Questões de Concurso Público Prefeitura de Irupi - ES 2024 para Engenheiro Ambiental

Foram encontradas 40 questões

Q3410009 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda questão:

Baleia sim, mas eu prefiro gente

    Não sei se me comove (mas me inquieta) ver pessoas acorrendo, torcendo, chorando porque uma baleia está encalhada e ameaçada de morrer nas areias de qualquer lugar do mundo.
    
    Sinto pena pelo sofrimento do bicho, mas sempre imagino se fariam tanto alarido caso houvesse em seu lugar um ser humano.
    
    Lamento toda a ameaça a qualquer espécie em extinção, embora, olhando a história das espécies, me pareça natural que algumas desapareçam e outras surjam. Se cometo um pecado maior de ignorância, sou afinal apenas uma escritora.
    
    Sei que não vão me achar muito simpática, mas eu não sou sempre simpática. Aliás, se não gosto de grosseria nem de vulgaridade, também desconfio dos politicamente corretos. Todo fanatismo me assusta.
    
    Não posso ver bicho sofrendo: sempre curti animais, fui criada com eles. Na casa onde nasci e cresci, em certo momento, na minha remota infância, tive até uma coruja, chamada, sabe Deus por quê, Sebastião: quase branca, aquele olho revirando. Fugiu da enorme gaiola especialmente construída para ela quando apareceu por ali com uma asa quebrada. Assim que ficou curada e conseguiu uma frestinha, escapou. Por muitos dias eu a procurei no topo das árvores, doída de saudade.
    
    Na ilhota no mínimo lago no fundo do terreno, viveu a certa altura um casal de veadinhos, presente de um fazendeiro amigo de meu pai. (Os fanáticos vão considerar isso grande crueldade.) Um dos bichinhos também fugiu, o outro morreu pouco depois. Segundo o jardineiro, morreu de saudade do fujão: primeira visão infantil de um amor romeu-e-julieta.
    
    Tive uma gata chamada Adelaide, nome da sofredora personagem de uma novela de rádio que fazia suspirar minha avó, e que meu irmão pequeno matou (a gata), nunca entendi como: uma das primeiras tragédias de que tive conhecimento.
    
    De modo que animais fazem parte de minha história, com muitas aventuras, divertimento, e alguma emoção.
    
    Mas vamos às baleias e golfinhos encalhados: pessoas torcem as mãos, chegam máquinas variadas para içar os bichos, aplicam-se lençóis molhados, abrem-se manchetes em jornais, televisões comentam tudo em horário nobre. O público, presente ou em casa, acompanha como se fosse alguém da família, e quando o fim chega, é lamentado quase com pêsames e oração.
    
    Confesso que não consigo me comover da mesma forma: pouca sensibilidade? Não creiam, mesmo os que não me apreciam, não creiam nisso.
    
    Não é que eu ache que sofrimento de animal não valha a pena, a solidariedade, o dinheiro. Mas eu preferia que tudo isso fosse gasto com eles depois de não haver mais nenhuma criança sofrendo, abandonada ou explorada, enfiando a cara no vidro de meu carro para pedir dinheiro, nenhum adolescente morrendo drogado na calçada, uma família morando embaixo da ponte no inverno aqui do Sul.
        [...]

Autora: Lya Luft (adaptado).
Levando em consideração a leitura do texto, é possível inferir que, EXCETO: 
Alternativas
Q3410010 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda questão:

Baleia sim, mas eu prefiro gente

    Não sei se me comove (mas me inquieta) ver pessoas acorrendo, torcendo, chorando porque uma baleia está encalhada e ameaçada de morrer nas areias de qualquer lugar do mundo.
    
    Sinto pena pelo sofrimento do bicho, mas sempre imagino se fariam tanto alarido caso houvesse em seu lugar um ser humano.
    
    Lamento toda a ameaça a qualquer espécie em extinção, embora, olhando a história das espécies, me pareça natural que algumas desapareçam e outras surjam. Se cometo um pecado maior de ignorância, sou afinal apenas uma escritora.
    
    Sei que não vão me achar muito simpática, mas eu não sou sempre simpática. Aliás, se não gosto de grosseria nem de vulgaridade, também desconfio dos politicamente corretos. Todo fanatismo me assusta.
    
    Não posso ver bicho sofrendo: sempre curti animais, fui criada com eles. Na casa onde nasci e cresci, em certo momento, na minha remota infância, tive até uma coruja, chamada, sabe Deus por quê, Sebastião: quase branca, aquele olho revirando. Fugiu da enorme gaiola especialmente construída para ela quando apareceu por ali com uma asa quebrada. Assim que ficou curada e conseguiu uma frestinha, escapou. Por muitos dias eu a procurei no topo das árvores, doída de saudade.
    
    Na ilhota no mínimo lago no fundo do terreno, viveu a certa altura um casal de veadinhos, presente de um fazendeiro amigo de meu pai. (Os fanáticos vão considerar isso grande crueldade.) Um dos bichinhos também fugiu, o outro morreu pouco depois. Segundo o jardineiro, morreu de saudade do fujão: primeira visão infantil de um amor romeu-e-julieta.
    
    Tive uma gata chamada Adelaide, nome da sofredora personagem de uma novela de rádio que fazia suspirar minha avó, e que meu irmão pequeno matou (a gata), nunca entendi como: uma das primeiras tragédias de que tive conhecimento.
    
    De modo que animais fazem parte de minha história, com muitas aventuras, divertimento, e alguma emoção.
    
    Mas vamos às baleias e golfinhos encalhados: pessoas torcem as mãos, chegam máquinas variadas para içar os bichos, aplicam-se lençóis molhados, abrem-se manchetes em jornais, televisões comentam tudo em horário nobre. O público, presente ou em casa, acompanha como se fosse alguém da família, e quando o fim chega, é lamentado quase com pêsames e oração.
    
    Confesso que não consigo me comover da mesma forma: pouca sensibilidade? Não creiam, mesmo os que não me apreciam, não creiam nisso.
    
    Não é que eu ache que sofrimento de animal não valha a pena, a solidariedade, o dinheiro. Mas eu preferia que tudo isso fosse gasto com eles depois de não haver mais nenhuma criança sofrendo, abandonada ou explorada, enfiando a cara no vidro de meu carro para pedir dinheiro, nenhum adolescente morrendo drogado na calçada, uma família morando embaixo da ponte no inverno aqui do Sul.
        [...]

Autora: Lya Luft (adaptado).

Acerca do significado de vocábulos presentes no texto, analise as assertivas:



I. “pêsames” é sinônimo de “condolências”.


II. “Infantil” poderia ser substituído por “pueril”, sem alteração de sentido.


III. “enorme” é antônimo de “colossal”.



Está(ão) CORRETAS: 

Alternativas
Q3410011 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda questão:

Baleia sim, mas eu prefiro gente

    Não sei se me comove (mas me inquieta) ver pessoas acorrendo, torcendo, chorando porque uma baleia está encalhada e ameaçada de morrer nas areias de qualquer lugar do mundo.
    
    Sinto pena pelo sofrimento do bicho, mas sempre imagino se fariam tanto alarido caso houvesse em seu lugar um ser humano.
    
    Lamento toda a ameaça a qualquer espécie em extinção, embora, olhando a história das espécies, me pareça natural que algumas desapareçam e outras surjam. Se cometo um pecado maior de ignorância, sou afinal apenas uma escritora.
    
    Sei que não vão me achar muito simpática, mas eu não sou sempre simpática. Aliás, se não gosto de grosseria nem de vulgaridade, também desconfio dos politicamente corretos. Todo fanatismo me assusta.
    
    Não posso ver bicho sofrendo: sempre curti animais, fui criada com eles. Na casa onde nasci e cresci, em certo momento, na minha remota infância, tive até uma coruja, chamada, sabe Deus por quê, Sebastião: quase branca, aquele olho revirando. Fugiu da enorme gaiola especialmente construída para ela quando apareceu por ali com uma asa quebrada. Assim que ficou curada e conseguiu uma frestinha, escapou. Por muitos dias eu a procurei no topo das árvores, doída de saudade.
    
    Na ilhota no mínimo lago no fundo do terreno, viveu a certa altura um casal de veadinhos, presente de um fazendeiro amigo de meu pai. (Os fanáticos vão considerar isso grande crueldade.) Um dos bichinhos também fugiu, o outro morreu pouco depois. Segundo o jardineiro, morreu de saudade do fujão: primeira visão infantil de um amor romeu-e-julieta.
    
    Tive uma gata chamada Adelaide, nome da sofredora personagem de uma novela de rádio que fazia suspirar minha avó, e que meu irmão pequeno matou (a gata), nunca entendi como: uma das primeiras tragédias de que tive conhecimento.
    
    De modo que animais fazem parte de minha história, com muitas aventuras, divertimento, e alguma emoção.
    
    Mas vamos às baleias e golfinhos encalhados: pessoas torcem as mãos, chegam máquinas variadas para içar os bichos, aplicam-se lençóis molhados, abrem-se manchetes em jornais, televisões comentam tudo em horário nobre. O público, presente ou em casa, acompanha como se fosse alguém da família, e quando o fim chega, é lamentado quase com pêsames e oração.
    
    Confesso que não consigo me comover da mesma forma: pouca sensibilidade? Não creiam, mesmo os que não me apreciam, não creiam nisso.
    
    Não é que eu ache que sofrimento de animal não valha a pena, a solidariedade, o dinheiro. Mas eu preferia que tudo isso fosse gasto com eles depois de não haver mais nenhuma criança sofrendo, abandonada ou explorada, enfiando a cara no vidro de meu carro para pedir dinheiro, nenhum adolescente morrendo drogado na calçada, uma família morando embaixo da ponte no inverno aqui do Sul.
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Autora: Lya Luft (adaptado).
Os parênteses utilizados em “(mas me inquieta)”, na primeira linha, poderiam ser substituídos, sem que houvesse alteração de sentido no texto, por:  
Alternativas
Q3410012 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda questão:

Baleia sim, mas eu prefiro gente

    Não sei se me comove (mas me inquieta) ver pessoas acorrendo, torcendo, chorando porque uma baleia está encalhada e ameaçada de morrer nas areias de qualquer lugar do mundo.
    
    Sinto pena pelo sofrimento do bicho, mas sempre imagino se fariam tanto alarido caso houvesse em seu lugar um ser humano.
    
    Lamento toda a ameaça a qualquer espécie em extinção, embora, olhando a história das espécies, me pareça natural que algumas desapareçam e outras surjam. Se cometo um pecado maior de ignorância, sou afinal apenas uma escritora.
    
    Sei que não vão me achar muito simpática, mas eu não sou sempre simpática. Aliás, se não gosto de grosseria nem de vulgaridade, também desconfio dos politicamente corretos. Todo fanatismo me assusta.
    
    Não posso ver bicho sofrendo: sempre curti animais, fui criada com eles. Na casa onde nasci e cresci, em certo momento, na minha remota infância, tive até uma coruja, chamada, sabe Deus por quê, Sebastião: quase branca, aquele olho revirando. Fugiu da enorme gaiola especialmente construída para ela quando apareceu por ali com uma asa quebrada. Assim que ficou curada e conseguiu uma frestinha, escapou. Por muitos dias eu a procurei no topo das árvores, doída de saudade.
    
    Na ilhota no mínimo lago no fundo do terreno, viveu a certa altura um casal de veadinhos, presente de um fazendeiro amigo de meu pai. (Os fanáticos vão considerar isso grande crueldade.) Um dos bichinhos também fugiu, o outro morreu pouco depois. Segundo o jardineiro, morreu de saudade do fujão: primeira visão infantil de um amor romeu-e-julieta.
    
    Tive uma gata chamada Adelaide, nome da sofredora personagem de uma novela de rádio que fazia suspirar minha avó, e que meu irmão pequeno matou (a gata), nunca entendi como: uma das primeiras tragédias de que tive conhecimento.
    
    De modo que animais fazem parte de minha história, com muitas aventuras, divertimento, e alguma emoção.
    
    Mas vamos às baleias e golfinhos encalhados: pessoas torcem as mãos, chegam máquinas variadas para içar os bichos, aplicam-se lençóis molhados, abrem-se manchetes em jornais, televisões comentam tudo em horário nobre. O público, presente ou em casa, acompanha como se fosse alguém da família, e quando o fim chega, é lamentado quase com pêsames e oração.
    
    Confesso que não consigo me comover da mesma forma: pouca sensibilidade? Não creiam, mesmo os que não me apreciam, não creiam nisso.
    
    Não é que eu ache que sofrimento de animal não valha a pena, a solidariedade, o dinheiro. Mas eu preferia que tudo isso fosse gasto com eles depois de não haver mais nenhuma criança sofrendo, abandonada ou explorada, enfiando a cara no vidro de meu carro para pedir dinheiro, nenhum adolescente morrendo drogado na calçada, uma família morando embaixo da ponte no inverno aqui do Sul.
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Autora: Lya Luft (adaptado).
Com relação ao número de fonemas de vocábulos do texto, correlacione as colunas, corretamente, os itens com os parênteses.
Imagem associada para resolução da questão
A sequência que preenche, CORRETA e respectivamente, os parênteses é: 
Alternativas
Q3410013 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda questão:

Baleia sim, mas eu prefiro gente

    Não sei se me comove (mas me inquieta) ver pessoas acorrendo, torcendo, chorando porque uma baleia está encalhada e ameaçada de morrer nas areias de qualquer lugar do mundo.
    
    Sinto pena pelo sofrimento do bicho, mas sempre imagino se fariam tanto alarido caso houvesse em seu lugar um ser humano.
    
    Lamento toda a ameaça a qualquer espécie em extinção, embora, olhando a história das espécies, me pareça natural que algumas desapareçam e outras surjam. Se cometo um pecado maior de ignorância, sou afinal apenas uma escritora.
    
    Sei que não vão me achar muito simpática, mas eu não sou sempre simpática. Aliás, se não gosto de grosseria nem de vulgaridade, também desconfio dos politicamente corretos. Todo fanatismo me assusta.
    
    Não posso ver bicho sofrendo: sempre curti animais, fui criada com eles. Na casa onde nasci e cresci, em certo momento, na minha remota infância, tive até uma coruja, chamada, sabe Deus por quê, Sebastião: quase branca, aquele olho revirando. Fugiu da enorme gaiola especialmente construída para ela quando apareceu por ali com uma asa quebrada. Assim que ficou curada e conseguiu uma frestinha, escapou. Por muitos dias eu a procurei no topo das árvores, doída de saudade.
    
    Na ilhota no mínimo lago no fundo do terreno, viveu a certa altura um casal de veadinhos, presente de um fazendeiro amigo de meu pai. (Os fanáticos vão considerar isso grande crueldade.) Um dos bichinhos também fugiu, o outro morreu pouco depois. Segundo o jardineiro, morreu de saudade do fujão: primeira visão infantil de um amor romeu-e-julieta.
    
    Tive uma gata chamada Adelaide, nome da sofredora personagem de uma novela de rádio que fazia suspirar minha avó, e que meu irmão pequeno matou (a gata), nunca entendi como: uma das primeiras tragédias de que tive conhecimento.
    
    De modo que animais fazem parte de minha história, com muitas aventuras, divertimento, e alguma emoção.
    
    Mas vamos às baleias e golfinhos encalhados: pessoas torcem as mãos, chegam máquinas variadas para içar os bichos, aplicam-se lençóis molhados, abrem-se manchetes em jornais, televisões comentam tudo em horário nobre. O público, presente ou em casa, acompanha como se fosse alguém da família, e quando o fim chega, é lamentado quase com pêsames e oração.
    
    Confesso que não consigo me comover da mesma forma: pouca sensibilidade? Não creiam, mesmo os que não me apreciam, não creiam nisso.
    
    Não é que eu ache que sofrimento de animal não valha a pena, a solidariedade, o dinheiro. Mas eu preferia que tudo isso fosse gasto com eles depois de não haver mais nenhuma criança sofrendo, abandonada ou explorada, enfiando a cara no vidro de meu carro para pedir dinheiro, nenhum adolescente morrendo drogado na calçada, uma família morando embaixo da ponte no inverno aqui do Sul.
        [...]

Autora: Lya Luft (adaptado).
A utilização de “embora”, no terceiro parágrafo, indica uma ideia de: 
Alternativas
Q3410014 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda questão:

Baleia sim, mas eu prefiro gente

    Não sei se me comove (mas me inquieta) ver pessoas acorrendo, torcendo, chorando porque uma baleia está encalhada e ameaçada de morrer nas areias de qualquer lugar do mundo.
    
    Sinto pena pelo sofrimento do bicho, mas sempre imagino se fariam tanto alarido caso houvesse em seu lugar um ser humano.
    
    Lamento toda a ameaça a qualquer espécie em extinção, embora, olhando a história das espécies, me pareça natural que algumas desapareçam e outras surjam. Se cometo um pecado maior de ignorância, sou afinal apenas uma escritora.
    
    Sei que não vão me achar muito simpática, mas eu não sou sempre simpática. Aliás, se não gosto de grosseria nem de vulgaridade, também desconfio dos politicamente corretos. Todo fanatismo me assusta.
    
    Não posso ver bicho sofrendo: sempre curti animais, fui criada com eles. Na casa onde nasci e cresci, em certo momento, na minha remota infância, tive até uma coruja, chamada, sabe Deus por quê, Sebastião: quase branca, aquele olho revirando. Fugiu da enorme gaiola especialmente construída para ela quando apareceu por ali com uma asa quebrada. Assim que ficou curada e conseguiu uma frestinha, escapou. Por muitos dias eu a procurei no topo das árvores, doída de saudade.
    
    Na ilhota no mínimo lago no fundo do terreno, viveu a certa altura um casal de veadinhos, presente de um fazendeiro amigo de meu pai. (Os fanáticos vão considerar isso grande crueldade.) Um dos bichinhos também fugiu, o outro morreu pouco depois. Segundo o jardineiro, morreu de saudade do fujão: primeira visão infantil de um amor romeu-e-julieta.
    
    Tive uma gata chamada Adelaide, nome da sofredora personagem de uma novela de rádio que fazia suspirar minha avó, e que meu irmão pequeno matou (a gata), nunca entendi como: uma das primeiras tragédias de que tive conhecimento.
    
    De modo que animais fazem parte de minha história, com muitas aventuras, divertimento, e alguma emoção.
    
    Mas vamos às baleias e golfinhos encalhados: pessoas torcem as mãos, chegam máquinas variadas para içar os bichos, aplicam-se lençóis molhados, abrem-se manchetes em jornais, televisões comentam tudo em horário nobre. O público, presente ou em casa, acompanha como se fosse alguém da família, e quando o fim chega, é lamentado quase com pêsames e oração.
    
    Confesso que não consigo me comover da mesma forma: pouca sensibilidade? Não creiam, mesmo os que não me apreciam, não creiam nisso.
    
    Não é que eu ache que sofrimento de animal não valha a pena, a solidariedade, o dinheiro. Mas eu preferia que tudo isso fosse gasto com eles depois de não haver mais nenhuma criança sofrendo, abandonada ou explorada, enfiando a cara no vidro de meu carro para pedir dinheiro, nenhum adolescente morrendo drogado na calçada, uma família morando embaixo da ponte no inverno aqui do Sul.
        [...]

Autora: Lya Luft (adaptado).
Em qual dos trechos a seguir há a presença de um pronome relativo?
Alternativas
Q3410015 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda questão:

Baleia sim, mas eu prefiro gente

    Não sei se me comove (mas me inquieta) ver pessoas acorrendo, torcendo, chorando porque uma baleia está encalhada e ameaçada de morrer nas areias de qualquer lugar do mundo.
    
    Sinto pena pelo sofrimento do bicho, mas sempre imagino se fariam tanto alarido caso houvesse em seu lugar um ser humano.
    
    Lamento toda a ameaça a qualquer espécie em extinção, embora, olhando a história das espécies, me pareça natural que algumas desapareçam e outras surjam. Se cometo um pecado maior de ignorância, sou afinal apenas uma escritora.
    
    Sei que não vão me achar muito simpática, mas eu não sou sempre simpática. Aliás, se não gosto de grosseria nem de vulgaridade, também desconfio dos politicamente corretos. Todo fanatismo me assusta.
    
    Não posso ver bicho sofrendo: sempre curti animais, fui criada com eles. Na casa onde nasci e cresci, em certo momento, na minha remota infância, tive até uma coruja, chamada, sabe Deus por quê, Sebastião: quase branca, aquele olho revirando. Fugiu da enorme gaiola especialmente construída para ela quando apareceu por ali com uma asa quebrada. Assim que ficou curada e conseguiu uma frestinha, escapou. Por muitos dias eu a procurei no topo das árvores, doída de saudade.
    
    Na ilhota no mínimo lago no fundo do terreno, viveu a certa altura um casal de veadinhos, presente de um fazendeiro amigo de meu pai. (Os fanáticos vão considerar isso grande crueldade.) Um dos bichinhos também fugiu, o outro morreu pouco depois. Segundo o jardineiro, morreu de saudade do fujão: primeira visão infantil de um amor romeu-e-julieta.
    
    Tive uma gata chamada Adelaide, nome da sofredora personagem de uma novela de rádio que fazia suspirar minha avó, e que meu irmão pequeno matou (a gata), nunca entendi como: uma das primeiras tragédias de que tive conhecimento.
    
    De modo que animais fazem parte de minha história, com muitas aventuras, divertimento, e alguma emoção.
    
    Mas vamos às baleias e golfinhos encalhados: pessoas torcem as mãos, chegam máquinas variadas para içar os bichos, aplicam-se lençóis molhados, abrem-se manchetes em jornais, televisões comentam tudo em horário nobre. O público, presente ou em casa, acompanha como se fosse alguém da família, e quando o fim chega, é lamentado quase com pêsames e oração.
    
    Confesso que não consigo me comover da mesma forma: pouca sensibilidade? Não creiam, mesmo os que não me apreciam, não creiam nisso.
    
    Não é que eu ache que sofrimento de animal não valha a pena, a solidariedade, o dinheiro. Mas eu preferia que tudo isso fosse gasto com eles depois de não haver mais nenhuma criança sofrendo, abandonada ou explorada, enfiando a cara no vidro de meu carro para pedir dinheiro, nenhum adolescente morrendo drogado na calçada, uma família morando embaixo da ponte no inverno aqui do Sul.
        [...]

Autora: Lya Luft (adaptado).
Dos vocábulos abaixo, é acentuado por apresentar uma vogal tônica em um hiato:  
Alternativas
Q3410016 Português
“___ notícia era a mais animadora: que não _____ mortes no acidente”. 
As palavras que preenchem, CORRETA e respectivamente, as lacunas do enunciado são: 
Alternativas
Q3410017 Português
“___ notícia era a mais animadora: que não _____ mortes no acidente”. 
Pode-se afirmar que há, no período, uma oração classificada como:  
Alternativas
Q3410018 Português
A figura de linguagem denominada hipérbole está presente em qual das frases abaixo? 
Alternativas
Q3410019 Noções de Informática

Considere as seguintes afirmações sobre a inserção e formatação de figuras no Microsoft Word 2016 (em sua versão em português e nas configurações padrão):



I. As figuras podem ser redimensionadas, recortadas e formatadas com estilos de borda e efeitos.


II. Não é possível ajustar a posição da figura no documento; ela permanece fixa onde foi inserida inicialmente.


III. O recurso de Texto Alternativo pode ser usado para descrever a imagem, melhorando a acessibilidade do documento.



Está correto o que se afirma em:   

Alternativas
Q3410020 Noções de Informática
Como é possível alterar a orientação do texto dentro de uma célula de tabela no Microsoft Word 2016 (em sua versão em português e nas configurações padrão)?
Alternativas
Q3410021 Noções de Informática
No Microsoft Word 2016 (em sua versão em português e nas configurações padrão), o usuário pode automatizar tarefas usadas com frequência criando e executando ___________, os(as) quais compreendem uma série de comandos e instruções que o usuário agrupa como um único comando para realizar uma tarefa automaticamente.

Qual alternativa preenche, corretamente, a lacuna?
Alternativas
Q3410022 Noções de Informática
Utilizando o navegador Google Chrome em suas configurações padrão, no sistema operacional Windows e na versão 109.0.5414.120, um usuário ao clicar nas teclas “CTRL” + “J” executará qual ação?
Alternativas
Q3410023 Noções de Informática
No contexto de utilização de fórmulas no Excel 2016 (em sua versão em português e nas configurações padrão), qual é a diferença principal entre as funções SOMA() e SOMASE()? 
Alternativas
Q3410024 Noções de Informática

Pode-se criar um gráfico a partir de dados selecionados em uma planilha do Excel 2016 (em sua versão em português e nas configurações padrão):



I. Selecionando os dados, acessando o menu Dados e escolhendo a opção "Inserir Gráfico".


II. Selecionando os dados, clicando com o botão direito e escolhendo "Criar Gráfico".


III. Selecionando os dados, acessando o menu Inserir e escolhendo o tipo de gráfico desejado. IV. Arrastando os dados selecionados para a área de desenho e escolhendo o tipo de gráfico no menu de contexto.



Quantos dos itens acima está(ão) CORRETO(S)? 

Alternativas
Q3410025 Noções de Informática
Qual alternativa apresenta o caminho para inserir, no PowerPoint 2016 (em sua versão em português e nas configurações padrão), um vídeo de um arquivo localizado no computador do usuário?
Alternativas
Q3410026 Noções de Informática
Ao trabalhar com gráficos no PowerPoint 2016 (em sua versão em português e nas configurações padrão), como um usuário pode editar os dados do gráfico? 
Alternativas
Q3410027 Noções de Informática
Qual das seguintes afirmações sobre o uso de correio eletrônico (e-mail) é INCORRETA?
Alternativas
Q3410028 Noções de Informática

Analise as seguintes afirmações sobre o uso de correio eletrônico:



I. Para enviar um e-mail, é necessário conhecer o endereço de e-mail do destinatário.


II. Mensagens de e-mail podem ser facilmente recuperadas após serem excluídas da pasta "Lixeira".


III. É possível programar o envio automático de e-mails para uma data e hora específicas.



Está correto o que se afirma em: 

Alternativas
Respostas
1: C
2: B
3: C
4: B
5: D
6: B
7: D
8: C
9: B
10: A
11: B
12: C
13: A
14: D
15: B
16: A
17: B
18: A
19: C
20: B