Questões de Concurso Público USP 2024 para Educador - Especialidade: Física - Edital nº 9
Foram encontradas 70 questões
“Eu vi um número que a World Wide Fund for Nature (WWF) publicou em um relatório dizendo que 1,4 bilhão de pessoas no mundo dependem da floresta, no sentido de ter uma economia ligada a ela. Não é a turma das madeireiras, não, é uma economia que supõe que os humanos que vivem ali precisam de floresta para viver.”
Futuro Ancestral. Ailton Krenak.
O texto faz referência a uma economia
Leia o fragmento a seguir:
“Se um índio caiapó vai a Brasília para discutir com o governo brasileiro a extensão da reserva caiapó, ou se vai a Paris para mobilizar as pessoas contra a construção de barragens que vão inundar suas terras, ele não vai contar que sonhou com um caititu. Não faria o menor sentido. Ele vai dizer que os índios são os guardiões da floresta sagrada porque todo mundo entende esse tipo de discurso. Isso não tem muita relação com o que os caiapós pensam, tem mais a ver com o que os ambientalistas pensam.”
Outras naturezas, outras culturas. Philippe Descola.
Com base no texto, pode-se afirmar que povos
Observe a charge a seguir publicada por ocasião do Dia Internacional da Mulher de 2024:

Folha de São Paulo
Considerando o contexto e de acordo com a ideia contida na charge, é possível afirmar que Ana e Marcos
“Vilém Flusser profetiza: o ser humano, com os seus aparatos digitais, vive já hoje a ‘vida intangível’ de amanhã. É característica a essa nova vida a ‘atrofia das mãos’. Os aparatos digitais fazem com que as mãos murchem. Eles significam, porém, uma libertação do fardo da matéria. O ser humano do futuro não precisará mais de mãos. Ele não precisará mais lidar com alguma coisa e trabalhá-la, pois ele não tem mais de lidar com coisas materiais, mas sim apenas com informações intangíveis. No lugar das mãos, entram os dedos. O novo ser humano passa os dedos, em vez de agir.”
No enxame. Byung Chul-Han.
Na sequência do pensamento exposto pelo filósofo germanocoreano, “a era do digital não é uma era do ócio”, mas se caracterizaria como uma era
TEXTO PARA A QUESTÃO
A USP é uma Universidade de Ensino, Pesquisa e Extensão, organizada em Escolas, Institutos e Faculdades. Além destas divisões organizacionais, Museus, Órgãos de Integração, que incluem Institutos especializados e Núcleos de Apoio, e Órgãos Complementares são previstos no Estatuto da USP para o cumprimento de funções específicas.
TEXTO PARA A QUESTÃO
A USP é uma Universidade de Ensino, Pesquisa e Extensão, organizada em Escolas, Institutos e Faculdades. Além destas divisões organizacionais, Museus, Órgãos de Integração, que incluem Institutos especializados e Núcleos de Apoio, e Órgãos Complementares são previstos no Estatuto da USP para o cumprimento de funções específicas.
TEXTO PARA A QUESTÃO
A USP é uma Universidade de Ensino, Pesquisa e Extensão, organizada em Escolas, Institutos e Faculdades. Além destas divisões organizacionais, Museus, Órgãos de Integração, que incluem Institutos especializados e Núcleos de Apoio, e Órgãos Complementares são previstos no Estatuto da USP para o cumprimento de funções específicas.
Considere as seguintes afirmações:
I. Os membros da USP devem abster-se de declarar qualificação funcional ou acadêmica que não possuam ou utilizar títulos genéricos que possam induzir a erro.
II. Os membros da USP devem abster-se de divulgar informações de maneira sensacionalista, promocional ou inverídica.
III. Os membros da USP devem abster-se de comentar fatos cuja veracidade e procedência não tenham sido confirmadas ou identificadas.
IV. Os membros da USP devem abster-se de fazer uso de mandato representativo de categoria para auferir benefícios próprios ou para exercer atos que prejudiquem os interesses da Universidade.
Estão corretas as afirmações contidas em
TEXTO PARA A QUESTÃO
“É pela educação que se busca, socialmente, formar trabalhadores com as altas habilidades e a capacidade de inovação entendidas como essenciais para sustentar os modelos tecnológicos de produção vigentes. Argumenta-se, nesse contexto, que há necessidade da formação em habilidades e competências mais complexas, supostamente garantidas por uma educação que interrelacione as disciplinas escolares.”
LOPES, Alice C. Políticas de integração curricular. Rio de Janeiro: Editora UERJ, 2008, p. 20
TEXTO PARA A QUESTÃO
“É pela educação que se busca, socialmente, formar trabalhadores com as altas habilidades e a capacidade de inovação entendidas como essenciais para sustentar os modelos tecnológicos de produção vigentes. Argumenta-se, nesse contexto, que há necessidade da formação em habilidades e competências mais complexas, supostamente garantidas por uma educação que interrelacione as disciplinas escolares.”
LOPES, Alice C. Políticas de integração curricular. Rio de Janeiro: Editora UERJ, 2008, p. 20
“Considerar a vivência significa imergir e buscar identificar, conhecer e compreender o significado e o sentido dos acontecimentos escolares. Pressupõe conhecer as pessoas envolvidas e também o significado e o sentido que elas dão aos acontecimentos vivenciados. [...] De que forma o reconhecimento do vivido como fonte da compreensão de dada realidade e de um acontecimento pode ajudar o professor?”
PENIN, Sonia, MARTÍNEZ, Miguel. Profissão Docente. (Org. Valéria Amorim Arantes). São Paulo: Summus, 2009, p. 33-34
“Os cursos de formação para o magistério são globalmente idealizados segundo um modelo aplicacionista do conhecimento: os alunos passam um certo número de anos a assistir a aulas baseadas em disciplinas e constituídas de conhecimentos proposicionais. Em seguida, ou durante essas aulas, eles vão estagiar para ‘aplicarem’ esses conhecimentos. Enfim, quando a formação termina, eles começam a trabalhar sozinhos, aprendendo seu ofício na prática e constatando, na maioria das vezes, que esses conhecimentos proposicionais não se aplicam bem na ação cotidiana. [...] Esse modelo aplicacionista comporta um certo número de problemas fundamentais bastante conhecidos e documentados hoje — lembremos somente dois dentre os mais importantes. Primeiro problema: ele é idealizado segundo uma lógica disciplinar e não segundo uma lógica profissional centrada no estudo das tarefas e realidades do trabalho dos professores. [...] Segundo problema: esse modelo trata os alunos como espíritos virgens e não leva em consideração suas crenças e representações anteriores a respeito do ensino.”
TARDIF, Maurice. Saberes profissionais dos professores e conhecimentos universitários: elementos para uma epistemologia da prática profissional dos professores e suas consequências com relação à formação do magistério. Revista Brasileira de Educação, jan-mar/2000, nº 13, p. 18-19
Qual alternativa expressa adequadamente a tensão entre teoria e prática?
As diretrizes e bases da educação nacional promulgadas pela Lei 9394 de 1996 estabelecem no Título VI, sobre os profissionais da Educação, no parágrafo único do item V do art. 61, que: “A formação dos profissionais da educação, de modo a atender às especificidades do exercício de suas atividades, bem como aos objetivos das diferentes etapas e modalidades da educação básica, terá como fundamentos: I – a presença de sólida formação básica, que propicie o conhecimento dos fundamentos científicos e sociais de suas competências de trabalho; II – a associação entre teorias e práticas, mediante estágios supervisionados e capacitação e serviço”.
As normas para realização dos estágios são dadas pela Lei 11788 de 2008 e, tendo em vista os fundamentos da LDB, estabelecem como obrigações da Instituição de Ensino:
“Realmente o Brasil nasceu e cresceu dentro de condições negativas às experiências democráticas. O sentido marcante de nossa colonização, fortemente predatória, à base da exploração econômica do grande domínio, em que o ‘poder do senhor’ se alongava ‘das terras às gentes também’ e do trabalho escravo inicialmente do nativo e posteriormente do africano, não teria criado condições necessárias ao desenvolvimento de uma mentalidade permeável, flexível, característica do clima cultural democrático, no homem brasileiro.”
FREIRE, Paulo. Educação como prática para a liberdade. São Paulo: Paz e Terra, 2003, p. 66-67
Para superar a inexperiência democrática condicionada pela realidade histórico-cultural da colonização no Brasil, Paulo Freire aponta a necessidade de
“[...] a interdisciplinaridade não deve diluir as disciplinas, mas sim manter a individualidade de cada uma ao mesmo tempo que congrega temas relacionados. [...] a contextualização deve ser entendida como a possibilidade de transitar do plano experimental vivenciado pelos alunos para a esfera das abstrações e das construções que regem fenômenos de cada uma das disciplinas.”
CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Estágios nos Cursos de Licenciatura. São Paulo: CENGAGE, 2012
Tendo em vista que o conteúdo escolar deve ser organizado nas dimensões conceitual, procedimental e atitudinal, qual alternativa representa a respectiva ocorrência dessas três dimensões em relação à interdisciplinaridade e à contextualização?