Questões de Concurso Público MPE-ES 2026 para Agente Técnico - Antropólogo
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Considerando essa relação, assinale a afirmativa correta.
Em uma perspectiva antropológica, uma minoria é definida como um grupo
Assinale a opção que descreve, corretamente, os pressupostos teóricos de uma abordagem estruturalista.
A partir do perspectivismo ameríndio, é correto afirmar que
Assinale a opção que caracteriza, corretamente, uma abordagem etnográfica.
Essa lógica contradiz um pressuposto central da economia moderna a respeito do comportamento dos indivíduos no campo das trocas.
Assinale a opção que indica, corretamente, esse pressuposto.
Assinale a opção que apresenta, corretamente, a conduta do Antropólogo conforme os parâmetros da Carta.
De acordo com essa concepção, a identidade étnica
Assinale a opção que exemplifica, corretamente, essa abordagem.
A inclusão de uma língua no INDL implica
A respeito do parentesco, com base nessa leitura, assinale a afirmativa correta.
Pode-se acreditar no mundo das ideias platônicas. Nesse caso, o pluralismo jurídico, como o monismo, existe em algum lugar, para além de nossas próprias escolhas subjetivas. Ou então, tal como eu, pode-se ser partidário de teorias realistas do direito. O direito é deste mundo, e a norma se torna o que os homens fazem em sua vida concreta. Isso significa que o pluralismo jurídico é um instrumento. Por razões históricas, a antropologia jurídica nasceu do fenômeno colonial, com relações com os povos nativos. Os primeiros antropólogos do direito estudaram os costumes e pretenderam reconhecer a existência de vários “sistemas de direito”. Digamos que o pluralismo jurídico está do lado dos dominados. Inversamente, os defensores de um Estado forte e centralizador estão do lado do monismo jurídico. Isso quer dizer que essas escolhas teóricas são também escolhas políticas.
Adaptado FILHO, Orlando. Entrevista com Norbert Rouland. Revista de Direito. Mackenzie, v.12, n.2, 2018, p. 21.
Com base no trecho, é correto afirmar que a Antropologia Jurídica
A sentença “sinto dor” torna-se o canal pelo qual posso sair da inexprimível privacidade e asfixia da minha dor. Isso não significa que eu seja compreendida. Wittgenstein usa o caminho de uma gramática filosófica para dizer que essa não é uma afirmação indicativa, embora possa ter a aparência formal de uma. É o começo de um jogo de linguagem. A dor nessa interpretação não é aquela coisa inexprimível que destrói a comunicação ou marca uma saída da existência da pessoa na linguagem. Em vez disso, ela faz uma reivindicação ao outro, pedindo reconhecimento que pode ser dado ou negado.
Adaptado de DAS, Veena. Vida e palavras: A violência e sua descida ao ordinário. São Paulo: Editora Unifesp, 2020, p. 60.
Com base no trecho, é correto afirmar que a linguagem
Este termo aponta não para a destruição física dos homens, mas para a destruição de sua cultura. Portanto, é a destruição sistemática dos modos de vida e pensamento de povos diferentes daqueles que empreendem essa destruição. Este termo pressupõe um discurso de que é praticado para o bem do selvagem. Por exemplo, a doutrina oficial do governo brasileiro quanto à política indigenista: "Nossos índios, proclamam os responsáveis, são seres humanos como os outros. Mas a vida selvagem que levam nas florestas os condena à miséria e à infelicidade. É nosso dever ajudá-los a libertar-se da servidão.
Adaptado de CLASTRES, Pierre. Arqueologia da violência. São Paulo: Editora Cosac & Naify. 2004, pp. 56- 57.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente o processo cultural descrito.
I. A perspectiva defendida por Janet Carsten, conhecida como o novo parentesco, utilizou-se do pensamento de Schneider para pensar a concepção de parentes em função de outras dimensões, diferentes do elo biológico. O esforço para desnaturalizar o lugar da mulher (mãe/esposa); para contestar as opressões de gênero relacionadas ao caráter natural da procriação e das diferenças fisiológicas. Mas Carsten pondera que pensar as “relacionalidades” afastadas da dimensão biológica arrisca colocar outro problema: quaisquer relações poderiam ser vistas, no limite, como relações de parentesco.
Adaptado de MURILLO, Aline Lopes. Cultures of relatedness. In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, Departamento de Antropologia, 2016.
II. A Etnologia americanista critica essa nova abordagem do parentesco por considerar que ele carrega o traço eurocêntrico da dicotomia dado/construído, específica do parentesco ocidental, apontando o caráter construído do parentesco para qualquer sociedade. A partir dessas críticas, a ideia de relatedness passou a ser conhecida como parentesco construtivista.
Adaptado de MURILLO, Aline Lopes. 2016. Cultures of relatedness. In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, Departamento de Antropologia, 2016.
Com base nos trechos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre a dimensão relacional dos seres humanos.
O processo cultural sempre abrange seres humanos que mantém relações definidas uns com os outros, ou seja, são organizados, manuseiam artefatos e comunicam-se entre si pela palavra ou outro tipo de simbolismo. Os artefatos, os grupos organizados e o simbolismo são três dimensões do processo cultural que estão intimamente relacionadas. Podemos dizer que cada artefato é ou um implemento ou ainda um objeto de uso direto, isto é, pertencente à classe dos bens de consumo.
Adaptado de MALINOWSKI, Bronislaw. Uma teoria científica da cultura. Rio de Janeiro: Zahar, 1975, p.141.
Com base no trecho, assinale a opção que identifica corretamente a corrente antropológica à qual se vincula a perspectiva apresentada.
Para um antropólogo, a importância da religião está em sua capacidade de servir, para um indivíduo ou para um grupo, como fonte de concepções gerais, embora distintas, do mundo, do eu e das relações entre si, por um lado — seu modelo de — e como fontes de disposições ‘mentais’ não menos distintas — seu modelo para —, por outro. Dessas funções culturais derivam, por sua vez, as funções sociais e psicológicas.
Adaptado de GEERTZ, Clifford. La interpretación de las culturas. Barcelona: Gedisa Editorial, 2003, p. 116.
Com base no trecho, analise as afirmativas a seguir acerca da concepção de religião para Clifford Geertz e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A religião opera simultaneamente como um modelo da realidade e como um modelo para a ação, ao articular concepções de mundo e disposições orientadoras da conduta.
( ) As funções sociais e psicológicas da religião decorrem de seu caráter como sistema cultural de significações.
( ) A religião se define principalmente por sua capacidade de organizar institucionalmente a vida social por meio de normas explícitas.
As afirmativas são, respectivamente,
Os interesses imperiais da antropologia aplicada anglo-saxã não significam que devamos excluir qualquer ideia de aplicação antropológica da problemática concernente às minorias. Ao contrário, significa que este tipo de intervenção não pode ser encarado sem questionar a própria situação minoritária e sem se situar no campo político que a constitui. Deve-se considerar o peso das responsabilidades éticas do antropólogo diante das ameaças que as políticas de “modernização” e “abertura” impõem à dignidade social. Por ética antropológica entendo aqui o engajamento em enunciar o impensado e em se contrapor aos efeitos perversos dessas políticas no cerne das relações e das situações sociais concretas em que se constrói a prática antropológica, e não uma simples adesão genérica ao humanitarismo vitimista convencional.
Adaptado de ALBERT, Bruce. Antropologia aplicada ou “antropologia implicada”? Etnografia, minorias e desenvolvimento. Revista de @ntropologia da UFSCar, 14 (2), 2022 p. 199.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a concepção do autor sobre a Antropologia aplicada.
A relação de estranheza entre as chamadas sociedades subdesenvolvidas e a civilização mecânica consiste sobretudo no fato de nelas encontrar o seu próprio produto, ou, mais precisamente, a contrapartida da destruição que ela instaurou para estabelecer sua própria realidade. Ao enfrentar os problemas da industrialização nos países subdesenvolvidos, a civilização ocidental encontrou ali, pela primeira vez, a imagem distorcida, como se congelada por séculos, da destruição que teve que operar para existir.
Adaptado de LÉVI-STRAUSS, Claude. Anthropologie structurale. Paris: Plon, 1958.
Com base no trecho, é correto afirmar que a construção da identidade cultural é marcada por
Antigamente, muitos coletivos indígenas sentiam vergonha de sêlo. Agora “todo mundo quer ser índio”. Antigamente, os especialistas no “processo histórico” diziam que a “condição camponesa” era o devir histórico inexorável e, portanto, a verdade das sociedades indígenas supunha um “modelo “a-histórico”. Mas os índios começam a reivindicar e terminam por obter o reconhecimento constitucional de um estatuto diferenciado permanente dentro da chamada “comunhão nacional”. E então, eles implementam ambiciosos projetos de retradicionalização marcados por um autonomismo “culturalista” que, por instrumentalista e etnicizante, não é menos primordialista nem menos naturalizante. Algumas comunidades rurais do país estão reassumindo sua condição indígena, em um processo de transfiguração étnica.
Adaptado de Entrevista de Eduardo Viveiros de Castros concedida à edição do livro Povos Indígenas no Brasil, Instituto Socioambiental (ISA), 2006.
Com base no trecho, é correto afirmar que ser indígena é