Questões de Concurso Público UNICAMP 2026 para Médico - Perfil Médico Coloproctologista - Edital nº 67
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Homem de 47 anos de idade procura atendimento por episódios recorrentes de sangramento vermelho vivo durante as evacuações e exteriorização de tecido anal, que reduz espontaneamente após o término do esforço evacuatório. Nega dor anal, perda ponderal ou alteração recente do hábito intestinal. A colonoscopia realizada há três meses não evidenciou neoplasias, pólipos ou doença inflamatória. À anuscopia, observam-se mamilos hemorroidários internos aumentados, sem trombose, ulceração ou componente externo significativo. O paciente utilizou suplementação de fibras, aumentou a ingestão de líquidos e corrigiu o esforço evacuatório durante três meses, mas mantém sangramento frequente.
Considerando a classificação e a persistência dos sintomas, assinale a conduta mais apropriada.
Paciente de 42 anos de idade é encaminhado para avaliação após diagnóstico de adenocarcinoma de cólon direito. História familiar revela que seu pai foi diagnosticado com câncer colorretal aos 45 anos e uma tia paterna com câncer de endométrio aos 48 anos. O exame anatomopatológico da peça cirúrgica evidencia tumor com infiltrado linfocitário intratumoral proeminente, e o teste de imuno-histoquímica para proteínas de reparo de DNA (MMR) mostra perda de expressão de MLH1 e PMS2.
Diante do perfil clínico-familiar e do resultado de imuno-histoquímica descritos, qual é a conduta mais apropriada para investigação e manejo desse caso?
Paciente de 71 anos de idade, no 5º dia de pós-operatório de retossigmoidectomia com anastomose colorretal baixa por adenocarcinoma de reto, sem ileostomia de proteção, evolui com taquicardia (110 bpm), febre de 38,5 °C, dor abdominal difusa progressiva e redução do débito urinário. Exames laboratoriais evidenciam leucocitose com desvio à esquerda e proteína C-reativa em ascensão progressiva desde o 3º dia. Tomografia computadorizada de abdome com contraste evidencia coleção com bolhas de ar adjacente à anastomose e extravasamento de contraste retal para a cavidade pélvica.
Diante do quadro clínico e tomográfico compatível com deiscência de anastomose colorretal no pós-operatório, associado a sinais de sepse abdominal, qual é a conduta mais adequada?
Mulher de 58 anos de idade foi submetida a colectomia direita laparoscópica eletiva, com anastomose ileocólica, sem intercorrências. Encontra-se hemodinamicamente estável na recuperação anestésica, sem náuseas persistentes, sangramento ou suspeita de complicação intra-abdominal. A equipe discute as prescrições para as primeiras 24 horas.
Qual conduta pós-operatória está mais alinhada a um protocolo contemporâneo de recuperação aprimorada?
Homem de 72 anos de idade, com obesidade e antecedente de trombose venosa profunda há cinco anos, foi submetido a proctectomia com excisão total do mesorreto por adenocarcinoma retal. Evolui sem sangramento, com hemoglobina estável e função renal preservada. Apresenta boa recuperação funcional e a alta hospitalar está prevista para o quarto dia pós-operatório.
Considerando o risco tromboembólico individual, a cirurgia oncológica realizada e as recomendações contemporâneas para prevenção de tromboembolismo venoso após cirurgia colorretal, qual estratégia é mais apropriada?
Mulher de 67 anos de idade apresenta distensão abdominal progressiva, parada da eliminação de fezes e flatos e vômitos. A tomografia demonstra neoplasia estenosante do sigmoide, com dilatação colônica a montante, sem perfuração, carcinomatose ou metástases. Encontra-se hemodinamicamente estável e sem sinais de peritonite. O hospital dispõe de endoscopista experiente em colocação de próteses colônicas e de equipe especializada em cirurgia colorretal.
Considerando o caráter potencialmente curável da doença, a necessidade de controlar a obstrução e os princípios de segurança perioperatória e tratamento oncológico, qual estratégia é mais apropriada?
Mulher de 76 anos de idade encontra-se no quarto dia após artroplastia de quadril. Evolui com distensão abdominal progressiva, náuseas e redução da eliminação de flatos. A tomografia mostra dilatação difusa do cólon, com ceco medindo 12 cm, sem ponto de obstrução mecânica, pneumoperitônio, isquemia ou perfuração. Nas últimas 48 horas foram corrigidos potássio e magnésio, suspensos opioides e fármacos anticolinérgicos, instituídas mobilização e descompressão, sem melhora. Está estável, sem peritonite, bradicardia, broncoespasmo, infarto recente ou insuficiência renal grave.
Qual é a próxima intervenção mais apropriada?
Homem de 61 anos de idade realizou colonoscopia por anemia ferropriva. Foi removido em bloco um pólipo séssil de 28 mm localizado no cólon descendente. O exame anatomopatológico demonstrou adenocarcinoma pT1 pouco diferenciado, com invasão submucosa de 1.800 µm, invasão linfovascular, brotamento tumoral de alto grau e margem profunda livre de neoplasia, medindo 0,5 mm. A tomografia de tórax, abdome e pelve não evidenciou doença metastática.
Considerando o risco de doença residual e, principalmente, de comprometimento linfonodal associado aos achados histopatológicos, qual é a conduta mais apropriada?
Homem de 74 anos de idade, institucionalizado, com constipação crônica, apresenta distensão abdominal, dor em cólica e parada da eliminação de fezes e flatos há 24 horas. A tomografia demonstra vólvulo de sigmoide, sem pneumoperitônio, pneumatoses ou líquido livre. Encontra-se hemodinamicamente estável e sem sinais de peritonite. A retossigmoidoscopia confirma mucosa viável e permite destorção e descompressão completas. Após o procedimento, permanece estável e o preparo pré-operatório pode ser realizado.
Qual estratégia oferece o tratamento definitivo mais apropriado e reduz o elevado risco de recorrência?
Mulher de 66 anos de idade apresenta perda involuntária de fezes líquidas e urgência duas a três vezes por semana há seis meses, principalmente após refeições. Nega sangramento, emagrecimento ou alteração recente do hábito intestinal. A colonoscopia de rastreamento realizada há um ano foi normal. O exame proctológico não demonstra massa, prolapso retal ou impactação fecal, e o tônus anal está discretamente reduzido. Ainda não realizou tratamento dirigido.
Qual deve ser a primeira etapa terapêutica?