A obra “A Redenção de Cã” (1895), de Modesto Brocos, articula, em sua tessitura imagética, um com
plexo jogo de significações que dialoga intertextual
mente com a narrativa bíblica da maldição de Cã
(Detalhes sobre a história bíblica da Maldição de Cã.
Na história do Gênesis (7:21), Cã se apresenta como
um dos três filhos de Noé, salvos do dilúvio por Javé.
Segundo as escrituras, Cã viu Noé bêbado e nu em
sua tenda e, em vez de cobri-lo, foi chamar os irmãos
Sem e Jafé. Os irmãos ficaram constrangidos e cobriram o pai. Envergonhados, se mantiveram de
costas para não verem sua nudez. Ao recobrar a sobriedade, Noé soube do ocorrido e amaldiçoou Cã e
seus descendentes, determinando que fossem escravos.), ao mesmo tempo em que se insere no horizonte
ideológico do cientificismo racial do século XIX.
Fonte: CAPEL, Heloisa; FERNANDES, Gabriel; MACHADO,
Tiago.
Interpretar imagens: desafios para o(a) professor(a).
Goiânia: Cegraf UFG, 2023
Considerando a disposição das personagens, a
gestualidade e a construção simbólica da cena,
assinale a alternativa que melhor traduz a estratégia
discursivo-visual da obra: