Questões de Concurso Público IF-MT 2026 para Professor EBTT - Área: Português/Inglês

Foram encontradas 5 questões

Q3868762 Pedagogia
Considere a situação hipotética abaixo e responda à questão:


“Fulano, professor do IFMT, aplicou uma prova escrita discursiva para os seus alunos de um Curso Técnico Integrado ao Nível Médio, no início do segundo bimestre, conforme o calendário acadêmico vigente. Ao final desse segundo bimestre, o professor publicou o resultado da avaliação e devolveu as provas corrigidas aos estudantes. Ao ler a correção de sua prova, a estudante Beltrana se indignou com o resultado, pois julgava ter respondido a uma das questões em conformidade com o conteúdo do livro indicado como bibliografia básica da disciplina e as anotações em seu caderno, as quais refletem o conteúdo transcrito pelo professor na lousa, durante as aulas. Por discordar da correção, Beltrana, no mesmo dia em que recebeu a prova corrigida, requereu, mediante processo devidamente fundamentado, a revisão de sua nota. O professor alegou que não poderia fazer tal alteração, por falta de previsão legal e porque o prazo para lançamento de notas naquele bimestre já estava encerrado”.
Considerando a situação hipotética exposta, nos termos do Regulamento Didático do IFMT, aprovado pela Resolução CONSUP IFMT nº 81, de 26 de novembro de 2020, identifique a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3868763 Pedagogia
Considere a situação hipotética abaixo e responda à questão:


“Fulano, professor do IFMT, aplicou uma prova escrita discursiva para os seus alunos de um Curso Técnico Integrado ao Nível Médio, no início do segundo bimestre, conforme o calendário acadêmico vigente. Ao final desse segundo bimestre, o professor publicou o resultado da avaliação e devolveu as provas corrigidas aos estudantes. Ao ler a correção de sua prova, a estudante Beltrana se indignou com o resultado, pois julgava ter respondido a uma das questões em conformidade com o conteúdo do livro indicado como bibliografia básica da disciplina e as anotações em seu caderno, as quais refletem o conteúdo transcrito pelo professor na lousa, durante as aulas. Por discordar da correção, Beltrana, no mesmo dia em que recebeu a prova corrigida, requereu, mediante processo devidamente fundamentado, a revisão de sua nota. O professor alegou que não poderia fazer tal alteração, por falta de previsão legal e porque o prazo para lançamento de notas naquele bimestre já estava encerrado”.
Considerando a situação hipotética exposta, nos termos do Regulamento Didático do IFMT, aprovado pela Resolução CONSUP IFMT nº 81, de 26 de novembro de 2020, julgue as assertivas abaixo:

I. O Regulamento Didático prevê a possibilidade de solicitar segunda chamada de avaliação, mas não dispõe sobre solicitação de revisão de avaliação.
II. Beltrana atendeu às exigências previstas no Regulamento Didático quanto ao prazo para solicitar revisão de avaliação.
III. A forma de solicitar a revisão de avaliação adotada por Beltrana condiz com aquela prevista no Regulamento Didático.
IV. O pedido de revisão de avaliação por parte de Beltrana não é tempestivo, tendo em vista que a prova foi realizada no início do segundo bimestre, e a solicitação de revisão foi formulada ao final do segundo bimestre.

Está(ão) CORRETA(S) apena(s) a(s) assertiva(s):
Alternativas
Q3870547 Pedagogia
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM), qual é o papel da avaliação no processo de ensino de Língua Portuguesa?
Alternativas
Q3870559 Pedagogia
TEXTO IV - Base para responder à questão.


Reflexões sobre ensino de gramática na realidade educacional brasileira


O ensino de gramática no contexto educacional brasileiro tem sido primordialmente prescritivo, baseado nas regras da gramática normativa tida como o manual do bem falar (ILARI, 1992). A língua portuguesa é, na prática, muitas vezes considerada homogênea, apesar de o Brasil ser um país marcado por grandes contrastes, aliás, em vários sentidos. A variedade padrão é aquela ensinada na escola, instituição que representa uma força corretiva e unificadora da língua. A despeito do que preconizam os manuais gramaticais, a heterogeneidade linguística está estabelecida no país e é influenciada tanto por fatores diatópicos, geográficos, quanto por fatores diastráticos, sociais. Devido ao acesso limitado à ampla e efetiva escolarização, as diferenças linguísticas tornam-se acentuadas e, sobretudo, cada vez mais distantes da norma culta.

De um lado, há os que defendem o respeito com relação à variedade linguística das classes populares, pois sua linguagem é considerada tão válida para a comunicação quanto a língua padrão. Por outro lado, há os que afirmam a necessidade de as classes populares aprenderem a usar a variedade socialmente privilegiada, visto que a posse dessa linguagem constitui instrumento fundamental e indispensável na luta pela su - peração das desigualdades sociais (POSSENTI, 1992). Mas o que gostaríamos de problematizar inicialmente é o seguinte: diante da variedade linguística do português, como fica a questão do ensino? Qual variedade deve ser ensinada pelo professor de língua portuguesa?

A primeira corrente expressa uma ideia muito simplista da língua, uma vez que restringe seu uso apenas à comunicação, ignorando as demais concepções de linguagem. A língua(gem), além de se prestar ao ato comunicativo, configura a expressão do pensamento, sendo, sobretudo, uma forma de interação humana, política e social. É sob essa ótica que defendemos que as atividades de ensino devem oportunizar aos alunos o domínio de um sistema valorizado, ou seja, da norma padrão, sem que isso signifique depreciação da variante linguística de seu grupo social e regional de origem.


SILVA, Kleber Aparecido da; PILATI, Eloisa; e DIAS, Juliana de Freitas. O ensino de gramática na contemporaneidade: delimitando e atravessando as fronteiras na formação inicial de professores de língua portuguesa. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1984-63982010000400008. Acesso em: 07 jul. 2025.
Os PCN (1998, p. 24) adotam uma perspectiva sociointeracionista da linguagem. Segundo essa perspectiva, "a língua é um sistema de signos histórico e social que possibilita ao homem significar o mundo e a realidade. A partir disso, essa perspectiva da linguagem pressupõe que:
Alternativas
Q3870563 Pedagogia
According to some applied linguists, CLT was a very important approach, but it has some critical points that should be considered. 

PIAZZA, Paulo Thiago. The historical development of english as a foreign language teaching in brazilian schools: methods and legal documents. Revista Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-23, 2024. Disponível em: https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs. Acesso em: 10 mai. 2025.

Choose the item(s) that point(s) the criticism to the CLT approach.

I. Difficulties in defining which functions of language (or which tasks) should be presented to students (and in which sequence).
II. Dividing teaching into functions of language or tasks brings the negative argument of teaching atomization, i.e., of breaking the language in small pieces that do not form a coherent whole.
III. The debate if it is possible to have "real-life communication" in a classroom setting.
IV. The inability of CLT to adapt to the various contexts of language teaching, such as cultural contexts that posit a hierarchy between students and teachers.

Choose the CORRECT alternative.
Alternativas
Respostas
1: A
2: B
3: B
4: D
5: E