Questões de Concurso Público USP 2024 para Educador - Especialidade: Física - Edital nº 9
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“Defenderei que os programas de formação têm de desenvolver três ‘famílias de competências’ – saber relacionar e saber relacionar-se, saber organizar e saber organizar-se, saber analisar e saber analisar-se – que são essenciais para que os professores se situem no novo espaço público da educação. Na sua definição, utilizo as formas transitivas e pronominais dos verbos, para sublinhar que os professores são, ao mesmo tempo, objectos e sujeitos da formação”.
NÓVOA, António. A formação de professores e o trabalho pedagógico. Lisboa: Educa, 2002, p.22
Qual é o papel dos programas de formação de professores na construção do novo espaço público da educação?
De acordo com Zabala, “a organização dos conteúdos na escola deu lugar a diversas formas de relação e colaboração entre as diferentes disciplinas que foram consideradas matérias de estudo” (ZABALA, Antoni. A prática pedagógica: como ensinar. Porto Alegre: Artmed. 1998, p. 143). Uma das formas de interação entre as disciplinas é chamada de interdisciplinaridade e envolve as dimensões curricular, didática e pedagógica. A falta de integração entre essas dimensões pode comprometer o caráter estritamente interdisciplinar da ação, ainda que seja desejável a manutenção da tensão entre as especializações disciplinares.
Assinale a alternativa que define corretamente o emprego destas dimensões ao ensino interdisciplinar.
“Os professores estão por demais preocupados com suas metodologias. Seguidamente solicitam ‘receitas de avaliação’. No entanto, de nada valem as orientações metodológicas se não estiverem fundamentadas em uma concepção libertadora de avaliação. O ‘como fazer’ é decorrente do ‘por que fazer’. Então, a pergunta fundamental é ‘por que avaliamos? ’ ou ‘a serviço de quem avaliamos?’ Se a resposta a essas questões não tiver como enfoque principal o educando como ser social e político, sujeito do seu próprio desenvolvimento, de nada valerão as inovações que vierem a ser introduzidas”.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação: Mito & Desafio. Porto Alegre: Educação e Realidade. 10ª ed. 1993, p. 93
“Entre as metodologias sugeridas para desenvolver o currículo inscrevem-se a necessidade de se propor aos alunos tarefas de aprendizagem mais diversificadas e relacionadas com a vida real, a utilização de materiais manipulativos, o envolvimento em projetos destinados a resolver situações problemáticas ou o recurso ao trabalho de grupo. A concretização dessas recomendações exige novas formas de avaliar. Uma prática de avaliação tradicional, quase exclusivamente baseada em testes de papel e lápis, seria insuficiente e até totalmente desajustada, pois tenderia a ignorar todas as competências que vão além da aquisição de conhecimentos”.
FERNANDES, Domingos. Avaliar para aprender: fundamentos, práticas e políticas. SP: Editora da Unesp, 2009, p. 91
Ambos os excertos convergem para uma concepção de avaliação
Leia o trecho a seguir:
“O ensino por investigação, desse ponto de vista, não é uma estratégia de ensino, mas uma abordagem didática, pois pode congregar diversas estratégias, das mais inovadoras às mais tradicionais, desde que seja um ensino em que a participação dos estudantes não se restrinja a ouvir e copiar o que o professor propõe.”
SASSERON, L.H., O Ensino por investigação: pressupostos e práticas. In: Licenciatura em Ciências, p.121. Disponível em: https://midia.atp.usp.br/.
Na perspectiva apresentada, o ensino por investigação se contrapõe a uma educação
Obstáculo epistemológico é um conceito proposto por Gaston Bachelard para interpretar os processos de avanço e ruptura na produção do conhecimento científico. Segundo ele:
“Quando se procuram as condições psicológicas do progresso da Ciência, logo se chega à convicção de que é em termos de obstáculos que o problema do conhecimento científico deve ser colocado. E não se trata de considerar obstáculos externos, como a complexidade e a fugacidade dos fenômenos, nem de incriminar a fragilidade dos sentidos e do espírito humano: é no âmago do próprio ato de conhecer que aparecem, por uma espécie de imperativo funcional, lentidões e conflitos. É aí que mostraremos causas de estagnação e até de regressão, detectaremos causas de inércia às quais daremos o nome de obstáculos epistemológicos”.
BACHELARD, G. (1996) A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento. Rio de Janeiro: Contraponto, p.18.
Essa ideia é importante para interpretar o processo de produção do conhecimento científico em sala de aula, pois se refere
Aprendizagem significativa é um conceito proposto por Ausubel e adaptado para o ensino de Física. Marco Antonio Moreira o apresenta da seguinte forma:
“A aprendizagem significativa é aquela em que o significado do novo conhecimento é adquirido, atribuído, construído, por meio da interação com algum conhecimento prévio, especificamente relevante, existente na estrutura cognitiva do aprendiz. Interação é a palavra-chave: interação entre conhecimentos novos e conhecimentos prévios. Se não há essa interação, não há aprendizagem”
MOREIRA, M.A. (1985). Ensino e aprendizagem: enfoques teóricos. São Paulo: Editora Moraes, p.3.
Considerando esse trecho, a interação se refere ao processo pelo qual