Questões de Concurso Público IF-PI 2026 para Professor EBTT - História

Foram encontradas 35 questões

Q4008532 História
A Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul (Truth and Reconciliation Commission – TRC) foi criada em 1995, após o fim do apartheid, com o objetivo de investigar as violações de direitos humanos cometidas entre 1960 e 1994. Depois de décadas de segregação racial e violência, o país precisava lidar com seu passado sem provocar uma nova guerra civil. 
Imagem associada para resolução da questão                                                     



Analise a charge acima e em seguida assinale a alternativa CORRETA sobre o assunto: 
Alternativas
Q4008533 História
Durante o Estado Novo (1937-1945), o caráter autoritário das medidas tomadas pelo governo culminou na criação do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda responsável por censurar jornais, controlar informações e fortalecer a imagem de Getúlio Vargas nos meios de comunicação. Nesse período, também tem início um projeto de modernização das capitais do Brasil visto como símbolo de progresso e civilização. Em sua obra "A cidade sob o fogo: modernização e violência policial em Teresina" (1937-1945), Alcides Nascimento retrata alguns processos políticos e disputas frente ao processo de modernização da cidade de Teresina. 
Sobre esse assunto, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008534 História
                                                     Imagem associada para resolução da questão
Alberto Silva durante inauguração do Estádio Albertão, Albertão 50 anos — Foto: Reprodução. Ribeiro, A. (2023, 26 de agosto). Estádio Albertão – 50 anos [Imagem]. ge.globo.com. https://ge.globo.com/pi/albertao-50-anos/noticia/2023/08/26/albertao-50-anos-veja-linha-do-tempo-desde-a-fundacao-da-maior-praca-esportiva-do-piaui.ghtml
O governo de Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) utilizou o futebol como instrumento de propaganda política reforçando a imagem de um governo moderno e progressista. Em 1971, ao assumir o governo no Piauí, Alberto Silva deu início a uma política de intervenções urbanas e grandes obras públicas que resultou na construção do Estádio Albertão inaugurado em 1973. Sobre este assunto, Cláudia Cristina Fontineles (2009) nos  diz que: “O estádio Albertão tornou-se um desses espaços de evocação dos rastros do político que lhe emprestou o nome, seja como espaço físico, seja pela denominação recebida, que provoca o tempo presente, lembrando-o constantemente do homenageado e funcionando como arquivo dessa memória.”
FONTINELES, C. O Recinto do Elogio e da Crítica: maneiras de durar de Alberto Silva na memória e na história do Piauí. Teresina: EDUFPI, 2015. p.116. 
Após a análise do trecho e da fotografia, responda: 
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Q4008535 História
“O historiador debruçado sobre as imagens como documentos do passado é um personagem acadêmico de tradição recente. Nos últimos anos, apesar da proliferação relativa de pesquisas e objetos nessa área, não consiste em exagero afirmar que continuamos a tatear em busca de um corpus teórico-metodológico sólido para o uso das imagens como forma de conhecimento. (...) Nesse percurso, as relações da história e do cinema captam a atenção do pesquisador com intensidade inaugurando as mais diferentes formas de abordagem para a efetivação, necessariamente interdisciplinar, dessa prática historiográfica.
(...) 
O olhar que o cinema devolve (ao espectador) atinge status transformador em um sentido hermenêutico. Entende-se que a imagem tem um potencial de perturbação de certezas instituídas que, no entanto, está em latência, precisa ser ativado. Como em uma experiência de intercâmbio que atravessa os tempos, o olho do cinema a partir do passado surge inquirindo o historiador e torna-se capaz de transformar o presente. Inevitavelmente dinâmica, essa relação de olhares cruzados pressupõe uma ação investigativa sempre em movimento, em vias de tornar-se. 
SILVA, Jaison Castro. A tessitura insuspeita: cosmopolitismo, cinema nacional e trajetórias do olhar em Walter Hugo Khouri e Luis Sérgio Person (1960-1968). 2014. 812f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-Graduação em História, Fortaleza (CE), 2014. 
Para o autor, as relações da história e do cinema: 
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Q4008536 História
“Um fato é alguma coisa real, mas também uma construção de memória, que pode ganhar asas no discurso. A questão é não se deixar simplesmente flanar no discurso, se distanciando da referência do fato. Alguns defendem uma pós-modernidade em que a história “é” discurso. Ora, a história é discurso, sim, mas com amarras na concretude dos fatos, que embutem algo inalterável. O que se dá – a partir do fato – é que abre um campo imenso de batalha e nos desafia, tensionando nosso ofício.”
SANTOS NETO, Antônio Fonseca. A História nas mãos. Entrevista publicada da Revista Revestrés. Edição 46. Agosto de 2020. Acesso em: 07 fev. 2026. 
A partir da análise do texto, é possível identificar uma posição epistemológica que tensiona tanto o positivismo factualista, quanto determinadas vertentes da pós-modernidade. Considerando os debates historiográficos relativos ao estatuto do fato histórico, à renovação metodológica promovida pela Escola dos Annales e às formulações associadas à chamada Nova História, assinale a alternativa que melhor expressa a posição teórica presente no texto acima. 
Alternativas
Q4008537 História
“O recorte do tempo em períodos é necessário à história, quer seja ela considerada no sentido geral de estudo da evolução das sociedades ou no tipo particular de saber e de ensino, ou ainda no sentido de simples desenrolar do tempo. Entretanto, essa divisão não é um mero fato cronológico, mas expressa também a ideia de passagem, de ponto de origem ou até mesmo de retração em relação à sociedade e aos valores do período precedente. Por conseguinte, os períodos têm uma significação particular; em sua própria sucessão, na continuidade temporal ou, ao contrário, nas rupturas que essa sucessão evoca, eles constituem um objeto de reflexão essencial para o historiador.” 
LE GOFF, Jacques. A História deve ser dividida em pedaços? (Tradução de Nícia Adan Bonatti). São Paulo: Editora UNESP, 2015. P. 12. 
Com base na interpretação do texto sobre periodização e tempo histórico, analise as proposições a seguir:
I. Se a divisão do tempo histórico não é mero recorte cronológico, então a periodização constitui operação interpretativa vinculada a valores e perspectivas historiográficas.
II. Se a periodização é operação interpretativa, então os períodos não são dados naturais, mas construções que expressam determinadas concepções de mudança e continuidade.
III. Se os períodos são construções interpretativas, então toda narrativa histórica é arbitrária e desprovida de compromisso empírico.
IV. Se a sucessão temporal pode envolver rupturas e continuidades, então é possível articular diferentes ritmos temporais, inclusive aqueles associados à longa duração.
V. Se a longa duração relativiza o acontecimento singular, então a reflexão sobre rupturas perde relevância analítica. 
Alternativas
Q4008538 História
"O testemunho mais remoto da antiga cultura aristocrática helênica é Homero, se com este nome designamos as duas epopeias: a Ilíada e a Odisseia. Para nós, ele é ao mesmo tempo a fonte histórica da vida daqueles dias e a expressão poética imutável dos seus ideais. É preciso encará-los sob os dois pontos de vista.
Por um lado, temos de extrair dele a imagem que formamos do mundo aristocrático; por outro, inquirir como o ideal de Homero ganha forma nos poemas homéricos e como a sua estreita esfera de validade originária se alarga e se converte em força de formação de muito maior amplitude."
JAEGER, Werner Wilhelm, 1888-1961. Paideia: a formação do homem grego / Werner Wilhelm Jaeger ; [tradução Artur M. Parreira ; adaptação para a edição brasileira Mônica Stahel ; revisão de texto grego Gilson César Cardoso de Souza]. – 3. ed. – São Paulo : Martins Fontes, 1994. 
Considerando A Ilíada e A Odisseia, tradicionalmente atribuídas a Homero, e os debates historiográficos acerca de seu valor para o estudo da Grécia arcaica, assinale alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008539 História
“Desde a segunda metade do século XX, a ciência histórica tem alargado seus domínios abrindo a possibilidade de se trabalhar com uma grande variedade de fontes e objetos. Dentro desse campo aberto aos historiadores e pesquisadores, as obras literárias ocupam um lugar importante nas pesquisas históricas enquanto objeto de construção do conhecimento histórico. No entanto, o interesse dos historiadores pelos textos literários não é um fenômeno recente nos estudos históricos. Em se tratando da história da antiguidade – marcada pela escassez documental se comparada à abundância das épocas recentes – os textos literários antigos são, desde há muito tempo, um objeto privilegiado de pesquisa tendo em vista que, fora do campo da arqueologia, a maioria dos estudos de História Antiga são estudos de textos, estudos de representações.
Se o interesse dos historiadores pelos textos literários não é algo novo, entretanto, o que assistimos mudar desde a segunda metade do século XX – devido a uma renovação nos estudos literários que veio influenciar os estudos históricos – é essa relação entre os historiadores e os textos literários.”
SOUSA, P. Ângelo de M. O estudo da história antiga a partir de textos literários: uma proposta teórico-metodológica. Boletim de Estudos Clássicos, [S. l.], n. 60, p. 45-56, 2015. DOI: 10.14195/2183-7260_60_4. Disponível em: https:// impactum-journals.uc.pt/bec/article/view/60_4. Acesso em: 8 fev. 2026.
Com base no texto, analise as assertivas a seguir acerca das transformações epistemológicas da ciência histórica e da relação entre historiografia e literatura, assinalando V (verdadeiro) ou F (falso):
(  ) A ampliação dos domínios da ciência histórica, a partir da segunda metade do século XX, implicou o reconhecimento das obras literárias como objetos legítimos na construção do conhecimento histórico.
(  ) O texto sustenta que o interesse historiográfico por textos literários surgiu com a renovação teórica ocorrida na segunda metade do século XX.
(  ) Na História Antiga, os textos literários assumem papel privilegiado, em parte devido à escassez de documentação quando comparada às épocas mais recentes.
(  ) A mudança ocorrida na segunda metade do século XX refere-se menos à existência do interesse pelos textos literários e mais à forma como os historiadores passaram a se relacionar com eles.
(  ) O texto afirma que, na História Antiga, a maioria das pesquisas concentra-se em evidências materiais, descartando estudos de representações textuais.
Assinale a alternativa que corresponde a sequência CORRETA.
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Q4008541 História

"O estudo das relações sociais na Idade Média Central remete-nos diretamente a um dos mais polêmicos temas da historiografia contemporânea: o do feudalismo. Desde o século XIX, são numerosas as linhas interpretativas (...). De maneira ampla, ele gira em torno de um duplo significado do termo. No sentido estrito, ele refere-se aos vínculos feudovassálicos, isto é, como veremos, às relações político-militares entre membros da aristocracia. No sentido lato, designa um tipo de sociedade com formas próprias de organização econômica, política, social e cultural."


FRANCO JÚNIOR, Hilário, A Idade Média: nascimento do ocidente / Hilário Franco Júnior. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 2001. 


"A ascensão da sociedade de corte sem dúvida está ligada ao impulso da crescente centralização do poder do Estado, à crescente monopolização das duas fontes decisivas de poder para aqueles senhores em posição central: as taxas sociais, os "impostos" como nós chamamos, e o poderio militar e policial reunidos. Contudo, raramente se coloca uma pergunta fundamental nesse contexto que permaneça sem resposta: a questão da dinâmica de desenvolvimento da sociedade, de como e por que se forma, durante determinada fase do desenvolvimento do Estado, uma posição social que concentra nas mãos de um único homem uma abundância de poder extraordinária."


ELIAS, Norbert. A Sociedade de Corte: investigação sobre a sociologia da realeza e da aristocracia de corte. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.


Considerando os textos apresentados e o debate historiográfico sobre a transição da sociedade feudal à sociedade de corte, assinale a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Q4008542 História
Esta revolução transformou (dupla revolução — a francesa, bem mais política, e a industrial inglesa, e continua a transformar, o mundo inteiro. Mas ao considerá-la devemos distinguir cuidadosamente entre os seus resultados de longo alcance, que não podem ser limitados a qualquer estrutura social, organização política ou distribuição de poder e recursos internacionais, e sua fase inicial e decisiva, que estava intimamente ligada a uma situação internacional e social específica. A grande revolução de 1789-1848 foi o triunfo não da “indústria” como tal, mas da indústria capitalista; não dá liberdade e da igualdade em geral, mas da classe média ou da sociedade “burguesa” liberal; não da “economia moderna” ou do “Estado moderno”, mas das economias e Estados cm uma determinada região geográfica do mundo (parte da Europa e alguns trechos da América do Norte), cujo centro eram os Estados rivais e vizinhos da Grã-Bretanha e França. A transformação de 1789-1848 é essencialmente o levante gêmeo que se deu naqueles dois países e que dali se propagou por todo o mundo. 
HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções. 3. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2012.  
Com base na interpretação da “dupla revolução” (1789–1848) proposta por Eric Hobsbawm como faróis de um mundo novo, analise as proposições abaixo, considerando sua coerência lógica e consistência historiográfica:
(  ) Se a transformação de 1789-1848 representa o triunfo da burguesia liberal, então ela implica ruptura com a ordem estamental do Antigo Regime.
(  ) Se a Revolução Industrial consolida o capitalismo industrial, então altera estruturalmente as relações de produção e a composição das classes sociais.
(  ) Se a Revolução Francesa não tivesse alterado a forma de soberania política, então a Revolução Industrial isoladamente não bastaria para caracterizar a passagem à contemporaneidade.
(  ) Se a contemporaneidade decorre da combinação entre transformação econômica e transformação política, então a Revolução Francesa e a Revolução Industrial são processos historicamente interdependentes.
(  ) Se a acumulação capitalista constitui resultado estrutural da Revolução Industrial, então o Estado liberal burguês pode ser compreendido como forma política compatível com essa nova ordem econômica.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4008543 História
“A feição deles é serem pardos, maneira de avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem- feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem estimam de cobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam os beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos brancos e verdadeiros, de comprimento duma mão travessa, da grossura dum fuso de algodão, agudos na ponta como um furador. Mete-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita como roque de xadrez, ali encaixado de tal sorte que não os molesta, nem os estorva no falar, no comer ou no beber”
Carta de Pêro Vaz de Caminha. 1 de maio de 1500. Disponível em: https://objdigital.bn.br/objdigital2/Acervo_Digital/livros_ eletronicos/bndigital0009/bndigital0009.pdf. Acesso em: 08 fev.2026. 
O trecho da carta de Pero Vaz de Caminha descreve aspectos físicos e culturais dos indígenas encontrados em 1500. A partir da interpretação do texto e do debate historiográfico sobre o processo de colonização portuguesa, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008544 História
“Situada neste contexto, articulada nos componentes do Antigo Regime, a colonização moderna revela, portanto, como traços essenciais aqueles mecanismos através dos quais o processo colonizador promove a aceleração da acumulação capitalista; a acumulação na economia europeia configura os fins, os mecanismos de exploração colonial, os meios. O conjunto desses mecanismos — processos econômicos e normas da política econômica — constituem o sistema colonial que integra e articula a colonização com as economias centrais europeias; tal sistema de relações torna-se portanto a categoria fundamental de toda esta análise. Reformulando agora: a colonização do Novo Mundo dá-se nos quadros do Antigo Sistema Colonial, isto é, o sistema colonial do Antigo Regime. A colonização portuguesa no Brasil se desenrola dentro desse sistema de relações, que  lhe imprime a sua marca, determinando as linhas definidoras da estrutura sócio-econômica que aqui se instaura, dando sentido às expressões ‘Brasil-colônia’ e ‘período colonial’.”
NOVAIS, Fernando A. Considerações sobre o sentido da colonização. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, Brasil, n. 6, p. 55–65, 1969. DOI: 10.11606/issn.2316- 901X.v0i6p55-65. Disponível em: https://revistas.usp.br/rieb/ article/view/56523. Acesso em: 8 fev. 2026.
Com base no texto apresentado e na interpretação do Antigo Sistema Colonial, analise as proposições condicionais abaixo:
(  ) Se a colonização moderna integra-se ao sistema do Antigo Regime, então sua finalidade estrutural reside na acumulação metropolitana, e não na autonomia econômica da colônia.
(  ) Se o pacto colonial constitui mecanismo jurídico de integração econômica, então a economia colonial tende a organizar-se segundo monopólios e restrições comerciais impostas pela metrópole.
(  ) Se a sociedade colonial deriva de sua inserção no sistema colonial, então suas formas sociais podem ser compreendidas independentemente da dinâmica mercantil europeia.
(  ) Se a acumulação europeia configura os fins do sistema colonial, então os mecanismos produtivos coloniais funcionam como meios subordinados a essa finalidade.
(  ) Se a colonização portuguesa no Brasil se desenvolve dentro de um sistema de relações articulado às economias centrais, então suas instituições políticas e econômicas refl etem essa dependência estrutural.
Assinale a alternativa que corresponde a sequência CORRETA:
Alternativas
Q4008545 História
"Guardam-se no Arquivo Público do Estado do Pará (APEP) e no Arquivo Público do Maranhão (APEM) importantes manuscritos relativos aos indígenas do Piauí colonial, sobretudo do período de 1738 a 1774. (..). A referência a 1738 é importante por ter sido aquela data o momento  de uma célebre reunião da “Junta de Missões”, ocorrida em São Luís, no palácio do governador do Maranhão, para deliberar, pela primeira vez, a favor de uma “guerra defensiva” contra os povos nativos do Piauí, notadamente as nações indígenas “Gilboé”, “Guegué”, “Acoroá”, “Paracaty” e “Timbira”, todos disseminados pelo vasto sertão que abrange desde a margem esquerda do rio São Francisco até a direita do Parnaíba, com seus principais afluentes do lado direito: Uruçuí, Piauí, Itaueira, Gurgueia, Canindé, Poti e Longá.
Pelos dizeres do Termo da Junta, os fazendeiros e demais moradores das ribeiras do Itapecuru e do Parnaíba reivindicam conjuntamente do governador do Maranhão o direito de organizarem “bandeira para expulsarem o dito gentio pondo-se em seu seguimento até se lhe dar nas Aldeias” e solicitam, através da Junta de Missões, uma “ajuda de custo de pólvora, e chumbo, e armas”. Pedem também o apoio de “ordenanças [tropas de linha] daqueles distritos, para andarem na campanha todo o tempo que for preciso em seguimento dos ditos gentios”. Insistem, em uma só voz, para que o cabo da expedição seja o sargento-mor João do Rego Castelo Branco, já famoso no Piauí e Sul do Maranhão pelas mortandades que fazia entre os índios, quando convocado para chefiar as tais “bandeiras”, no sertão." 
CARVALHO, João Renôr Ferreira de. Resistência Indígena no Piauí Colonial: 1718-1774. Imperatriz: Ética editora. 2005.
Considerando o texto acima e o processo de interiorização da colonização portuguesa na América, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008546 História
“Se a vila se modifi cou para se vestir como capital do império português, as permanências são evidentes. Suas casas e traçados coloniais, suas festas tomadas por costumes africanos, seus hábitos alimentares orientais... nada permite duvidar de um universo obrigatoriamente plural”
SCHWARCZ, Lilia Moritz. D. João carioca: a corte portuguesa chega ao Brasil (1808-1821). São Paulo: Companhia das Letras, 2008. 
Considerando o texto e a historiografia sobre a transferência da Corte portuguesa para o Brasil em 1808, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4008547 História
“Na sua faixa litorânea, o Nordeste representou o primeiro centro de colonização e de urbanização da nova terra (...). Até meados do século XVIII, a região nordestina, que era designada como o "Norte", concentrou as atividades econômicas e a vida social mais significativa da Colônia; nesse período, o Sul foi uma área periférica, menos urbanizada, sem vinculação direta com a economia exportadora.” 
FAUSTO, Boris. HISTÓRIA DO BRASIL. São Paulo: EDUSP, 1996. 
Sobre a formação econômica e territorial do Brasil colonial, assinale alternativa CORRETA: 
Alternativas
Respostas
16: D
17: E
18: C
19: B
20: C
21: A
22: A
23: B
24: D
25: A
26: A
27: A
28: B
29: C
30: B