Questões de Concurso Público USP 2024 para Especialista em Cooperação e Extensão Universitária (Especialidade: Internacional/Inglês)- Edital nº 12

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Q3545205 Marketing
    Semana passada, Paris mais uma vez reuniu a nata do mundo da moda e mais uma multidão de ricos e famosos, influencers, fotógrafos, entusiastas e curiosos para mais uma semana de moda. 

    No meio do burburinho, tem sempre alguma coisa que faz tanto barulho que fura a bolha da moda e chega até gente como eu, que não está prestando tanta atenção.

    Neste ano, o assunto mais comentado da Paris Fashion Week não foi um desfile, nem uma festa de arromba. O que fez a internet parar foi uma bolsa feita de ar (e 1% de vidro). Trata-se de uma releitura da Swipe Bag, modelo clássico da marca Coperni, famosa pela maneira inovadora de pensar e apresentar moda.

    Avaliada em R$ 14 mil, a Air Swipe Bag pesa 33 gramas e é feita de 99% de ar e 1% de vidro. Apesar de inédito no mundo da moda, o aerogel de sílica, material utilizado na fabricação da bolsa e considerado o sólido mais leve da Terra, já é amplamente utilizado pela Nasa para capturar poeira estelar, uma vez que pode suportar calor extremo e uma pressão de 4.000 vezes o seu peso. 

    Como apreciadora da moda como expressão criativa e artística, admiro a Coperni por seu espírito inovador e pela maneira como é capaz de unir tecnologia e moda. Mas o que mais me atrai na marca é a habilidade com que, intencionalmente ou não, faz de suas criações um reflexo do nosso tempo. 

    A bolsa de ar me parece a metáfora perfeita para a maneira como consumimos moda hoje. Com a proliferação de redes sociais e a moda sendo catapultada a geradora de assunto e ferramenta de ampliação de visibilidade, vemos mais e mais gente interessada em pagar caríssimo por produtos —muitas vezes esdrúxulos, de qualidade duvidosa, pouco práticos e que provavelmente serão vistos como obsoletos em alguns meses— apenas para sinalizar acesso e pertencimento. Mais do que nunca, compramos, portanto, não a roupa, a bolsa, o sapato, mas o intangível que eles representam. O rei nunca esteve tão nu e nunca se pagou tanto por sua capa invisível.


Joanna Moura Adaptado.https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joannamoura/2024/03/voce-compraria-uma-bolsa-feita-de-ar.shtml. Acesso em 6/03/2024
Considerado o contexto, o trecho “O rei nunca esteve tão nu e nunca se pagou tanto por sua capa invisível. ” (6º parágrafo) remete
Alternativas
Q3545237 Marketing
    Outro fator impactante nas relações científico-acadêmicas brasileiras com o restante das universidades estrangeiras decorre de uma posição poucas vezes debatida. 

    Com efeito, a maior parte das universidades e centros de pesquisa brasileiros assumem uma posição específica na busca de sua inserção internacional, almejando certo reconhecimento da parte de centros de pesquisa consagrados internacionalmente. E não há nenhum reparo nessa conduta. Todavia, entendo que não deva ser adotada, exclusivamente, essa linha de inserção. 

    A posição ocupada pelo Brasil, tradicionalmente, no mundo, seja nos aspectos econômico, político, diplomático e, também, científico, é uma posição intermediária. Olhar para o topo da pirâmide, quando se encontra inserido num estrato intermediário pode representar o desejado motor para o desenvolvimento científico nacional e a consequente inserção na elaboração da ciência global. O que não se defende é a atitude de olhar apenas para o topo dessa “cadeia alimentar”. 

    A circunstância de se estar situado numa camada intermédia do desenvolvimento científico e na percepção da medida de impacto que essa ciência é capaz de desempenhar exige das universidades, dos centros de pesquisa, dos pesquisadores e dos cientistas uma postura bifronte: ao mesmo tempo em que se deve olhar para cima, isto é, para a pesquisa de ponta realizada em grandes centros, pois essa atitude pode auxiliar a inserção internacional, também é necessário reconhecer que uma verdadeira inserção internacional se faz efetiva quando acompanhada de outro importante fator: o da transferência do conhecimento àqueles que ainda não o dominavam. Quando se olha para baixo, ou seja, para a pesquisa realizada em centros menos óbvios de pesquisa e difusão científica, garante-se, do mesmo modo, inserção internacional, mas uma inserção que se faz acompanhar por uma difusão social do conhecimento desenvolvido naquele centro.


A pandemia como oportunidade de intercâmbio acadêmico e científico por meio de uma internacionalização inclusiva. Gustavo Ferraz de Campos Monaco
Aprovado no presente concurso, você foi lotado(a) em uma das Unidades da USP. Essa Faculdade é reconhecida internacionalmente e ocupa a 85ª posição do principal ranking mundial em sua área específica de atuação. Universidades europeias e norte-americanas estão melhor posicionadas no mesmo ranking e todas as universidades sul-americanas, africanas e asiáticas estão posicionadas abaixo da 86ª posição. Alguns meses depois do início de suas atividades, uma nova Diretora é eleita e designa uma jovem professora para exercer a Presidência da Comissão de Cooperação Internacional da Unidade. Elas lhe solicitam um revolucionário plano de ação que garanta maior atratividade de estudantes estrangeiros para o tradicional Programa de Pós-Graduação mantido pela unidade. Sabendo que as disciplinas de pós-graduação da unidade são normalmente ministradas em português ou inglês e que as dissertações e teses podem ser escritas em português, espanhol ou inglês, assinale a alternativa que contempla as principais estratégias de seu plano de intervenção para atingir os objetivos da nova gestão.
Alternativas
Respostas
1: B
2: A