Um adolescente de 16 anos com TEA, sem deficiência
intelectual, mantém acompanhamento psicológico há
dois anos. Até recentemente, frequentava a escola de
forma regular, participava semanalmente de um
grupo de robótica e, embora precisasse de tempo
sozinho após dias muito ruidosos, retomava suas
atividades no dia seguinte. Há seis semanas, depois
de uma reorganização das turmas e de episódios de
provocações por colegas, passou a faltar às aulas,
deixou de frequentar a robótica, reduziu o interesse
por jogos que costumava procurar e começou a
dormir várias horas mais tarde. A família percebe
maior irritabilidade e entende o quadro como reação
à mudança escolar. Em atendimento, ao falar sobre
as faltas, o adolescente afirma que se sente 'um peso'
e relata que, em alguns dias, gostaria de 'dormir e
não precisar acordar para enfrentar o dia seguinte'.
Considerando a temporalidade, o prejuízo funcional e
a necessidade de hierarquizar a avaliação, qual
aspecto deve ser priorizado pelo psicólogo neste
momento?