Questões de Concurso Público SEDUC-MT 2025 para Professor de Educação Básica - Habilitação: Língua Portuguesa

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Q3439353 Português
     O professor Gabriel trabalha a formulação de um parágrafo para um texto do gênero dissertativo com os estudantes do Ensino Médio, partindo do pressuposto de que a “condição singular da escrita, que deixa a sós o sujeito e suas imagens [...] cria a exigência de que o texto, e apenas ele, cerque-se de cuidados em relação à própria coesão”.

Alcir Pécora. Problemas de redação. São Paulo: Martins Fontes, 2011, p.71.

Diante da tarefa, o estudante José formulou o seguinte texto:

O que ocorreria se os cientistas se deixassem influenciar por tudo que ocorre, e se passa?

Como devolutiva adequada para o texto, o professor Gabriel deve ressaltar a José que é preciso atentar para um problema de
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Q3439354 Pedagogia

Considere o cartaz.


Imagem associada para resolução da questão

Disponível no instagram de Gregório Duvivier.


O professor de português do Ensino Médio, ao saber que a peça de teatro anunciada no cartaz havia estreado em sua cidade, decidiu criar uma atividade interdisciplinar, relacionada ao item da BNCC EF15LP01: “Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam”. Assim, incluiu no planejamento da aula as seguintes atividades:



I. A divisão dos estudantes em grupos de discussão, para que, com a ajuda do professor, estabeleçam uma análise comparativa entre a imagem e o texto escrito apresentados, discutindo os efeitos de sentido do título da peça, assim como elementos do gênero “cartaz teatral” em comparação com outros gêneros publicitários.


II. A discussão com os estudantes dos efeitos de sentido da imagem projetada pelo ator no cartaz, chamando a atenção para os elementos de sua vestimenta, que remetem tanto a uma época passada como à contemporaneidade, conectando língua portuguesa, criação artística e história.


III. Explorar, em aula expositiva, o emprego dos advérbios de tempo, empregando o cartaz para contextualizar o uso da palavra "amanhã" que, nesse contexto, é exemplo de dêitico temporal, uma palavra que só tem significado completo quando considerada em relação ao contexto de enunciação (ou seja, o do cartaz). Em seguida, pedir aos estudantes que escrevam frases com diversos advérbios de tempo, para a fixação deste conteúdo gramatical.



Das estratégias didáticas propostas, as que se alinham à noção de que é preciso superar a fragmentação radicalmente disciplinar do conhecimento, conforme preconizada na BNCC, estão apenas em:

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Q3439355 Português
   “quando o estudante chega à escola com seis ou sete anos, domina uma certa quantidade das possibilidades da língua, isto é, ele sabe muito, mas ainda não domina (muitos?) recursos, seja porque não são muito utilizados no ambiente social no qual ele vive e aprendeu o que conhece da língua, seja porque são recursos que não mais ocorrem na língua falada.”

Sírio Possenti. Por que (não) ensinar gramática na escola, p. 87-88.

Partindo do que diz Possenti, diante do uso da variante não padrão da concordância nominal (do tipo “os menino”) na redação de um estudante do Fundamental I, é coerente fazer o seguinte raciocínio: 
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Q3439356 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Com a intenção de trabalhar alguns tópicos do conteúdo de Língua Portuguesa com seus estudantes do 5º Ano do Ensino Fundamental, a professora Electra selecionou o seguinte material:



Por razões pedagógicas, a professora Electra decidiu explorar, em primeiro lugar, o sentido dos textos selecionados. No caso do texto 1, o esclarecimento de seu sentido – consequentemente, de seu efeito de humor – demandará de Electra uma explicação sobre a diferença entre

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Q3439357 Pedagogia
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Com a intenção de trabalhar alguns tópicos do conteúdo de Língua Portuguesa com seus estudantes do 5º Ano do Ensino Fundamental, a professora Electra selecionou o seguinte material:



Em seguida, a professora Electra pretende trabalhar, a partir do material selecionado, uma determinada acepção do termo “se”. Tendo em vista a intenção de Electra e o material selecionado, depreende-se que serão exploradas as seguintes habilidades da BNCC que constam do DRC/MT-EF:
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Q3439358 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Com a intenção de trabalhar alguns tópicos do conteúdo de Língua Portuguesa com seus estudantes do 5º Ano do Ensino Fundamental, a professora Electra selecionou o seguinte material:



De posse do material selecionado pela professora Electra, o professor Sófocles cogitou utilizá-lo para trabalhar com seus estudantes da 1ª Série do Ensino Médio a coesão anafórica por meio de pronome demonstrativo. Considerando a intenção de Sófocles, o material selecionado
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Q3439359 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Com a intenção de trabalhar alguns tópicos do conteúdo de Língua Portuguesa com seus estudantes do 5º Ano do Ensino Fundamental, a professora Electra selecionou o seguinte material:



Ainda entretido com o material selecionado pela professora Electra, o professor Sófocles passou a refletir se não seria possível usá-lo para exemplificar o emprego de vírgula com função de marcar a elipse de um verbo. Com relação a essa intenção de Sófocles, o material selecionado
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Q3439360 Linguística
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O professor Tirésias decidiu trabalhar com seus estudantes da 2ª Série do Ensino Médio a questão do preconceito linguístico. Para introduzir a questão, selecionou o seguinte texto:


    “As pessoas sem instrução falam tudo errado”: trata-se de outra afirmação preconceituosa bastante difundida. O preconceito linguístico se baseia na crença de que só existe uma única língua portuguesa digna deste nome e que seria a língua ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogada nos dicionários. Qualquer manifestação linguística que escape desse triângulo escola-gramática-dicionário é considerada, sob a ótica do preconceito linguístico, “errada, feia, estropiada, rudimentar, deficiente”, e não é raro a gente ouvir que “isso não é português”.


BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico. São Paulo: Parábola Editorial, 2015. Adaptado.
Tendo em vista o texto selecionado para introduzir a discussão e o propósito de Tirésias de desconstrução do preconceito linguístico, cumpre então ao professor, em consonância com a atual Sociolinguística, esclarecer e desenvolver o conceito de 
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Q3439361 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O professor Tirésias decidiu trabalhar com seus estudantes da 2ª Série do Ensino Médio a questão do preconceito linguístico. Para introduzir a questão, selecionou o seguinte texto:


    “As pessoas sem instrução falam tudo errado”: trata-se de outra afirmação preconceituosa bastante difundida. O preconceito linguístico se baseia na crença de que só existe uma única língua portuguesa digna deste nome e que seria a língua ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogada nos dicionários. Qualquer manifestação linguística que escape desse triângulo escola-gramática-dicionário é considerada, sob a ótica do preconceito linguístico, “errada, feia, estropiada, rudimentar, deficiente”, e não é raro a gente ouvir que “isso não é português”.


BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico. São Paulo: Parábola Editorial, 2015. Adaptado.
Em seguida à discussão proposta, para exemplificar o fato de que a norma-padrão não corresponde integralmente às variedades linguísticas de prestígio (ou seja, àquelas variedades faladas pelos chamados usuários cultos), o professor Tirésias selecionou a seção inicial do poema “Niani” de Machado de Assis:

Contam-se histórias antigas
Pelas terras de além-mar,
De moças e de princesas,
Que amor fazia matar.

Mas amor que entranha n’alma
E a vida soe acabar,
Amor é de todo o clima,
Bem como a luz, como o ar.

Morrem dele nas florestas
Aonde habita o jaguar,
Nas margens dos grandes rios
Que levam troncos ao mar.

Agora direi um caso
De muito penalizar,
Tão triste como os que contam
Pelas terras de além-mar.

ASSIS, Machado de. A poesia completa. São Paulo: Edusp/Nankin, 2009.

O trecho do poema que poderia ser utilizado por Tirésias para ilustrar a mencionada não correspondência integral entre norma-padrão e variedades linguísticas de prestígio seria:
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Q3439362 Pedagogia
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O professor Tirésias decidiu trabalhar com seus estudantes da 2ª Série do Ensino Médio a questão do preconceito linguístico. Para introduzir a questão, selecionou o seguinte texto:


    “As pessoas sem instrução falam tudo errado”: trata-se de outra afirmação preconceituosa bastante difundida. O preconceito linguístico se baseia na crença de que só existe uma única língua portuguesa digna deste nome e que seria a língua ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogada nos dicionários. Qualquer manifestação linguística que escape desse triângulo escola-gramática-dicionário é considerada, sob a ótica do preconceito linguístico, “errada, feia, estropiada, rudimentar, deficiente”, e não é raro a gente ouvir que “isso não é português”.


BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico. São Paulo: Parábola Editorial, 2015. Adaptado.
Tendo em vista a concepção que norteou o planejamento de sua aula, a preocupação do professor Tirésias foi a de explorar, sobretudo, a seguinte competência específica de Linguagens e suas Tecnologias para o Ensino Médio que consta da BNCC e do DRC/MT-EM:
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Q3439363 Português

Leia a letra da canção “Novo mundo”, de Arnaldo Antunes, para responder à questão.




ANTUNES, Arnaldo. Disponível em:

https://www.vagalume.com.br/arnaldo-antunes/novo-mundo-citacaomundanoh-part-vandal.html 

Na canção, o autor
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Q3439364 Português

Leia a letra da canção “Novo mundo”, de Arnaldo Antunes, para responder à questão.




ANTUNES, Arnaldo. Disponível em:

https://www.vagalume.com.br/arnaldo-antunes/novo-mundo-citacaomundanoh-part-vandal.html 

Considerado o contexto, o verbo cujo sujeito é indeterminado, referindo-se à massa humana em geral, está sublinhado em:
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Q3439365 Português

Leia a letra da canção “Novo mundo”, de Arnaldo Antunes, para responder à questão.




ANTUNES, Arnaldo. Disponível em:

https://www.vagalume.com.br/arnaldo-antunes/novo-mundo-citacaomundanoh-part-vandal.html 

    “A nau dos insensatos é uma antiga alegoria muito usada na cultura ocidental, na literatura e nas artes visuais. Imbuída de um senso de autocrítica, ela descreve o mundo e seus habitantes humanos como uma nau, cujos passageiros perturbados não sabem e nem se importam em saber para onde estão indo. Em composições literárias e artísticas dos séculos XV e XVI, o motivo da nau dos insensatos era uma paródia da arca da salvação.”

Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/ Nau_dos_insensatos. Adaptado.

Considerando a alegoria destacada no texto, observa-se no verso “e a nau da insensatez sem freio avança”, sobretudo:
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Q3439366 Português
Leia o texto para responder à questão.


   Vivemos num presente alargado, no qual “viver no momento é a paixão dominante”, na definição de Christopher Lasch. O presente se torna alargado à mesma medida que o tempo corre veloz. Essa contradição só pode ser explicada pelo fato de que a aceleração tecnológica, conquanto implique “uma diminuição no tempo necessário para realizar processos cotidianos de produção e reprodução” (o que deveria levar a uma abundância de tempo livre), levou ao acúmulo quantitativo de atividades. Quanto mais a aceleração tecnológica avançou, mais trabalho se acumulou e menos tempo livre sobrou. Se já não temos uma vida profissional, mas especializações, se já não temos espaço para contemplar os locais que cruzamos, mas uma observação dirigida por algoritmos de afinidades eletivas, já deveríamos saber que a aceleração tecnológica levou aos grilhões da hiperconectividade, que demandam sempre nosso engajamento.

  O resultado desse processo foi que a contínua aceleração do tempo social tornou o espaço muitas vezes indiferente, um mero detalhe, um pano de fundo que sustenta a virtualidade das relações. Ante a aceleração da vida, concebemos o espaço como um empecilho para aquilo que realmente queríamos fazer. “Ter que ir” e “ter que visitar” se tornaram tarefas “torturantes”, uma vez que basta uma chamada de vídeo para tirar a tarefa da frente. O isolamento tornou-se comum e mesmo os locais que sustentavam a ação da experiência subjetiva aparecem agora como lugares sem histórias, cada vez mais homogeneizados.


BARROS, Douglas. O que é identitarismo? São Paulo: Boitempo, 2024, edição digital. Adaptado. 
Uma proposição coerente com as ideias expressas no texto é:
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Q3439367 Português
Leia o texto para responder à questão.


   Vivemos num presente alargado, no qual “viver no momento é a paixão dominante”, na definição de Christopher Lasch. O presente se torna alargado à mesma medida que o tempo corre veloz. Essa contradição só pode ser explicada pelo fato de que a aceleração tecnológica, conquanto implique “uma diminuição no tempo necessário para realizar processos cotidianos de produção e reprodução” (o que deveria levar a uma abundância de tempo livre), levou ao acúmulo quantitativo de atividades. Quanto mais a aceleração tecnológica avançou, mais trabalho se acumulou e menos tempo livre sobrou. Se já não temos uma vida profissional, mas especializações, se já não temos espaço para contemplar os locais que cruzamos, mas uma observação dirigida por algoritmos de afinidades eletivas, já deveríamos saber que a aceleração tecnológica levou aos grilhões da hiperconectividade, que demandam sempre nosso engajamento.

  O resultado desse processo foi que a contínua aceleração do tempo social tornou o espaço muitas vezes indiferente, um mero detalhe, um pano de fundo que sustenta a virtualidade das relações. Ante a aceleração da vida, concebemos o espaço como um empecilho para aquilo que realmente queríamos fazer. “Ter que ir” e “ter que visitar” se tornaram tarefas “torturantes”, uma vez que basta uma chamada de vídeo para tirar a tarefa da frente. O isolamento tornou-se comum e mesmo os locais que sustentavam a ação da experiência subjetiva aparecem agora como lugares sem histórias, cada vez mais homogeneizados.


BARROS, Douglas. O que é identitarismo? São Paulo: Boitempo, 2024, edição digital. Adaptado. 
A conjunção que inicia o trecho “conquanto implique uma diminuição no tempo necessário para realizar processos cotidianos de produção e reprodução’” expressa, no contexto, ideia de
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Q3439368 Português
Leia o texto para responder à questão.


   Vivemos num presente alargado, no qual “viver no momento é a paixão dominante”, na definição de Christopher Lasch. O presente se torna alargado à mesma medida que o tempo corre veloz. Essa contradição só pode ser explicada pelo fato de que a aceleração tecnológica, conquanto implique “uma diminuição no tempo necessário para realizar processos cotidianos de produção e reprodução” (o que deveria levar a uma abundância de tempo livre), levou ao acúmulo quantitativo de atividades. Quanto mais a aceleração tecnológica avançou, mais trabalho se acumulou e menos tempo livre sobrou. Se já não temos uma vida profissional, mas especializações, se já não temos espaço para contemplar os locais que cruzamos, mas uma observação dirigida por algoritmos de afinidades eletivas, já deveríamos saber que a aceleração tecnológica levou aos grilhões da hiperconectividade, que demandam sempre nosso engajamento.

  O resultado desse processo foi que a contínua aceleração do tempo social tornou o espaço muitas vezes indiferente, um mero detalhe, um pano de fundo que sustenta a virtualidade das relações. Ante a aceleração da vida, concebemos o espaço como um empecilho para aquilo que realmente queríamos fazer. “Ter que ir” e “ter que visitar” se tornaram tarefas “torturantes”, uma vez que basta uma chamada de vídeo para tirar a tarefa da frente. O isolamento tornou-se comum e mesmo os locais que sustentavam a ação da experiência subjetiva aparecem agora como lugares sem histórias, cada vez mais homogeneizados.


BARROS, Douglas. O que é identitarismo? São Paulo: Boitempo, 2024, edição digital. Adaptado. 
O termo “mesmo” no trecho “mesmo os locais que sustentavam a ação da experiência subjetiva aparecem agora como lugares sem histórias” assemelha-se, pelo sentido, ao que está sublinhado em:
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Q3439369 Português
Leia o texto para responder à questão.


   Vivemos num presente alargado, no qual “viver no momento é a paixão dominante”, na definição de Christopher Lasch. O presente se torna alargado à mesma medida que o tempo corre veloz. Essa contradição só pode ser explicada pelo fato de que a aceleração tecnológica, conquanto implique “uma diminuição no tempo necessário para realizar processos cotidianos de produção e reprodução” (o que deveria levar a uma abundância de tempo livre), levou ao acúmulo quantitativo de atividades. Quanto mais a aceleração tecnológica avançou, mais trabalho se acumulou e menos tempo livre sobrou. Se já não temos uma vida profissional, mas especializações, se já não temos espaço para contemplar os locais que cruzamos, mas uma observação dirigida por algoritmos de afinidades eletivas, já deveríamos saber que a aceleração tecnológica levou aos grilhões da hiperconectividade, que demandam sempre nosso engajamento.

  O resultado desse processo foi que a contínua aceleração do tempo social tornou o espaço muitas vezes indiferente, um mero detalhe, um pano de fundo que sustenta a virtualidade das relações. Ante a aceleração da vida, concebemos o espaço como um empecilho para aquilo que realmente queríamos fazer. “Ter que ir” e “ter que visitar” se tornaram tarefas “torturantes”, uma vez que basta uma chamada de vídeo para tirar a tarefa da frente. O isolamento tornou-se comum e mesmo os locais que sustentavam a ação da experiência subjetiva aparecem agora como lugares sem histórias, cada vez mais homogeneizados.


BARROS, Douglas. O que é identitarismo? São Paulo: Boitempo, 2024, edição digital. Adaptado. 
O autor emprega paralelismo sintático no trecho:
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Q3439370 Português
Leia o texto para responder à questão.


   Vivemos num presente alargado, no qual “viver no momento é a paixão dominante”, na definição de Christopher Lasch. O presente se torna alargado à mesma medida que o tempo corre veloz. Essa contradição só pode ser explicada pelo fato de que a aceleração tecnológica, conquanto implique “uma diminuição no tempo necessário para realizar processos cotidianos de produção e reprodução” (o que deveria levar a uma abundância de tempo livre), levou ao acúmulo quantitativo de atividades. Quanto mais a aceleração tecnológica avançou, mais trabalho se acumulou e menos tempo livre sobrou. Se já não temos uma vida profissional, mas especializações, se já não temos espaço para contemplar os locais que cruzamos, mas uma observação dirigida por algoritmos de afinidades eletivas, já deveríamos saber que a aceleração tecnológica levou aos grilhões da hiperconectividade, que demandam sempre nosso engajamento.

  O resultado desse processo foi que a contínua aceleração do tempo social tornou o espaço muitas vezes indiferente, um mero detalhe, um pano de fundo que sustenta a virtualidade das relações. Ante a aceleração da vida, concebemos o espaço como um empecilho para aquilo que realmente queríamos fazer. “Ter que ir” e “ter que visitar” se tornaram tarefas “torturantes”, uma vez que basta uma chamada de vídeo para tirar a tarefa da frente. O isolamento tornou-se comum e mesmo os locais que sustentavam a ação da experiência subjetiva aparecem agora como lugares sem histórias, cada vez mais homogeneizados.


BARROS, Douglas. O que é identitarismo? São Paulo: Boitempo, 2024, edição digital. Adaptado. 
Analise as afirmações.

I. O trecho sublinhado em “basta uma chamada de vídeo para tirar a tarefa da frente” está corretamente substituído do seguinte modo: “tirar-lhe”.
II. Em “a aceleração tecnológica levou aos grilhões da hiperconectividade, que demandam sempre nosso engajamento e mais trabalho”, a supressão da vírgula altera o sentido do trecho.
III. Sem prejuízo para o sentido, o trecho “um pano de fundo que sustenta a virtualidade das relações” está corretamente reescrito da seguinte forma: um pano de fundo no qual se sustenta relações virtuais.

Está correto o que se afirma apenas em
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Q3439371 Português
Leia o texto para responder à questão.


   Vivemos num presente alargado, no qual “viver no momento é a paixão dominante”, na definição de Christopher Lasch. O presente se torna alargado à mesma medida que o tempo corre veloz. Essa contradição só pode ser explicada pelo fato de que a aceleração tecnológica, conquanto implique “uma diminuição no tempo necessário para realizar processos cotidianos de produção e reprodução” (o que deveria levar a uma abundância de tempo livre), levou ao acúmulo quantitativo de atividades. Quanto mais a aceleração tecnológica avançou, mais trabalho se acumulou e menos tempo livre sobrou. Se já não temos uma vida profissional, mas especializações, se já não temos espaço para contemplar os locais que cruzamos, mas uma observação dirigida por algoritmos de afinidades eletivas, já deveríamos saber que a aceleração tecnológica levou aos grilhões da hiperconectividade, que demandam sempre nosso engajamento.

  O resultado desse processo foi que a contínua aceleração do tempo social tornou o espaço muitas vezes indiferente, um mero detalhe, um pano de fundo que sustenta a virtualidade das relações. Ante a aceleração da vida, concebemos o espaço como um empecilho para aquilo que realmente queríamos fazer. “Ter que ir” e “ter que visitar” se tornaram tarefas “torturantes”, uma vez que basta uma chamada de vídeo para tirar a tarefa da frente. O isolamento tornou-se comum e mesmo os locais que sustentavam a ação da experiência subjetiva aparecem agora como lugares sem histórias, cada vez mais homogeneizados.


BARROS, Douglas. O que é identitarismo? São Paulo: Boitempo, 2024, edição digital. Adaptado. 
No contexto em que se encontra, o verbo que admite transposição para a voz passiva está em:
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Q3439372 Português
Leia o texto para responder à questão.


   Vivemos num presente alargado, no qual “viver no momento é a paixão dominante”, na definição de Christopher Lasch. O presente se torna alargado à mesma medida que o tempo corre veloz. Essa contradição só pode ser explicada pelo fato de que a aceleração tecnológica, conquanto implique “uma diminuição no tempo necessário para realizar processos cotidianos de produção e reprodução” (o que deveria levar a uma abundância de tempo livre), levou ao acúmulo quantitativo de atividades. Quanto mais a aceleração tecnológica avançou, mais trabalho se acumulou e menos tempo livre sobrou. Se já não temos uma vida profissional, mas especializações, se já não temos espaço para contemplar os locais que cruzamos, mas uma observação dirigida por algoritmos de afinidades eletivas, já deveríamos saber que a aceleração tecnológica levou aos grilhões da hiperconectividade, que demandam sempre nosso engajamento.

  O resultado desse processo foi que a contínua aceleração do tempo social tornou o espaço muitas vezes indiferente, um mero detalhe, um pano de fundo que sustenta a virtualidade das relações. Ante a aceleração da vida, concebemos o espaço como um empecilho para aquilo que realmente queríamos fazer. “Ter que ir” e “ter que visitar” se tornaram tarefas “torturantes”, uma vez que basta uma chamada de vídeo para tirar a tarefa da frente. O isolamento tornou-se comum e mesmo os locais que sustentavam a ação da experiência subjetiva aparecem agora como lugares sem histórias, cada vez mais homogeneizados.


BARROS, Douglas. O que é identitarismo? São Paulo: Boitempo, 2024, edição digital. Adaptado. 
A frase em que se respeitam as normas da concordância verbal está em:
Alternativas
Respostas
21: E
22: E
23: A
24: B
25: E
26: D
27: C
28: D
29: C
30: A
31: B
32: C
33: D
34: B
35: B
36: C
37: A
38: A
39: E
40: E