Questões de Concurso Público Prefeitura de Cachoeiras de Macacu - RJ 2025 para Professor I (Educação Física)

Foram encontradas 40 questões

Q3744420 Pedagogia
A Educação Física carrega consigo marcas de uma história excludente, baseando-se no rendimento e na performance motora como aspectos centrais, conforme problematizam as professoras Fonseca e Ramos (2017). Ao partir do entendimento de que a inclusão é um conceito amplo, uma perspectiva que não privilegia somente uma parte da população e não se limita à simples inserção de pessoas rotuladas como diferentes num ambiente do qual têm sido historicamente excluídas, as autoras advogam por uma Educação Física escolar inclusiva que consiste em: 
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Q3744421 Pedagogia
A Sociedade Recreativa Escola de Samba (S.R.E.S.) Lins Imperial é uma escola de samba brasileira da Cidade do Rio de Janeiro, sediada na rua Lins de Vasconcelos, no bairro de mesmo nome. Para o Carnaval de 2026, a S.R.E.S. Lins Imperial encontra inspiração na água, estabelecendo como enredo “Macacu – No caminho das águas cristalinas, reflete a alma da criação”. A partir dessa aproximação entre o samba e a Cidade de Cachoeiras de Macacu, os professores de Educação Física da cidade podem mirar na iniciativa da Lins Imperial para tematizarem o samba em suas aulas, compreendendo-o como:
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Q3744422 Pedagogia
No contexto da luta de classes, os interesses imediatos da classe proprietária correspondem às suas necessidades de acumular riquezas e manter o status quo, enquanto os interesses históricos da classe trabalhadora vêm se expressando através da luta e da vontade política para tomar a direção da sociedade, de forma que os trabalhadores possam usufruir do resultado de seu trabalho. Propondo uma pedagogia emergente comprometida com os interesses das camadas populares, o Coletivo de Autores (1992) defende a concepção crítico-superadora da Educação Física escolar que, para dar conta de uma reflexão pedagógica ampliada, deve ter como eixo: 
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Q3744423 Pedagogia
Sobre novas perspectivas para o campo, Bossle e Nunes (2025) apresentam alguns princípios gerais que devem sustentar a sua proposição para a Educação Física escolar, sendo três deles: a problematização, a dialogicidade e o reconhecimento do inacabamento na construção de um corpo consciente. Nesse sentido, Bossle e Nunes, inspirados na teoria freireana, propõem uma: 
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Q3744424 Educação Física
Segundo a Agência Brasil (2024):
“A seleção brasileira masculina de goalball conquistou a medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos de Paris (França) após derrotar a China por 5 a 3, nesta quinta-feira (5) na Arena Paris 6. Este é o quarto pódio paralímpico seguido da equipe, após o ouro nos Jogos de Tóquio (2020), o bronze no Rio de Janeiro (2016) e a prata em Londres (2012).”
Ao socializar uma experiência pedagógica do goalball com a educação básica, Magrin, Reis e Chaves (2020) destacam algumas características da dinâmica de jogo da modalidade. As autoras definem o referido esporte paralímpico como um jogo de ataque e defesa sem contato físico e sem invasão territorial. Cada equipe é constituída por três jogadores. Os jogadores lançam a bola esférica com guizo da zona de defesa com o objetivo de acertar a meta. Além disso, o goalball é jogado em: 
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Q3744425 Pedagogia
No contexto da Educação Física escolar, a implementação da Lei nº 10.639/2003, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), está relacionada com:
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Q3744426 Pedagogia
De acordo com Valter Bracht (1999), a entrada mais decisiva das ciências sociais e humanas na área da Educação Física permitiu ou fez surgir uma análise crítica do paradigma da aptidão física. Nas décadas de 1970 e 1980, o eixo central da crítica que se fez ao paradigma da aptidão física e esportiva foi dado pela análise da função social da Educação, e da Educação Física em particular, como elementos constituintes de uma sociedade capitalista marcada pela dominação e pelas diferenças (injustas) de classe. Para o autor, duas propostas deste período vão mais explícita e diretamente derivar-se das discussões da pedagogia crítica brasileira. São elas:
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Q3744427 Pedagogia
Para Devide (2023), a Educação Física escolar numa perspectiva coeducativa deve objetivar a equidade entre os sexos e caminhar pela construção de um espaço reflexivo sobre as relações de gênero. Além disso, tal perspectiva deve estabelecer o combate às desigualdades e aos preconceitos, criando espaços favoráveis para uma formação integrada e de valorização das diferenças entre os estudantes nas práticas corporais. O autor elenca alguns princípios fundamentais para uma perspectiva coeducativa, como o: 
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Q3744428 Pedagogia
Ao buscar introduzir a ideia de Pedagogia da Rua, João Batista Freire (2022) destaca que as ruas existem em “nossos pedaços de terra”, seja no asfalto, na quadra, no condomínio e outros lugares. O autor assinala ainda que esses lugares formam pequenas sociedades, na comunhão de determinada cultura, propondo apenas o compromisso de viver fora do “tempo contado”. Tais sociedades são denominadas pelo autor de:  
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Q3744429 Pedagogia
A Educação Física é componente curricular obrigatório da educação básica. Entre as inúmeras concepções que sustentam a referida disciplina, é possível reconhecer diversas funções atribuídas, ao longo do tempo, à Educação Física escolar, como o sentido de formar uma juventude forte ou descobrir atletas. Todavia, nas últimas décadas, novas perspectivas têm advogado por um outro lugar para a disciplina. Mais especificamente, Maldonado, Farias e Nogueira (2021) reconhecem que a função social da Educação Física na educação básica se manifesta na potencialidade dos educandos em realizarem a leitura de mundo sobre os saberes produzidos historicamente pela humanidade sobre as práticas corporais. A partir da perspectiva explicitada, é possível reconhecer as inspirações dos autores: 
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Q3744430 Educação Física
Consideradas como uma unidade temática da Base Nacional Comum Curricular, as práticas corporais de aventura têm como características as formas de expressão e experimentação do corpo em situações de imprevisibilidade e em ambientes desafiadores. Nesse sentido, Luz e Oliveira (2021) apresentam um exemplo de práticas corporais de aventura com potencialidades pedagógicas para a escola. Tal modalidade consiste na missão de percorrer, em menor tempo possível, uma distância fixada de um percurso inédito, marcado por postos de controle predeterminados e identificados num mapa. A prática corporal detalhada pelos autores denomina-se: 
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Q3744431 Pedagogia
Comprometido em abordar a unidade temática Brincadeiras e Jogos, o professor de uma rede municipal de ensino organiza uma proposta pedagógica sobre o brinquedo pipa. A Base Nacional Comum Curricular alerta sobre a diferença de abordar as brincadeiras e jogos como ferramenta ou como objeto de estudo. Para alinhar seu planejamento com a compreensão explicitada na BNCC sobre as Brincadeiras e os Jogos, o professor deve propor: 
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Q3744432 Educação Física
Compreendendo as lutas como conteúdo da Educação Física escolar, parece fundamental assinalar os desafios relacionados à abordagem de tais práticas corporais no chão da quadra, sobremaneira a tematização das lutas brasileiras. Debruçada sobre as práticas corporais indígenas, Pereira (2021) apresenta um conjunto de lutas realizadas por diferentes povos, como a denominada “luta do maracá”, que ocorre após a cerimônia de um casamento Pataxó. Em tal prática corporal, o lutador tem como objetivo derrubar um toco de árvore, não com o próprio corpo, mas com o corpo de seu oponente. Segundo a autora, a “luta do maracá” também pode ser chamada de:
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Q3744433 Educação Física
Maria Clara, uma professora de Educação Física, participou da construção do projeto pedagógico da escola municipal onde está lotada. O grupo apontou para a construção, durante o quarto bimestre, de ações pedagógicas em cada disciplina no diálogo com a Lei Federal nº 11.645/2008. A professora Maria Clara, atenta ao conteúdo da legislação, propôs a tematização de três práticas corporais: 
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Q3744434 Educação Física
As aulas de Educação Física escolar compreendem diversas possibilidades de movimento, como correr, saltar e dançar. Nesse sentido, quando se pensa em efeitos do exercício físico sobre a função cardiovascular, Brum e colaboradoras (2004) destacam dois tipos: agudos e crônicos. Para os autores, em um exercício dinâmico, como uma corrida leve, uma das adaptações agudas é:
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Q3744435 Pedagogia
Sobre a avaliação da Educação Física escolar, a área tem avançado sobremaneira, especialmente na superação dos paradigmas da aptidão física, não sendo mais a avaliação um objeto para detecção de talentos esportivos. Segundo o Coletivo de Autores (2012), a avaliação em Educação Física na escola deve reconsiderar o princípio do rendimento, passando a privilegiar os seguintes princípios: 
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Q3744436 Pedagogia
Propondo a reflexão sobre a função social da Educação Física, o Coletivo de Autores (2012) debate a Educação, e por consequência a Educação Física, à luz da luta de classes, como é o caso da sociedade brasileira. Para tal, evidencia que o projeto político-pedagógico é fundamental, pois representa uma intenção, bem como uma ação deliberada e a estratégia do professor. Especificamente sobre o que é ser político e pedagógico dentro de um projeto educacional, os autores afirmam que:
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Q3744437 Pedagogia
A partir da segunda metade de século XIX, ainda durante o Império, o debate sobre a escola elementar no Brasil passa a ganhar destaque, incluindo a presença da Educação Física. Um dos temas que se debateu à época foi a presença das mulheres nas aulas de Educação Física. Segundo Soares (2012), havia correntes que eram contra à prática de exercícios ginásticos pelas mulheres, e outras que defendiam a participação das mulheres neste conteúdo curricular. De acordo com a autora, a argumentação utilizada pelos apologistas da ginástica para as mulheres era que: 
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Q3744438 Pedagogia
Sobre a estruturação das aulas, a abordagem crítico-superadora (Coletivo de Autores, 2012) defende que o cotidiano em sala de aula seja capaz de acentuar o interesse prático do aluno em apreender a realidade. Para tal, defende a aula como um: 
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Q3744439 Pedagogia
Analisando a relação da escola e da Educação Física com o esporte, a partir de autores do campo da Educação Física, Stigger (2007) argumenta que em uma das concepções a escola é tratada como “produtora de cultura”. Para o autor, o esporte nesta concepção de escola é: 
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Respostas
1: D
2: B
3: A
4: D
5: B
6: A
7: A
8: B
9: C
10: A
11: C
12: C
13: B
14: D
15: D
16: C
17: A
18: B
19: D
20: C