Questões de Concurso Público Prefeitura de Penalva - MA 2017 para Professor de Educação Infantil
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AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade
2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra
3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.
4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí
5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um
6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam
7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar
8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este
9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os
10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É
11 uma forma de evitar desastres.
12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela
13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos
14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".
15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.
16 ________________________________(...)
17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer
18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas
19 começando.
20 ________________________________(...)
21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.
22 ________________________________(...)
23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão
24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e
25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o
26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota
27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.
28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a
29 história do país pode engarrafar.
SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO
Uma das afirmações NÃO encontra respaldo no texto:
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade
2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra
3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.
4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí
5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um
6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam
7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar
8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este
9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os
10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É
11 uma forma de evitar desastres.
12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela
13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos
14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".
15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.
16 ________________________________(...)
17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer
18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas
19 começando.
20 ________________________________(...)
21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.
22 ________________________________(...)
23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão
24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e
25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o
26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota
27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.
28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a
29 história do país pode engarrafar.
SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO
Marque com F quando a afirmativa for FALSA e com V quando a afirmativa for VERDADEIRA.
I. ( ) A leitura do texto revela que os cidadãos brasileiros — além de acostumados a tentar driblar normas disciplinares de qualquer espécie — só ficam no mesmo patamar de igualdade em situações como a de engarrafamento.
II. ( ) Com base no texto, pode-se afirmar que a expressão "brasileiro esperto" (L.14) e a afirmação "leva vantagem em tudo" (L.14) traduzem ideias que se completam na adoção de uma postura ética por parte do indivíduo, na tentativa de mostrar competência em quaisquer situações.
III. ( ) Os numerais cardinais usados no texto têm, muito mais, a intenção de criar a ideia de lentidão no fluir do tráfego do que a de enumerar rigorosamente as filas de carro que vão surgindo.
IV. ( ) A palavra "cenário" (L.13) conota imobilidade do mesmo modo que "dramatização" (L.13) e "rito" (L.14) conotam movimento.
A alternativa que contém a sequência CORRETA, de cima para baixo, é a:
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade
2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra
3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.
4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí
5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um
6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam
7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar
8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este
9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os
10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É
11 uma forma de evitar desastres.
12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela
13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos
14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".
15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.
16 ________________________________(...)
17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer
18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas
19 começando.
20 ________________________________(...)
21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.
22 ________________________________(...)
23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão
24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e
25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o
26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota
27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.
28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a
29 história do país pode engarrafar.
SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO
Sobre os mecanismos linguísticos presentes no texto, é CORRETO afirmar:
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade
2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra
3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.
4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí
5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um
6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam
7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar
8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este
9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os
10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É
11 uma forma de evitar desastres.
12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela
13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos
14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".
15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.
16 ________________________________(...)
17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer
18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas
19 começando.
20 ________________________________(...)
21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.
22 ________________________________(...)
23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão
24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e
25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o
26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota
27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.
28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a
29 história do país pode engarrafar.
SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO
Com relação a aspectos morfossintáticos das alternativas abaixo, marque a alternativa CORRETA:
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade
2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra
3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.
4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí
5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um
6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam
7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar
8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este
9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os
10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É
11 uma forma de evitar desastres.
12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela
13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos
14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".
15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.
16 ________________________________(...)
17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer
18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas
19 começando.
20 ________________________________(...)
21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.
22 ________________________________(...)
23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão
24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e
25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o
26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota
27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.
28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a
29 história do país pode engarrafar.
SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO
O verbo é o núcleo da informação em:
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade
2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra
3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.
4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí
5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um
6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam
7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar
8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este
9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os
10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É
11 uma forma de evitar desastres.
12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela
13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos
14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".
15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.
16 ________________________________(...)
17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer
18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas
19 começando.
20 ________________________________(...)
21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.
22 ________________________________(...)
23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão
24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e
25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o
26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota
27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.
28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a
29 história do país pode engarrafar.
SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO
Leia o trecho abaixo:
“não há praticamente movimento aí” (L.10). |
A única variação estrutural correta para a expressão destacada na oração em evidência é
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade
2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra
3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.
4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí
5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um
6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam
7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar
8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este
9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os
10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É
11 uma forma de evitar desastres.
12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela
13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos
14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".
15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.
16 ________________________________(...)
17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer
18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas
19 começando.
20 ________________________________(...)
21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.
22 ________________________________(...)
23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão
24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e
25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o
26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota
27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.
28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a
29 história do país pode engarrafar.
SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO
A expressão que pode ser retirada do contexto, sem comprometer o entendimento da mensagem, é
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade
2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra
3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.
4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí
5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um
6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam
7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar
8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este
9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os
10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É
11 uma forma de evitar desastres.
12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela
13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos
14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".
15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.
16 ________________________________(...)
17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer
18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas
19 começando.
20 ________________________________(...)
21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.
22 ________________________________(...)
23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão
24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e
25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o
26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota
27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.
28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a
29 história do país pode engarrafar.
SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO
No texto, a relação estabelecida pela preposição transcrita está corretamente indicada em
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade
2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra
3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.
4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí
5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um
6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam
7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar
8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este
9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os
10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É
11 uma forma de evitar desastres.
12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela
13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos
14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".
15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.
16 ________________________________(...)
17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer
18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas
19 começando.
20 ________________________________(...)
21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.
22 ________________________________(...)
23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão
24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e
25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o
26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota
27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.
28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a
29 história do país pode engarrafar.
SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO
Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “armou“ (L.13) e a composta em
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade
2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra
3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.
4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí
5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um
6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam
7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar
8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este
9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os
10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É
11 uma forma de evitar desastres.
12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela
13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos
14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".
15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.
16 ________________________________(...)
17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer
18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas
19 começando.
20 ________________________________(...)
21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.
22 ________________________________(...)
23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão
24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e
25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o
26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota
27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.
28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a
29 história do país pode engarrafar.
SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO
Com referência ao texto é correto afirmar
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade
2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra
3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.
4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí
5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um
6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam
7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar
8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este
9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os
10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É
11 uma forma de evitar desastres.
12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela
13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos
14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".
15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.
16 ________________________________(...)
17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer
18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas
19 começando.
20 ________________________________(...)
21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.
22 ________________________________(...)
23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão
24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e
25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o
26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota
27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.
28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a
29 história do país pode engarrafar.
SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO
A alternativa cuja afirmação não encontra respaldo na norma padrão é a
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade
2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra
3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.
4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí
5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um
6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam
7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar
8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este
9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os
10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É
11 uma forma de evitar desastres.
12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela
13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos
14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".
15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.
16 ________________________________(...)
17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer
18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas
19 começando.
20 ________________________________(...)
21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.
22 ________________________________(...)
23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão
24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e
25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o
26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota
27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.
28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a
29 história do país pode engarrafar.
SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO
Atente para a frase:
“Descobre-se a causa”. (L.5) |
Transpondo o fragmento em evidência para a voz ativa, a forma verbal corresponderá a
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade
2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra
3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.
4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí
5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um
6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam
7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar
8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este
9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os
10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É
11 uma forma de evitar desastres.
12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela
13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos
14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".
15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.
16 ________________________________(...)
17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer
18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas
19 começando.
20 ________________________________(...)
21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.
22 ________________________________(...)
23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão
24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e
25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o
26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota
27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.
28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a
29 história do país pode engarrafar.
SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO
Leia o trecho abaixo:
“que costumam usar para evitar engarrafamentos (L.6/7) |
Na oração em evidência, o termo em negrito possui o mesmo valor sintático que a oração
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade
2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra
3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.
4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí
5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um
6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam
7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar
8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este
9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os
10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É
11 uma forma de evitar desastres.
12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela
13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos
14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".
15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.
16 ________________________________(...)
17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer
18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas
19 começando.
20 ________________________________(...)
21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.
22 ________________________________(...)
23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão
24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e
25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o
26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota
27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.
28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a
29 história do país pode engarrafar.
SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO
Leia o trecho abaixo e em seguida responda o que se pede:
Vamos começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo" (L.13/14). |
As aspas usadas na frase em destaque foram usadas para
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade
2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra
3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.
4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí
5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um
6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam
7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar
8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este
9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os
10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É
11 uma forma de evitar desastres.
12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela
13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos
14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".
15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.
16 ________________________________(...)
17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer
18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas
19 começando.
20 ________________________________(...)
21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.
22 ________________________________(...)
23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão
24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e
25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o
26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota
27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.
28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a
29 história do país pode engarrafar.
SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO
Analisando as principais características do texto lido, podemos dizer que seu gênero predominante é:
Com relação às políticas de valorização dos profissionais de educação no Brasil, sobre o (FUNDEB) Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) Atende toda a educação básica, da creche ao ensino médio.
( ) Atende exclusivamente a educação infantil e ensino fundamental.
( ) Financia todas as etapas da educação básica e reserva recursos para os programas direcionados a jovens e adultos.
( ) Sua estratégia é distribuir os recursos pelo país, levando em consideração o desenvolvimento social e econômico das regiões.
( ) É um fundo especial, de natureza contábil e de âmbito estadual
( ) Todo o recurso gerado é redistribuído para aplicação exclusiva no ensino médio.
A sequência CORRETA é:
O Plano Nacional de Educação tem como meta universalizar o ensino fundamental de 9 (nove) anos para toda a população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos, para que isso aconteça é necessário o desenvolvimento das seguintes estratégias, EXCETO:
Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão algumas incumbências. Assinale (F) para as afirmativas falsas e (V) para as afirmativas verdadeiras quanto á algumas dessas incumbências:
(__) elaborar e executar sua proposta pedagógica;
(__) terceirizar a administração do seu pessoal e dos seus recursos materiais e financeiros;
(__) assegurar o cumprimento dos 180 dias letivos e horasaula estabelecidas;
(__) velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente;
(__) prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:
I. Cumprimento das normas gerais da educação nacional e do respectivo sistema de ensino;
II. Autorização de funcionamento do poder público e avaliação de qualidade pela própria escola;
III. Capacidade de autofinanciamento, ressalvado o previsto no artigo 213 da Constituição Federal.
De acordo com o artigo 7º da Lei Federal nº 9394/96 estão CORRETAS:
Aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, nos termos do artigo 58 da LDB, será oferecida educação especial com atendimento, preferencialmente: