Questões de Concurso Público INEP 2024 para Filosofia

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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148879 Filosofia
A expressão máxima da soberania reside, em grande medida, no poder e na capacidade de ditar quem pode viver e quem deve morrer. Por isso, matar ou deixar viver constituem os limites da soberania, seus atributos fundamentais. Ser soberano é exercer controle sobre a mortalidade e definir a vida como a implantação e manifestação de poder. Se consideramos a política uma forma de guerra, devemos perguntar: que lugar é dado à vida, à morte e ao corpo humano (em especial o corpo ferido ou massacrado)? Como eles estão inscritos na ordem do poder?

MBEMBE, A. Necropolítica. Biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. Tradução de Renata Santini. São Paulo: n-1 edições, 2018 (adaptado).

Considerando-se o desafio de contextualizar o conceito de necropolítica sustentado pelo autor, um docente que pretenda analisar criticamente a temática com os estudantes poderá utilizar, como suporte didático, a
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148881 Filosofia
O desafio de todo docente — e muito em especial de quem ensina Filosofia — é conseguir que, em suas aulas, para além da transmissão de informação, produza-se uma mudança subjetiva. Fundamentalmente de seus alunos, mas também de si mesmo. Se a aula é um espaço compartilhado de pensamento e nela há diálogos filosóficos, a dimensão criativa envolve aqueles que aprendem e aqueles que ensinam. Em outras palavras, o professor deve criar as condições para que os estudantes possam tornar própria uma forma de interrogar e uma vontade de saber.

CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009.

Com base no texto apresentado, assinale a opção que indica uma proposta adequada à elaboração de um plano de aula que promova postura filosófica.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148882 Filosofia
Após apresentar as transformações históricas da civilização grega com a incorporação das antigas cidades-Estados pelo poder imperial macedônico em 338 a.C. e indicar brevemente características gerais das escolas filosóficas helenísticas, o professor de Filosofia propôs aos alunos a leitura do seguinte trecho:

Se as condições históricas, objetivas, impossibilitam que a liberdade seja conquistada no plano social e político, resta todo o mundo interior a ser libertado das ilusões e crendices que atormentam e escravizam a alma. Sábio é agora não mais aquele que, como no tempo de Platão, deve comandar o leme da nau da cidade, mas o que se desliga completamente dos tumultos e das agruras da vida política, para construir a serenidade espiritual e dirigir livremente sua nau interior. “Vive ignorado”, aconselha Epicuro.

PESSANHA, J. A. M. As delícias do jardim. In: NOVAES, A. (Org.). Ética. São Paulo: Companhia das Letras, 2007 (adaptado).

Nessa situação, por meio da articulação entre as explicações introdutórias e a leitura do texto, o professor fornece aos alunos meios para a compreensão de que os filósofos das escolas helenísticas
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148883 Filosofia
Até aqui não conhecemos outra lei que não a da necessidade: agora atentamos ao que é útil; chegaremos em breve para o que é conveniente e bom. O mesmo instinto anima as diversas faculdades do homem. À atividade do corpo, que procura desenvolver-se, sucede a atividade do espírito que busca instruir-se. A princípio as crianças são apenas turbulentas, tornam-se curiosas depois; e essa curiosidade bem dirigida é o móvel da idade a que chegamos. O desejo inato de bem-estar e a impossibilidade de contentá-lo plenamente fazem com que procure sem cessar novos meios de alcançá-lo. Tal é o primeiro princípio da curiosidade; princípio natural ao coração humano e cujo desenvolvimento só ocorre em proporção de nossas paixões e de nossas luzes.

ROUSSEAU, J. J. Emílio ou da educação. 3. ed. Tradução de Sérgio Milliet. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995 (adaptado).

Considerando-se a concepção de Rousseau, destacada no texto, a formação da autonomia do estudante se deve à
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148891 Filosofia
Todos bem sabem que o céu já caiu sobre os antigos, há muito tempo. Conheço um pouco dessas palavras a respeito da queda do céu. Escutei-as da boca dos homens mais velhos, quando era criança. Foi assim. No início, o céu ainda era novo e frágil.

Não é mentira! Eles viram espíritos mesmo e sabem conter a queda do céu!. Nossos ancestrais sabem fazer esse trabalho desde o primeiro tempo. Se não o tivessem feito, a abóbada celeste já teria despencado sobre nós há muito tempo. Mas apesar de todos esses esforços o céu continua instável e frágil, à mercê dos espíritos dos xamãs mortos que sempre querem recortá-lo.

KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu. Palavras de um xamã Yanomami. Tradução de Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

Para que o fragmento textual acima, sobre a cosmogonia Yanomami, seja considerado sob a perspectiva decolonial, um docente do Ensino Médio deverá abordá-lo em sala de aula como uma
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148895 Filosofia
A academia deve reencontrar-se com as culturas num exercício em que não são as coletividades unanimizadas, mas sim sujeitos críticos e reflexivos das diversas culturas que entram em debate. Desta feita, temos a veleidade de entender por diálogo intercultural, não somente um diálogo limitado à interpretação comum na literatura filosófica moderna (no sentido vertical de Norte e Sul), como parecem pretender significar as chamadas epistemologias do sul.

CASTIANO, J.; NGOENHA, S. Pensamento engajado: ensaios sobre filosofia africana, educação e cultura política. Maputo: Editora EDUCAR, 2011 (adaptado).

Considerando-se as ideias do texto e que a teoria das epistemologias do sul tornou-se uma das mais importantes no campo filosófico e social, principalmente como crítica à racionalidade hegemônica, é correto afirmar que a interculturalidade é uma característica das epistemologias do sul fundamentada
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148898 Filosofia
Um professor recém-formado na Licenciatura em Filosofia iniciará sua vida docente ministrando aulas para o Ensino Médio. Ele inicia o planejamento do conteúdo programático que será ofertado na 1ª série e, entre os temas que irão compor seu plano de aula, está a Lógica.

Nessa situação, a fim de promover uma discussão sobre temas da Lógica com os estudantes, o professor de Filosofia deverá abordar, necessariamente,
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148899 Filosofia
Em uma aula sobre Filosofia Africana no Ensino Médio, a professora explicou que um dos elementos importantes para compreender a relação com o mundo conforme algumas tradições africanas é a “cosmopercepção”, em vez de “cosmovisão”. Para isso, expôs a crítica apresentada a seguir, da epistemóloga nigeriana Oyeronké Oyewumi.

O termo “cosmovisão”, que é usado no Ocidente para resumir a lógica cultural de uma sociedade, capta o privilégio ocidental do visual. É eurocêntrico usá-lo para descrever culturas que podem privilegiar outros sentidos. Portanto, “cosmovisão” só será aplicada para descrever o sentido cultural ocidental, e “cosmopercepção” será usada ao descrever os povos iorubás ou outras culturas que podem privilegiar sentidos que não sejam o visual ou, até mesmo, uma combinação de sentidos.

OYEWUMI, O. A invenção das mulheres. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021 (adaptado).

Em seguida, um dos estudantes interpelou a professora, pois não entendeu como a mudança de termo influenciaria no entendimento dessa filosofia. Com isso, a professora apresentou um trecho da música Pedagoginga, de Thiago Elniño, para explicar como o universo iorubá, muito presente em músicas das populações negras, parte de uma combinação de sentidos, que não somente a visão, para a compreensão do mundo.
Minha percepção de mundo/ Diz que nós mesmo não vendo nada em volta/ Nunca estamos sós/ Faço minha oração, peço força pro meu guia/ E que ele não me abandone nas lutas do dia a dia

ELNIÑO, T. Pedagoginga. Álbum: A rotina do pombo. 2017.

Com relação ao contexto apresentado, é correto afirmar que a estratégia utilizada pela professora foi
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148900 Filosofia
TEXTO 1

A criança que acaba de nascer não conhece nem objetos determinados nem propriedades determinadas de objeto nenhum; mas, no dia em que aplicarem na sua frente uma propriedade a um objeto, um epíteto a um substantivo, compreenderá imediatamente o que isso quer dizer. A relação do atributo com o sujeito é, portanto, apreendida por ela naturalmente. E o mesmo poderia ser dito da relação geral que o verbo exprime, relação tão imediatamente concebida pelo espírito que a linguagem pode subentendê-la, como acontece nas línguas rudimentares que não têm verbo. A inteligência faz portanto naturalmente uso das relações de equivalente com equivalente, de conteúdo com continente, de causa com efeito, etc., implicadas em toda frase na qual há um sujeito, um atributo, um verbo expresso ou subentendido.

BERGSON, H. A evolução criadora. Tradução: Bento Prado Neto. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

TEXTO 2

Em contraste com a estrutura sujeito-verbo-objeto, a linguagem reomodal de Ubu-ntu aceita o verbo como o ponto de partida. Em nossa visão, o verbo não apenas pressupõe, mas é também materialização/ incorporação/personificação do agente. A atividade ou a ação do verbo é menos o efeito de determinada doença, inseparável do agente. O agente existente, presente numa tensão contínua é, em si mesmo, em muitos momentos cedidos, a materialização da potencialidade para uma variedade infinita de uma atividade incessante de uma fusão e convergência. Para usar uma metáfora biológica, nós podemos dizer que o presente continuamente tenso é como um infinito encadeamento alternado de bebês, jovens e adultos todos perpetuamente conectados a suas mães através de seus cordões umbilicais.

RAMOSE, M. B. African philosophy through ubuntu. Tradução: Arnaldo Vasconcellos. Harare: Mond Books, 1999 (adaptado).

Considerando que os textos apresentam diferentes compreensões sobre a relação entre linguagem e ontologia, é correto afirmar que, para Bergson, a linguagem
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148902 Filosofia
Uma professora de Filosofia do Ensino Médio solicitou que seus alunos desenvolvessem pesquisa, em sala de aula, sobre questões éticas contemporâneas a partir de artigos filosófico-científicos disponíveis na Internet. Durante a atividade, os alunos observaram que grande parte dos artigos atuais está publicada em revistas que permitem o acesso ao conteúdo apenas mediante pagamento. A professora, então, aproveitou esse cenário para motivá-los a refletir sobre uma das características centrais em Ética, a partir da seguinte situação:

Uma plataforma que disponibiliza textos na Internet, entre os quais muitos não possuem autorização de publicação, é motivo de debate entre os acadêmicos. Alguns a consideram um exemplo da ideia de educação universal e democratização do conhecimento. Já outros a veem como um site ilegal, uma vez que burla as regras de direitos autorais.

Nesse contexto, sob a perspectiva da ética utilitarista, a reflexão apresentada pela professora constitui o princípio
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148903 Filosofia
A liberdade será ética quando o exercício da vontade estiver em harmonia com a direção apontada pela razão. Sartre levou essa concepção ao ponto limite. Para ele, a liberdade é a escolha incondicional que o próprio homem faz de seu ser e de seu mundo. Quando julgamos estar sob o poder de forças externas mais poderosas do que nossa vontade, esse julgamento é uma decisão livre, pois outros homens, nas mesmas circunstâncias, não se curvaram nem se resignaram. Em outras palavras, conformar-se ou resignar-se é uma decisão livre, tanto quanto não se resignar nem se conformar, lutando contra as circunstâncias. Por isso, Sartre afirma que estamos condenados à liberdade. É ela que define a humanidade dos humanos, sem escapatória.

CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000 (adaptado).

Uma professora de Filosofia, ao abordar a relação entre ética e liberdade em uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental, realizou, de forma contextualizada, a leitura do texto acima.
Após a leitura, um estudante se mostrou bastante incomodado e pediu a palavra, afirmando que “estar sob o poder de forças externas não é uma escolha, nem é racional, pois existe um Deus absoluto que tem planos para nós”.

Nesse cenário, a metodologia que potencializa a problematização feita pelo estudante é a
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148904 Filosofia
Uma professora de Filosofia, ao planejar sua aula, retoma a ilustração proposta por Charles Sanders Peirce acerca dos tipos de raciocínio a partir do exemplo das sacas de feijão branco. Durante a aula, ela solicitou a formação de três grupos, aos quais entregou um pote de feijão branco para que estabelecessem a relação argumentativa correspondente à forma de raciocínio correta. Além dos potes de feijão branco disponibilizados para cada grupo, foram escritos na lousa os seguintes silogismos:

1. Todos os feijões daquela saca são brancos. Esses feijões são daquela saca. Logo, esses feijões são brancos.
2. Esses feijões são daquela saca. Esses feijões são brancos. Logo, todos os feijões daquela saca são brancos.
3. Todos os feijões daquela saca são brancos. Esses feijões são brancos. Logo, esses feijões são daquela saca.

Para finalizar a atividade, a professora estabeleceu como critério avaliativo a devida associação das formas de raciocínio com os argumentos apresentados, de modo que os silogismos 1, 2 e 3 deveriam ser, respectivamente, classificados por cada grupo como
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148905 Filosofia
Para elaborar uma aula de Filosofia, na turma de 3ª série do Ensino Médio, sobre a temática de democracia e das formas de participação dos indivíduos, o professor partiu do seguinte texto para realizar uma análise filosófica:

O tema do poder invisível foi até agora muito pouco explorado (inclusive porque escapa das técnicas de pesquisa adotadas habitualmente pelos sociólogos, tais como entrevistas, levantamentos de opinião, etc.). Talvez eu esteja particularmente influenciado por aquilo que acontece na Itália, onde a presença do poder invisível (máfia, camorra, lojas maçônicas anômalas, serviços secretos incontroláveis e acobertadores dos subversivos que deveriam combater) é, permitam-me o jogo de palavras, visibilíssima. A verdade porém é que o tratamento mais amplo do tema foi por mim encontrado, até agora, no livro de um estudioso americano, Alan Wolfe, Os limites da legitimidade, que dedica um bem documentado capítulo ao que denomina de ‘duplo Estado’, duplo no sentido de que ao lado de um Estado visível existiria sempre um Estado invisível.

BOBBIO, N. O futuro da democracia. São Paulo: Paz e Terra, 1986.

Nessa situação, infere-se que o objetivo de aprendizagem definido pelo professor ao utilizar o referido texto para orientar a discussão da temática é
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148906 Filosofia
Em uma época que ficou tão aliviada ao se ver livre do sistema do idealismo quanto da doutrina objetiva dos valores na economia, só se tornam efetivamente atuais os teoremas com os quais o espírito afirma não poder empreender coisa alguma, um espírito que busca a sua própria segurança e a segurança do conhecimento no ente presente enquanto a soma plenamente ordenada dos fatos particulares imediatos das instituições sociais ou da constituição de seus membros. Esse funcionamento desacostuma os homens em relação à experiência real à qual eles também estão submetidos em si mesmos.

ADORNO, T. W. Dialética negativa. Tradução de Marco Antonio Casanova. Rio de Janeiro: Zahar, 2009 (adaptado).

Em uma aula de Filosofia para a 3ª série do Ensino Médio, visando à análise crítica da razão moderna, o docente propôs que os estudantes identificassem, por meio de uma pesquisa bibliográfica, as principais correntes de pensamento filosófico e as relacionassem à crítica do texto de Adorno, apresentado acima.

Nesse caso, para entender corretamente a crítica do texto de Adorno, os discentes devem identificar que ela se volta contra
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148908 Filosofia
Ensinar a navegar na Web com discernimento é a missão cultural mais urgente de nossa época. Os melhores podcasts já proporcionam ajuda nesta tarefa — auxiliando o ouvinte ou o visualizador a refletir a respeito das efusões digitais da semana, ou do dia, e sujeitá-las a análise (embora com rigor variado). Em sua simplicidade e objetividade, essa nova forma de conteúdo — em geral dois apresentadores discutindo em detalhes um tópico contemporâneo. Essa é a extremidade suave do espectro do escrutínio, as investigações de código aberto dos grupos de jornalismo cidadão.

D’ANCONA, M. Pós-verdade: a nova guerra contra fatos em tempos de fake news. Barueri: Faro Editorial, 2018 (adaptado).

Caso um professor de Filosofia promova em sala de aula a reflexão contida no texto, é correto afirmar que ele incitará os estudantes a realizar uma análise crítica acerca da difusão do conhecimento e a elaborar a compreensão sobre o
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148910 Filosofia
Necessitamos de uma crítica dos valores morais, o próprio valor desses valores deverá ser colocado em questão. Para isso é necessário um conhecimento das condições e circunstâncias nas quais nasceram, sob as quais se desenvolveram e se modificaram. Desse modo, tomava-se o valor desses “valores” como dado, como efetivo, como além de qualquer questionamento.

NIETZSCHE, F. W. Genealogia da moral: uma polêmica. São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (adaptado).

A partir do texto apresentado, assinale a opção que indica um objetivo de aprendizagem, seguido da abordagem a ser adotada pelo docente em uma aula de Filosofia.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148913 Filosofia
Um professor de Filosofia trabalhou, em suas turmas de 1ª e 3ª séries do Ensino Médio, com um trecho da reportagem Dossiê: A história da Filosofia no Brasil, apresentado a seguir.

A filosofia no Brasil vem se desenvolvendo ao longo dos séculos, refletindo as particularidades culturais, sociais e históricas do país. João Cruz Costa oferece uma análise detalhada sobre o desenvolvimento do pensamento filosófico no Brasil. Em sua obra Contribuição à História das Ideias no Brasil (1956), explora as influências e os desafios enfrentados pela Filosofia no Brasil. A formação do pensamento filosófico no Brasil, influenciada por correntes europeias, enfrenta o desafio de se adaptar e refletir sobre a realidade específica de nossa sociedade, marcada por suas próprias contradições e complexidades.

Dossiê: A história da Filosofia no Brasil. Revista Cult. Edição 268. Editora Bregantini. São Paulo-SP, 2021

Considerando a análise de João Cruz Costa, assinale a opção que apresenta uma proposta de intervenção que possibilite ao professor trabalhar com seus alunos a necessidade de se pensar filosoficamente a realidade brasileira.
Alternativas
Respostas
1: D
2: C
3: C
4: A
5: D
6: D
7: A
8: C
9: C
10: B
11: D
12: C
13: A
14: A
15: D
16: B
17: C