Questões de Concurso Público Prefeitura de Pires Ferreira - CE 2024 para Professor - PEB II - Português

Foram encontradas 31 questões

Q3315649 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


Texto I


Os impactos da inteligência artificial na educação


Pesquisas e debates estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além de eventuais riscos


A Inteligência Artificial (IA), embora ainda seja considerada uma ‘caixa misteriosa’ por alguns estudiosos, já tem promovido impactos em vários segmentos sociais – inclusive na educação. Pesquisas e debates em massa estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além dos riscos que apresenta, caso seja utilizado incorretamente. É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe. Mas, a partir de uma conceituação básica, consiste em permitir nada menos que a simulação da inteligência humana. Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.

Outra ferramenta à base de IA e que “viralizou” em 2023 foi o ChatGPT. Criado em um laboratório norte-americano de pesquisas em inteligência artificial, ele tem a capacidade de responder a diversas questões por meio de uma conversa. Em alguns casos, consegue até solucionar problemas matemáticos e criar do zero letras de músicas similares ao estilo de um determinado artista.

No processo educacional também existem algumas aplicabilidades desses recursos tecnológicos, apesar de estarem caminhando com passos lentos na área. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a inteligência artificial pode ser relevante em duas frentes: na personalização da aprendizagem e melhoria do desempenho do aluno e em sistemas de gestão escolar. Além disso, a entidade defende que a IA também é capaz de promover uma aprendizagem colaborativa.

Professora do curso de Pedagogia e Licenciaturas do Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Ana Lúcia de Souza Lopes dá exemplos práticos de como esses benefícios podem ser conquistados. Segundo ela, uma das ferramentas em evidência é a robótica de telepresença, que pode ser aplicada no caso de estudantes doentes ou com limitações físicas e mentais. O objetivo é que eles mantenham a continuidade do aprendizado sem sair de casa. Para ela, é possível investir em muitas frentes. "A partir disso, consegue levar para esse estudante um ensino mais personalizado. E, sabendo do que ele precisa, o docente pode investir em atividades e conteúdos sobre aquela lacuna no aprendizado. Isso contribui para o desempenho individual”, indica.

A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica. Ela cita ainda o uso do ChatGPT, por exemplo, em dinâmicas de grupo, para estimular o debate e o pensamento crítico. “Os testes mostraram que o ChatGPT se torna muito mais preciso se a pessoa souber fazer as melhores perguntas. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar. Ele precisa saber raciocinar, e a própria IA pode favorecer isso para o aluno. Se o professor começa a instigar que eles pensem em soluções complexas, em saber fazer a melhor pergunta, pode ser valioso”, avalia.

Para a professora da Mackenzie, a IA ainda propicia outros resultados educacionais positivos, como expansão dos conhecimentos para outras áreas; aperfeiçoamento em solução de problemas; dinamização do trabalho do professor; e domínio da tecnologia, algo considerado importante para o mercado de trabalho. Com esses objetivos em mente que a Multivix incorporou, desde a região Norte até o Sul do Espírito Santo, várias ferramentas de ponta para o corpo discente e docente.

O diretor-executivo da instituição, Tadeu Penina, destaca um aplicativo que tem quase todos os serviços acadêmicos na palma da mão dos alunos. Nele, é possível acessar o ambiente de ensino on-line, as aulas virtuais, a biblioteca digital, o portal de emprego e estágio e até falar com a assistente virtual “Malu” – o chatbot da instituição — que é capaz de atender a diferentes solicitações. “Testes estão sendo realizados para que os professores possam realizar a chamada (conferência de frequência do aluno em sala de aula) através da funcionalidade de ‘check-in na aula’ usando a tecnologia de georreferenciamento”, conta.

E a expectativa, segundo prevê o diretor, é que novos investimentos sejam feitos em conteúdos interativos e laboratórios virtuais que possibilitem ao aluno ter uma experiência diferenciada de inovação.Na Multivix, continua Penina, a tecnologia está presente desde a chegada do aluno às unidades com a utilização da carteirinha digital até o acesso a laboratórios de ensino virtuais. "Portanto, acreditamos na tecnologia como um ativo para alunos e professores."

O diretor regional do Senac Espírito Santo, Richardson Schmittel, aponta que, embora as discussões sobre inteligência artificial estejam em alta somente nos últimos anos, os instrutores da instituição de ensino vêm aplicando diversos recursos dessa tecnologia para facilitar as atividades diárias.

“É comum ouvirmos muitas críticas em relação a esses recursos de IA, mas pouco se reflete. Avalio que, para um indivíduo adquirir um conhecimento, ele precisa de um desafio. Para isso, é preciso fazer perguntas certas à inteligência, organizar e analisar as informações que lhe são fornecidas, uma vez que a racionalidade só é alcançada por meio de experiências”, analisa Schmittel.

E ele reforça observações feitas pela educadora Ana Lúcia de que o recurso não deve ser usado para fornecer respostas prontas ao estudante, e sim para proporcionar experiências e recursos pedagógicos. “Para isso, no entanto, é fundamental a devida formação do profissional que vai instruir esses alunos”, alerta.

O Senac, por exemplo, conta com laboratórios de tecnologia e inovação e iniciativas que utilizam a IA para gerar códigos de linguagem de programação, e como suporte como suporte de produção de textos, imagens e materiais artísticos que ajudam nas atividades realizadas nos cursos ofertados pela instituição.

Os limites de uso da nova tecnologia

Com inúmeras possibilidades ainda a serem exploradas, a mestre em Educação Jane Haddad pondera que não é possível esconder as incertezas quanto a uma ferramenta que é nova e promoverá impactos significativos na educação. Para ela, será preciso muito cuidado, sobretudo com os limites éticos. A especialista acredita ainda que já não é possível ignorar a IA – e nem mesmo recomendado.

“Essa tecnologia pode encurtar muitos caminhos, mas pode também fazer muitos estragos. No contexto atual, é essencial desenvolvermos uma atitude responsável, levando em consideração não apenas a eficiência e o desempenho, como também as implicações éticas, sociais e emocionais dessas ferramentas que interagem e impactam diretamente a vida de todos nós”, destaca.

Cleonara Maria Schwartz, doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), levanta a discussão sobre os plágios que podem ser feitos com o ChatGPT. Muitos estudantes, conforme explica, já estão usando o site para produzir os textos pedidos em sala de aula, sem verdadeiramente se aprofundarem no tema.

“Virou uma das maiores preocupações dos docentes, pois esse processo não envolve nenhuma reflexão. A aprendizagem é interrompida. A máquina faz para eles, impedindo-os de se colocar de uma maneira reflexiva no que foi proposto”, ressalta. Esse problema pode ser driblado, conforme ela defende, a partir de um trabalho mais focado em experiências reais, seja aquelas vividas dentro das escolas e das faculdades, seja fora delas. 

“Não podemos abrir mão da escrita e da leitura, mas quando peço um texto, exploro alguma vivência em sala de aula, porque disso o robô não participou. Porém, se o que eu falo é repeteco do que ele lê, se tudo diz a mesma coisa, abrem-se brechas para esse ‘copia e cola’”, constata Cleonara.

[...]


Fonte: https://www.agazeta.com.br/educares/os-impactos-da-inteligencia-artificialna-educacao-0923
A ideia central do texto é:
Alternativas
Q3315650 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


Texto I


Os impactos da inteligência artificial na educação


Pesquisas e debates estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além de eventuais riscos


A Inteligência Artificial (IA), embora ainda seja considerada uma ‘caixa misteriosa’ por alguns estudiosos, já tem promovido impactos em vários segmentos sociais – inclusive na educação. Pesquisas e debates em massa estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além dos riscos que apresenta, caso seja utilizado incorretamente. É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe. Mas, a partir de uma conceituação básica, consiste em permitir nada menos que a simulação da inteligência humana. Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.

Outra ferramenta à base de IA e que “viralizou” em 2023 foi o ChatGPT. Criado em um laboratório norte-americano de pesquisas em inteligência artificial, ele tem a capacidade de responder a diversas questões por meio de uma conversa. Em alguns casos, consegue até solucionar problemas matemáticos e criar do zero letras de músicas similares ao estilo de um determinado artista.

No processo educacional também existem algumas aplicabilidades desses recursos tecnológicos, apesar de estarem caminhando com passos lentos na área. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a inteligência artificial pode ser relevante em duas frentes: na personalização da aprendizagem e melhoria do desempenho do aluno e em sistemas de gestão escolar. Além disso, a entidade defende que a IA também é capaz de promover uma aprendizagem colaborativa.

Professora do curso de Pedagogia e Licenciaturas do Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Ana Lúcia de Souza Lopes dá exemplos práticos de como esses benefícios podem ser conquistados. Segundo ela, uma das ferramentas em evidência é a robótica de telepresença, que pode ser aplicada no caso de estudantes doentes ou com limitações físicas e mentais. O objetivo é que eles mantenham a continuidade do aprendizado sem sair de casa. Para ela, é possível investir em muitas frentes. "A partir disso, consegue levar para esse estudante um ensino mais personalizado. E, sabendo do que ele precisa, o docente pode investir em atividades e conteúdos sobre aquela lacuna no aprendizado. Isso contribui para o desempenho individual”, indica.

A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica. Ela cita ainda o uso do ChatGPT, por exemplo, em dinâmicas de grupo, para estimular o debate e o pensamento crítico. “Os testes mostraram que o ChatGPT se torna muito mais preciso se a pessoa souber fazer as melhores perguntas. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar. Ele precisa saber raciocinar, e a própria IA pode favorecer isso para o aluno. Se o professor começa a instigar que eles pensem em soluções complexas, em saber fazer a melhor pergunta, pode ser valioso”, avalia.

Para a professora da Mackenzie, a IA ainda propicia outros resultados educacionais positivos, como expansão dos conhecimentos para outras áreas; aperfeiçoamento em solução de problemas; dinamização do trabalho do professor; e domínio da tecnologia, algo considerado importante para o mercado de trabalho. Com esses objetivos em mente que a Multivix incorporou, desde a região Norte até o Sul do Espírito Santo, várias ferramentas de ponta para o corpo discente e docente.

O diretor-executivo da instituição, Tadeu Penina, destaca um aplicativo que tem quase todos os serviços acadêmicos na palma da mão dos alunos. Nele, é possível acessar o ambiente de ensino on-line, as aulas virtuais, a biblioteca digital, o portal de emprego e estágio e até falar com a assistente virtual “Malu” – o chatbot da instituição — que é capaz de atender a diferentes solicitações. “Testes estão sendo realizados para que os professores possam realizar a chamada (conferência de frequência do aluno em sala de aula) através da funcionalidade de ‘check-in na aula’ usando a tecnologia de georreferenciamento”, conta.

E a expectativa, segundo prevê o diretor, é que novos investimentos sejam feitos em conteúdos interativos e laboratórios virtuais que possibilitem ao aluno ter uma experiência diferenciada de inovação.Na Multivix, continua Penina, a tecnologia está presente desde a chegada do aluno às unidades com a utilização da carteirinha digital até o acesso a laboratórios de ensino virtuais. "Portanto, acreditamos na tecnologia como um ativo para alunos e professores."

O diretor regional do Senac Espírito Santo, Richardson Schmittel, aponta que, embora as discussões sobre inteligência artificial estejam em alta somente nos últimos anos, os instrutores da instituição de ensino vêm aplicando diversos recursos dessa tecnologia para facilitar as atividades diárias.

“É comum ouvirmos muitas críticas em relação a esses recursos de IA, mas pouco se reflete. Avalio que, para um indivíduo adquirir um conhecimento, ele precisa de um desafio. Para isso, é preciso fazer perguntas certas à inteligência, organizar e analisar as informações que lhe são fornecidas, uma vez que a racionalidade só é alcançada por meio de experiências”, analisa Schmittel.

E ele reforça observações feitas pela educadora Ana Lúcia de que o recurso não deve ser usado para fornecer respostas prontas ao estudante, e sim para proporcionar experiências e recursos pedagógicos. “Para isso, no entanto, é fundamental a devida formação do profissional que vai instruir esses alunos”, alerta.

O Senac, por exemplo, conta com laboratórios de tecnologia e inovação e iniciativas que utilizam a IA para gerar códigos de linguagem de programação, e como suporte como suporte de produção de textos, imagens e materiais artísticos que ajudam nas atividades realizadas nos cursos ofertados pela instituição.

Os limites de uso da nova tecnologia

Com inúmeras possibilidades ainda a serem exploradas, a mestre em Educação Jane Haddad pondera que não é possível esconder as incertezas quanto a uma ferramenta que é nova e promoverá impactos significativos na educação. Para ela, será preciso muito cuidado, sobretudo com os limites éticos. A especialista acredita ainda que já não é possível ignorar a IA – e nem mesmo recomendado.

“Essa tecnologia pode encurtar muitos caminhos, mas pode também fazer muitos estragos. No contexto atual, é essencial desenvolvermos uma atitude responsável, levando em consideração não apenas a eficiência e o desempenho, como também as implicações éticas, sociais e emocionais dessas ferramentas que interagem e impactam diretamente a vida de todos nós”, destaca.

Cleonara Maria Schwartz, doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), levanta a discussão sobre os plágios que podem ser feitos com o ChatGPT. Muitos estudantes, conforme explica, já estão usando o site para produzir os textos pedidos em sala de aula, sem verdadeiramente se aprofundarem no tema.

“Virou uma das maiores preocupações dos docentes, pois esse processo não envolve nenhuma reflexão. A aprendizagem é interrompida. A máquina faz para eles, impedindo-os de se colocar de uma maneira reflexiva no que foi proposto”, ressalta. Esse problema pode ser driblado, conforme ela defende, a partir de um trabalho mais focado em experiências reais, seja aquelas vividas dentro das escolas e das faculdades, seja fora delas. 

“Não podemos abrir mão da escrita e da leitura, mas quando peço um texto, exploro alguma vivência em sala de aula, porque disso o robô não participou. Porém, se o que eu falo é repeteco do que ele lê, se tudo diz a mesma coisa, abrem-se brechas para esse ‘copia e cola’”, constata Cleonara.

[...]


Fonte: https://www.agazeta.com.br/educares/os-impactos-da-inteligencia-artificialna-educacao-0923
O gênero textual predominante em “Os impactos da inteligência artificial na educação” é:
Alternativas
Q3315651 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


Texto I


Os impactos da inteligência artificial na educação


Pesquisas e debates estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além de eventuais riscos


A Inteligência Artificial (IA), embora ainda seja considerada uma ‘caixa misteriosa’ por alguns estudiosos, já tem promovido impactos em vários segmentos sociais – inclusive na educação. Pesquisas e debates em massa estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além dos riscos que apresenta, caso seja utilizado incorretamente. É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe. Mas, a partir de uma conceituação básica, consiste em permitir nada menos que a simulação da inteligência humana. Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.

Outra ferramenta à base de IA e que “viralizou” em 2023 foi o ChatGPT. Criado em um laboratório norte-americano de pesquisas em inteligência artificial, ele tem a capacidade de responder a diversas questões por meio de uma conversa. Em alguns casos, consegue até solucionar problemas matemáticos e criar do zero letras de músicas similares ao estilo de um determinado artista.

No processo educacional também existem algumas aplicabilidades desses recursos tecnológicos, apesar de estarem caminhando com passos lentos na área. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a inteligência artificial pode ser relevante em duas frentes: na personalização da aprendizagem e melhoria do desempenho do aluno e em sistemas de gestão escolar. Além disso, a entidade defende que a IA também é capaz de promover uma aprendizagem colaborativa.

Professora do curso de Pedagogia e Licenciaturas do Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Ana Lúcia de Souza Lopes dá exemplos práticos de como esses benefícios podem ser conquistados. Segundo ela, uma das ferramentas em evidência é a robótica de telepresença, que pode ser aplicada no caso de estudantes doentes ou com limitações físicas e mentais. O objetivo é que eles mantenham a continuidade do aprendizado sem sair de casa. Para ela, é possível investir em muitas frentes. "A partir disso, consegue levar para esse estudante um ensino mais personalizado. E, sabendo do que ele precisa, o docente pode investir em atividades e conteúdos sobre aquela lacuna no aprendizado. Isso contribui para o desempenho individual”, indica.

A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica. Ela cita ainda o uso do ChatGPT, por exemplo, em dinâmicas de grupo, para estimular o debate e o pensamento crítico. “Os testes mostraram que o ChatGPT se torna muito mais preciso se a pessoa souber fazer as melhores perguntas. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar. Ele precisa saber raciocinar, e a própria IA pode favorecer isso para o aluno. Se o professor começa a instigar que eles pensem em soluções complexas, em saber fazer a melhor pergunta, pode ser valioso”, avalia.

Para a professora da Mackenzie, a IA ainda propicia outros resultados educacionais positivos, como expansão dos conhecimentos para outras áreas; aperfeiçoamento em solução de problemas; dinamização do trabalho do professor; e domínio da tecnologia, algo considerado importante para o mercado de trabalho. Com esses objetivos em mente que a Multivix incorporou, desde a região Norte até o Sul do Espírito Santo, várias ferramentas de ponta para o corpo discente e docente.

O diretor-executivo da instituição, Tadeu Penina, destaca um aplicativo que tem quase todos os serviços acadêmicos na palma da mão dos alunos. Nele, é possível acessar o ambiente de ensino on-line, as aulas virtuais, a biblioteca digital, o portal de emprego e estágio e até falar com a assistente virtual “Malu” – o chatbot da instituição — que é capaz de atender a diferentes solicitações. “Testes estão sendo realizados para que os professores possam realizar a chamada (conferência de frequência do aluno em sala de aula) através da funcionalidade de ‘check-in na aula’ usando a tecnologia de georreferenciamento”, conta.

E a expectativa, segundo prevê o diretor, é que novos investimentos sejam feitos em conteúdos interativos e laboratórios virtuais que possibilitem ao aluno ter uma experiência diferenciada de inovação.Na Multivix, continua Penina, a tecnologia está presente desde a chegada do aluno às unidades com a utilização da carteirinha digital até o acesso a laboratórios de ensino virtuais. "Portanto, acreditamos na tecnologia como um ativo para alunos e professores."

O diretor regional do Senac Espírito Santo, Richardson Schmittel, aponta que, embora as discussões sobre inteligência artificial estejam em alta somente nos últimos anos, os instrutores da instituição de ensino vêm aplicando diversos recursos dessa tecnologia para facilitar as atividades diárias.

“É comum ouvirmos muitas críticas em relação a esses recursos de IA, mas pouco se reflete. Avalio que, para um indivíduo adquirir um conhecimento, ele precisa de um desafio. Para isso, é preciso fazer perguntas certas à inteligência, organizar e analisar as informações que lhe são fornecidas, uma vez que a racionalidade só é alcançada por meio de experiências”, analisa Schmittel.

E ele reforça observações feitas pela educadora Ana Lúcia de que o recurso não deve ser usado para fornecer respostas prontas ao estudante, e sim para proporcionar experiências e recursos pedagógicos. “Para isso, no entanto, é fundamental a devida formação do profissional que vai instruir esses alunos”, alerta.

O Senac, por exemplo, conta com laboratórios de tecnologia e inovação e iniciativas que utilizam a IA para gerar códigos de linguagem de programação, e como suporte como suporte de produção de textos, imagens e materiais artísticos que ajudam nas atividades realizadas nos cursos ofertados pela instituição.

Os limites de uso da nova tecnologia

Com inúmeras possibilidades ainda a serem exploradas, a mestre em Educação Jane Haddad pondera que não é possível esconder as incertezas quanto a uma ferramenta que é nova e promoverá impactos significativos na educação. Para ela, será preciso muito cuidado, sobretudo com os limites éticos. A especialista acredita ainda que já não é possível ignorar a IA – e nem mesmo recomendado.

“Essa tecnologia pode encurtar muitos caminhos, mas pode também fazer muitos estragos. No contexto atual, é essencial desenvolvermos uma atitude responsável, levando em consideração não apenas a eficiência e o desempenho, como também as implicações éticas, sociais e emocionais dessas ferramentas que interagem e impactam diretamente a vida de todos nós”, destaca.

Cleonara Maria Schwartz, doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), levanta a discussão sobre os plágios que podem ser feitos com o ChatGPT. Muitos estudantes, conforme explica, já estão usando o site para produzir os textos pedidos em sala de aula, sem verdadeiramente se aprofundarem no tema.

“Virou uma das maiores preocupações dos docentes, pois esse processo não envolve nenhuma reflexão. A aprendizagem é interrompida. A máquina faz para eles, impedindo-os de se colocar de uma maneira reflexiva no que foi proposto”, ressalta. Esse problema pode ser driblado, conforme ela defende, a partir de um trabalho mais focado em experiências reais, seja aquelas vividas dentro das escolas e das faculdades, seja fora delas. 

“Não podemos abrir mão da escrita e da leitura, mas quando peço um texto, exploro alguma vivência em sala de aula, porque disso o robô não participou. Porém, se o que eu falo é repeteco do que ele lê, se tudo diz a mesma coisa, abrem-se brechas para esse ‘copia e cola’”, constata Cleonara.

[...]


Fonte: https://www.agazeta.com.br/educares/os-impactos-da-inteligencia-artificialna-educacao-0923
Em “Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.” A palavra destacada no trecho se refere a:
Alternativas
Q3315652 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


Texto I


Os impactos da inteligência artificial na educação


Pesquisas e debates estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além de eventuais riscos


A Inteligência Artificial (IA), embora ainda seja considerada uma ‘caixa misteriosa’ por alguns estudiosos, já tem promovido impactos em vários segmentos sociais – inclusive na educação. Pesquisas e debates em massa estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além dos riscos que apresenta, caso seja utilizado incorretamente. É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe. Mas, a partir de uma conceituação básica, consiste em permitir nada menos que a simulação da inteligência humana. Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.

Outra ferramenta à base de IA e que “viralizou” em 2023 foi o ChatGPT. Criado em um laboratório norte-americano de pesquisas em inteligência artificial, ele tem a capacidade de responder a diversas questões por meio de uma conversa. Em alguns casos, consegue até solucionar problemas matemáticos e criar do zero letras de músicas similares ao estilo de um determinado artista.

No processo educacional também existem algumas aplicabilidades desses recursos tecnológicos, apesar de estarem caminhando com passos lentos na área. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a inteligência artificial pode ser relevante em duas frentes: na personalização da aprendizagem e melhoria do desempenho do aluno e em sistemas de gestão escolar. Além disso, a entidade defende que a IA também é capaz de promover uma aprendizagem colaborativa.

Professora do curso de Pedagogia e Licenciaturas do Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Ana Lúcia de Souza Lopes dá exemplos práticos de como esses benefícios podem ser conquistados. Segundo ela, uma das ferramentas em evidência é a robótica de telepresença, que pode ser aplicada no caso de estudantes doentes ou com limitações físicas e mentais. O objetivo é que eles mantenham a continuidade do aprendizado sem sair de casa. Para ela, é possível investir em muitas frentes. "A partir disso, consegue levar para esse estudante um ensino mais personalizado. E, sabendo do que ele precisa, o docente pode investir em atividades e conteúdos sobre aquela lacuna no aprendizado. Isso contribui para o desempenho individual”, indica.

A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica. Ela cita ainda o uso do ChatGPT, por exemplo, em dinâmicas de grupo, para estimular o debate e o pensamento crítico. “Os testes mostraram que o ChatGPT se torna muito mais preciso se a pessoa souber fazer as melhores perguntas. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar. Ele precisa saber raciocinar, e a própria IA pode favorecer isso para o aluno. Se o professor começa a instigar que eles pensem em soluções complexas, em saber fazer a melhor pergunta, pode ser valioso”, avalia.

Para a professora da Mackenzie, a IA ainda propicia outros resultados educacionais positivos, como expansão dos conhecimentos para outras áreas; aperfeiçoamento em solução de problemas; dinamização do trabalho do professor; e domínio da tecnologia, algo considerado importante para o mercado de trabalho. Com esses objetivos em mente que a Multivix incorporou, desde a região Norte até o Sul do Espírito Santo, várias ferramentas de ponta para o corpo discente e docente.

O diretor-executivo da instituição, Tadeu Penina, destaca um aplicativo que tem quase todos os serviços acadêmicos na palma da mão dos alunos. Nele, é possível acessar o ambiente de ensino on-line, as aulas virtuais, a biblioteca digital, o portal de emprego e estágio e até falar com a assistente virtual “Malu” – o chatbot da instituição — que é capaz de atender a diferentes solicitações. “Testes estão sendo realizados para que os professores possam realizar a chamada (conferência de frequência do aluno em sala de aula) através da funcionalidade de ‘check-in na aula’ usando a tecnologia de georreferenciamento”, conta.

E a expectativa, segundo prevê o diretor, é que novos investimentos sejam feitos em conteúdos interativos e laboratórios virtuais que possibilitem ao aluno ter uma experiência diferenciada de inovação.Na Multivix, continua Penina, a tecnologia está presente desde a chegada do aluno às unidades com a utilização da carteirinha digital até o acesso a laboratórios de ensino virtuais. "Portanto, acreditamos na tecnologia como um ativo para alunos e professores."

O diretor regional do Senac Espírito Santo, Richardson Schmittel, aponta que, embora as discussões sobre inteligência artificial estejam em alta somente nos últimos anos, os instrutores da instituição de ensino vêm aplicando diversos recursos dessa tecnologia para facilitar as atividades diárias.

“É comum ouvirmos muitas críticas em relação a esses recursos de IA, mas pouco se reflete. Avalio que, para um indivíduo adquirir um conhecimento, ele precisa de um desafio. Para isso, é preciso fazer perguntas certas à inteligência, organizar e analisar as informações que lhe são fornecidas, uma vez que a racionalidade só é alcançada por meio de experiências”, analisa Schmittel.

E ele reforça observações feitas pela educadora Ana Lúcia de que o recurso não deve ser usado para fornecer respostas prontas ao estudante, e sim para proporcionar experiências e recursos pedagógicos. “Para isso, no entanto, é fundamental a devida formação do profissional que vai instruir esses alunos”, alerta.

O Senac, por exemplo, conta com laboratórios de tecnologia e inovação e iniciativas que utilizam a IA para gerar códigos de linguagem de programação, e como suporte como suporte de produção de textos, imagens e materiais artísticos que ajudam nas atividades realizadas nos cursos ofertados pela instituição.

Os limites de uso da nova tecnologia

Com inúmeras possibilidades ainda a serem exploradas, a mestre em Educação Jane Haddad pondera que não é possível esconder as incertezas quanto a uma ferramenta que é nova e promoverá impactos significativos na educação. Para ela, será preciso muito cuidado, sobretudo com os limites éticos. A especialista acredita ainda que já não é possível ignorar a IA – e nem mesmo recomendado.

“Essa tecnologia pode encurtar muitos caminhos, mas pode também fazer muitos estragos. No contexto atual, é essencial desenvolvermos uma atitude responsável, levando em consideração não apenas a eficiência e o desempenho, como também as implicações éticas, sociais e emocionais dessas ferramentas que interagem e impactam diretamente a vida de todos nós”, destaca.

Cleonara Maria Schwartz, doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), levanta a discussão sobre os plágios que podem ser feitos com o ChatGPT. Muitos estudantes, conforme explica, já estão usando o site para produzir os textos pedidos em sala de aula, sem verdadeiramente se aprofundarem no tema.

“Virou uma das maiores preocupações dos docentes, pois esse processo não envolve nenhuma reflexão. A aprendizagem é interrompida. A máquina faz para eles, impedindo-os de se colocar de uma maneira reflexiva no que foi proposto”, ressalta. Esse problema pode ser driblado, conforme ela defende, a partir de um trabalho mais focado em experiências reais, seja aquelas vividas dentro das escolas e das faculdades, seja fora delas. 

“Não podemos abrir mão da escrita e da leitura, mas quando peço um texto, exploro alguma vivência em sala de aula, porque disso o robô não participou. Porém, se o que eu falo é repeteco do que ele lê, se tudo diz a mesma coisa, abrem-se brechas para esse ‘copia e cola’”, constata Cleonara.

[...]


Fonte: https://www.agazeta.com.br/educares/os-impactos-da-inteligencia-artificialna-educacao-0923
Na frase “É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe.”, as palavras destacadas, no contexto, significam:
Alternativas
Q3315653 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


Texto I


Os impactos da inteligência artificial na educação


Pesquisas e debates estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além de eventuais riscos


A Inteligência Artificial (IA), embora ainda seja considerada uma ‘caixa misteriosa’ por alguns estudiosos, já tem promovido impactos em vários segmentos sociais – inclusive na educação. Pesquisas e debates em massa estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além dos riscos que apresenta, caso seja utilizado incorretamente. É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe. Mas, a partir de uma conceituação básica, consiste em permitir nada menos que a simulação da inteligência humana. Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.

Outra ferramenta à base de IA e que “viralizou” em 2023 foi o ChatGPT. Criado em um laboratório norte-americano de pesquisas em inteligência artificial, ele tem a capacidade de responder a diversas questões por meio de uma conversa. Em alguns casos, consegue até solucionar problemas matemáticos e criar do zero letras de músicas similares ao estilo de um determinado artista.

No processo educacional também existem algumas aplicabilidades desses recursos tecnológicos, apesar de estarem caminhando com passos lentos na área. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a inteligência artificial pode ser relevante em duas frentes: na personalização da aprendizagem e melhoria do desempenho do aluno e em sistemas de gestão escolar. Além disso, a entidade defende que a IA também é capaz de promover uma aprendizagem colaborativa.

Professora do curso de Pedagogia e Licenciaturas do Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Ana Lúcia de Souza Lopes dá exemplos práticos de como esses benefícios podem ser conquistados. Segundo ela, uma das ferramentas em evidência é a robótica de telepresença, que pode ser aplicada no caso de estudantes doentes ou com limitações físicas e mentais. O objetivo é que eles mantenham a continuidade do aprendizado sem sair de casa. Para ela, é possível investir em muitas frentes. "A partir disso, consegue levar para esse estudante um ensino mais personalizado. E, sabendo do que ele precisa, o docente pode investir em atividades e conteúdos sobre aquela lacuna no aprendizado. Isso contribui para o desempenho individual”, indica.

A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica. Ela cita ainda o uso do ChatGPT, por exemplo, em dinâmicas de grupo, para estimular o debate e o pensamento crítico. “Os testes mostraram que o ChatGPT se torna muito mais preciso se a pessoa souber fazer as melhores perguntas. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar. Ele precisa saber raciocinar, e a própria IA pode favorecer isso para o aluno. Se o professor começa a instigar que eles pensem em soluções complexas, em saber fazer a melhor pergunta, pode ser valioso”, avalia.

Para a professora da Mackenzie, a IA ainda propicia outros resultados educacionais positivos, como expansão dos conhecimentos para outras áreas; aperfeiçoamento em solução de problemas; dinamização do trabalho do professor; e domínio da tecnologia, algo considerado importante para o mercado de trabalho. Com esses objetivos em mente que a Multivix incorporou, desde a região Norte até o Sul do Espírito Santo, várias ferramentas de ponta para o corpo discente e docente.

O diretor-executivo da instituição, Tadeu Penina, destaca um aplicativo que tem quase todos os serviços acadêmicos na palma da mão dos alunos. Nele, é possível acessar o ambiente de ensino on-line, as aulas virtuais, a biblioteca digital, o portal de emprego e estágio e até falar com a assistente virtual “Malu” – o chatbot da instituição — que é capaz de atender a diferentes solicitações. “Testes estão sendo realizados para que os professores possam realizar a chamada (conferência de frequência do aluno em sala de aula) através da funcionalidade de ‘check-in na aula’ usando a tecnologia de georreferenciamento”, conta.

E a expectativa, segundo prevê o diretor, é que novos investimentos sejam feitos em conteúdos interativos e laboratórios virtuais que possibilitem ao aluno ter uma experiência diferenciada de inovação.Na Multivix, continua Penina, a tecnologia está presente desde a chegada do aluno às unidades com a utilização da carteirinha digital até o acesso a laboratórios de ensino virtuais. "Portanto, acreditamos na tecnologia como um ativo para alunos e professores."

O diretor regional do Senac Espírito Santo, Richardson Schmittel, aponta que, embora as discussões sobre inteligência artificial estejam em alta somente nos últimos anos, os instrutores da instituição de ensino vêm aplicando diversos recursos dessa tecnologia para facilitar as atividades diárias.

“É comum ouvirmos muitas críticas em relação a esses recursos de IA, mas pouco se reflete. Avalio que, para um indivíduo adquirir um conhecimento, ele precisa de um desafio. Para isso, é preciso fazer perguntas certas à inteligência, organizar e analisar as informações que lhe são fornecidas, uma vez que a racionalidade só é alcançada por meio de experiências”, analisa Schmittel.

E ele reforça observações feitas pela educadora Ana Lúcia de que o recurso não deve ser usado para fornecer respostas prontas ao estudante, e sim para proporcionar experiências e recursos pedagógicos. “Para isso, no entanto, é fundamental a devida formação do profissional que vai instruir esses alunos”, alerta.

O Senac, por exemplo, conta com laboratórios de tecnologia e inovação e iniciativas que utilizam a IA para gerar códigos de linguagem de programação, e como suporte como suporte de produção de textos, imagens e materiais artísticos que ajudam nas atividades realizadas nos cursos ofertados pela instituição.

Os limites de uso da nova tecnologia

Com inúmeras possibilidades ainda a serem exploradas, a mestre em Educação Jane Haddad pondera que não é possível esconder as incertezas quanto a uma ferramenta que é nova e promoverá impactos significativos na educação. Para ela, será preciso muito cuidado, sobretudo com os limites éticos. A especialista acredita ainda que já não é possível ignorar a IA – e nem mesmo recomendado.

“Essa tecnologia pode encurtar muitos caminhos, mas pode também fazer muitos estragos. No contexto atual, é essencial desenvolvermos uma atitude responsável, levando em consideração não apenas a eficiência e o desempenho, como também as implicações éticas, sociais e emocionais dessas ferramentas que interagem e impactam diretamente a vida de todos nós”, destaca.

Cleonara Maria Schwartz, doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), levanta a discussão sobre os plágios que podem ser feitos com o ChatGPT. Muitos estudantes, conforme explica, já estão usando o site para produzir os textos pedidos em sala de aula, sem verdadeiramente se aprofundarem no tema.

“Virou uma das maiores preocupações dos docentes, pois esse processo não envolve nenhuma reflexão. A aprendizagem é interrompida. A máquina faz para eles, impedindo-os de se colocar de uma maneira reflexiva no que foi proposto”, ressalta. Esse problema pode ser driblado, conforme ela defende, a partir de um trabalho mais focado em experiências reais, seja aquelas vividas dentro das escolas e das faculdades, seja fora delas. 

“Não podemos abrir mão da escrita e da leitura, mas quando peço um texto, exploro alguma vivência em sala de aula, porque disso o robô não participou. Porém, se o que eu falo é repeteco do que ele lê, se tudo diz a mesma coisa, abrem-se brechas para esse ‘copia e cola’”, constata Cleonara.

[...]


Fonte: https://www.agazeta.com.br/educares/os-impactos-da-inteligencia-artificialna-educacao-0923
Na frase “. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar.”, pode-se inferir que:
Alternativas
Q3315654 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


Texto I


Os impactos da inteligência artificial na educação


Pesquisas e debates estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além de eventuais riscos


A Inteligência Artificial (IA), embora ainda seja considerada uma ‘caixa misteriosa’ por alguns estudiosos, já tem promovido impactos em vários segmentos sociais – inclusive na educação. Pesquisas e debates em massa estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além dos riscos que apresenta, caso seja utilizado incorretamente. É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe. Mas, a partir de uma conceituação básica, consiste em permitir nada menos que a simulação da inteligência humana. Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.

Outra ferramenta à base de IA e que “viralizou” em 2023 foi o ChatGPT. Criado em um laboratório norte-americano de pesquisas em inteligência artificial, ele tem a capacidade de responder a diversas questões por meio de uma conversa. Em alguns casos, consegue até solucionar problemas matemáticos e criar do zero letras de músicas similares ao estilo de um determinado artista.

No processo educacional também existem algumas aplicabilidades desses recursos tecnológicos, apesar de estarem caminhando com passos lentos na área. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a inteligência artificial pode ser relevante em duas frentes: na personalização da aprendizagem e melhoria do desempenho do aluno e em sistemas de gestão escolar. Além disso, a entidade defende que a IA também é capaz de promover uma aprendizagem colaborativa.

Professora do curso de Pedagogia e Licenciaturas do Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Ana Lúcia de Souza Lopes dá exemplos práticos de como esses benefícios podem ser conquistados. Segundo ela, uma das ferramentas em evidência é a robótica de telepresença, que pode ser aplicada no caso de estudantes doentes ou com limitações físicas e mentais. O objetivo é que eles mantenham a continuidade do aprendizado sem sair de casa. Para ela, é possível investir em muitas frentes. "A partir disso, consegue levar para esse estudante um ensino mais personalizado. E, sabendo do que ele precisa, o docente pode investir em atividades e conteúdos sobre aquela lacuna no aprendizado. Isso contribui para o desempenho individual”, indica.

A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica. Ela cita ainda o uso do ChatGPT, por exemplo, em dinâmicas de grupo, para estimular o debate e o pensamento crítico. “Os testes mostraram que o ChatGPT se torna muito mais preciso se a pessoa souber fazer as melhores perguntas. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar. Ele precisa saber raciocinar, e a própria IA pode favorecer isso para o aluno. Se o professor começa a instigar que eles pensem em soluções complexas, em saber fazer a melhor pergunta, pode ser valioso”, avalia.

Para a professora da Mackenzie, a IA ainda propicia outros resultados educacionais positivos, como expansão dos conhecimentos para outras áreas; aperfeiçoamento em solução de problemas; dinamização do trabalho do professor; e domínio da tecnologia, algo considerado importante para o mercado de trabalho. Com esses objetivos em mente que a Multivix incorporou, desde a região Norte até o Sul do Espírito Santo, várias ferramentas de ponta para o corpo discente e docente.

O diretor-executivo da instituição, Tadeu Penina, destaca um aplicativo que tem quase todos os serviços acadêmicos na palma da mão dos alunos. Nele, é possível acessar o ambiente de ensino on-line, as aulas virtuais, a biblioteca digital, o portal de emprego e estágio e até falar com a assistente virtual “Malu” – o chatbot da instituição — que é capaz de atender a diferentes solicitações. “Testes estão sendo realizados para que os professores possam realizar a chamada (conferência de frequência do aluno em sala de aula) através da funcionalidade de ‘check-in na aula’ usando a tecnologia de georreferenciamento”, conta.

E a expectativa, segundo prevê o diretor, é que novos investimentos sejam feitos em conteúdos interativos e laboratórios virtuais que possibilitem ao aluno ter uma experiência diferenciada de inovação.Na Multivix, continua Penina, a tecnologia está presente desde a chegada do aluno às unidades com a utilização da carteirinha digital até o acesso a laboratórios de ensino virtuais. "Portanto, acreditamos na tecnologia como um ativo para alunos e professores."

O diretor regional do Senac Espírito Santo, Richardson Schmittel, aponta que, embora as discussões sobre inteligência artificial estejam em alta somente nos últimos anos, os instrutores da instituição de ensino vêm aplicando diversos recursos dessa tecnologia para facilitar as atividades diárias.

“É comum ouvirmos muitas críticas em relação a esses recursos de IA, mas pouco se reflete. Avalio que, para um indivíduo adquirir um conhecimento, ele precisa de um desafio. Para isso, é preciso fazer perguntas certas à inteligência, organizar e analisar as informações que lhe são fornecidas, uma vez que a racionalidade só é alcançada por meio de experiências”, analisa Schmittel.

E ele reforça observações feitas pela educadora Ana Lúcia de que o recurso não deve ser usado para fornecer respostas prontas ao estudante, e sim para proporcionar experiências e recursos pedagógicos. “Para isso, no entanto, é fundamental a devida formação do profissional que vai instruir esses alunos”, alerta.

O Senac, por exemplo, conta com laboratórios de tecnologia e inovação e iniciativas que utilizam a IA para gerar códigos de linguagem de programação, e como suporte como suporte de produção de textos, imagens e materiais artísticos que ajudam nas atividades realizadas nos cursos ofertados pela instituição.

Os limites de uso da nova tecnologia

Com inúmeras possibilidades ainda a serem exploradas, a mestre em Educação Jane Haddad pondera que não é possível esconder as incertezas quanto a uma ferramenta que é nova e promoverá impactos significativos na educação. Para ela, será preciso muito cuidado, sobretudo com os limites éticos. A especialista acredita ainda que já não é possível ignorar a IA – e nem mesmo recomendado.

“Essa tecnologia pode encurtar muitos caminhos, mas pode também fazer muitos estragos. No contexto atual, é essencial desenvolvermos uma atitude responsável, levando em consideração não apenas a eficiência e o desempenho, como também as implicações éticas, sociais e emocionais dessas ferramentas que interagem e impactam diretamente a vida de todos nós”, destaca.

Cleonara Maria Schwartz, doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), levanta a discussão sobre os plágios que podem ser feitos com o ChatGPT. Muitos estudantes, conforme explica, já estão usando o site para produzir os textos pedidos em sala de aula, sem verdadeiramente se aprofundarem no tema.

“Virou uma das maiores preocupações dos docentes, pois esse processo não envolve nenhuma reflexão. A aprendizagem é interrompida. A máquina faz para eles, impedindo-os de se colocar de uma maneira reflexiva no que foi proposto”, ressalta. Esse problema pode ser driblado, conforme ela defende, a partir de um trabalho mais focado em experiências reais, seja aquelas vividas dentro das escolas e das faculdades, seja fora delas. 

“Não podemos abrir mão da escrita e da leitura, mas quando peço um texto, exploro alguma vivência em sala de aula, porque disso o robô não participou. Porém, se o que eu falo é repeteco do que ele lê, se tudo diz a mesma coisa, abrem-se brechas para esse ‘copia e cola’”, constata Cleonara.

[...]


Fonte: https://www.agazeta.com.br/educares/os-impactos-da-inteligencia-artificialna-educacao-0923
Todas as alternativas apresentam inferências que podem ser feitas a partir da leitura do texto EXCETO em:
Alternativas
Q3315655 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


Texto I


Os impactos da inteligência artificial na educação


Pesquisas e debates estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além de eventuais riscos


A Inteligência Artificial (IA), embora ainda seja considerada uma ‘caixa misteriosa’ por alguns estudiosos, já tem promovido impactos em vários segmentos sociais – inclusive na educação. Pesquisas e debates em massa estão sendo feitos para descobrir como o recurso pode contribuir para o aprendizado em sala de aula, além dos riscos que apresenta, caso seja utilizado incorretamente. É difícil ter uma definição única sobre a IA, devido às constantes atualizações e à multidisciplinaridade que ela propõe. Mas, a partir de uma conceituação básica, consiste em permitir nada menos que a simulação da inteligência humana. Já é possível encontrá-la no dia a dia, a exemplo dos aplicativos de monitoramento do trânsito em tempo real – que ainda sugerem as melhores rotas a serem feitas – e dos robôs que atendem os clientes em sites de bancos, imobiliárias, grandes lojas de departamento, entre outros.

Outra ferramenta à base de IA e que “viralizou” em 2023 foi o ChatGPT. Criado em um laboratório norte-americano de pesquisas em inteligência artificial, ele tem a capacidade de responder a diversas questões por meio de uma conversa. Em alguns casos, consegue até solucionar problemas matemáticos e criar do zero letras de músicas similares ao estilo de um determinado artista.

No processo educacional também existem algumas aplicabilidades desses recursos tecnológicos, apesar de estarem caminhando com passos lentos na área. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a inteligência artificial pode ser relevante em duas frentes: na personalização da aprendizagem e melhoria do desempenho do aluno e em sistemas de gestão escolar. Além disso, a entidade defende que a IA também é capaz de promover uma aprendizagem colaborativa.

Professora do curso de Pedagogia e Licenciaturas do Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Ana Lúcia de Souza Lopes dá exemplos práticos de como esses benefícios podem ser conquistados. Segundo ela, uma das ferramentas em evidência é a robótica de telepresença, que pode ser aplicada no caso de estudantes doentes ou com limitações físicas e mentais. O objetivo é que eles mantenham a continuidade do aprendizado sem sair de casa. Para ela, é possível investir em muitas frentes. "A partir disso, consegue levar para esse estudante um ensino mais personalizado. E, sabendo do que ele precisa, o docente pode investir em atividades e conteúdos sobre aquela lacuna no aprendizado. Isso contribui para o desempenho individual”, indica.

A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica. Ela cita ainda o uso do ChatGPT, por exemplo, em dinâmicas de grupo, para estimular o debate e o pensamento crítico. “Os testes mostraram que o ChatGPT se torna muito mais preciso se a pessoa souber fazer as melhores perguntas. Nesse sentido, torna-se interessante, porque o aluno não precisa decorar as informações, mas sim saber pensar. Ele precisa saber raciocinar, e a própria IA pode favorecer isso para o aluno. Se o professor começa a instigar que eles pensem em soluções complexas, em saber fazer a melhor pergunta, pode ser valioso”, avalia.

Para a professora da Mackenzie, a IA ainda propicia outros resultados educacionais positivos, como expansão dos conhecimentos para outras áreas; aperfeiçoamento em solução de problemas; dinamização do trabalho do professor; e domínio da tecnologia, algo considerado importante para o mercado de trabalho. Com esses objetivos em mente que a Multivix incorporou, desde a região Norte até o Sul do Espírito Santo, várias ferramentas de ponta para o corpo discente e docente.

O diretor-executivo da instituição, Tadeu Penina, destaca um aplicativo que tem quase todos os serviços acadêmicos na palma da mão dos alunos. Nele, é possível acessar o ambiente de ensino on-line, as aulas virtuais, a biblioteca digital, o portal de emprego e estágio e até falar com a assistente virtual “Malu” – o chatbot da instituição — que é capaz de atender a diferentes solicitações. “Testes estão sendo realizados para que os professores possam realizar a chamada (conferência de frequência do aluno em sala de aula) através da funcionalidade de ‘check-in na aula’ usando a tecnologia de georreferenciamento”, conta.

E a expectativa, segundo prevê o diretor, é que novos investimentos sejam feitos em conteúdos interativos e laboratórios virtuais que possibilitem ao aluno ter uma experiência diferenciada de inovação.Na Multivix, continua Penina, a tecnologia está presente desde a chegada do aluno às unidades com a utilização da carteirinha digital até o acesso a laboratórios de ensino virtuais. "Portanto, acreditamos na tecnologia como um ativo para alunos e professores."

O diretor regional do Senac Espírito Santo, Richardson Schmittel, aponta que, embora as discussões sobre inteligência artificial estejam em alta somente nos últimos anos, os instrutores da instituição de ensino vêm aplicando diversos recursos dessa tecnologia para facilitar as atividades diárias.

“É comum ouvirmos muitas críticas em relação a esses recursos de IA, mas pouco se reflete. Avalio que, para um indivíduo adquirir um conhecimento, ele precisa de um desafio. Para isso, é preciso fazer perguntas certas à inteligência, organizar e analisar as informações que lhe são fornecidas, uma vez que a racionalidade só é alcançada por meio de experiências”, analisa Schmittel.

E ele reforça observações feitas pela educadora Ana Lúcia de que o recurso não deve ser usado para fornecer respostas prontas ao estudante, e sim para proporcionar experiências e recursos pedagógicos. “Para isso, no entanto, é fundamental a devida formação do profissional que vai instruir esses alunos”, alerta.

O Senac, por exemplo, conta com laboratórios de tecnologia e inovação e iniciativas que utilizam a IA para gerar códigos de linguagem de programação, e como suporte como suporte de produção de textos, imagens e materiais artísticos que ajudam nas atividades realizadas nos cursos ofertados pela instituição.

Os limites de uso da nova tecnologia

Com inúmeras possibilidades ainda a serem exploradas, a mestre em Educação Jane Haddad pondera que não é possível esconder as incertezas quanto a uma ferramenta que é nova e promoverá impactos significativos na educação. Para ela, será preciso muito cuidado, sobretudo com os limites éticos. A especialista acredita ainda que já não é possível ignorar a IA – e nem mesmo recomendado.

“Essa tecnologia pode encurtar muitos caminhos, mas pode também fazer muitos estragos. No contexto atual, é essencial desenvolvermos uma atitude responsável, levando em consideração não apenas a eficiência e o desempenho, como também as implicações éticas, sociais e emocionais dessas ferramentas que interagem e impactam diretamente a vida de todos nós”, destaca.

Cleonara Maria Schwartz, doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), levanta a discussão sobre os plágios que podem ser feitos com o ChatGPT. Muitos estudantes, conforme explica, já estão usando o site para produzir os textos pedidos em sala de aula, sem verdadeiramente se aprofundarem no tema.

“Virou uma das maiores preocupações dos docentes, pois esse processo não envolve nenhuma reflexão. A aprendizagem é interrompida. A máquina faz para eles, impedindo-os de se colocar de uma maneira reflexiva no que foi proposto”, ressalta. Esse problema pode ser driblado, conforme ela defende, a partir de um trabalho mais focado em experiências reais, seja aquelas vividas dentro das escolas e das faculdades, seja fora delas. 

“Não podemos abrir mão da escrita e da leitura, mas quando peço um texto, exploro alguma vivência em sala de aula, porque disso o robô não participou. Porém, se o que eu falo é repeteco do que ele lê, se tudo diz a mesma coisa, abrem-se brechas para esse ‘copia e cola’”, constata Cleonara.

[...]


Fonte: https://www.agazeta.com.br/educares/os-impactos-da-inteligencia-artificialna-educacao-0923
Uma das estratégias mais utilizadas ao longo do texto para trazer credibilidade às informações é
Alternativas
Q3315656 Português
Na frase “Ainda estamos muito distantes dessa realidade no país.” (João Marcelo Borges, Gerente de Pesquisa e Inovação do Instituto Unibanco), a palavra destacada pode ser classificada morfologicamente como
Alternativas
Q3315657 Português

Leia a tirinha a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


O humor da tirinha ocorre:

Alternativas
Q3315659 Português
Assinale a alternativa em que retira a ambiguidade presente na frase “Mariana pegou o ônibus correndo.” 
Alternativas
Q3315660 Português
Analise a música de aniversário a seguir.

“Parabéns para você
Nessa data querida
Muitas felicidades, muitos anos de vida.”

De acordo com as regras da gramática normativa, os ERROS são:

I. “Parabéns para você” está incorreto, pois deveria ser “Parabéns a você”
II. Muitas felicidades, muitos anos de vida – muitas felicidades e muitos anos de vida.
III. O correto seria apenas utilizar “muitos anos de vida”
IV. “Nessa data querida” está incorreto, pois deveria ser “Nesta data querida”.
V. Não há inadequação apenas na frase “muitas felicidades, muitos anos de vida”.

Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Alternativas
Q3315661 Português
No trecho “A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica” do texto “Os impactos da inteligência artificial na educação”, o uso de travessão justifica-se para sinalizar
Alternativas
Q3316649 Português

Texto para a questão.


O escritor é um sádico

Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica



    Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?


       Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.


       Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.


      A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.


     Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele. 


    E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado. 

Qual dos trechos opinativos a seguir estabelece correspondência com as informações apresentadas na crônica?
Alternativas
Q3316650 Português

Texto para a questão.


O escritor é um sádico

Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica



    Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?


       Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.


       Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.


      A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.


     Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele. 


    E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado. 

Assinale a alternativa em cujo trecho se pode ver o emprego de um pronome pessoal como recurso de coesão referencial dentro da crônica apresentada:
Alternativas
Q3316651 Português

Texto para a questão.


O escritor é um sádico

Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica



    Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?


       Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.


       Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.


      A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.


     Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele. 


    E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado. 

De acordo com o texto:
Alternativas
Q3316652 Português

Texto para a questão.


O escritor é um sádico

Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica



    Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?


       Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.


       Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.


      A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.


     Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele. 


    E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado. 

Ao afirmar que quem trabalha com palavras “recusa o inexequível” (3º parágrafo), o cronista quis dizer que tais pessoas:
Alternativas
Q3316653 Português

Texto para a questão.


O escritor é um sádico

Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica



    Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?


       Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.


       Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.


      A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.


     Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele. 


    E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado. 

Qual é a função da vírgula sinalizada no segundo parágrafo da crônica? 
Alternativas
Q3316654 Português

Texto para a questão.


O escritor é um sádico

Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica



    Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?


       Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.


       Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.


      A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.


     Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele. 


    E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado. 

Como se classifica o sujeito gramatical do verbo “traçar”, empregado no terceiro parágrafo?
Alternativas
Q3316655 Português

Texto para a questão.


O escritor é um sádico

Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica



    Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?


       Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.


       Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.


      A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.


     Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele. 


    E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado. 

No quinto parágrafo, foram destacadas duas orações subordinadas. Analise-as e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta, CORRETA e respectivamente, a classificação sintática dessas orações:
Alternativas
Respostas
1: E
2: D
3: C
4: E
5: B
6: C
7: A
8: A
9: C
10: B
11: A
12: A
13: D
14: A
15: D
16: B
17: E
18: D
19: C
20: E