Questões de Concurso Público IF-AM 2022 para Professor PEBTT - Letras - Língua Portuguesa

Foram encontradas 26 questões

Q4078662 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Q1_6.png (316×256)

Enigmas do Ah Q, de Lu Xun

Mário Sérgio Conti*


É algo à ser feito. Nem sempre porque senão fica chato. É proveitoso ler de fio a pavio um livro sem saber nada, ou quase nada, do seu autor e do ambiente histórico, social e artístico no qual foi escrito. Quanto mais remoto, melhor.


A leitura às cegas acende a imaginação. Faz com que se volte à pureza das primeiras leituras, as da infância, quando a mente livre preenche os espaços opacos gerados pela falta de referências e contexto. Fundem-se num mesmo lance encantamento, curiosidade, interpretação e crítica.


Além de fazer sentido em si, o texto não pode ser chato. Deve aliciar, enredar, levar o leitor ignorante, mas seduzido, à página seguinte, e assim sucessivamente até a última. Isso ocorre em "O Diário de um Louco ‒ Contos Completos", de Lu Xun.


Ele reúne 33 contos, publicados entre 1926 e 1936. Escritos em chinês, foram traduzidos por três homens e duas mulheres de nomes brasileiros. São contos realistas que se passam em vilarejos do meio rural. Talvez por isso surjam tantos animais (coelhos, gatos, patos) e se dê ênfase à natureza (a luz da lua, o amanhecer, o vento, chuvas). Os relatos dizem respeito ao presente, com recuos comedidos ao passado.


A leitura é instigante. Entra-se num universo à anos luz das tradições greco-romanas, judaico-cristãs e afro-ameríndias. O que parece haver é o empenho de um artista em contar a seus conterrâneos as tensões entre senhores e subalternos, tradição e modernidade, entre uns pobres diabos e outros diabos pobres. No mais das vezes, os relatos são cruéis e terminam de supetão, deixando enigmas no ar.


O melhor conto é o mais longo, "A Verdadeira História de Ah Q", de 1921. Com 60 páginas, o narrador começa por falar da dificuldade de se escrever sobre um sujeito de nome inexplicável; e cita Confúcio: "Se o nome não está correto, a palavra não faz sentido".


Ah Q não tem família nem amigos nem nada. Faz trabalhos esporádicos, enche a cara, perambula, dorme num templo. É o tolo que todos desprezam. Todavia, ele se tem em alta conta porque cultiva um mecanismo psicológico que lhe serve de compensação. Se um poderoso o esmurra, vê na humilhação um sinal da sua importância, já que foi alguém de posses que o atacou. Ou ele mesmo se estapeia ainda mais, e assim infla à autoestima. Ou esquece o caso ‒ porque o esquecimento, pensa, é um "tesouro herdado de seus antepassados".


Com isso, a submissão e suas autojustificativas ficam históricas. E talvez tenham alcance social porque a vila inteira às aceita e compartilha. A comparação é absurda, mas Ah Q lembra o protagonista de "Estorvo", de Chico Buarque ‒ o ser que se desfaz e não acaba, segue se decompondo.


Certo dia se escutam os ruídos de uma revolução que se aproxima. A aldeia se põe em polvorosa. Confuso e oportunista, Ah Q quer aderir aos revoltosos. Debalde. É preso. Ordenam-lhe que assine um papel, mas não sabe escrever. O parvo acaba desenhando um círculo: é sua confissão e sentença de morte. É levado pela vila, e "o público seguia a carroça como formigas".


O herói da resignação imagina que o fuzilamento era justo: "Que motivo haveria para executar alguém que não fosse mau?". Já a conclusão do narrador acerca de Ah Q é inapelável: "Como era ridículo!".


* Jornalista e apresentador de televisão.

Folha de São Paulo, 11 junho 2022. Adaptado.



Em se tratando dos aspectos estruturais e das estratégias discursivas identificados no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q4078663 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Q1_6.png (316×256)

Enigmas do Ah Q, de Lu Xun

Mário Sérgio Conti*


É algo à ser feito. Nem sempre porque senão fica chato. É proveitoso ler de fio a pavio um livro sem saber nada, ou quase nada, do seu autor e do ambiente histórico, social e artístico no qual foi escrito. Quanto mais remoto, melhor.


A leitura às cegas acende a imaginação. Faz com que se volte à pureza das primeiras leituras, as da infância, quando a mente livre preenche os espaços opacos gerados pela falta de referências e contexto. Fundem-se num mesmo lance encantamento, curiosidade, interpretação e crítica.


Além de fazer sentido em si, o texto não pode ser chato. Deve aliciar, enredar, levar o leitor ignorante, mas seduzido, à página seguinte, e assim sucessivamente até a última. Isso ocorre em "O Diário de um Louco ‒ Contos Completos", de Lu Xun.


Ele reúne 33 contos, publicados entre 1926 e 1936. Escritos em chinês, foram traduzidos por três homens e duas mulheres de nomes brasileiros. São contos realistas que se passam em vilarejos do meio rural. Talvez por isso surjam tantos animais (coelhos, gatos, patos) e se dê ênfase à natureza (a luz da lua, o amanhecer, o vento, chuvas). Os relatos dizem respeito ao presente, com recuos comedidos ao passado.


A leitura é instigante. Entra-se num universo à anos luz das tradições greco-romanas, judaico-cristãs e afro-ameríndias. O que parece haver é o empenho de um artista em contar a seus conterrâneos as tensões entre senhores e subalternos, tradição e modernidade, entre uns pobres diabos e outros diabos pobres. No mais das vezes, os relatos são cruéis e terminam de supetão, deixando enigmas no ar.


O melhor conto é o mais longo, "A Verdadeira História de Ah Q", de 1921. Com 60 páginas, o narrador começa por falar da dificuldade de se escrever sobre um sujeito de nome inexplicável; e cita Confúcio: "Se o nome não está correto, a palavra não faz sentido".


Ah Q não tem família nem amigos nem nada. Faz trabalhos esporádicos, enche a cara, perambula, dorme num templo. É o tolo que todos desprezam. Todavia, ele se tem em alta conta porque cultiva um mecanismo psicológico que lhe serve de compensação. Se um poderoso o esmurra, vê na humilhação um sinal da sua importância, já que foi alguém de posses que o atacou. Ou ele mesmo se estapeia ainda mais, e assim infla à autoestima. Ou esquece o caso ‒ porque o esquecimento, pensa, é um "tesouro herdado de seus antepassados".


Com isso, a submissão e suas autojustificativas ficam históricas. E talvez tenham alcance social porque a vila inteira às aceita e compartilha. A comparação é absurda, mas Ah Q lembra o protagonista de "Estorvo", de Chico Buarque ‒ o ser que se desfaz e não acaba, segue se decompondo.


Certo dia se escutam os ruídos de uma revolução que se aproxima. A aldeia se põe em polvorosa. Confuso e oportunista, Ah Q quer aderir aos revoltosos. Debalde. É preso. Ordenam-lhe que assine um papel, mas não sabe escrever. O parvo acaba desenhando um círculo: é sua confissão e sentença de morte. É levado pela vila, e "o público seguia a carroça como formigas".


O herói da resignação imagina que o fuzilamento era justo: "Que motivo haveria para executar alguém que não fosse mau?". Já a conclusão do narrador acerca de Ah Q é inapelável: "Como era ridículo!".


* Jornalista e apresentador de televisão.

Folha de São Paulo, 11 junho 2022. Adaptado.



Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir.

Ao se analisar a linguagem usada pelo autor, observa-se que o emprego de expressões como “de supetão” e “enche a cara” sinalizam a presença de um registro __________. A associação entre linguagem __________ atende à finalidade de permitir ao leitor preencher lacunas de interpretação, além de associar a imagem a determinado ambiente onde ocorre o enredo do livro. No segundo parágrafo, a alusão a "Estorvo", comparando Ah Q ao protagonista da obra de Chico Buarque, e a referência à infância, pela menção “à pureza das primeiras leituras”, “ao encantamento”, “à curiosidade” e “à imaginação”, entre outras, caracteriza um tipo de __________. Em relação aos articuladores textuais, no enunciado “Com isso, a submissão e suas autojustificativas ficam históricas. E talvez tenham alcance social porque a vila inteira as aceita e compartilha.”, o termo destacado retoma o __________ do período simples.

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
Alternativas
Q4078664 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Q1_6.png (316×256)

Enigmas do Ah Q, de Lu Xun

Mário Sérgio Conti*


É algo à ser feito. Nem sempre porque senão fica chato. É proveitoso ler de fio a pavio um livro sem saber nada, ou quase nada, do seu autor e do ambiente histórico, social e artístico no qual foi escrito. Quanto mais remoto, melhor.


A leitura às cegas acende a imaginação. Faz com que se volte à pureza das primeiras leituras, as da infância, quando a mente livre preenche os espaços opacos gerados pela falta de referências e contexto. Fundem-se num mesmo lance encantamento, curiosidade, interpretação e crítica.


Além de fazer sentido em si, o texto não pode ser chato. Deve aliciar, enredar, levar o leitor ignorante, mas seduzido, à página seguinte, e assim sucessivamente até a última. Isso ocorre em "O Diário de um Louco ‒ Contos Completos", de Lu Xun.


Ele reúne 33 contos, publicados entre 1926 e 1936. Escritos em chinês, foram traduzidos por três homens e duas mulheres de nomes brasileiros. São contos realistas que se passam em vilarejos do meio rural. Talvez por isso surjam tantos animais (coelhos, gatos, patos) e se dê ênfase à natureza (a luz da lua, o amanhecer, o vento, chuvas). Os relatos dizem respeito ao presente, com recuos comedidos ao passado.


A leitura é instigante. Entra-se num universo à anos luz das tradições greco-romanas, judaico-cristãs e afro-ameríndias. O que parece haver é o empenho de um artista em contar a seus conterrâneos as tensões entre senhores e subalternos, tradição e modernidade, entre uns pobres diabos e outros diabos pobres. No mais das vezes, os relatos são cruéis e terminam de supetão, deixando enigmas no ar.


O melhor conto é o mais longo, "A Verdadeira História de Ah Q", de 1921. Com 60 páginas, o narrador começa por falar da dificuldade de se escrever sobre um sujeito de nome inexplicável; e cita Confúcio: "Se o nome não está correto, a palavra não faz sentido".


Ah Q não tem família nem amigos nem nada. Faz trabalhos esporádicos, enche a cara, perambula, dorme num templo. É o tolo que todos desprezam. Todavia, ele se tem em alta conta porque cultiva um mecanismo psicológico que lhe serve de compensação. Se um poderoso o esmurra, vê na humilhação um sinal da sua importância, já que foi alguém de posses que o atacou. Ou ele mesmo se estapeia ainda mais, e assim infla à autoestima. Ou esquece o caso ‒ porque o esquecimento, pensa, é um "tesouro herdado de seus antepassados".


Com isso, a submissão e suas autojustificativas ficam históricas. E talvez tenham alcance social porque a vila inteira às aceita e compartilha. A comparação é absurda, mas Ah Q lembra o protagonista de "Estorvo", de Chico Buarque ‒ o ser que se desfaz e não acaba, segue se decompondo.


Certo dia se escutam os ruídos de uma revolução que se aproxima. A aldeia se põe em polvorosa. Confuso e oportunista, Ah Q quer aderir aos revoltosos. Debalde. É preso. Ordenam-lhe que assine um papel, mas não sabe escrever. O parvo acaba desenhando um círculo: é sua confissão e sentença de morte. É levado pela vila, e "o público seguia a carroça como formigas".


O herói da resignação imagina que o fuzilamento era justo: "Que motivo haveria para executar alguém que não fosse mau?". Já a conclusão do narrador acerca de Ah Q é inapelável: "Como era ridículo!".


* Jornalista e apresentador de televisão.

Folha de São Paulo, 11 junho 2022. Adaptado.



O título da capa do livro de Molière trata de um metaplasmo.

Q3.png (321×309)
https://www.estantevirtual.com.br/livros/marcio-trigo-adaptacao-/medico-a-forca-de-moliere/4016561156

A crase em “à força” foi empregada pelo mesmo motivo que em
Alternativas
Q4078665 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Q1_6.png (316×256)

Enigmas do Ah Q, de Lu Xun

Mário Sérgio Conti*


É algo à ser feito. Nem sempre porque senão fica chato. É proveitoso ler de fio a pavio um livro sem saber nada, ou quase nada, do seu autor e do ambiente histórico, social e artístico no qual foi escrito. Quanto mais remoto, melhor.


A leitura às cegas acende a imaginação. Faz com que se volte à pureza das primeiras leituras, as da infância, quando a mente livre preenche os espaços opacos gerados pela falta de referências e contexto. Fundem-se num mesmo lance encantamento, curiosidade, interpretação e crítica.


Além de fazer sentido em si, o texto não pode ser chato. Deve aliciar, enredar, levar o leitor ignorante, mas seduzido, à página seguinte, e assim sucessivamente até a última. Isso ocorre em "O Diário de um Louco ‒ Contos Completos", de Lu Xun.


Ele reúne 33 contos, publicados entre 1926 e 1936. Escritos em chinês, foram traduzidos por três homens e duas mulheres de nomes brasileiros. São contos realistas que se passam em vilarejos do meio rural. Talvez por isso surjam tantos animais (coelhos, gatos, patos) e se dê ênfase à natureza (a luz da lua, o amanhecer, o vento, chuvas). Os relatos dizem respeito ao presente, com recuos comedidos ao passado.


A leitura é instigante. Entra-se num universo à anos luz das tradições greco-romanas, judaico-cristãs e afro-ameríndias. O que parece haver é o empenho de um artista em contar a seus conterrâneos as tensões entre senhores e subalternos, tradição e modernidade, entre uns pobres diabos e outros diabos pobres. No mais das vezes, os relatos são cruéis e terminam de supetão, deixando enigmas no ar.


O melhor conto é o mais longo, "A Verdadeira História de Ah Q", de 1921. Com 60 páginas, o narrador começa por falar da dificuldade de se escrever sobre um sujeito de nome inexplicável; e cita Confúcio: "Se o nome não está correto, a palavra não faz sentido".


Ah Q não tem família nem amigos nem nada. Faz trabalhos esporádicos, enche a cara, perambula, dorme num templo. É o tolo que todos desprezam. Todavia, ele se tem em alta conta porque cultiva um mecanismo psicológico que lhe serve de compensação. Se um poderoso o esmurra, vê na humilhação um sinal da sua importância, já que foi alguém de posses que o atacou. Ou ele mesmo se estapeia ainda mais, e assim infla à autoestima. Ou esquece o caso ‒ porque o esquecimento, pensa, é um "tesouro herdado de seus antepassados".


Com isso, a submissão e suas autojustificativas ficam históricas. E talvez tenham alcance social porque a vila inteira às aceita e compartilha. A comparação é absurda, mas Ah Q lembra o protagonista de "Estorvo", de Chico Buarque ‒ o ser que se desfaz e não acaba, segue se decompondo.


Certo dia se escutam os ruídos de uma revolução que se aproxima. A aldeia se põe em polvorosa. Confuso e oportunista, Ah Q quer aderir aos revoltosos. Debalde. É preso. Ordenam-lhe que assine um papel, mas não sabe escrever. O parvo acaba desenhando um círculo: é sua confissão e sentença de morte. É levado pela vila, e "o público seguia a carroça como formigas".


O herói da resignação imagina que o fuzilamento era justo: "Que motivo haveria para executar alguém que não fosse mau?". Já a conclusão do narrador acerca de Ah Q é inapelável: "Como era ridículo!".


* Jornalista e apresentador de televisão.

Folha de São Paulo, 11 junho 2022. Adaptado.



Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre aspectos semânticos e estilísticos do texto.

( ) Em “É proveitoso ler de fio a pavio um livro sem saber nada...”, a expressão em destaque, sem prejuízo para o sentido, pode ser substituída por “integralmente”.
( ) Na frase “A aldeia se põe em polvorosa”, identifica-se a figura de linguagem denominada onomatopeia, pois há palavras cuja sonoridade está associada à coisa representada, no caso, a aldeia.
( ) Na passagem “Deve aliciar, enredar, levar o leitor ignorante, mas seduzido, à página seguinte...”, a palavra sublinhada é polissêmica, isto é, se usada em contextos diferentes, reúne vários significados.
( ) No trecho “[O livro] reúne 33 contos, publicados entre 1926 e 1936. Escritos em chinês, foram traduzidos por três homens e duas mulheres de nomes brasileiros.”, privilegia-se a linguagem figurada, conotativa.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Alternativas
Q4078666 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Q1_6.png (316×256)

Enigmas do Ah Q, de Lu Xun

Mário Sérgio Conti*


É algo à ser feito. Nem sempre porque senão fica chato. É proveitoso ler de fio a pavio um livro sem saber nada, ou quase nada, do seu autor e do ambiente histórico, social e artístico no qual foi escrito. Quanto mais remoto, melhor.


A leitura às cegas acende a imaginação. Faz com que se volte à pureza das primeiras leituras, as da infância, quando a mente livre preenche os espaços opacos gerados pela falta de referências e contexto. Fundem-se num mesmo lance encantamento, curiosidade, interpretação e crítica.


Além de fazer sentido em si, o texto não pode ser chato. Deve aliciar, enredar, levar o leitor ignorante, mas seduzido, à página seguinte, e assim sucessivamente até a última. Isso ocorre em "O Diário de um Louco ‒ Contos Completos", de Lu Xun.


Ele reúne 33 contos, publicados entre 1926 e 1936. Escritos em chinês, foram traduzidos por três homens e duas mulheres de nomes brasileiros. São contos realistas que se passam em vilarejos do meio rural. Talvez por isso surjam tantos animais (coelhos, gatos, patos) e se dê ênfase à natureza (a luz da lua, o amanhecer, o vento, chuvas). Os relatos dizem respeito ao presente, com recuos comedidos ao passado.


A leitura é instigante. Entra-se num universo à anos luz das tradições greco-romanas, judaico-cristãs e afro-ameríndias. O que parece haver é o empenho de um artista em contar a seus conterrâneos as tensões entre senhores e subalternos, tradição e modernidade, entre uns pobres diabos e outros diabos pobres. No mais das vezes, os relatos são cruéis e terminam de supetão, deixando enigmas no ar.


O melhor conto é o mais longo, "A Verdadeira História de Ah Q", de 1921. Com 60 páginas, o narrador começa por falar da dificuldade de se escrever sobre um sujeito de nome inexplicável; e cita Confúcio: "Se o nome não está correto, a palavra não faz sentido".


Ah Q não tem família nem amigos nem nada. Faz trabalhos esporádicos, enche a cara, perambula, dorme num templo. É o tolo que todos desprezam. Todavia, ele se tem em alta conta porque cultiva um mecanismo psicológico que lhe serve de compensação. Se um poderoso o esmurra, vê na humilhação um sinal da sua importância, já que foi alguém de posses que o atacou. Ou ele mesmo se estapeia ainda mais, e assim infla à autoestima. Ou esquece o caso ‒ porque o esquecimento, pensa, é um "tesouro herdado de seus antepassados".


Com isso, a submissão e suas autojustificativas ficam históricas. E talvez tenham alcance social porque a vila inteira às aceita e compartilha. A comparação é absurda, mas Ah Q lembra o protagonista de "Estorvo", de Chico Buarque ‒ o ser que se desfaz e não acaba, segue se decompondo.


Certo dia se escutam os ruídos de uma revolução que se aproxima. A aldeia se põe em polvorosa. Confuso e oportunista, Ah Q quer aderir aos revoltosos. Debalde. É preso. Ordenam-lhe que assine um papel, mas não sabe escrever. O parvo acaba desenhando um círculo: é sua confissão e sentença de morte. É levado pela vila, e "o público seguia a carroça como formigas".


O herói da resignação imagina que o fuzilamento era justo: "Que motivo haveria para executar alguém que não fosse mau?". Já a conclusão do narrador acerca de Ah Q é inapelável: "Como era ridículo!".


* Jornalista e apresentador de televisão.

Folha de São Paulo, 11 junho 2022. Adaptado.



Avalie o que se afirma a respeito dos elementos da frase “...o empenho de um artista em contar a seus conterrâneos as tensões entre senhores e subalternos, tradição e modernidade, entre uns pobres diabos e outros diabos pobres.”

I – O adjetivo “pobres”, posposto ao substantivo, adquire o sentido de “desprovidos de recursos financeiros”.
II – O adjetivo “pobres”, nesse contexto, anteposto ao substantivo, significa “dignos de dó”, “insignificantes”.
III – O emprego de palavras como “tradição” e “modernidade” evidencia o fenômeno semântico denominado sinonímia.
IV – A regência incorreta do verbo “contar” caracteriza uma impropriedade que fere a norma-padrão da língua portuguesa.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q4078667 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Q1_6.png (316×256)

Enigmas do Ah Q, de Lu Xun

Mário Sérgio Conti*


É algo à ser feito. Nem sempre porque senão fica chato. É proveitoso ler de fio a pavio um livro sem saber nada, ou quase nada, do seu autor e do ambiente histórico, social e artístico no qual foi escrito. Quanto mais remoto, melhor.


A leitura às cegas acende a imaginação. Faz com que se volte à pureza das primeiras leituras, as da infância, quando a mente livre preenche os espaços opacos gerados pela falta de referências e contexto. Fundem-se num mesmo lance encantamento, curiosidade, interpretação e crítica.


Além de fazer sentido em si, o texto não pode ser chato. Deve aliciar, enredar, levar o leitor ignorante, mas seduzido, à página seguinte, e assim sucessivamente até a última. Isso ocorre em "O Diário de um Louco ‒ Contos Completos", de Lu Xun.


Ele reúne 33 contos, publicados entre 1926 e 1936. Escritos em chinês, foram traduzidos por três homens e duas mulheres de nomes brasileiros. São contos realistas que se passam em vilarejos do meio rural. Talvez por isso surjam tantos animais (coelhos, gatos, patos) e se dê ênfase à natureza (a luz da lua, o amanhecer, o vento, chuvas). Os relatos dizem respeito ao presente, com recuos comedidos ao passado.


A leitura é instigante. Entra-se num universo à anos luz das tradições greco-romanas, judaico-cristãs e afro-ameríndias. O que parece haver é o empenho de um artista em contar a seus conterrâneos as tensões entre senhores e subalternos, tradição e modernidade, entre uns pobres diabos e outros diabos pobres. No mais das vezes, os relatos são cruéis e terminam de supetão, deixando enigmas no ar.


O melhor conto é o mais longo, "A Verdadeira História de Ah Q", de 1921. Com 60 páginas, o narrador começa por falar da dificuldade de se escrever sobre um sujeito de nome inexplicável; e cita Confúcio: "Se o nome não está correto, a palavra não faz sentido".


Ah Q não tem família nem amigos nem nada. Faz trabalhos esporádicos, enche a cara, perambula, dorme num templo. É o tolo que todos desprezam. Todavia, ele se tem em alta conta porque cultiva um mecanismo psicológico que lhe serve de compensação. Se um poderoso o esmurra, vê na humilhação um sinal da sua importância, já que foi alguém de posses que o atacou. Ou ele mesmo se estapeia ainda mais, e assim infla à autoestima. Ou esquece o caso ‒ porque o esquecimento, pensa, é um "tesouro herdado de seus antepassados".


Com isso, a submissão e suas autojustificativas ficam históricas. E talvez tenham alcance social porque a vila inteira às aceita e compartilha. A comparação é absurda, mas Ah Q lembra o protagonista de "Estorvo", de Chico Buarque ‒ o ser que se desfaz e não acaba, segue se decompondo.


Certo dia se escutam os ruídos de uma revolução que se aproxima. A aldeia se põe em polvorosa. Confuso e oportunista, Ah Q quer aderir aos revoltosos. Debalde. É preso. Ordenam-lhe que assine um papel, mas não sabe escrever. O parvo acaba desenhando um círculo: é sua confissão e sentença de morte. É levado pela vila, e "o público seguia a carroça como formigas".


O herói da resignação imagina que o fuzilamento era justo: "Que motivo haveria para executar alguém que não fosse mau?". Já a conclusão do narrador acerca de Ah Q é inapelável: "Como era ridículo!".


* Jornalista e apresentador de televisão.

Folha de São Paulo, 11 junho 2022. Adaptado.



Os sinais de pontuação são fatores de coesão, designam a essência discursiva em frases, orações e períodos e, na escrita, buscam revelar as intenções do emissor.

A partir desse pressuposto e de acordo com o contexto em que estão empregados, é correto afirmar que
Alternativas
Q4078674 Português
Em Outros sujeitos, Outras Pedagogias, Arroyo (2012) se refere a quê ou a quem, ao utilizar os termos “outros/outras”?
Alternativas
Q4082284 Português
Dever de casa

Otto Lara Resende*


Um fiapo de gente e um feixe de problemas. Agora é uma perguntação que não tem mais fim. Papai, o plural de segunda-feira? Tira os óculos, para de ler a revista. Daqui a pouco é hora do telejornal. Dia cansativo, mas pai é pai. Segunda-feira, segunda-feira. Murmurinha, como se procurasse na memória algo que não sabe o que é. Segunda-feira, pai. Ah, sim. O plural dos nomes compostos. Ao menos isto não terá mudado.

Mudam tudo neste país. Depois querem ter jurisprudência. Ainda hoje andou lendo um acórdão. Ementa malfeita. Segunda-feira no plural. Não tem mais o que inventar. Segundas-feiras. Variam os dois elementos. Fácil, óbvio. Entendeu?

Nem tinha retomado a leitura e lá vem outra perguntinha. Quarta-feira é abstrato ou concreto? Essa, agora. Primeiro vamos saber se é mesmo substantivo. Nenhuma dúvida. É substantivo. Abstrato?

Concreto. A professora disse que é concreto. Pai é pai. Põe tudo de lado e sai sem bater a porta. Concreto, está lá no Celso Cunha, é o substantivo que designa um ser propriamente dito. Nomes de pessoas, de lugares, de instituições etc. Quarta-feira. Vamos raciocinar. Nome de um dia. Abstrato designa noção, ação, estado e qualidade. Desde que considerados como seres. Quarta-feira é um ser? Se é um dia, é um ser. Mas concreto? Abstrato. Deve ser abstrato.

Um dia de matar, o trânsito engarrafado. A dorzinha de cabeça já se instalou. Quarta-feira, papai. Afinal? Outro dia era o aliás. Até que teve sua graça. Que é aliás? Bom, como categoria gramatical, me parece que. Pausa. Mudaram a nomenclatura gramatical toda. Aliás, advérbio não é. Ou melhor, é controvertido. Vem do latim. Quer dizer quer dizer, como disse o outro. Será advérbio?

Esses meninos de hoje, francamente. Gramática ninguém estuda mais. A língua andrajosa, um monte de solecismos. Mas quarta-feira é substantivo abstrato? Concreto, disse a professora. Ora, pinoia. Está come çando o telejornal. Mais um fantasma. Mandado de segurança. Mandado e não mandato. Preste atenção, meu filho. Aliás, só faltava essa. Fantasma é concreto? Eta Brasil complicado! Aliás, hoje é quarta-feira. Abstrata?

* Foi escritor e jornalista brasileiro, autor de contos, crônicas e novelas.


(Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/6296/dever-decasa Acesso em: 3 jul.2022. Adaptado.)
Considerando-se a leitura e, também, as experiências que o componente Língua Portuguesa proporciona ao aluno nas diversas práticas sociais, uma inferência correta sobre o texto é que o (a)
Alternativas
Q4082287 Português
Dever de casa

Otto Lara Resende*


Um fiapo de gente e um feixe de problemas. Agora é uma perguntação que não tem mais fim. Papai, o plural de segunda-feira? Tira os óculos, para de ler a revista. Daqui a pouco é hora do telejornal. Dia cansativo, mas pai é pai. Segunda-feira, segunda-feira. Murmurinha, como se procurasse na memória algo que não sabe o que é. Segunda-feira, pai. Ah, sim. O plural dos nomes compostos. Ao menos isto não terá mudado.

Mudam tudo neste país. Depois querem ter jurisprudência. Ainda hoje andou lendo um acórdão. Ementa malfeita. Segunda-feira no plural. Não tem mais o que inventar. Segundas-feiras. Variam os dois elementos. Fácil, óbvio. Entendeu?

Nem tinha retomado a leitura e lá vem outra perguntinha. Quarta-feira é abstrato ou concreto? Essa, agora. Primeiro vamos saber se é mesmo substantivo. Nenhuma dúvida. É substantivo. Abstrato?

Concreto. A professora disse que é concreto. Pai é pai. Põe tudo de lado e sai sem bater a porta. Concreto, está lá no Celso Cunha, é o substantivo que designa um ser propriamente dito. Nomes de pessoas, de lugares, de instituições etc. Quarta-feira. Vamos raciocinar. Nome de um dia. Abstrato designa noção, ação, estado e qualidade. Desde que considerados como seres. Quarta-feira é um ser? Se é um dia, é um ser. Mas concreto? Abstrato. Deve ser abstrato.

Um dia de matar, o trânsito engarrafado. A dorzinha de cabeça já se instalou. Quarta-feira, papai. Afinal? Outro dia era o aliás. Até que teve sua graça. Que é aliás? Bom, como categoria gramatical, me parece que. Pausa. Mudaram a nomenclatura gramatical toda. Aliás, advérbio não é. Ou melhor, é controvertido. Vem do latim. Quer dizer quer dizer, como disse o outro. Será advérbio?

Esses meninos de hoje, francamente. Gramática ninguém estuda mais. A língua andrajosa, um monte de solecismos. Mas quarta-feira é substantivo abstrato? Concreto, disse a professora. Ora, pinoia. Está come çando o telejornal. Mais um fantasma. Mandado de segurança. Mandado e não mandato. Preste atenção, meu filho. Aliás, só faltava essa. Fantasma é concreto? Eta Brasil complicado! Aliás, hoje é quarta-feira. Abstrata?

* Foi escritor e jornalista brasileiro, autor de contos, crônicas e novelas.


(Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/6296/dever-decasa Acesso em: 3 jul.2022. Adaptado.)
Leia o excerto a seguir.
“Murmurinha, como se procurasse na memória algo que não sabe o que é. Segunda-feira, pai. Ah, sim. O plural dos nomes compostos. Ao menos isto não terá mudado”.
A parte da gramática que estuda o substantivo e o plural dos nomes compostos é a
Alternativas
Q4082290 Português




Disponível em:http://www.marcelo.sabbatini.com/educacao-em-char-ges-2/ .

O gênero textual charge, no âmbito do processo ensino-aprendizagem, auxilia a aumentar as capacidades linguísticas em sala de aula.
A esse respeito, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre os elementos que determinam a produção de sentido nesta charge.

( ) Associa texto verbal e pictórico. ( ) Protesta e critica sujeitos sociais. ( ) Agrega recursos oral e gráfico-visuais. ( ) Trata de uma leitura visual para formar opinião. ( ) Transmite os bons costumes de convívio social.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Alternativas
Q4082291 Português
O eixo “Leitura” do componente Língua Portuguesa da BNCC compreende “a circulação dos gêneros do discurso nos diferentes campos de atividade, seus usos e funções relacionados com as atividades típicas do campo, seus diferentes agentes, os interesses em jogo e as práticas de linguagem em circulação e as relações de determinação desses elementos sobre a construção composicional, as marcas linguísticas ligadas ao estilo e o conteúdo temático dos gêneros.” (BRASIL, 2018, p. 72)
A esse respeito, associe corretamente o tipo de gênero discursivo ao seu respectivo conteúdo temático.

TIPOS
1 - Debate 2 - Notícia 3 - Crônica 4 - Ensaio 5 - Entrevista

CONTEÚDOS
( ) apresenta diferentes pontos de vista sobre um determinado tema e, normalmente, pertence à comunicação oral.
( ) apresenta opiniões e experiências de um especialista ou de uma pessoa de destaque a respeito de certo assunto.
( ) caracteriza-se como um relato não literário e informa ao leitor fatos de interesse público, com simplicidade, concisão e precisão.
( ) apresenta fatos do cotidiano a partir do ponto de vista do autor, elaborado com a intenção de divertir, emocionar ou de fazer o leitor refletir.
( ) caracteriza-se pelo rigor das argumentações e apresenta uma abordagem crítica e interpretativa de um assunto quase sempre polêmico.

A sequência correta dessa associação é
Alternativas
Q4082294 Português
Sobre a relação do morfema e da sintaxe às produções de sentido das diversidades textuais, leia os textos a seguir.

TEXTO I
Segundo Cereja e Magalhães (2013, p. 41), “Um texto não pode ser construído com frases soltas, desconexas. Além disso, a alteração da sequência de suas partes pode modificar profundamente seu sentido. Para um texto ter unidade de sentido para ser um todo coerente, é necessário que apresente textualidade, isto é, que apresente conexões gramaticais e articulação de ideias.”
TEXTO II
“O Arquipélago de Anavilhanas, mais uma joia da Amazônia, fica a apenas 100 km de Manaus, próximo ao município de Novo Airão, no rio Negro. Trata-se de uma das paisagens mais espetaculares da região Norte, e muito rica em biodiversidade. São cerca de 400 ilhas, ou até mais. Depende do volume de água. Quando está muito baixa no período das secas, outras ilhas aparecem. Isso faz do arquipélago de Anavilhanas um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo. Ele só perde para o arquipélago de Mariuá, em Barcelos, antiga capital do Estado, que tem nada menos que 1.400 ilhas!”
Disponível em:https://marsemfim.com.br/arquipelago-de-anavilhanas . Adaptado.


Considerando-se as informações apresentadas no Texto I, aplicadas ao Texto II, é correto afirmar que o (a)
Alternativas
Q4082295 Português




Disponível em: <http://veredasdalingua.blogspot.com/2012/03/regenciaverbal-i.html>. Adaptado.

Pensando-se em uma interface entre sintaxe e morfologia, uma das possibilidades é aquela que permite teorizar sobre como “palavra” e sua estrutura interna – o domínio tradicional da morfologia – relacionam-se com estruturas geradas pela sintaxe e, também, com as produções de sentido das diversidades textuais.
No que diz respeito à parte da língua que se ocupa da relação entre o verbo e os termos que se seguem a ele e completam o seu sentido, e considerando-se apenas esta relação, a frase que está em desacordo com a norma-padrão da língua portuguesa é
Alternativas
Q4082296 Português




Disponível em: <http://veredasdalingua.blogspot.com/2012/03/regenciaverbal-i.html>. Adaptado.

Com base no estudo das relações que as palavras mantêm entre si na frase, o erro gramatical presente na tirinha contempla especificamente um conteúdo voltado para
Alternativas
Q4082297 Português
Em decorrência do avanço e da multiplicação das tecnologias de informação e comunicação e do crescente acesso a elas pela maior disponibilidade de computadores, telefones celulares, tablets e afins, os estudantes estão dinamicamente inseridos nessa cultura.
A esse respeito, leia o texto a seguir.
“Para trabalhar a Educação 4.0 nas unidades da rede municipal de ensino, a Prefeitura de Manaus vai implantar em 225 escolas da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Centros de Tecnologias Educacionais (CTEs). Os espaços terão computadores, kits, legos e arduinos, que contribuirão para a educação digital dos mais de 250 mil alunos da rede. O espaço é alinhado com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Plano Municipal de Educação (PME), que permitem desenvolver tecnologias educacionais e práticas pedagógicas inovadoras, além de promover espaços adequados à realização de oficinas, projetos pedagógicos, empreendedorismo educacional e atividades socioeducativas com uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC).”
Disponível em: <https://informemanaus.com/2021/prefeitura-de-manaus -aposta-na-educacao-4-0-e-vai-implantar-225-centros-de-tecnologias-educacionais-em-escolas/. Adaptado.



Tendo por base a importância da Educação 4.0 em Manaus, alinhada aos princípios da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a cultura midiática e digital nas escolas deve priorizar sempre
Alternativas
Q4082298 Português
O eixo tecnológico garante mais coerência com a especificidade do campo da Educação Profissional e Tecnológica.
Embora existam diferentes conceitos, a tecnologia, como base de educação profissional,
Alternativas
Q4082301 Português
Leia a frase a seguir.
“Tá chovendo!”

Esta frase é solta e descontextualizada e pode ser entendida como a impossibilidade de sair de casa; a hipótese de alagamento; a necessidade de abrir um guarda-chuva; a urgência de fechar as janelas, dentre muitas outras perspectivas.
Para entender satisfatoriamente um enunciado, é preciso, fundamentalmente,
Alternativas
Q4082302 Português
É importante trabalhar as relações entre as partes do texto, tanto na produção como na leitura/escuta, na escrita, considerando-se a construção composicional e o estilo do gênero, usando/reconhecendo adequadamente os recursos coesivos diversos.
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre a coesão como fator preponderante da textualidade.

( ) A coesão é obtida integralmente através da gramática e, do mesmo modo, através do léxico.

( ) A coesão refere-se aos modos como os componentes do universo textual estão ligados entre si dentro de uma sequência.

( ) As relações de sentido entre os enunciados que compõem o texto são relativas, por isso a interpretação de um elemento não depende da interpretação de outro.

( ) Pode haver textos destituídos de coesão, mas cuja textualidade se dá ao nível da coerência, assim a retomada de elementos não é o único meio para a sua compreensão.


De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Alternativas
Q4082303 Português
Leia a passagem a seguir.
João não foi à aula, entretanto estava doente.
A conexão entre as duas orações é incoerente porque
Alternativas
Q4082304 Português
A coesão textual depende de algumas categorias de procedimento. Assim, na perspectiva das concatenações frásicas lineares, preencha corretamente as lacunas do texto.

A ____________ omite um item lexical recuperável pelo contexto, ou seja, a substituição por zero (0). Ela pode ocorrer por meio de elementos nominais, verbais e oracionais; a ____________ é função pela qual um signo linguístico se relaciona a um objeto extralinguístico. Ela pode ser situacional ou exofórica (isto é, extratextual) e textual ou endofórica; a ____________ pode ser nominal (feita por meio de pronomes pessoais, numerais, indefinidos, nomes genéricos como coisa, gente, pessoa) e verbal (o verbo “fazer” é substituto dos causativos, “ser” é o substituto existencial). Por último, a ____________ tem natureza diferente das outras relações coesivas por não se tratar simplesmente de uma relação anafórica. Os elementos são coesivos não por si mesmos, mas indiretamente, em virtude das relações específicas que se estabelecem entre as orações, períodos e parágrafos.

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
Alternativas
Respostas
1: B
2: C
3: E
4: D
5: A
6: B
7: C
8: C
9: E
10: E
11: B
12: E
13: D
14: A
15: B
16: B
17: D
18: B
19: D
20: A