Questões de Concurso Público IF-AM 2022 para Professor PEBTT - História
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Ao se analisar a linguagem usada pelo autor, observa-se que o emprego de expressões como “de supetão” e “enche a cara” sinalizam a presença de um registro __________. A associação entre linguagem __________ atende à finalidade de permitir ao leitor preencher lacunas de interpretação, além de associar a imagem a determinado ambiente onde ocorre o enredo do livro. No segundo parágrafo, a alusão a "Estorvo", comparando Ah Q ao protagonista da obra de Chico Buarque, e a referência à infância, pela menção “à pureza das primeiras leituras”, “ao encantamento”, “à curiosidade” e “à imaginação”, entre outras, caracteriza um tipo de __________. Em relação aos articuladores textuais, no enunciado “Com isso, a submissão e suas autojustificativas ficam históricas. E talvez tenham alcance social porque a vila inteira as aceita e compartilha.”, o termo destacado retoma o __________ do período simples.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é

https://www.estantevirtual.com.br/livros/marcio-trigo-adaptacao-/medico-a-forca-de-moliere/4016561156
A crase em “à força” foi empregada pelo mesmo motivo que em

( ) Em “É proveitoso ler de fio a pavio um livro sem saber nada...”, a expressão em destaque, sem prejuízo para o sentido, pode ser substituída por “integralmente”.
( ) Na frase “A aldeia se põe em polvorosa”, identifica-se a figura de linguagem denominada onomatopeia, pois há palavras cuja sonoridade está associada à coisa representada, no caso, a aldeia.
( ) Na passagem “Deve aliciar, enredar, levar o leitor ignorante, mas seduzido, à página seguinte...”, a palavra sublinhada é polissêmica, isto é, se usada em contextos diferentes, reúne vários significados.
( ) No trecho “[O livro] reúne 33 contos, publicados entre 1926 e 1936. Escritos em chinês, foram traduzidos por três homens e duas mulheres de nomes brasileiros.”, privilegia-se a linguagem figurada, conotativa.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é

I – O adjetivo “pobres”, posposto ao substantivo, adquire o sentido de “desprovidos de recursos financeiros”.
II – O adjetivo “pobres”, nesse contexto, anteposto ao substantivo, significa “dignos de dó”, “insignificantes”.
III – O emprego de palavras como “tradição” e “modernidade” evidencia o fenômeno semântico denominado sinonímia.
IV – A regência incorreta do verbo “contar” caracteriza uma impropriedade que fere a norma-padrão da língua portuguesa.
Está correto apenas o que se afirma em

A partir desse pressuposto e de acordo com o contexto em que estão empregados, é correto afirmar que
“(...) os povos originários brasileiros vivenciam mais de quinhentos anos de imposições, diferenciadas em seus formatos e contextos históricos (...). Exemplar nesse sentido é pensar que em 2014, quando completavam cinquenta anos do golpe militar-civil de 1964, pouco se escreveu a respeito de como os mais de vinte anos do chamado “estado de exceção” brasileiro afetaram os Povos Indígenas”.
(ANGATU, Casé; TUPINAMBÁ, Ayra. Protagonismos Indígenas: (re)existências indígenas e indianidades. In: CARNEIRO, Maria Luiza Tucci, ROSSI, Miriam Silva (Orgs.) Índios no Brasil: vida, cultura e morte. São Paulo: Intermeios, 2019. p.25).
Considerando-se o texto anterior é correto afirmar que
“Logo após as primeiras manifestações do ano de 2015 que pediam, de maneira mais ou menos explícita, uma intervenção militar no Brasil, variações de um meme passaram a povoar as redes sociais brasileiras: de um lado, fotografias de manifestantes e de suas faixas (quase sempre as mais insólitas, como aquela que, em um arremedo da língua inglesa pedia: “People Emanates... Help! Military Intervetion Already!”); de outro, o contraponto a esses clamores, diagnosticados como falta de conhecimento ou desrespeito à histórica política recente, com o uso da frase ‘Por mais livros de História!’”.
(MAUAD, Ana Maria; ALMEIDA, Juniele Rabêlo de; SANTHIAGO, Ricardo. Introdução. In: MAUAD, Ana Maria; ALMEIDA, Juniele Rabêlo de; SANTHIAGO, Ricardo (Orgs.). História Pública no Brasil: sentidos e itinerários. São Paulo: Letra e Voz, 2016. p.11).
A discussão promovida ao longo da obra cujo trecho foi destacado, aponta, fundamentalmente, para uma reflexão sobre a
“Rio dos Pretos, porque lá só morava era preto né, aí chamavam Rio dos Pretos... o regatão que passava, ‘esse aí é o Rio dos Pretos’. Porque Rio dos Pretos, naquele tempo, querendo dizer Rio dos Pretos, para ele tava desclassificando a gente, desclassificando a gente que era preto, para não chamar moreno, que era uma coisa.... chamava preto, não é que nem hoje em dia, porque antigamente, era uma desclassificação chamar Rio dos Pretos, hoje em dia não, hoje em dia é uma classificação, porque somos pretos mesmo, somos neguinhos, é negro [Seu Jacinto, 74 anos, 1º tesoureiro da Associação de Moradores Remanescentes de Quilombo da Comunidade do Tambor – Novo Airão, 19 fev.2008]”.
(FARIAS JÚNIOR, Emmanuel de Almeida. Quilombos no Amazonas: do Rio dos Pretos ao Quilombo do Tambor. In: MELO, Patrícia Alves (Org.). O fim do silêncio. Presença negra na Amazônia. Curitiba: Editora CRV, 2021. p.129).
De acordo com o estudo de Farias Júnior, a fala de “Seu Jacinto” aponta, nesse contexto, para a (o)
“O aviamento é um modelo socioeconômico que implica a formação de uma cadeia de escambo a crédito entre, de um lado, comerciantes/patrões e, de outro, produtores/fregueses, ambos situados – como elos de uma corrente – entre dois polos sociopolíticos hierárquicos marcados por relações assimétricas de dominação e dependência em função de uma dívida estabelecida, e nunca paga, entre o freguês e o patrão. Tal sistema estabeleceu-se historicamente, e de forma ampla, na Amazônia como um todo. No caso do Noroeste Amazônico, ele se fundou principalmente nas relações entre patrões brancos e fregueses indígenas”.
(MEIRA, Márcio. A persistência do aviamento: colonialismo e história indígena no noroeste amazônico. São Carlos: Edufscar, 2018. p.32).
Com base no texto é correto afirmar que o
“Cabe sublinhar que tais múltiplas ligações entre as diferentes partes submetidas à Coroa portuguesa não se esgotavam no comércio. Na verdade, a existência de um mercado imperial foi fundamental para a manutenção de estruturas sociais e econômicas tão distantes – e distintas –, como a ordem estamental e aristocrática do reino, o escravismo-colonial na América e as sociedades africanas fundadas no tráfico de cativos. Em suma, o Império não era tão somente uma colcha de retalhos comerciais; ele dava vida, em graus distintos, às diversas sociedades que o constituíram”
(FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda; GOUVÊA, Maria de Fátima. O Antigo Regime nos Trópicos: a dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI -XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira: 2001, pp. 23)
Sobre o texto apresentado é INCORRETO afirmar que ele
“O capitalismo não pode ser entendido meramente como um comércio de mercado, tampouco como um sistema de produção baseado em trabalho remunerado. O capitalismo também é um produto da imaginação. O desenvolvimento do capitalismo foi ao mesmo tempo um processo histórico, que originou novos mercados para o trabalho e bens de consumo, e um processo ideológico, que fez com que tais mercados parecessem “naturais”.
(BURBANK, Jane, COOPER, Frederick. Impérios. Uma nova visão da história universal. SP: Planeta, 2019. Pp. 290)
É correto afirmar que este texto