista. Revista Caminhos da História, v. 15, n. 2, p. 97 - 111, 2010 (adaptado).

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Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx. Acesso em: 17 set. 2024.
Uma professora de História, ao ministrar uma aula sobre o Brasil dos anos 1950, projetou imagens da Revista Alterosa que evidenciam a construção de um imaginário de “casamento dos sonhos”, sem divórcio, e a associação da saúde com a beleza, constituindo um ideal de mulher moderna e perfeita.
Ao trabalhar essas imagens, a professora solicitou que os alunos confrontassem as representações de gênero nos anos 1950 e na contemporaneidade, o que lhes permitirá compreender melhor as relações de gênero e a construção do masculino e do feminino.

Nesse caso, no que diz respeito às representações presentes na sociedade dos anos 1950, a professora e os estudantes devem considerar
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150163 História
A Convenção n. 29 da Organização Internacional do Trabalho define trabalho forçado como aquele exigido sob ameaça de sanção e sem oferta voluntária. O trabalho escravo é o oposto do trabalho decente, que é bem remunerado, realizado em liberdade, equidade e segurança, garantindo vida digna. A Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) enfatiza a promoção do trabalho decente, incluindo a meta de erradicar o trabalho forçado, a escravidão moderna e o tráfico de pessoas. Acabar com estes problemas exige ação global coordenada, diminuindo vantagens dos exploradores e mitigando a vulnerabilidade das vítimas. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é destacada como instrumento para promover o trabalho decente.

ONU. Trabalho Escravo. Brasília, abril de 2016. Disponível em: https://brasil.un.org/sites/default/ files/2020-07/position-paper-trabalho-escravo.pdf. Acesso em: 04 jun. 2024 (adaptado).

Considerando a orientação da ONU para a promoção do trabalho decente, uma professora de História de uma turma de Ensino Médio da EJA solicitou uma atividade avaliativa que relacionasse o trabalho análogo à escravidão no Brasil atual com aquele presente em outras temporalidades históricas, notadamente nos períodos colonial e monárquico.
Nessa situação, a atividade proposta pela professora possibilita aos estudantes desenvolver as capacidades de
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Respostas
1: B
2: A
3: A
4: D
5: C
6: C
7: B
8: B
9: A
10: B
11: B
12: C
13: C