Questões de Concurso Público HU Brasil 2026 para Área de Atuação - Alergia e Imunologia Pediátrica

Foram encontradas 57 questões

Q4310403 Não definido
Um menino de 6 anos, previamente hígido, foi levado pelos pais ao pronto-socorro infantil apresentando, há dois dias, lesões avermelhadas nas pernas, associadas a edema discreto dos pés. A mãe refere que duas semanas antes, a criança apresentou quadro de febre baixa, dificuldade para engolir e coriza, com resolução espontânea. Nas últimas 24 horas, o menor passou a apresentar dor abdominal difusa, sem vômitos, diarreia ou sangramento digestivo.
Ao exame físico, encontrava-se em bom estado geral, afebril, hidratado, pressão arterial de 94/58 mmHg (normal para a idade). Observam-se múltiplas lesões purpúricas palpáveis, simétricas, predominando nas regiões glúteas e faces extensoras dos membros inferiores, que não desapareciam à digitopressão. Havia ainda discreto edema em ambos os pés. O abdome era difusamente à palpação, sem defesa ou sinais de irritação peritoneal.
Os exames laboratoriais mostravam: hemoglobina 12,4 g/dL (VR: 11,5–15,5); leucócitos 13.100/mm³ (VR: 4.500–13.500), com 74% de neutrófilos, 20% de linfócitos e 2% de eosinófilos; plaquetas 386.000/mm³ (VR: 150.000–450.000); velocidade de hemossedimentação 38 mm/h (VR <20); proteína C-reativa 3,1 mg/dL (VR <0,5); creatinina 0,44 mg/dL (VR: 0,3–0,7); ureia 22 mg/dL (VR: 10–40); complemento C3 e C4 normais; EAS com proteína 1+, hemoglobina 2+, 35 hemácias/campo, 4 leucócitos/campo e ausência de cilindros hemáticos; relação proteína/creatinina urinária de 0,42 mg/mg (VR <0,20).

Com base no quadro clínico e laboratorial apresentado, o diagnóstico mais provável é 
Alternativas
Q4310404 Não definido
Um adolescente de 15 anos foi levado ao ambulatório de alergia apresentando episódios recorrentes de tosse seca, sibilância, dispneia e sensação de aperto torácico há aproximadamente dois anos. Os sintomas ocorreram principalmente durante a madrugada, após exercício físico e durante infecções virais das vias aéreas superiores, com melhora espontânea ou após uso eventual de salbutamol inalatório. Entre os episódios, permanecia assintomático. Havia também história de rinite alérgica persistente e mãe asmática.
Ao exame físico, o menino encontrava-se em bom estado geral, afebril, com frequência respiratória de 18 irpm, frequência cardíaca de 76 bpm e saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente. A ausculta pulmonar foi normal.
Foram realizados os seguintes exames:
Espirometria basal: volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF₁): 78% do previsto; relação VEF₁/capacidade vital forçada (CVF): 0,70 (VR: >0,80 para a idade). Após broncodilatador: aumento do VEF₁ de 16% e 360 mL em relação ao valor basal. Fração exalada de óxido nítrico (FeNO): 56 ppb.
Escarro induzido com 9% de eosinófilos.
Eosinófilos sanguíneos: 610 células/mm³ (VR: <300 células/mm³).
Imunoglobulina E total (IgE): 420 UI/mL (VR: < 100 UI/mL).

De acordo com as recomendações da Global Initiative for Asthma (GINA) 2026, assinale a afirmativa que interpreta mais corretamente esses achados.
Alternativas
Q4310405 Não definido
Uma mulher de 27 anos, com história de dermatite atópica desde a infância, procurou o ambulatório de alergia devido a piora progressiva das lesões cutâneas, apesar do uso regular de emolientes, corticosteroides tópicos, inibidores tópicos da calcineurina e fototerapia.
Ao exame físico, apresentava lesões eczematosas extensas, liquenificação, escoriações e xerose difusa, acometendo aproximadamente 48% da superfície corporal.
Os índices de gravidade mostraram SCORAD (Scoring Atopic Dermatitis) de 76 e EASI (Eczema Area and Severity Index) de 31. Os exames laboratoriais revelaram: imunoglobulina E total 2.340 UI/mL (valor de referência < 100 UI/mL); eosinófilos 980 células/mm³ (valor de referência: 0–500 células/mm³); proteína C-reativa normal; velocidade de hemossedimentação normal.

Considerando os conhecimentos atuais sobre a imunopatogênese da dermatite atópica moderada a grave, o princípio fisiopatológico que fundamenta o desenvolvimento das terapias biológicas atualmente aprovadas consiste em 
Alternativas
Q4310406 Não definido
Um menino de 6 anos de idade, com diagnóstico de asma desde os 2 anos, foi levado ao ambulatório de Pneumologia Pediátrica para reavaliação por persistência de sintomas, apesar de acompanhamento especializado regular. Nos últimos 12 meses, apresentou cinco exacerbações que necessitaram de corticosteroide sistêmico, duas internações hospitalares e uma admissão em unidade de terapia intensiva, sem necessidade de ventilação mecânica.
Utilizava tratamento controlador máximo recomendado para sua faixa etária, composto por budesonida em dose alta associada ao formoterol, além de broncodilatador de alívio quando necessário. Apesar disso, mantinha sintomas diurnos praticamente diários, despertares noturnos duas a três vezes por semana e importante limitação para atividades físicas.
A técnica inalatória foi reavaliada em duas consultas consecutivas e considerada adequada. A adesão ao tratamento foi superior a 90%, confirmada pelos registros de dispensação farmacêutica. A residência era livre de tabagismo, mofo e animais domésticos. Foram excluídas comorbidades e diagnósticos diferenciais relevantes, incluindo fibrose cística, discinesia ciliar primária, imunodeficiência, aspiração pulmonar crônica e outras doenças respiratórias.
Ao exame físico, apresentava bom estado geral, frequência respiratória de 24 irpm, frequência cardíaca de 102 bpm, saturação periférica de oxigênio de 97% em ar ambiente e sibilos expiratórios discretos e difusos.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 12,8 g/dL (VR: 11,5–15,5 g/dL); leucócitos 8.900/mm³ (VR: 5.000–14.500/mm³); eosinófilos 820 células/mm³ (VR: 0–500 células/mm³); imunoglobulina E (IgE) total 640 UI/mL (VR: <60 UI/mL para a idade); óxido nítrico exalado fracionado (FeNO) 48 ppb (VR: <20 ppb); proteína C-reativa 0,2 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL). Os testes cutâneos por puntura demonstraram sensibilização para ácaros da poeira domiciliar.

Considerando as recomendações do GINA 2026 para crianças com suspeita de asma grave, a conduta mais apropriada nesse momento é
Alternativas
Q4310408 Não definido
Uma menina de 12 anos foi levada pelos pais ao ambulatório de Alergia e Imunologia com história de surgimento de placas urticariformes intensamente pruriginosas havia cerca de 10 semanas. Os responsáveis informaram que as lesões surgiam diariamente, desapareciam espontaneamente em menos de 24 horas, sem deixar pigmentação residual, e reapareciam em diferentes regiões do corpo. A mãe referiu ainda episódios ocasionais de edema labial, sem dispneia, rouquidão ou hipotensão.
Na história clínica, não havia relação consistente com alimentos, medicamentos, exercício físico, calor, frio, pressão, vibração, água ou exposição solar. A mãe negou febre, artralgias, perda ponderal, dor abdominal, sintomas respiratórios ou outras manifestações sistêmicas.
Ao exame físico, a paciente não apresentava lesões cutâneas no momento da consulta. Fotografias obtidas pelos pais demonstravam lesões urticariformes típicas, fugazes e bem delimitadas.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 13,2 g/dL (VR: 12–16 g/dL); leucócitos 7.600/mm³ (VR: 4.500–11.000/mm³); eosinófilos 260 células/mm³ (VR: 0–500 células/mm³); plaquetas 298.000/mm³ (VR: 150.000–450.000/mm³); velocidade de hemossedimentação 10 mm/h (VR: <20 mm/h); proteína Creativa (PCR) 0,2 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL); hormônio tireoestimulante (TSH) 2,1 μUI/mL (VR: 0,5–4,5 μUI/mL).
A paciente utilizou cetirizina em dose habitual durante quatro semanas, com adesão comprovada, permanecendo com sintomas diários.

De acordo com as recomendações internacionais atualmente aceitas para o manejo da urticária crônica espontânea, a conduta mais apropriada neste momento é:
Alternativas
Q4310409 Não definido
Uma adolescente de 17 anos, previamente hígida, procurou atendimento por fadiga progressiva, dispneia aos esforços e icterícia havia cinco dias. Relatou episódio de infecção respiratória autolimitada cerca de duas semanas antes, sem uso recente de medicamentos.
Ao exame físico apresentava palidez cutaneomucosa discreta, icterícia escleral e esplenomegalia leve.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 7,8 g/dL (VR: 12–16 g/dL); leucócitos 7.900/mm³ (VR: 4.000–10.000/mm³); plaquetas 278.000/mm³ (VR: 150.000–400.000/mm³); reticulócitos 9,5% (VR: 0,5–2,5%); bilirrubina indireta 3,4 mg/dL (VR: <0,8 mg/dL); desidrogenase láctica 780 U/L (VR: 120–250 U/L); haptoglobina <10 mg/dL (VR: 30–200 mg/dL); esfregaço de sangue periférico: presença de esferócitos, sem esquizócitos; teste direto da antiglobulina (teste de Coombs direto): positivo para imunoglobulina G (IgG).

O mecanismo imunológico responsável pela doença dessa paciente corresponde ao seguinte tipo de reação de hipersensibilidade: 
Alternativas
Q4310410 Não definido
Um adolescente de 13 anos foi encaminhado ao serviço de Alergia e Oftalmologia por apresentar prurido ocular intenso, lacrimejamento, fotofobia e sensação de corpo estranho em ambos os olhos havia aproximadamente três anos, com piora acentuada durante a primavera e o verão.
Referia dificuldade crescente para realizar atividades escolares devido ao desconforto ocular. Apresentava antecedente de dermatite atópica leve e rinite alérgica persistente desde a infância.
Ao exame oftalmológico, observavam-se hiperemia conjuntival bilateral, secreção mucosa espessa, hipertrofia papilar gigante na conjuntiva tarsal superior, pontos de Trantas no limbo corneano e ceratite puntata superficial discreta. A acuidade visual permanecia preservada.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 14,1 g/dL (VR: 13–17 g/dL); leucócitos 8.700/mm³ (VR: 4.500–11.000/mm³); eosinófilos 890 células/mm³ (VR: 0–500 células/mm³); imunoglobulina E total (IgE) 1.320 UI/mL (VR: <100 UI/mL para a idade); proteína C-reativa (PCR) 0,2 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL). Os testes cutâneos de puntura (prick test) mostraram sensibilização a ácaros da poeira domiciliar (Dermatophagoides pteronyssinus e Dermatophagoides farinae).
O paciente utilizou corretamente lágrimas artificiais, antihistamínicos tópicos e colírios estabilizadores de mastócitos durante vários meses, permanecendo com sintomas intensos e sinais de inflamação ocular ativa. Após avaliação conjunta pelos serviços de Alergia e Oftalmologia, foram descartadas infecção ocular, glaucoma e outras causas de ceratite.

De acordo com as recomendações internacionais mais recentes, a conduta terapêutica mais indicada para esse paciente é 
Alternativas
Q4310411 Não definido
Um adolescente de 16 anos, com história conhecida de alergia grave a camarão, pesando 62 kg, foi levado ao serviço de emergência após ingerir acidentalmente um alimento contendo crustáceos em um restaurante. Cerca de 10 minutos após a refeição, iniciou prurido intenso em todo o corpo, urticária disseminada, edema dos lábios e da língua, sensação de aperto na garganta e dificuldade respiratória progressiva.
Ao exame físico, apresentava-se ansioso, confuso e falava apenas frases curtas devido à dispneia. Observavam-se urticária generalizada, angioedema de lábios e língua, estridor inspiratório e sibilos difusos à ausculta pulmonar.
Sinais vitais: pressão arterial 72/40 mmHg; frequência cardíaca 128 bpm; frequência respiratória 34 irpm; saturação periférica de oxigênio 89% em ar ambiente; tempo de enchimento capilar 5 segundos.

De acordo com as diretrizes internacionais mais recentes, a conduta inicial mais apropriada para esse paciente é
Alternativas
Q4310412 Não definido
Uma adolescente de 17 anos procurou atendimento por apresentar febre diária de baixa intensidade havia aproximadamente oito semanas, acompanhada de fadiga progressiva e poliartrite inflamatória envolvendo punhos, articulações metacarpofalangianas, interfalangianas proximais e joelhos. Relatou rigidez matinal com duração aproximada de 45 minutos e perda ponderal de 3 kg no período. Negava uso recente de medicamentos ou episódios infecciosos nas semanas anteriores.
Ao exame físico, apresentava temperatura axilar de 38,2 °C, frequência cardíaca de 94 bpm, pressão arterial de 112/68 mmHg e sinovite discreta envolvendo punhos e articulações metacarpofalangianas e interfalangianas proximais, sem deformidades. Não apresentava lesões cutâneas, nódulos subcutâneos, úlceras orais ou alterações aos exames cardiopulmonar e abdominal.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina 9,6 g/dL (VR: 12,0–16,0 g/dL); leucócitos 3.600/mm³ (VR: 4.000– 10.000/mm³); plaquetas 121.000/mm³ (VR: 150.000– 450.000/mm³); velocidade de hemossedimentação 72 mm/h (VR: <20 mm/h); proteína C-reativa (PCR) 1,0 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL); creatinina 0,7 mg/dL (VR: 0,5–1,0 mg/dL); exame de urina tipo I: sem proteinúria e sem hematúria; fator reumatoide 42 UI/mL (VR: <20 UI/mL); anticorpo antinuclear (FAN): reagente 1:320, padrão nuclear pontilhado fino; anticorpo anti-Smith (anti-Sm): positivo; anticorpo anti-Ro (SSA): positivo; anticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP): negativo; fração C3: 61 mg/dL (VR: 90–180 mg/dL); fração C4: 9 mg/dL (VR: 10–40 mg/dL).

O diagnóstico mais provável é 
Alternativas
Q4310413 Não definido
Um menino de 10 anos foi levado pelos pais ao ambulatório de pneumologia pediátrica para reavaliação, por apresentar controle insatisfatório da asma, diagnosticada há cinco anos. Após revisão do diagnóstico de asma, confirmação da técnica inalatória, comprovação objetiva da adesão ao tratamento e correção dos principais fatores modificáveis, ele permanecia sem controle clínico.
Segundo os responsáveis, apesar do uso regular de corticosteroide inalatório em dose alta associado a β2-agonista de longa duração (LABA), apresentava tosse produtiva diária, sibilância recorrente, múltiplas exacerbações, necessidade frequente de corticosteroide sistêmico e duas internações hospitalares no último ano. Relatavam ainda infecções respiratórias recorrentes desde os primeiros anos de vida.
Ao exame físico, apresentava baqueteamento digital, roncos difusos e crepitações persistentes na base do hemitórax direito.
A tomografia computadorizada de alta resolução do tórax demonstrou bronquiectasias predominando no lobo médio e na língula.

De acordo com as recomendações mais recentes da Global Initiative for Asthma (GINA), o diagnóstico diferencial a ser obrigatoriamente investigado, antes de confirmar o diagnóstico de asma grave nessa criança, é 
Alternativas
Q4310417 Não definido
Um homem de 18 anos iniciou poliquimioterapia para o tratamento de hanseníase dimorfa. Cerca de sete semanas após o início do tratamento, apresentou aumento progressivo do eritema e da infiltração das placas cutâneas previamente existentes, acompanhado de espessamento doloroso dos nervos ulnar e fibular comum direitos e redução da força de dorsiflexão do pé direito. Negou febre, artralgias, mal-estar ou aparecimento de novos nódulos cutâneos.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 14,1 g/dL (VR: 13,5–17,5 g/dL); leucócitos 8.100/mm³ (VR: 4.000–11.000/mm³); neutrófilos 63% (VR: 40–70%); eosinófilos 2% (VR: 1–6%).
A biópsia de uma das lesões revelou granulomas epitelioides bem organizados, infiltrado linfocitário mais intenso e escassez de bacilos íntegros à coloração de Fite-Faraco quando comparada à biópsia realizada antes do tratamento.

No caso apresentado, a alteração imunológica predominantemente responsável pela evolução clínica e histopatológica descrita é 
Alternativas
Q4310418 Não definido
Um lactente do sexo masculino, com 4 meses de idade, foi encaminhado ao serviço de Imunologia Pediátrica por apresentar diarreia aquosa intensa desde o primeiro mês de vida, importante dificuldade de ganho ponderoestatural e dermatite eczematosa difusa de início precoce.
Nas últimas semanas, ele desenvolveu hiperglicemia persistente, sendo iniciado tratamento com insulina. Não apresentou infecções bacterianas graves nem infecções oportunistas recorrentes.
Os exames laboratoriais revelaram: hemoglobina: 9,8 g/dL (VR: 10,5–13,5 g/dL); leucócitos: 8.900/mm³ (VR: 6.000–17.500/mm³); eosinófilos: 14% (VR: 1–6%); imunoglobulina E (IgE): 2.180 UI/mL (VR: <15 UI/mL para a idade); imunoglobulinas G, A e M dentro dos valores esperados para a idade; autoanticorpos antidescarboxilase do ácido glutâmico (anti-GAD) positivos.
A endoscopia digestiva alta evidenciou enteropatia inflamatória difusa, e a biópsia duodenal revelou infiltrado linfoplasmocitário da lâmina própria, atrofia vilositária parcial e aumento de linfócitos T intraepiteliais, sem evidência de agentes infecciosos. O sequenciamento genético identificou uma variante patogênica hemizigótica no gene FOXP3.

A alteração imunológica que melhor explica, de forma integrada, as manifestações clínicas, laboratoriais e moleculares desse paciente é
Alternativas
Q4310419 Não definido
Um menino de 11 anos foi levado pelos responsáveis ao ambulatório de Gastroenterologia Pediátrica por apresentar disfagia progressiva para alimentos sólidos, episódios recorrentes de impactação alimentar e dor retroesternal havia aproximadamente oito meses. Apresentava antecedentes de rinite alérgica e dermatite atópica.
A endoscopia digestiva alta evidenciou anéis esofágicos concêntricos, sulcos longitudinais e exsudatos esbranquiçados. Foram obtidas múltiplas biópsias do esôfago, que demonstraram infiltrado intraepitelial com 52 eosinófilos por campo de grande aumento, além de hiperplasia da camada basal e fibrose da lâmina própria.

Considerando o diagnóstico de esofagite eosinofílica e seus mecanismos imunopatogênicos, assinale a opção que melhor descreve o mecanismo responsável pela quimiotaxia e pelo recrutamento preferencial de eosinófilos para o epitélio esofágico.
Alternativas
Q4310420 Não definido
Um rapaz de 15 anos procurou atendimento por apresentar febre alta, cefaleia, dor retro-orbitária, mialgia e exantema havia quatro dias. Relatou episódio de dengue confirmado laboratorialmente quatro anos antes, com recuperação completa. Na infecção atual, a pesquisa do RNA do vírus da dengue (DENV) foi positiva e identificou sorotipo diferente daquele documentado na primeira infecção. Durante a evolução, apresentou dor abdominal intensa, vômitos persistentes e aumento progressivo do hematócrito associado à redução da contagem de plaquetas, sendo internado para monitorização e tratamento.

Considerando que infecções sequenciais por diferentes sorotipos do DENV podem, em determinadas circunstâncias, aumentar o risco de formas graves da doença, assinale a opção que descreve corretamente um dos principais mecanismos imunológicos envolvidos nesse fenômeno.
Alternativas
Q4310422 Não definido
Um menino de 2 anos e 10 meses foi internado com febre diária havia oito dias (temperatura máxima: 39,6 °C), hiperemia conjuntival bilateral não exsudativa, eritema e fissuras labiais, língua em "framboesa", exantema polimorfo difuso, edema de mãos e pés e linfonodomegalia cervical unilateral de 2,3 cm. Evoluiu com descamação periungueal no décimo segundo dia de doença.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 10,4 g/dL (valor de referência: 11,0–13,5 g/dL); leucócitos: 19.200/mm³ (valor de referência: 6.000–17.500/mm³); neutrófilos: 81% (valor de referência: 30–60%); plaquetas: 648.000/mm³ (valor de referência: 150.000–450.000/mm³); proteína C-reativa (PCR): 158 mg/L (valor de referência: <5 mg/L); velocidade de hemossedimentação (VHS): 96 mm/h (valor de referência: < 20 mm/h). O ecocardiograma evidenciou dilatação da artéria coronária descendente anterior.

Com base no conhecimento atualmente consolidado, o mecanismo imunopatogênico que explica simultaneamente a vasculite sistêmica e a formação dos aneurismas coronarianos nessa doença é a
Alternativas
Q4310423 Não definido
Uma menina de 11 anos foi levada pelos pais ao pediatra por apresentar, há cerca de cinco dias, febre, artrite migratória nos joelhos e tornozelos e dispneia aos esforços. Quatro semanas antes, a menor apresentou faringoamigdalite febril, sem tratamento antibiótico.
Ao exame físico, observava-se frequência cardíaca de 122 bpm, saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente, sopro holossistólico em foco mitral (2+/6+) e artrite no tornozelo esquerdo. O ecocardiograma não evidenciou vegetações.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 11,6 g/dL (VR: 11,5–15,5 g/dL); leucócitos: 14.800/mm³ (VR: 4.500– 13.500/mm³); proteína C-reativa (PCR): 84 mg/L (VR: <5 mg/L); velocidade de hemossedimentação (VHS): 82 mm/h (VR: <20 mm/h); antiestreptolisina O (ASLO): 1.120 UI/mL (VR: <200 UI/mL); anti-DNase B: elevada. O eletrocardiograma demonstrou prolongamento do intervalo PR, e o ecocardiograma evidenciou insuficiência mitral discreta.

Com base no conhecimento atualmente consolidado sobre a imunopatogênese da febre reumática aguda, o evento imunológico que explica a transição entre a faringite estreptocócica prévia e o desenvolvimento da cardite autoimune é
Alternativas
Q4310424 Não definido
Um menino de 7 anos foi encaminhado ao serviço de Imunologia Pediátrica para investigação de infecções bacterianas graves recorrentes desde os primeiros anos de vida. Em sua história, havia o relato de duas pneumonias complicadas por abscessos pulmonares, linfadenites cervicais supurativas, osteomielite em tíbia e, mais recentemente, abscesso hepático por Staphylococcus aureus. Como antecedente familiar, a mãe relatou que um tio materno faleceu ainda na infância após episódios repetidos de infecções graves.
Ao exame físico, observavam-se cicatrizes cervicais compatíveis com drenagens cirúrgicas prévias de abscessos. Não havia eczema, candidíase mucocutânea persistente nem atraso importante do crescimento.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 12,4 g/dL (VR: 11,5–15,5 g/dL); leucócitos: 14.600/mm³ (VR: 4.500– 13.500/mm³); neutrófilos: 10.900/mm³ (VR: 1.500–8.000/mm³); imunoglobulinas séricas: dentro da normalidade; linfócitos T CD3⁺: normais; linfócitos B CD19⁺: normais.
O teste da dihidrorodamina (DHR) por citometria de fluxo apresentou fluorescência intensamente reduzida após estimulação dos neutrófilos.

Considerando a imunopatogenia da doença apresentada, é correto afirmar que a elevada suscetibilidade a infecções por microrganismos catalase-positivos decorre principalmente da 
Alternativas
Q4310425 Não definido
Um lactente de 3 meses, do sexo masculino, foi encaminhado ao serviço de Imunologia Pediátrica para investigação de infecções respiratórias bacterianas recorrentes e candidíase oral persistente desde o primeiro mês de vida.
Ao exame físico, apresentou hipertelorismo discreto, micrognatia, implantação baixa das orelhas, filtro nasolabial curto e palato ogival. Observou-se sopro sistólico em borda esternal esquerda.
O ecocardiograma demonstrou tronco arterioso comum.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 11,2 g/dL (VR: 10,5–13,5 g/dL); leucócitos: 6.900/mm³ (VR: 6.000– 17.500/mm³); linfócitos: 1.850/mm³ (VR: 4.000–10.500/mm³); cálcio sérico: 7,2 mg/dL (VR: 8,8–10,8 mg/dL).
A citometria de fluxo evidenciou: linfócitos T CD3⁺: acentuadamente reduzidos; linfócitos B CD19⁺: normais; células NK CD16⁺/CD56⁺: normais.

Considerando a imunopatogenia da síndrome apresentada, é correto afirmar que a redução dos linfócitos T decorre principalmente pelo comprometimento do processo de 
Alternativas
Q4310427 Não definido
Uma adolescente de 16 anos, com história de obstrução nasal diária, espirros em salva, rinorreia aquosa e prurido nasal intenso, com piora consistente durante a limpeza da residência e a exposição à poeira domiciliar, procurou assistência médica para tratamento. Apesar do uso correto de corticosteroide intranasal em dose plena associado a anti-histamínico oral de segunda geração, permaneceu sintomática, com prejuízo importante da qualidade do sono e do desempenho escolar.
Os testes cutâneos evidenciaram sensibilização significativa a Dermatophagoides pteronyssinus e Dermatophagoides farinae. A espirometria foi normal. Não apresentava sinais de imunodeficiência ou doença autoimune e não havia história de uso de betabloqueador.
Diante desse quadro, o alergista assistente iniciou imunoterapia alérgeno-específica subcutânea, com aplicações regulares segundo protocolo de indução e manutenção, observando-se melhora clínica significativa durante o seguimento.

Assinale a afirmativa correta a respeito dos mecanismos imunológicos atualmente aceitos como responsáveis pela eficácia desse tratamento. 
Alternativas
Q4310428 Não definido
Um lactente de 3 meses, do sexo masculino, foi encaminhado para investigação após apresentar candidíase oral persistente, diarreia crônica, baixo ganho ponderal e dois episódios de pneumonia bacteriana desde o segundo mês de vida. A mãe relatou que um irmão havia falecido aos 5 meses de idade em decorrência de infecção respiratória grave de etiologia não esclarecida.
Ao exame físico, observou-se criança emagrecida, sem linfonodos periféricos palpáveis. Não apresentava eczema, petéquias ou outras alterações cutâneas relevantes.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 10,9 g/dL (VR: 9,5–13,5 g/dL); leucócitos: 2.900/mm³ (VR: 5.000– 19.500/mm³); neutrófilos: 1.910/mm³ (VR: 1.000–9.000/mm³); linfócitos: 620/mm³ (VR: 2.500–16.500/mm³); plaquetas: 286.000/mm³ (VR: 150.000–450.000/mm³); imunoglobulina G (IgG): 72 mg/dL (VR: 100–334 mg/dL); imunoglobulina A (IgA): <5 mg/dL (VR: 7–37 mg/dL); imunoglobulina M (IgM): 12 mg/dL (VR: 26–122 mg/dL). A imunofenotipagem por citometria de fluxo evidenciou linfócitos T CD3⁺: 210 células/mm³, acentuadamente reduzidos para a idade, com redução das subpopulações CD4⁺ e CD8⁺.
Considerando o tipo de imunodeficiência apresentada pela criança, a seguinte vacina está contraindicada.
Alternativas
Respostas
1: B
2: A
3: D
4: D
5: E
6: B
7: D
8: C
9: C
10: E
11: C
12: E
13: A
14: B
15: C
16: B
17: A
18: E
19: E
20: D