Questões de Concurso Público EBSERH 2026 para Grupo - Clínica Médica
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A frase em que essa correspondência foi feita de forma correta, é:
( ) O médico pode recusar-se a exercer a profissão em instituição pública ou privada quando as condições de trabalho não forem dignas, devendo comunicar formalmente sua decisão ao Conselho Regional competente.
( ) É vedado ao médico divulgar, fora do meio científico, método terapêutico ainda não reconhecido por órgão competente, ainda que a divulgação tenha finalidade apenas educativa.
( ) O médico deve empregar todos os recursos diagnósticos e terapêuticos disponíveis nas situações clínicas irreversíveis, ainda que tais medidas não garantam benefício proporcional ao paciente.
As afirmativas são, respectivamente,
Assinale a opção que exemplifica uma ação cientificamente possível, porém eticamente inaceitável.
Ao exame:
• PA: 86 x 54 mmHg; FC: 118 bpm; FR: 28 irpm; SatO₂: 88% em ar ambiente; Extremidades frias e pegajosas; TEC: 4 segundos; Turgência jugular: ++/4+; Estertores crepitantes até 1/3 médio de campos pulmonares; Edema MMII: 3+/4+.
• Gasometria arterial (O₂ suplementar 4 L/min): pH: 7,31; HCO₃⁻: 18 mEq/L; Lactato: 4,2 mmol/L.
• Creatinina: 2,1 mg/dL (baseline 1,2); BNP: elevado; ECG: taquicardia sinusal, sem supradesnivelamento do ST; POCUS: VE dilatado, hipocontrátil; VCI > 2,2 cm com colapsabilidade < 20%.
• Classificação clínica: perfil hemodinâmico “frio e úmido”.
A conduta hemodinâmica inicial mais apropriada é
• Exame físico: PA: 100/64 mmHg; FC: 96 bpm; FR: 20 irpm; SatO₂: 96% em ar ambiente; Turgência jugular: +/4; Estertores bibasais discretos; Edema maleolar: +/4.
• ECG: BAV de 1º grau (PR 280 ms); Bloqueio de ramo direito; Extrassístoles ventriculares frequentes.
• Holter 24h: Taquicardia ventricular não sustentada (TVNS) – seis episódios, até 12 batimentos.
• Ecocardiograma: FEVE: 38%; Disfunção leve de VD; Hipocinesia septal basal.
• Ressonância magnética cardíaca: Realce tardio transmural e mesomiocárdico em septo basal e parede lateral; Extensão de LGE estimada em 18% da massa ventricular.
• PET-FDG: Captação focal intensa nas mesmas regiões resultante de atividade inflamatória ativa.
• Estudo eletrofisiológico (EEF): Indução de TV monomórfica sustentada com instabilidade hemodinâmica.
• Creatinina normal. Troponina discretamente elevada. BNP elevado.
Assinale a conduta mais apropriada.
• PA: 160 x 95 mmHg;
• FC: 92 bpm;
• FR: 20 irpm;
• SatO₂: 98%;
• ECG: supradesnivelamento de ST em DII, DIII e aVF, com infra em V1–V3;
• Troponina inicial ainda indisponível.
Sem sala de hemodinâmica no local, é iniciado trombolítico por suspeita de IAM com supra inferior.
Após 20 minutos, paciente evolui com PA 70 x 40 mmHg; Confusão mental; Turgência jugular; Bulhas hipofonéticas; Pulso paradoxal.
O diagnóstico mais provável para a deterioração clínica é
Após 3 meses de tratamento com dose alvo do Inibidor do Receptor da Angiotensina + Inibidor da Neprilisina, apresenta PA 104 X 68 mmHg; Creatinina estável; Potássio 4,8 mEq/L; Melhora funcional (NYHA II).
Laboratório: BNP: 380 pg/mL (aumentou em relação ao basal); NT proBNP: reduziu de 2.100 para 820 pg/mL.
Assinale a opção que melhor explica o padrão observado de biomarcadores e os efeitos fisiológicos renais do fármaco.
Endoscopia digestiva alta: úlcera duodenal Forrest IIa (vaso visível); Hemostasia endoscópica com clipe e adrenalina; Sem sangramento ativo após tratamento.
Após 72 horas, estável hemodinamicamente; Hb estável; sem novo episódio de melena; creatinina 1,4 mg/dL; sem cirrose ou varizes.
A estratégia mais apropriada de anticoagulação nesse momento é
• Frequência respiratória 32 irpm;
• Frequência cardíaca 118 bpm;
• Pressão arterial 138/84 mmHg;
• Saturação periférica 82% em ar ambiente;
• Uso intenso de musculatura acessória;
• Tiragem intercostal;
• Sibilos difusos e murmúrio vesicular globalmente diminuído;
• Escala de Glasgow 14;
• Gasometria arterial em ar ambiente: pH 7,27; Pressão parcial de dióxido de carbono 68 mmHg; Pressão parcial de oxigênio 48 mmHg; Bicarbonato 31 mEq/L; Lactato normal;
• Radiografia de tórax sem consolidação lobar evidente.
A conduta ventilatória inicial mais apropriada é
A estratégia terapêutica mais apropriada é
• Na admissão: fala em palavras isoladas; agitação psicomotora alternando com sonolência; uso intenso de musculatura acessória; tiragem supraesternal; sudorese fria; “tórax silencioso” à ausculta.
• Sinais vitais: frequência respiratória 36 irpm; frequência cardíaca 138 bpm; pressão arterial 150 X 90 mmHg; saturação 88% em ar ambiente.
• Recebeu três nebulizações sequenciais com salbutamol + ipratrópio, metilprednisolona suplementar (fração inspirada 0,28). intravenosa, oxigênio
• Gasometria arterial após tratamento inicial: pH 7,28; pressão parcial de dióxido de carbono 54 mmHg; pressão parcial de oxigênio 60 mmHg; bicarbonato 25 mEq/L; lactato discretamente elevado.
Em relação à melhor interpretação e à conduta imediata para o caso, assinale a afirmativa correta.
Internado por infecção urinária não complicada, tratada com antibiótico adequado, evolui, após cinco dias, com piora progressiva da função renal.
• Creatinina sérica: basal: 0,9 mg/dL; 48h: 1,8 mg/dL; 72h: 2,6 mg/dL. Pressão arterial média: 63 mmHg. Sem uso de vasopressores. Sem choque atual. Lactato normal. Diurese < 0,5 mL/kg/h.
• Exames complementares: urina tipo I: sem cilindros granulosos, sem hematúria significativa; proteinúria < 300 mg/dia; sódio urinário: 12 mEq/L; fração de excreção de ureia: 28%; ultrassonografia renal: rins de dimensões preservadas, sem obstrução.
• Condutas já realizadas: suspensão de diuréticos; expansão com albumina 1 g/kg/dia por 2 dias; exclusão de choque séptico; ausência de exposição a anti-inflamatórios ou contraste.
Sem melhora da creatinina após 48 horas.
A conduta mais adequada nesse momento é
Sem sangue visível nas fezes.
Assinale a opção que apresenta a hipótese diagnóstica mais provável e o exame confirmatório mais apropriado segundo diretrizes atuais.
Na admissão: encefalopatia hepática grau II; INR 4,2; bilirrubina total 19 mg/dL; AST 3.400 U/L; ALT 3.900 U/L; fator V reduzido; lactato 4,5 mmol/L (após reposição volêmica adequada); creatinina 1,9 mg/dL.
Sorologias virais pendentes.
Sem uso conhecido de paracetamol.
Ultrassonografia: fígado de tamanho normal, sem sinais de cirrose ou hipertensão portal.
Assinale a opção que apresenta o critério prognóstico mais validado para indicar transplante hepático urgente nesse contexto.
Admissão hospitalar por 12 evacuações sanguinolentas/dia; febre 38,6 oC; frequência cardíaca 115 bpm; dor abdominal difusa; hemoglobina 8,7 g/dL; albumina 2,3 g/dL; proteína C reativa 130 mg/L.
Classifica-se como colite ulcerativa aguda grave (critérios de Truelove & Witts).
Colonoscopia limitada: mucosa friável; úlceras profundas; exsudato mucopurulento.
TC e USG de abdome sem sinais de perfuração do tubo gastrointestinal.
Histopatologia:Inclusões citomegálicas compatíveis com citomegalovírus; Imuno-histoquímica positiva.
PCR quantitativo para citomegalovírus no sangue detectável em baixa carga.
Dosagem de infliximabe: nível terapêutico adequado; ausência de anticorpos antidroga.
A conduta mais apropriada nesse momento é
Nas últimas 24 horas: uso repetido de furosemida por congestão pulmonar; aspiração gástrica contínua por íleo paralítico; infusão predominante de solução salina 0,9%; diurese aumentada; agitação e hiperventilação espontânea sobreposta ao ventilador
Gasometria arterial: pH = 7,49; PaCO₂ = 23 mmHg; HCO₃⁻ = 17 mEq/L.
Bioquímica: Na⁺ = 142 mEq/L; Cl⁻ = 110 mEq/L; K⁺ = 3,1 mEq/L; Albumina = 2,0 g/dL; Lactato = 6,0 mmol/L.
A interpretação ácido-base mais adequada é
Nas últimas 48 horas evolui com:
• Radiografia: congestão pulmonar bilateral.
• Balanço hídrico acumulado: +4.500 mL.
Exames: Creatinina: 1,1 → 4,9 mg/dL; Ureia: 178 mg/dL; Diurese < 200 mL/24h; Potássio: 6,9 mEq/L; pH arterial: 7,15; HCO₃⁻: 13 mEq/L; PaCO₂: 28 mmHg; Lactato: 5 mmol/L.
A indicação mais formal e imediata para iniciar terapia renal substitutiva é
Foram coletados fragmentos do sítio da lesão, enviados para cultura com resultado mostrando crescimento dos seguintes germes: Providencia stuartii, Enterococcus faecalis, Klebsiella pneumoniae e Acinetobacter baumannii.
Teste de sensibilidade a antimicrobianos foi utilizado pela CCIH para a escolha dos antibióticos, no momento em D12: linezolida + polimixina B + amicacina.
Evoluiu com lesão renal aguda persistente (Cr 0,78 → 2,40 → 2,14 → 2,37 mg/dL) e distúrbios eletrolíticos marcantes, com último exame revelando: Mg 0,6 mg/dL, K 2,7 mEq/L, além de hipocloridemia (Cl 84). Sem instabilidade hemodinâmica ou choque no momento.
Considerando o perfil de nefrotoxicidade mais típico de polimixina B e aminoglicosídeos (amicacina), o segmento/compartimento renal que é primariamente acometido por esses antimicrobianos, explicando tanto a IRA quanto as perdas eletrolíticas, é o(a)
Procura emergência com febre 39,7 C; frequência cardíaca 152 bpm; pressão arterial 165 × 60 mmHg; agitação intensa alternando com confusão; náuseas, vômitos e diarreia; tremor fino; bócio difuso indolor.
Laboratório: TSH < 0,01 mUI/L; T4 livre 5,8 ng/dL; T3 total marcadamente elevado; Leucocitose leve; Função hepática normal.
Sem uso atual de antitireoidianos.
Considerando o quadro clínico e a fisiopatologia envolvida, a conduta inicial mais adequada é
Procura emergência com fraqueza intensa, náuseas, hipotensão (PA 88x56 mmHg) e hipoglicemia (48 mg/dL). Nega febre. Não apresenta hiperpigmentação cutânea.
Laboratório (8h): cortisol sérico: 2,8 mcg/dL; ACTH: 4 pg/mL (baixo); sódio: 131 mEq/L; potássio: 4,1 mEq/L; renina: normal; aldosterona: normal.
Teste de estímulo com ACTH (cosintropina 250 mcg EV): cortisol basal: 2,8 mcg/dL; 30 min: 5,2 mcg/dL; 60 min: 6,1 mcg/dL.
O diagnóstico mais preciso para explicar o quadro atual é