Questões de Concurso Público IF-AL 2023 para Assistente de Aluno

Foram encontradas 9 questões

Q4177960 Português
A ditadura do bom

        [...] A criação de uma ética para as novas conquistas genéticas que nos garanta “amar o nosso ruim como a nós mesmos” é prioritária no terceiro milênio. Imaginemos o que teria acontecido se nossos ancestrais primatas dispusessem da tecnologia para evitar o diferente e o “outro. Imaginemos se pudessem ter evitado o Homo sapiens como produto de algo que fosse identificado na época como um rompimento de padrões e um possível convite ao “mal”.

        O mundo da excelência e da competição tem que resgatar seu amor ao diferente, ao exótico, ao feito à mão, ao individualizado, ao não-perfeito, à surpresa, ao descontrole e ao imprevisível. Como poderemos tolerar os outros e amá-los, se não toleramos em nós o que é “outro”, o que está fora de padrão e de expectativas?

        Não há identidade sem o outro; não há bom sem o ruim; não há bem sem o mal. Essa é a maneira como o ser humano enxerga a tensão da vida. Qualquer tentativa  de engenharia que vise extirpar o “outro-ruim” corre o risco de inventar um “bom" monstruoso, que seja desagradável, horrendo e destrutivo. Com certeza o verbo dessa nova frase fundadora do futuro não seria mais o mesmo. Afinal amar é o sentimento capaz de apreciar o diferente. Só poderemos integrar nosso "ruim" a nós se pudermos processá-lo por meio do sentimento de amor.

        Num mundo só bom não há espaço para o humano. Entender isso é o grande desafio de nossa civilização. Mas sem dúvida  implica coisas muito difíceis, tais como amar ou acolher nosso "ruim". Em nossa fraqueza está nossa grandeza. É isso que chamamos de consciência humana - uma "terceira via" entre a ingenuidade animal e a ignorância da dominação. [...]

Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0211199909.htm>.
Acesso em: 29 jan.2023.
Assinale a alternativa que apresenta a correta análise quanto às noções semânticas da linguagem normativa.
Alternativas
Q4177961 Português
Dizem que sou louco por pensar assim

Se eu sou muito louco por eu ser feliz

Mas louco é quem me diz

E não é feliz, não é feliz 



Se eles são bonitos, sou Alain Delon

Se eles são famosos, sou Napoleão

Mas louco é quem me diz

E não é feliz, não é feliz [...]



Se eles têm três carros, eu posso voar

Se eles rezam muito, eu já estou no céu

Mas louco é quem me diz

E não é feliz, não é feliz [...]



Sim, sou muito louco, não vou me curar

Já não sou o único que encontrou a paz

Mas louco é quem me diz

E não é feliz, eu sou feliz



Disponível em: <https://www.letras.mus.br/mutantes/47541/>.. Acesso em: 30 jan. 2023.
Considerando os aspectos sintáticos, utilizados na construção textual, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4177962 Português
        A história não é sucessão de fatos no tempo, não é progresso de ideias, mas o modo como homens determinados em condições determinadas criam os meios e as formas de sua existência social, reproduzem ou transformam essa existência social que é econômica, política e cultural. 

        A história é práxis (como vimos, práxis significa um modo de agir no qual o agente, sua ação e o produto de sua ação são termos intrinsecamente ligados e dependentes uns dos outros, não sendo possível separá-los). 

        Nessa perspectiva, a história é o real, e o real é o movimento incessante pelo qual os homens, em condições que nem sempre foram escolhidas por eles, instauram um modo de sociabilidade e procuram fixá-lo em instituições determinadas (família, condições de trabalho, relações políticas, instituições religiosas, tipos de educação, formas de arte, transmissão dos costumes, língua etc.). [...]

CHAUÍ, Marilena. O que é Ideologia? 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Brasiliense, 2001. p.23.
A afirmação feita pela autora: “A história é práxis (como vimos significa práxis  um modo de agir no qual o agente, sua ação e o produto de sua ação são termos intrinsecamente ligados e dependentes uns dos outros, não sendo possível separá-los)" faz referência à função da linguagem cuja meta é explicar a própria linguagem centrada no próprio código. A alternativa que corresponde a essa definição é a função 
Alternativas
Q4177963 Português

O vigário só fazia gritar.


Qual seria a opinião de Madalena?


─ Aí padre Silvestre tem razão (1) concordou Gondim. A religião é um freio (2)


─ Bobagem (3) disse Nogueira. Quem é cavalo para precisar de freio (4) 


RAMOS, Graciliano. S. Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 2022. p. 163.


Assinale a alternativa cujos sinais pontuam corretamente esse trecho:

Alternativas
Q4177964 Português
Q5.png (320×173)

Disponível em: <https://armazemdetexto.blogspot.com/2021/06/charge-escola-e-o-futuro-ivan-cabral.html>.Acesso em: 31 jan.2023.
Dadas as afirmativas sobre a charge,

I. Há, na imagem, um processo intertextual que obriga o interlocutor a fazer inferências e a construir analogias, elementos sem os quais a compreensão textual ficaria comprometida.
II. Na charge, há uma crítica social apresentada na fala do menino: o discurso, não concretizado, de que a escola é o futuro para as crianças.
III. Por meio de elementos visuais e verbais, o gênero textual em questão tem o objetivo de estabelecer uma opinião crítica e de persuadir o leitor, influenciando-o criticamente.
IV. Nas entrelinhas da charge, não se pode afirmar que exista qualquer tipo de comentário crítico, pois essa tem apenas a função de entreter o leitor.
V. O quadrinho constitui um gênero textual que apresenta, em primeiro plano, uma imagem do que seria a escola e uma faixa escrito “GREVE! ”.

verifica-se que estão corretas apenas
Alternativas
Q4177965 Português
Março 10

O Diabo tocou violino

        Nesta noite de 1712, o Diabo visitou o jovem violinista Giuseppe Tartini, e em sonhos tocou para ele.

        Giuseppe queria que aquela música não terminasse nunca; mas, quando acordou, a música tinha ido embora.

      Na procura daquela música perdida, Tartini compôs duzentas e dezenove sonatas, que executou com inútil maestria durante toda a sua vida.

        O público aplaudia seus fracassos

GALEANO, Eduardo H. Os filhos dos dias. Porto Alegre, L&PM, 2017. p. 90.
O tipo e o gênero textuais de que o autor se valeu para discorrer sobre a vida do personagem são, respectivamente,
Alternativas
Q4177966 Português


Q7.png (353×104)

Disponível em:  <https://urucumdigital.com/2015/01/28/armandinho-alexandre-beck-e-o-compromissocom-o-mundo/>. Acesso em: 30 jan. 2023.


Dadas as afirmativas, considerando os aspectos normativos presentes nas falas do personagem Armandinho, nos quadrinhos,


I. O pronome demonstrativo essas (primeiro quadrinho) indica distância da situação de fala.


II. O pronome demonstrativo essas (primeiro quadrinho) sugere retomada de informação distante no texto.


III. No último quadrinho, há um fator de ocorrência para próclise na norma-padrão, que é o advérbio de negação não.


IV. No primeiro quadrinho, até é uma palavra denotativa de inclusão e funciona como operador argumentativo.



verifica-se que estão corretas apenas

Alternativas
Q4177967 Português
CANÇÃO DE UM DIA DE VENTO

Para Maurício Rosenblat


O vento vinha ventando

Pelas cortinas de tule.



As mãos da menina morta

Estão varadas de luz

No colo, juntos, refulgem

Coração, âncora e cruz.



Nunca a água foi tão pura...

Quem a teria abençoado?

Nunca o pão de cada dia

Teve um gosto mais sagrado



O vento vinha ventando

Pelas cortinas de tule...

[...] 


QUINTANA, Mario. In: CARRASCOZA, João Anzanello (Org). O segundo olhar. antologia. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018. р. 83.



Assinale a alternativa em cujo verso desse poema a pessoa ou coisa, tendo em vista a ação verbal, recebe a ação.
Alternativas
Q4177969 Português
        Quantos livros ainda serão escritos sobre a morte do livro? O livro, ancestral dos modernos meios de comunicação, embora cercado por netos barulhentos, vem oferecendo em silêncio um digno exemplo de coexistência pacífica. E para usar uma palavra extraída de seu universo, desempenha um papel que é todo seu. 

AZEVEDO, João Humberto (Org.). Como abrir seu próprio negócio: livraria.2. ed. Brasília:
SEBRAE,1998.
Quantos livros ainda serão escritos sobre a morte do livro? O livro, ancestral dos modernos meios de comunicação, embora cercado por netos barulhentos, vem oferecendo em silêncio um digno exemplo de coexistência pacífica. E para usar uma palavra extraída de seu universo, desempenha um papel que é todo seu.

AZEVEDO, João Humberto (Org.). Como abrir seu próprio negócio: livraria. 2. ed. Brasilia: SEBRAE, 1998.

Dadas as afirmativas, considerando o fragmento de texto,

I. O autor do texto sugere que os modernos meios de comunicação estão longe de massificar a indústria do livro.
II. No texto, há uma defesa entusiástica das possibilidades abertas para se investir em inovações tecnológicas, já que essas irão acabar com a democratização e a descentralização do negócio do livro.
III. Verifica-se, no texto, uma opinião, especificamente, sobre a ameaça virtual, mostrando que as inovações tecnológicas prejudicam o mercado editorial.
IV. É possível perceber que o autor do texto enxerga um futuro no qual há espaço somente para a tecnologia digital.

verifica-se que está/ão correta/s
Alternativas
Respostas
1: E
2: C
3: A
4: A
5: D
6: E
7: B
8: E
9: A