Questões de Concurso Público PC-DF 2016 para Perito Criminal - Ciências Biológicas
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O advento da técnica de microscopia eletrônica de varredura (MEV) possibilitou muitos avanços na área forense, tornando-a rapidamente uma das ferramentas mais poderosas, eficientes e precisas. O princípio de funcionamento da MEV baseia-se na geração de um feixe de elétrons a partir de um filamento envolto em um campo com diferença de potencial, que direciona o feixe.
DOREA, L. E.; QUINTELA, V.; STRUMVOLL, V. P.; TOCCHETTO, D.
Criminalística. 4. ed. Campinas: Millennium Editora, 2010, com adaptações.
O bioterrorismo significa literalmente usar amostras de microrganismos infectados para causar terror e pânico em populações. O bioterrorismo começou 14 séculos antes de Cristo, quando os hititas enviaram carneiros infectados para seus inimigos.
BARRAS, V.; GREUB, G. Clinical microbiology and infection,
v. 20, n. 6. jun. 2014, com adaptações.
Logo após o ataque terrorista de 11 de setembro, cartas contaminadas com antrax começaram a aparecer nos correios dos Estados Unidos. Cinco americanos foram mortos e dezessete ficaram doentes, o que se tornou o pior ataque biológico na história dos Estados Unidos. A investigação subsequente realizada pelo FBI e os respectivos parceiros, chamada de Amerithrax, compreendeu uma das maiores e mais complexas investigações na história da justiça.

Contaminantes absorvidos podem ser retidos nos organismos e provocar efeitos deletérios quando níveis elevados são atingidos. Um dos processos de acumulação nos organismos se dá pela absorção de uma substância química do ambiente aquático pelo organismo por meio das superfícies respiratórias e dérmicas, não incluindo a dieta alimentar.
COSTA, C. R.; OLIVI, P.; BOTTA, C. M. R.; ESPINDOLA, E. L. G.
Quimica nova. Vol. 31, no . 7, 1820-1830, 2008.

A Lei de Biossegurança tenta regulamentar duas polêmicas de uma só vez: a produção e a comercialização de organismos geneticamente modificados e a pesquisa com células-tronco.

Até o advento da Lei nº 5.197/1967 − Lei de Proteção à Fauna −, os delitos contra a fauna eram tratados como crimes contra a propriedade, e os animais eram avaliados tão-somente com base em valores de mercado absolutamente dissociados da importância da fauna silvestre para a manutenção dos ecossistemas.
No âmbito do direito civil, os animais eram considerados coisas sem dono e passíveis de apropriação a partir das modalidades de aquisição descritas nos artigos 592 e 598 do Código Civil de 1916.
Somente após o advento da Lei de Proteção à Fauna, a fauna silvestre passou a ser considerada um bem de uso comum do povo, sob a titularidade imediata da União e não mais do caçador, como previa o artigo 595 do Código Civil de 1916.
