Questões de Concurso Público EBSERH 2025 para Pré-Requisito - Geriatria
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Mulher de 33 anos, previamente hígida, procura atendimento ambulatorial com queixa de distensão abdominal recorrente, flatulência e fezes amolecidas há mais de um ano. Relata episódios frequentes de fadiga, além de história conhecida de anemia microcítica desde a adolescência, com múltiplas tentativas de reposição oral de ferro sem resposta hematológica satisfatória. Atualmente faz uso regular de polivitamínicos e cianocobalamina sublingual, sem melhora significativa do quadro. Exames recentes evidenciaram hemoglobina de 9,8 g/dL, ferritina de 7 ng/mL, vitamina D de 14 ng/mL e zinco sérico reduzido. Nega perda ponderal, cirurgias prévias, perda sanguíneas visíveis ou uso de anti-inflamatórios.
Com base no quadro clínico descrito, a conduta diagnóstica mais adequada frente à principal hipótese clínica é
Um paciente de 30 anos apresenta pitting, também conhecido como dedo em dedal. Tal condição se caracteriza por depressões puntiformes em leitos ungueais com tamanho e profundidades variáveis.
Um sinal que está ligado à doença é a(o)
Um homem de 41 anos deu entrada, no serviço de Emergência, em estado clínico grave, com sinais de hipertensão intracraniana, pupilas pouco reativas, confusão mental e vômitos. Entre as medidas de suporte de emergência, na terapia farmacológica, foi usada a droga fomepizol.
A condição clínica que o paciente apresentava foi causada por intoxicação por
Paciente feminina, 28 anos, apresenta, há três meses, fadiga progressiva, febre baixa vespertina e perda ponderal de 8 kg. Refere ainda diplopia, associada a lesões cutâneas violáceas em membros inferiores.
Ao exame físico, microlinfadenopatia cervical bilateral indolor, lesões papulosas eritematosas em dorso das mãos e antebraços, proptose ocular esquerda com limitação da motilidade ocular extrínseca.
Exames complementares: tomografia de tórax evidenciou linfonodomegalia mediastinal bilateral simétrica (maiores linfonodos com 3,2 cm), infiltrado pulmonar micronodular bilateral de distribuição perilinfática, espessamento septal irregular. Hemograma: leucócitos 12.800/mm³ com linfocitose relativa, VHS 68 mm/h, LDH elevada. Dosagem de enzima conversora de angiotensina (ECA) sérica: 180 U/L (VR: 8-65).
Considerando os três principais diagnósticos diferenciais (sarcoidose, linfoma e doença relacionada à IgG4), o método diagnóstico invasivo mais adequado para elucidação do caso é
Paciente feminina, 32 anos, procura atendimento dermatológico apresentando, há quatro meses, úlceras cutâneas em membros inferiores que não cicatrizam, apesar do uso de antibióticos sistêmicos (cefalexina e posteriormente clindamicina). Refere que as lesões iniciaram após pequenos traumas e evoluíram rapidamente. As culturas bacterianas das úlceras foram negativas em duas ocasiões.
Ao exame físico, apresenta múltiplas úlceras profundas e dolorosas em pernas, com bordas violáceas solapadas e base necrótica purulenta, medindo entre 3-8 cm de diâmetro. Observa-se também eritema perilesional. A paciente nega febre, perda ponderal ou sintomas sistêmicos. Exames laboratoriais: hemograma normal, VHS 45 mm/h, PCR 12 mg/L (discretamente elevados).
Considerando a hipótese diagnóstica de pioderma gangrenoso, são características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais compatíveis com essa condição
Um paciente de 65 anos, tabagista, procura o pronto-socorro com história de dispneia progressiva e dor torácica do tipo pleurítica no hemitórax direito, há 10 dias. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, eupneico em repouso, com frequência respiratória de 24 irpm. Na inspeção do tórax, observa-se abaulamento e redução da mobilidade do hemitórax direito, com retificação dos espaços intercostais. À palpação, identifica-se diminuição do frêmito toracovocal nas bases do hemitórax direito. A percussão revela macicez desde o 6º espaço intercostal até as bases pulmonares direitas. À ausculta, constatase abolição do murmúrio vesicular na área de macicez, com presença de pectorilóquia fônica e egofonia no limite superior entre a macicez e o som claro pulmonar. A ressonância vocal encontra-se diminuída na mesma topografia da alteração do frêmito toracovocal.
O conjunto de achados semiológicos descritos no exame físico desse paciente é mais consistente com o diagnóstico de
Um homem de 32 anos procurou o ambulatório de Infectologia com história de erupção cutânea há três semanas, associada à febre intermitente (37,8 C), mal-estar geral, cefaleia e adenomegalia generalizada. Nega lesões genitais prévias ou atuais. Refere múltiplas parcerias sexuais nos últimos 12 meses, enquadrando-se como HSH (homem que faz sexo com homens), sem uso de preservativos de forma regular. Ao exame físico, apresenta erupção maculopapular eritematosa disseminada, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés, sendo não pruriginosas.
Observam-se adenomegalias cervicais, axilares e inguinais, indolores, móveis, de consistência fibroelástica. Condilomas planos são evidenciados na região perianal. Exame neurológico sem alterações. Exames laboratoriais revelam: VDRL reagente 1:64, TPPA reagente, FTA-ABS IgM reagente, FTA-ABS IgG reagente, HIV negativo, sorologia para hepatite B e C não reagentes. Hemograma, função renal e hepática normais.
O diagnóstico e a conduta mais adequados para esse paciente incluem
Homem de 28 anos procurou atendimento em Unidade Básica de Saúde apresentando disúria intensa e corrimento uretral mucopurulento há quatro dias. Negou febre. Refere vida sexual ativa com múltiplas parcerias nos últimos seis meses, uso irregular de preservativo.
Ao exame físico, observa-se corrimento amarelado à expressão do meato uretral, sem outras alterações. A Unidade não dispõe de recursos laboratoriais para investigação etiológica.
De acordo com o fluxograma do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) brasileiro 2022 para manejo de corrimento uretral, a conduta mais adequada nesse caso é
Mulher de 34 anos foi trazida ao pronto-socorro após apresentar episódio convulsivo generalizado tônico-clônico, com duração de aproximadamente 2 minutos, seguido de período pós-ictal de 15 minutos. Familiares relataram que a paciente vinha apresentando cefaleia intensa há 3 dias, associada a náuseas e vômitos. Negaram uso de medicações, drogas ilícitas ou álcool.
Não possui história familiar de epilepsia.
Ao exame físico, encontrava-se consciente, orientada, com sinais vitais estáveis. Exame neurológico revelou papiledema bilateral e discreta hemiparesia à esquerda. Tomografia computadorizada de crânio evidencia lesão expansiva temporal direita, com efeito de massa e edema perilesional.
Considerando o quadro clínico apresentado, a investigação e o tratamento mais apropriados são
Mulher de 42 anos procura atendimento médico queixando-se de múltiplas lesões cutâneas na região abdominal há 3 semanas. Refere ter realizado procedimento de mesoterapia para redução de gordura localizada há aproximadamente 6 semanas. As lesões iniciaram como pequenos nódulos eritematosos que evoluíram para abscessos recorrentes com drenagem espontânea de secreção purulenta.
Ao exame físico, observam-se múltiplas lesões nodulares com coloração violácea, algumas com pontos de drenagem ativa, distribuídas ao longo dos locais de aplicação das injeções. Paciente nega febre, perda ponderal ou sintomas sistêmicos. Exames laboratoriais mostram leucocitose discreta com neutrofilia.
Considerando o quadro clínico apresentado, assinale a conduta diagnóstica e terapêutica mais adequada.
Paciente masculino, 68 anos, portador de adenocarcinoma pulmonar metastático, é internado para controle de dor óssea refratária. Relata uso domiciliar de tramadol 100 mg de 6/6h sem alívio adequado da dor (escala visual analógica = 8/10). Ao exame físico, apresenta-se desidratado, com performance status ECOG 2.
Os exames laboratoriais mostram:
• cálcio total 12,8 mg/dL (VR: 8,5-10,5);
• cálcio ionizado 1,45 mmol/L (VR: 1,12-1,32);
• creatinina 1,4 mg/dL (VR: 0,7-1,2)
• ureia 52 mg/dL (VR: 15-45);
• clearance de creatinina estimado 55 mL/min/1,73m²;
• sódio 138 mEq/L;
• potássio 4,2 mEq/L;
• ALT 28 U/L;
• AST 32 U/L (função hepática normal).
Acerca da conduta terapêutica mais adequada para o controle da dor nesse paciente, é correto afirmar que
Paciente de 58 anos internou-se em enfermaria de Clínica Médica para investigar linfonodomegalia generalizada, sendo a maior uma massa de aproximadamente 15 cm no maior diâmetro em região axilar direita com ulceração. Apresentava-se com perda ponderal de 20 kg ao longo de 3 meses, febre ocasional, síndrome dispéptica e diarreia crônica. Ao longo da internação, obteve-se dois diagnósticos: o de linfoma não Hodgkin difuso de grandes células B e infecção pelo HIV com CD4+ de 180 células/μL. Também foram realizadas tomografias com contraste venoso evidenciando linfonodomegalias retroperitoneais, espessamento da parede do estômago e do íleo, nódulo suspeito em topografia de adrenal esquerda. O exame de medula óssea revelou infiltrado linfocítico em 45% com presença de células grandes atípicas, núcleos pleomórficos e múltiplos nucléolos proeminentes, compatível com infiltração por linfoma difuso de grandes células B.
Considerando que o paciente apresenta linfoma difuso de grandes células B, relacionado ao HIV com envolvimento de múltiplos sítios extranodais, a avaliação complementar obrigatória deve incluir
Uma mulher de 72 anos comparece a uma consulta com o clínico geral para avaliação de rotina. Está lúcida, orientada, com história de hipertensão bem controlada, sem outras comorbidades. Relata nunca ter recebido vacina após os 50 anos e desconhece seu calendário vacinal da infância. Nega viagens recentes, surtos na região ou exposição a doenças infecciosas. Durante a anamnese, menciona que convive diariamente com o neto de dois anos e pretende realizar uma viagem internacional para a África nos próximos meses.
Com base nas recomendações atualizadas da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), para o calendário vacinal do idoso em 2024/2025, as vacinas indicadas para essa consulta inicial são
Homem de 70 anos, tabagista, com diagnóstico prévio de DPOC moderado e Diabetes Mellitus tipo 2 controlado, procura atendimento por febre (38,4 ºC), tosse produtiva com expectoração amarelada, prostração e dispneia progressiva há quatro dias. Ao exame físico, encontra-se lúcido e orientado, com frequência respiratória de 28 irpm, pressão arterial de 102/66 mmHg, frequência cardíaca de 108 bpm e saturação de oxigênio de 90% em ar ambiente. Ausculta pulmonar com estertores crepitantes em base esquerda. A radiografia de tórax revela consolidação no lobo inferior esquerdo. Exames laboratoriais mostram leucocitose leve e PCR elevada.
Com base nesse caso clínico, a conduta mais apropriada é
Uma mulher de 28 anos, previamente saudável, procura atendimento médico com queixas de início súbito de disúria, polaciúria, urgência miccional e desconforto suprapúbico há 24 horas. Nega febre, dor lombar, náuseas ou corrimento. Relata ter tido dois episódios semelhantes no ano anterior, tratados com antibiótico oral, com boa resposta. Não faz uso de medicamentos contínuos, nega gestação atual e tem vida sexual ativa.
Considerando a hipótese clínica mais provável e as diretrizes terapêuticas atuais, a conduta inicial mais adequada é
Uma mulher de 43 anos apresenta história de cefaleia diária há mais de seis meses, descrita como opressiva e difusa, piorando ao longo do dia. Relata episódios prévios de enxaqueca desde a adolescência, mas, nos últimos meses, passou a utilizar dipirona e ibuprofeno em pelo menos 20 dias do mês, sem melhora significativa. Ao exame neurológico, não há alterações.
Sobre o caso descrito, a hipótese diagnóstica mais provável e a melhor conduta inicial são
Paciente feminina, 38 anos, procura atendimento em Unidade de Saúde queixando-se de tosse produtiva há mais de um mês, febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento de 15 kg, nos últimos 4 meses (peso atual 48 kg; peso habitual 63 kg). Relata que há 6 meses iniciou lesões brancas na boca que persistem, e há 2 meses apresenta episódios de diarreia aquosa intermitente, sem sangue.
Ao exame físico, apresenta-se com bom estado geral, porém visivelmente emagrecida, com candidíase oral extensa e adenomegalia cervical bilateral. A investigação para tuberculose revela baciloscopia de escarro positiva (3+). O teste rápido para HIV, realizado na mesma consulta, é reagente, confirmado posteriormente por exames complementares. A solicitação da contagem de linfócitos CD4 está pendente.
Obs.: no que segue, considere: R – Rifampicina, H – Isoniazida, Z – Pirazinamida, E – Etambutol.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos – Módulo II – Ministério da Saúde 2024, a terapia combinada e a conduta de início do tratamento antirretroviral recomendadas para a coinfecção HIVtuberculose são
Maria, 52 anos, procurou atendimento com queixa de plenitude pós-prandial, saciedade precoce e náuseas há aproximadamente 6 meses. Relata que, nos últimos 10 anos, teve episódios recorrentes de anemia ferropriva sem sangramento gastrointestinal evidente, necessitando de suplementação oral. Há cerca de 3 anos, foi diagnosticada com hipotireoidismo autoimune, em uso de levotiroxina.
Ao exame físico, apresenta-se emagrecida, com palidez cutaneomucosa e dor leve à palpação epigástrica. Exames laboratoriais mostram hemoglobina de 10,5 g/dL com VCM de 102 fL. Uma endoscopia digestiva alta revelou mucosa gástrica do corpo e fundo com pregueado atenuado e vasos submucosos visíveis, sendo realizada biópsia mapeada.
Considerando o quadro clínico, as características clínicas ou laboratoriais que mais corroboram o diagnóstico de gastrite atrófica metaplásica autoimune são a presença de
Paciente masculino, 68 anos, com histórico de câncer gástrico diagnosticado há 8 meses e em quimioterapia há 2 meses, foi internado com queixa de aumento progressivo do volume abdominal, dor abdominal difusa e dispneia aos pequenos esforços. Referia também perda ponderal não intencional de 8 kg nos últimos 3 meses, associada à hiporexia e astenia.
Ao exame físico, apresentava abdome globoso, tenso, com macicez à percussão em flancos e sinal de piparote positivo. Os membros inferiores exibiam edema 2+/4+. Ultrassonografia abdominal revelou ascite volumosa e múltiplas lesões hepáticas sugestivas de metástases. A paracentese diagnóstica foi realizada e o líquido ascítico era amarelo-citrino, levemente turvo.
A análise laboratorial do líquido ascítico e do soro revelou os seguintes dados: albumina sérica 3,2 g/dL, albumina do líquido ascítico 2,1 g/dL, proteína total do líquido ascítico 2,8 g/dL, LDH do líquido ascítico 350 U/L (LDH sérico 200 U/L) e contagem de células nucleadas de 800/mm³ com predomínio de linfócitos e monócitos. A citopatologia do líquido ascítico estava pendente.
Considerando os achados clínicos e laboratoriais da paracentese, a causa mais provável da ascite nesse paciente seria